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Jornal das 6, com Vasco Maldonado Correia. No Mundial de Futebol, a equipa da portuguesa está já a caminho do estádio em Dallas, onde vai encontrar Espanha.

Na cidade norte-americana de Arlington, Dallas, o autocarro parte em direção ao estádio AT&T, onde já está o nosso enviado especial para este Campeonato do Mundo, Miguel Cordeiro. Miguel, há pouco davas conta de longas filas para entrar no recinto. Alguma coisa mudou?

Sim, já mudou, já se estão a dissipar. Finalmente começaram a andar. De facto, estávamos a ver pessoas em sofrimento, em longas filas, parados durante largos minutos ao sol, praticamente a derreter, podemos dizer assim, mas as filas já se começam a dissipar e agora estão ao sol na mesma, mas já vão andando para as portas de entrada para este recinto que tem ar-condicionado e, portanto, já muito melhor esse ambiente para o jogo frente à Espanha. Ora, tudo se faz nestas filas. Aproveitam-se também para vender alguns produtos e eu vejo aqui uma pessoa que está a vender máscaras de Cristiano Ronaldo e de Lamine Yamal. So you are selling these? You are from here, Dallas?

Yes, sir.

Who is selling better, Ronaldo or Yamal?

So far, for me, Ronaldo.

How much do you have of this?

We have way more, but for now I have 40 on me.

Thank you. Portanto, este jovem que está a vender máscaras de Cristiano Ronaldo e de Yamal, já tem aqui alguns que estão também a tentar comprar. Está com essas máscaras na mão e já vimos também muitos adeptos a vender este tipo de objetos. Vão encaminhando-se os adeptos para o estádio, muitos adeptos com as cores encarnadas, ora de Espanha, ora de Portugal, podemos dizer que estão em equilíbrio.

Reportagem aqui em várias línguas do Miguel Cordeiro, numa altura em que faltam menos de duas horas para o apito inicial do Portugal-Espanha.

Ainda vamos regressar ao Miguel Cordeiro, Dallas, durante esta hora das 6. E à 1h, há um outro jogo que está a suscitar curiosidade, mas diria não por boas razões: um Estados Unidos-Bélgica.

Com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, a confirmar que falou com Donald Trump sobre a reversão do cartão vermelho de um jogador norte-americano, mas a garantir que os órgãos da FIFA são independentes. Em comunicado, Infantino diz que discutiu algumas questões sobre o mundial com Donald Trump, algo que acontece com vários outros chefes de Estado, responsáveis de governo e partes interessadas no futebol. Diz que explicou a Trump que está em curso um processo jurídico e que a decisão vai ser dada a conhecer atempadamente pelos órgãos competentes. Este comunicado chega horas depois de Donald Trump ter admitido que sim, não concordou com o cartão vermelho visto por Balogun no jogo frente à Bósnia e que pressionou o presidente da FIFA a anular a suspensão.

Sim, eu pedi uma revisão da FIFA. Falei com um homem que é muito respeitado e agora o nível de respeito dele aumentou 10 vezes. Ele era bom antes de começar, mas realmente empurrou o país. E eu quem fiz isso acontecer, não foi o Biden.

Donald Trump usa Cristiano Ronaldo e Lionel Messi para explicar que os melhores não podem ficar de fora das grandes decisões.

Como é que se sentiriam se expulsassem o Messi do Mundial? Supondo que ele tinha ido contra alguém. Ou se tivessem expulsado o Ronaldo. Ronaldo, foste contra alguém, mas vamos expulsar-te. Ele é ótimo. Ou o Harry Kane. Harry, vamos expulsar-te porque acabaste de ir contra alguém com um pouco mais de força. Não podem fazer isso. Se expulsassem, acho que não teríamos um campeonato tão incrível.

Exemplo usado por Donald Trump para justificar a anulação da suspensão de Balogun, aqui numa conferência de imprensa na Sala Oval.

A perspetiva europeia, no entanto, é um bocadinho diferente sobre estas questões, Vasco.

Sim, e o professor de Direito do Desporto, Lúcio Correia, falou com o Rádio Observador e diz que considera que este caso abre um precedente gravíssimo.

Quer se queira, quer não, o desporto não anda a reboque da política, mas já se viu que as instâncias políticas têm uma fortíssima influência no âmbito desportivo. E para mim, isto é um precedente gravíssimo, no qual, a meu ver, fica machada a própria integridade da competição.

Professor de Direito de Desporto da Universidade Lusíada de Lisboa, Lúcio Correia, foi ouvido pela Rádio Observador. Entretanto, a Bélgica, adversária dos Estados Unidos nos oitavos de final, já anunciou que vai recorrer da decisão da FIFA. Ora, Lúcio Correia explica que mesmo caso a Associação Belga de Futebol acabe por ganhar este recurso, isso não vai ter qualquer efeito dentro das quatro linhas.

Na política nacional, nas jornadas parlamentares da AD, Nuno Melo alerta para uma possível crise política no horizonte, mas diz também que o PS e o Chega vão acabar desiludidos.

Luís Montenegro está nos Estados Unidos, onde vai assistir ao Portugal-Espanha de mais logo a contar para o Mundial de Futebol e por isso foi o líder do CDS, parceiro de coligação do PSD, que fez o discurso de abertura nestas jornadas parlamentares que decorrem em Cascais. Mas não sem antes, Ricardo Lopes, o primeiro-ministro fazer ouvir uma curta mensagem para os deputados.

Luís Montenegro está nos Estados Unidos para assistir ao jogo da Seleção Nacional e por isso escreveu um pequeno texto onde destaca a serenidade e o sentido de Estado das bancadas do PSD e do CDS ao longo destes dois anos de governação. Com o líder do Executivo ausente, coube a Nuno Melo, líder do CDS e também ministro da Defesa, a missão de abrir as jornadas parlamentares da AD e começou por refletir sobre as mudanças do panorama político português.

Nós sabemos que o mapa político-partidário se reconfigurou, é só uma evidência. Isso traz uns desafios que são muito exigentes.

Nuno Melo diz que, nestas circunstâncias, a AD é um ativo sem preço.

Nesta era de excesso e de polarizações, eu acho que a grande vantagem da AD é que Mantém-se uma opção assumidamente moderada, serena e institucional.

O Ministro da Defesa garante que o governo quer estabilidade e deixa um aviso a quem quer criar uma crise política e já só pensa em eleições.

Bem sabemos que os socialismos e os populismos podem aliar outra vez para que venha aí outra crise política. Agora, de uma coisa podem estar certos. Se as oposições não quiserem respeitar a vontade dos eleitores outra vez, se não nos quiserem deixar governar, pode ser bem que tenham uma ou outra grande desilusão.

Nuno Melo parece confiante numa eventual ida às urnas e explica porquê.

São mesmos resultados que nós temos para avaliar e comparar com quem queira e com quem seja, e seguramente com os socialistas que nos governaram oito anos seguidos. Nós fizemos em dois anos o que os socialistas não fizeram em oito anos. Isto não é conversa.

O Ministro da Defesa, a antecipar uma eventual crise política, num discurso de balanço feito aqui no primeiro dia das jornadas parlamentares da AD, Nuno Melo desafia a oposição e lembra que esta coligação PSD-CDS nunca perdeu eleições legislativas.

Ricardo Lopes, a acompanhar as jornadas parlamentares da AD em Cascais, jornadas que vão contar ainda com uma intervenção de José Manuel Durão Barroso, sendo que na mensagem enviada por Luís Montenegro aos deputados da AD, o presidente social-democrata diz que o primeiro-ministro tem o dever de assegurar a representação do governo e do povo português nos jogos da seleção nacional.

E há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira, 6 de julho.

Nesta vaga de calor, que ainda não acabou, o consumo de eletricidade em Portugal atingiu máximos históricos para um dia de verão. De acordo com os dados enviados pela REN ao Observador, o primeiro recorde foi batido na quinta-feira passada, com consumo diário de cerca de 165 gigawatts por hora, número ultrapassado logo no dia a seguir, em que foi alcançado um consumo de cerca de 171 gigawatts/hora. O valor máximo diário para um dia de verão tinha sido registado em julho de 2022. A esta hora, cenário mais calmo nos incêndios rurais. Numa nota enviada às redações esta tarde, a Proteção Civil indica que a situação operacional se encontra mais estável, sem ocorrências relevantes a assinalar. O incêndio de Vouzela, que foi dado como dominado já esta manhã, continua a ser o que envolve mais meios de combate. No terreno continuam cinco meios aéreos.

Eu acho que o Maldonado Correia vai regressar às 18h30 para atualizar as notícias. O trânsito já está a complicar-se, sobretudo em Lisboa e Porto. É preciso alguma dose de paciência. Ainda faltam duas horas para o jogo.