Mais de 30 cidades na Alemanha devem retomar os protestos este fim de semana. Falta de condições nas escolas, alterações climáticas, habitação e o regresso do serviço militar obrigatório vão estar no topo da agenda dos manifestantes, que passaram o final do mês de setembro nas ruas já a abordar estes temas.

A polícia de Berlim já mobilizou mais de 1.500 agentes para os protestos marcados para este sábado na capital alemã, mesmo admitindo não acreditar que o desenlace dos protestos seja semelhante ao de França. “Não temos provas concretas de que estejam a ser planeadas operações de pilhagem coordenadas”, afirmou a responsável pela polícia Barbara Slowik Meisel, citada pelo The Guardian.

A concentração nas Portas de Brandenburgo deverá receber cerca de dez mil manifestantes, principalmente estudantes, que aderiram ao movimento Gen Z regelt (A Geração Z é que manda, em português). No total, mais de 160 mil pessoas confirmaram que iriam estar presentes nos protestos marcados para 34 cidades alemãs, num site desenhado pelo movimento.

“Os nossos protestos são pacíficos, sem exceção. A violência vai contra todos os nossos valores. Só através da manifestação pacífica é que conseguimos alcançar algo em conjunto”, escreve a organização. No site, explicam que se vão manifestar principalmente contra os cortes feitos no setor da educação, serviços sociais e saúde, mas também contra o custo de vida, as alterações climáticas e o serviço militar obrigatório.

O deputado da CDU Alexander Thom afirmou que um “cenário” como o que se registou nas manifestações em França “deve ser evitado a todo o custo”. Já a liderança dos Verdes, o segundo maior partido de oposição, critica a “retórica” do partido do Governo alemão, acusando os democratas cristãos de “criminalizar os protestos” e “pintá-los como sendo obra de gangues de saqueadores”.

No final de setembro, milhares de estudantes saíram à rua em todo o país para se manifestarem contra a introdução de um serviço militar obrigatório. Uma medida que incentivava a inscrição voluntária nas forças armadas entrou em vigor em janeiro, mas os jovens mostraram-se preocupados com uma possível progressão desta lei, acreditando que pode ser um primeiro passo para obrigar os jovens adultos a integrar os serviços militares.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]