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Jornal das 6, com Miguel Viterbo Dias. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa espera que a Justiça atue de forma rápida.

Uma curta reação de Carlos Moedas, breve reação do presidente da autarquia à investigação que envolve a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, liderada pelo Partido Socialista. Carlos Moedas avisa que situações como esta minam a credibilidade das instituições.

Mas é preciso realmente atuar rapidamente, porque aquilo que nós vemos é que muitos destes casos, depois as pessoas ficam durante anos com uma desconfiança, porque o caso não se resolve. E eu acho que o país tem que resolver as coisas rapidamente, que a Justiça tem que funcionar rapidamente. É só isso que eu peço. De resto, não tenho mais nenhum comentário. O que é da Justiça, é da Justiça. A Câmara Municipal é um órgão eleito, a freguesia também é um órgão eleito e, portanto, cada um tem as suas responsabilidades.

As declarações do presidente da Câmara de Lisboa, captadas pela SIC Notícias na abertura da ARCOlisboa, uma feira de design. Carlos Moedas que faz questão de vincar que a Câmara e as Juntas de Freguesia são órgãos separados. O antigo presidente da Junta de Santa Maria Maior, Miguel Coelho, é um dos principais visados pela investigação e anunciou ao início da tarde a suspensão do mandato, agora de deputado municipal em Lisboa.

O primeiro-ministro também foi questionado sobre este caso, mas deixou uma reação curta.

Ainda mais curta do que a de Carlos Moedas, à margem de uma iniciativa do Banco Português de Fomento em Leiria. O primeiro-ministro quis fugir à reação sobre as buscas na sede do PS, deixando apenas um curto comentário.

As instituições estão a funcionar e é assim que tem que ser, está bem?

Instituições em funcionamento, é o que diz o chefe do governo, que está em Leiria numa iniciativa em que marca também presença António José Seguro.

José Luís Carneiro, o secretário-geral do PS, diz que o partido não é visado nas buscas.

O secretário-geral socialista falou aos jornalistas antes do arranque do plenário desta tarde na Assembleia da República, depois do comunicado que o PS já tinha emitido. José Luís Carneiro vincou de viva voz que o PS não está diretamente envolvido nesta investigação.

Foi-nos transmitido que essas diligências não visam o Partido Socialista. Por outro lado, quero também garantir que tudo farei para que a legalidade seja defendida e promovida em todos os níveis de responsabilidade do Partido Socialista, seja a nível local, seja a nível nacional. Cooperaremos, como aliás o fizemos durante a manhã, com as autoridades judiciárias, para que todos os factos sejam cabalmente apurados e se houver sido cometidos crimes, todos os responsáveis devem, naturalmente, ser responsabilizados pelos mesmos.

José Luís Carneiro, que diz ter muito pouca informação sobre esta investigação. Um dos detidos, Duarte Mural, é assessor de imprensa do líder socialista. O secretário-geral do PS que afasta também leituras políticas sobre este caso. Entretanto, também nos últimos minutos, André Ventura reagiu nos Passos Perdidos da Assembleia da República. Diz que é uma operação especialmente grave pela extensão dos visados dentro de uma rede de poder autárquico, mas também com ramificações a nível nacional, colando, claro está, esta investigação ao secretário-geral do PS, que diz que deve dar um esclarecimento cabal e não uma reação infantilizada como há pouco fez na Assembleia da República. Declarações que vamos ouvir também mais ao detalhe no jornal das sete da tarde.

Nesta investigação, Miguel, estão em causa contratos que rondam cerca de dois milhões de euros.

No centro da investigação estão ajustes diretos a empresas associadas a elementos do PS e a contratação de militantes socialistas por parte da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior. Em causa está a suspeita de prevaricação e participação económica em negócio. A Polícia Judiciária confirmou a detenção de pelo menos cinco pessoas. Há ainda 37 arguidos nesta megaoperação que envolveu cerca de 400 inspetores.

Voltamos ao primeiro-ministro, que anda pela região de Leiria e admite falhas nos apoios às famílias, mas diz, por outro lado, Miguel Viterbo Dias, que as ajudas às empresas, essas, estão a decorrer a bom ritmo.

Luís Montenegro marca presença na terceira edição das Conversas de Fomento, uma iniciativa do Banco Português de Fomento, desta vez em Leiria. Luís Montenegro assume que a ajuda às famílias está a falhar ou está mais demorada do que o expectável, mas traça um cenário diferente para os apoios às empresas.

É verdade que, no que diz respeito à situação criada em muitas famílias, nomeadamente a propósito das suas habitações, a evolução não tem sido aquela que nós desejávamos, por vicissitudes que agora aqui não é o mais importante, mas que tem a ver com a necessidade de nós termos um controle sobre o nível dos apoios que estamos a dar. Mas há uma coisa que podemos dizer: no caso das empresas, nós estamos praticamente na plenitude da concretização e realização das iniciativas a que nos propusemos.

Luís Montenegro, que relacionou também a questão da reconstrução da zona à situação da economia do país, diz que o crescimento económico está a encontrar na lei do trabalho um obstáculo.

Sem colocar em causa o equilíbrio da relação trabalhador-empregador, sem colocar em causa os direitos fundamentais dos trabalhadores, as regras de dinamização das relações laborais são também um fator predominante para a quota parte do investimento que não é assim tão certo possa ser atraído ou possa ser realizado. Dir-me-ão que há muitos investimentos que não têm precisado disso, é verdade, mas há muitos outros que não viram a luz do dia, não chegaram efetivamente à realidade, porque esse fator acabou por pesar.

O primeiro-ministro mais uma vez a sublinhar a necessidade de uma reforma laboral. Depois desta intervenção, Luís Montenegro esteve reunido com o Presidente da República, no habitual encontro entre chefe de Estado e chefe de governo, que aconteceu excepcionalmente a uma quinta-feira.

Isso porque agora são às terças. André Ventura quer baixar a idade da reforma. Já há aqui uma fasquia para os 65 anos ou 40 anos de descontos.

A proposta foi deixada pelo líder do Chega no debate desta tarde no Parlamento, um debate pedido pelo PCP sobre a reforma laboral. André Ventura adiantou que o partido quer voltar ao modelo dos 65 anos de idade ou 40 anos de descontos fiscais.

Hoje mesmo passou para 66 anos e 11 meses a idade da reforma. Senhor deputado Fabian Figueiredo, nós não temos dúvidas. Nós queremos mesmo, neste país, voltar aos 65 anos de idade de reforma ou de 40 anos de descontos, porque isso é mais do que justo para quem trabalhou toda a vida neste país.

André Ventura, que ouviu depois Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, dizer que esta proposta impede os jovens de ter acesso a uma reforma.

É preciso dizer àqueles jovens que ali estão, senhor deputado André Ventura, se a sua proposta fosse aceite no modelo do Chega, aqueles jovens que ali estão não iam ter reforma nem pensão, porque a Segurança Social não tinha sustentabilidade. O senhor só fala dos jovens para bater com a mão no peito, mas o senhor quer acabar com o futuro deles.

Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, a responder à proposta de André Ventura, que o presidente do Chega já disse no passado que seria uma linha vermelha para aprovar a reforma laboral.

Uma declaração vigorosa de Hugo Soares. Pedro Passos Coelho foi convidado pela paróquia de Castro Marim, em Faro. Não faças isto, Miguel Nogueira Dias, durante o jornal, isto é perigoso. Pedro Passos Coelho foi convidado pela paróquia de Castro Marim, em Faro, a intervir num evento sobre legislação laboral.

Evento que acontece daqui a sensivelmente uma semana para celebrar os 135 anos da carta encíclica do Papa Leão XIII, relacionada com o trabalho. À Rádio Observador, o padre que convidou Pedro Passos Coelho, Tiago Deira Pereira, explica o porquê do convite ao antigo primeiro-ministro.

Este evento não é um evento de caráter político, mas é um evento de caráter de reflexão social e religiosa. E por isso entendemos que, sendo o doutor Pedro Passos Coelho uma pessoa de ampla experiência política, mas sobretudo no campo da economia, no campo empresarial, que nos poderia dar uma ajuda na reflexão.

O padre Tiago Deira Pereira diz que este convite foi dirigido antes das últimas declarações de Pedro Passos Coelho, em que utilizou expressões como "prostitutos políticos", mas diz também que uma coisa nada tem que ver com a outra e que o ex-primeiro-ministro tem uma reflexão a dar ao país sobre matérias do mercado laboral.

E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira.

Pode existir um acordo preliminar para o fim do conflito entre os Estados Unidos e o Irão. A informação está a ser avançada pelo portal Axios, que acrescenta que este acordo não tem aprovação garantida por parte de Donald Trump. No gabinete de guerra da Rádio Observador, o historiador Bruno Cardoso Reis reforça esta ideia de que falta a luz verde do presidente norte-americano e lembra que não é a primeira vez que o portal Axios avança com uma informação deste tipo. O Tribunal de Contas aprovou a compra de 153 automotoras urbanas e regionais pela Comboios de Portugal, a CP. O contrato foi assinado com a multinacional francesa Alstom e a portuguesa DST. O investimento é superior a 1 milhão de euros. O ministro das Infraestruturas garantiu já em comunicado que esta é a maior compra de sempre de comboios no país. Os veículos, no entanto, só começam a chegar em Portugal em 2029. Está também prevista a produção nacional com a instalação de uma fábrica em Matosinhos. Fechamos com desporto e, mais uma vez, com bicicletas. Já há pouco tínhamos falado de bicicletas num regime mais de lazer. Agora a sério, porque na Volta à Itália em bicicleta, Afonso Helálio manteve hoje a camisola branca, liderança da juventude e também o quinto lugar na geral. O ciclista português da Bahrain chegou a ter esse lugar em risco, caiu a 50 km da meta. No final, ainda tentou vencer a etapa, mas acabou por ser alcançado pelo líder do Giro, Jonas Vingegaard, que venceu mais uma etapa e cimentou também a liderança da volta, mas com Afonso Helálio no quinto lugar.

Mas na Itália as cores das camisolas podem causar alguma confusão. O líder é o camisola rosa.

Veste rosa, exatamente ao contrário da habitual camisola amarela.

E cá o camisola branca é o do prémio do combinado. Na Volta a Portugal, que eu nunca entendi o que quer dizer, mas ela existe. É a camisola branca.

Em Itália, pelo menos, é mais percetível, é só da juventude.

É o prémio da juventude, que cá é a camisola azul, se não me engano.

Talvez, sim.

Ou é verde. Azul é da montanha, é isso. Obrigado, Miguel.

Fica a paleta de cores.

Exato. Voltas às 18h30.

Até já.