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As notícias. Jornal das seis da Rádio Observador, com edição de Rui Casa Nova. António José Seguro e Luís Montenegro apelam ao regresso de emigrantes e lusodescendentes.
Este apelo conjunto foi feito esta tarde numa cerimónia com a comunidade portuguesa no Luxemburgo, isto no âmbito das comemorações do 10 de junho, Dia de Portugal. Luís Montenegro destaca Portugal como um país competitivo, com potencial e uma cultura cívica e de trabalho muito fortes. Elogia os emigrantes e lusodescendentes presentes nesta cerimónia e reforça que Portugal conta com todos eles para o futuro do país.
Portugal precisa de todos vós. Nós contamos muito convosco para o nosso futuro. Seja esse futuro construído aqui no Luxemburgo, no regresso que ambicionamos que muitos possam ter a Portugal, seja esse futuro construído com as famílias que partilham uma presença quer em Portugal quer no Luxemburgo. O vosso talento, generosidade, sentido de portugalidade, a esperança, perseverança, o vosso exemplo são inspiradores para podermos todos juntos fazer um Portugal melhor, um Portugal mais próspero, um Portugal mais próximo das pessoas.
Luís Montenegro promete também um Estado mais próximo dos emigrantes. O Presidente da República, alinhado, também afirma que Portugal quer receber de volta os portugueses. António José Seguro terminou o discurso com uma promessa de tornar o nosso país não só um grande país para se viver, mas também para se trabalhar.
É um país que quer receber de volta os seus, os que emigraram e os que nasceram fora, mas que sentem Portugal como uma parte de si. Portugal é um extraordinário país para viver e deve ser também um país extraordinário para se trabalhar. É um compromisso que assumimos perante vós. Precisamos de vós, não apenas como embaixadores de Portugal no mundo, mas como parte integrante do inconfundível ser português. Obrigado por continuarem a manter este vínculo a Portugal, de ser portugueses à vossa maneira, com a nossa história, um povo que nunca deixou de ser família.
As declarações de António José Seguro nas comemorações do 10 de junho no Luxemburgo. Voltou também a elogiar as relações de amizade entre os dois países e a reforçar a importância da língua portuguesa na comunidade no estrangeiro.
E antes, António José Seguro e Luís Montenegro já tinham protagonizado um momento de sintonia. Afirmam que se completam um ao outro, tal como é suposto entre Belém e São Bento.
Luís Montenegro foi abordado por um emigrante português que tem uma bandeira de Portugal com uma coleção de autógrafos de personalidades portuguesas. António José Seguro já a tinha assinado na sexta-feira, escolheu o lado verde da bandeira. Hoje foi a vez de Luís Montenegro, que escolheu fazer a assinatura no lado vermelho. Um momento em que ambos aproveitaram para sublinhar a sintonia e alinhamento entre Belém e São Bento. Vamos aqui ouvir esse momento.
Onde é o melhor sítio?
Onde quiser. O presidente escolheu no verde, que era esperança.
Então pronto, eu vou aqui para o lado do vermelho.
Assim completamo-nos. É assim que tem de ser.
Primeiro-ministro e Presidente da República alinhados mostram-se em sintonia nesta visita oficial ao Luxemburgo. Também hoje defenderam a intenção de alargar o ensino do português no Luxemburgo. Foi durante uma sessão com professores e alunos que vivem neste território.
E o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional volta a pedir um reforço de recursos humanos e uma alteração ao Código de Execução de Penas, isto de forma a reduzir o número de mortes nas prisões.
Desde o início de janeiro e até agora morreram ao todo 28 reclusos em prisões portuguesas. São dados da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, avançados hoje pelo jornal Público. Números que mantêm a mortalidade prisional em Portugal entre as mais elevadas da Europa. O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional diz que o consumo de drogas sintéticas é a principal causa destas mortes. Frederico Morais, ouvido pela Rádio Observador, sublinha também e alerta para a falta de recursos humanos nas prisões portuguesas.
Não temos assistência médica nas cadeias porque ninguém quer trabalhar com as cadeias portuguesas. Os enfermeiros vêm em contratos e vão-se embora porque não querem, estão a ser subjugados aos dissabores dos seus diretores de cadeias, porque eles querem trabalhar para estatísticas e os enfermeiros querem trabalhar para a saúde. A nível de médicos continuamos a não ter. Não temos qualquer vigilância sobre reclusos, o que também facilita o consumo de substâncias e ao mesmo tempo a violência entre eles. Isto é tudo uma bola de neve que está a crescer nas cadeias portuguesas e um dia isto vai terminar muito mal. Para além destas 28, poderemos estar a falar daqui a uns dias de muitas mais.
Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, ouvido pela Rádio Observador aqui sobre o número de mortes nas prisões portuguesas desde o início do ano. A Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso também está preocupada com estes dados e acusa o Estado de negligenciar os reclusos. Ouvido pela Rádio Observador, o secretário-geral da APAR, Vítor Manuel Ilharco, critica ainda a falta de condições dos estabelecimentos prisionais em Portugal e acusa o governo e o Estado de não estarem devidamente atentos a estes problemas.
O problema é que, ao desespero de se estar numa situação complicada, é gente com problemas, gente que sofre, muitos deles doentes e não têm a mínima preocupação da parte do Estado, mas há longas décadas, que permita não só a sua reabilitação, mas até eles terem um tratamento digno. As nossas cadeias estão encreusadas, são medievais, são uma vergonha a nível nacional.
Vítor Manuel Ilharco, secretário-geral da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso, em declarações à Rádio Observador esta tarde, numa reação a estes dados. Desde o início do ano e até agora morreram ao todo 28 reclusos nas prisões portuguesas. Destes, 20 faleceram devido à doença, sete por suicídio e um por homicídio.
E na atualidade internacional, Donald Trump afirma que os Estados Unidos vão trabalhar com o Irão para destruir o urânio enriquecido de Teerão.
Isto se Estados Unidos e Irão chegarem a acordo em breve, é o que avança Donald Trump numa entrevista à NBC News divulgada esta tarde. Donald Trump defende também mais ataques cirúrgicos contra o Hezbollah no Líbano e reitera que não exige a inclusão do país num acordo para pôr fim à guerra com o Irão. Ainda na atualidade internacional, destaque para a guerra na Ucrânia. Volodymyr Zelensky chegou esta tarde a Londres, onde vai reunir-se com Emmanuel Macron, Friedrich Merz e Keir Starmer. A reunião vai servir para discutir o apoio à Ucrânia. Numa publicação na rede social X, o presidente da Ucrânia destaca a importância de garantir uma melhor cooperação para a segurança de toda a Europa.
E no desporto, atenções viradas também para o Real Madrid. Até meio da tarde, votaram 23.500 sócios nas eleições que decidem o futuro do clube espanhol. As urnas fecham daqui a uma hora.
Votaram 23.593 sócios até meio da tarde. É o que indicam os números mais recentes divulgados pela imprensa espanhola. Ora, este número corresponde a cerca de 31% dos sócios aptos para votar. São cerca de 70 mil. As urnas, como dizíamos, fecham daqui a uma hora. Os sócios optam pela continuidade, Florentino Pérez, ou por um novo capítulo, Enrique Riquelme. São eleições históricas. Desde 2004 que Florentino Pérez não tinha oposição em eleições no Real Madrid. Enrique Riquelme é empresário espanhol. Foi o homem que decidiu desafiar o atual presidente. Diz que o objetivo desta candidatura é impedir a venda do clube e devolver a democracia ao Real Madrid. Uma primeira sondagem feita esta manhã à boca das urnas pela rádio COPE, dá uma clara vantagem ao atual presidente, Florentino Pérez. Se se confirmar esta vitória, José Mourinho vai sair do Benfica e rumar ao comando técnico do Real Madrid, a troco de € 15 milhões. As urnas, como diziam, fecham às 19h, hora de Lisboa. Falta menos de uma hora. Os resultados destas eleições presidenciais devem ser conhecidos esta noite.
E na Fórmula 1, Kimi Antonelli venceu o Grande Prêmio do Mônaco.
O italiano da Mercedes, de apenas 19 anos, vence assim mais uma corrida da temporada. É a quinta vitória em seis provas. Partiu da pole position, segurou o lugar até o final, beneficiou também de um abandono precoce de Max Verstappen logo na primeira volta, devido a problemas mecânicos. Lewis Hamilton e Isack Hadjar fecham o pódio da sexta prova da temporada. Foi uma corrida com vários problemas. Ao todo, desistiram sete pilotos, com destaque para Lando Norris e Charles Leclerc. No MotoGP, Marc Márquez venceu o Grande Prêmio da Hungria, a oitava ronda da temporada, somou a vitória 100 da carreira, relança a luta pelo título, bateu Pedro Acosta, que ficou em segundo, e Francesco Bagnaia ficou em terceiro.
E foram as notícias das 18h com o jornalista Rui Casa Nova, que está de regresso às 18h30. Até já.
Até já.
Já não será comigo, será com o Vicente Figueira.