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Observador. 6 da tarde, começa agora o jornal com Martin Madeira. E Martin, começamos com a atualidade nacional. Houve um acidente grave na Ponte 25 de Abril.

No sentido Sul-Lisboa ou Almada-Lisboa, é o que indica a Lusa, a rádio Observador, pelo menos a via central e a via da direita estão cortadas. Também no sentido contrário, no sentido Norte-Sul, há paragens a partir do eixo central da ponte. São todas as informações que temos sobre este acidente grave. Em breve, nos próximos noticiários e também na síntese informativa, vamos dar mais informações sobre este acidente.

Falamos também das crises na Europa, nos incêndios na Grécia. Dois helicópteros colidiram enquanto ajudavam a controlar o incêndio em Atenas.

De acordo com a BBC News, cada helicóptero tinha uma equipa de duas pessoas. A colisão deu-se na zona de Psata, na zona nordeste de Atenas. Neste momento, há uma operação de busca e salvamento para encontrar estes helicópteros, bem como toda a tripulação, sendo que são quatro homens a serem procurados pelas autoridades gregas.

E em Ceuta, a morgue, neste momento, já conta com 88 corpos.

É o que revela ao jornal "El País" o autarca da cidade. Isto apesar de os números avançados pelo governo espanhol apenas indicarem 72 vítimas mortais. O governante lamenta as mortes de um lado e do outro da fronteira. Segundo o autarca, Marrocos também está a retirar algumas vítimas da água. Neste momento, o exército espanhol estava a distribuir água aos migrantes que continuam em Ceuta e diretamente de Ceuta, a enviada especial do Observador, Inês André Figueiredo, explica que o governo espanhol está a concentrar os migrantes em dois locais para assegurar a organização da cidade.

Houve aqui uma espécie de tentativa de centralizar as pessoas em dois espaços. Um deles é o CETI, que é a organização de alojamento temporário para os migrantes, que já estava cheia mesmo antes desta crise começar. As pessoas estão à porta, não têm comida, não têm água e, portanto, tornou-se ali a situação um pouco complicada. E depois na praia, quando se desce deste centro, vai-se ter a uma praia, uma estrada curta que vai levar a uma praia, e o que as autoridades espanholas fizeram foi tentar reter o máximo de pessoas possível nessa praia para que não andem pela cidade a deambular.

A repórter enviada especial do Observador a Ceuta, Inês André Figueiredo, com novas atualizações diretamente da cidade autônoma espanhola.

O líder do partido radical de direita espanhol, o partido Vox, diz que a entrada de migrantes em Ceuta é um ato de guerra promovido por Marrocos.

Em Ceuta, Santiago Abascal reitera a ideia propagada nas redes sociais de que Marrocos colocou deliberadamente estes migrantes em Ceuta. O líder do Vox fala numa invasão e num ataque à soberania espanhola.

Estamos perante um ataque brutal à nossa soberania e à segurança dos espanhóis. Estamos perante uma invasão e perante um ato de guerra promovido por Marrocos e permitido por Pedro Sánchez de diferentes maneiras.

Na rede social X, Santiago Abascal afirma também que em Ceuta estão milhares e milhares de invasores que não regressaram e que não regressaram a Marrocos quaisquer migrantes, apesar das forças de segurança espanholas e do governo espanhol dizerem que voltaram cerca de 73 mil pessoas.

E o representante do governo espanhol em Ceuta diz que a entrada de milhares de migrantes vindos de Marrocos obrigou à criação de um centro de acolhimento e triagem.

Em conferência de imprensa, Miguel Pérez Triano afirma que foi necessário recorrer a medidas excepcionais para atender todas as pessoas que chegavam por mar e garantir a segurança da cidade. O representante diz que prestou a organização de um novo centro de acolhimento de migrantes para triagem e admissão em centros de estadia temporária.

Até àquele momento, estivemos a discutir as crises migratórias que enfrentamos e as medidas adotadas para lidar com elas. As medidas adotadas naquele período, que anunciamos justamente naquela quinta-feira, incluíam o aumento em nove pessoas do efetivo do serviço marítimo da Guarda Civil. Além disso, iniciaram-se os preparativos para um centro temporário de acolhimento e triagem. Trata-se de um novo tipo de instalação introduzido pelo Pacto Europeu sobre Migração e Asilo, que é concebido como local onde a Polícia Nacional pode manter migrantes para realizar a triagem antes que eles passem por trâmites posteriores ou sejam admitidos em um centro de estada temporária.

Miguel Pérez Triano diz ainda que o que aconteceu foi uma clara violação da integridade territorial de Ceuta e que está em permanente contato com o governo espanhol na resposta à crise migratória.

Entretanto, o Papa diz estar atento ao que considera ser uma situação alarmante.

O Leão XIV deixa uma oração a todos os que estão envolvidos nesta crise. No Vaticano, o líder da Igreja Católica pede soluções para os problemas e assegura que Ceuta precisa de paz, estabilidade e justiça.

Sigo com preocupação a alarmante situação em Ceuta. Peço a Deus, por intercessão do nosso Senhor de África, que se possam encontrar soluções de paz, estabilidade e justiça. Continuemos a pregar pela paz, porque no mundo existe uma guerra. Temos de encontrar soluções diplomáticas para os conflitos. Recordemos todas as vítimas das hostilidades, sobretudo as mais fracas e indefesas, crianças, idosos e doentes.

O Papa Leão XIV no Vaticano a garantir que a Igreja está atenta à situação em Ceuta

E viajamos agora até o Médio Oriente. Donald Trump diz que cancelou o ataque previsto contra o Irão por estar perto de fechar um acordo.

O presidente norte-americano afirma que estava pronto para atacar o Irão com um terror e força militar que não eram vistos desde a Segunda Guerra Mundial, mas explica que aceitou travar a ofensiva a pedido do Irão e de outros países do Médio Oriente após terem sido alcançadas bases para um novo acordo. É o que escreve Trump numa publicação na rede social Truth Social. A Arábia Saudita foi um dos países a influenciar mais esta decisão de Donald Trump, mas, de acordo com o Wall Street Journal, houve um país que pediu o contrário. Os Emirados Árabes Unidos terão pedido a Trump para avançar com os ataques ao Irão e para os Estados Unidos terem uma ação mais decisiva. O argumento dos Emirados é que a guarda revolucionária iraniana não vai aceitar quaisquer termos se os Estados Unidos não tomarem ações ousadas, como por exemplo, tomarem controle do estreito de Ormuz ou realizarem uma invasão terrestre. O que é facto é que, neste preciso momento, é uma notícia também de última hora, o Irão garante que o estreito de Ormuz não vai regressar à situação pré-guerra. Uma informação dada pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaíl Baghaei, afirma que o estreito de Ormuz não vai voltar à situação de pré-guerra, diz que as negociações em curso entre o Irão e Omã sobre uma via navegável não têm qualquer relação com a abertura ou o encerramento do estreito de Ormuz. Acrescenta que o encerramento do estreito se deveu à sabotagem dos Estados Unidos e ao bloqueio naval que os Estados Unidos impuseram contra o Irão. Portanto, o Irão a deixar claro de que o estreito de Ormuz não vai voltar ao que era e também de que as negociações com os Estados Unidos podem não estar nos melhores termos.

Martim, um drone militar norte-americano aterrou na base das Lajes, na Ilha Terceira.

Aconteceu durante a madrugada deste domingo, um drone Reaper K9 norte-americano, um dos drones mais mortíferos dos Estados Unidos, que tinha como destino a base aérea de Al Azraq, na Jordânia. É o que indica a CNN Portugal. Tratou-se de uma paragem técnica para abastecimento que durou cerca de quatro horas. Os Estados Unidos têm utilizado a base das Lajes para pousar estes drones, ao abrigo da autorização concedida pelo governo português.

E na atualidade nacional, os incêndios em curso no distrito de Vila Real entraram em fase de resolução.

Aquele que continua a concentrar mais operacionais é o incêndio em Vale de Passos, à luz. A Proteção Civil adianta que o incêndio sofreu reacendimentos fortes durante a noite, garante, no entanto, que foram combatidos e que o incêndio se encontra controlado. O comandante confirma ainda que os operacionais e os meios vão continuar no terreno para que as chamas não voltem a sair do controle. O incêndio em Vale de Passos tem, neste momento, mais de 700 operacionais no terreno, apoiados por 240 viaturas e três meios aéreos. A Proteção Civil explica que o incêndio está controlado, mas ainda não foi extinto.

E a iniciativa Cidadãos pela Cibersegurança pediu esclarecimentos sobre os dados pessoais no sistema Volta.

Os esclarecimentos foram pedidos à Comissão Nacional de Proteção de Dados destinados a este depósito e reembolso de embalagens. A iniciativa explica que o valor do depósito pode ser creditado em cartões de vitalização ou contas de cliente e, portanto, procura estabelecer se os operadores podem associar devoluções à identidade dos consumidores. Segundo o Cidadãos para a Cibersegurança, esta associação pode permitir conhecer onde e quando uma determinada embalagem foi comprada e devolvida e pode ainda dar acesso aos padrões de consumo, hábitos de locação ou percursos habituais. A iniciativa afirma que esta informação é potencialmente valiosa para fins comerciais e também exige saber se existem limites ao uso desses dados, se são transmitidos e para que finalidades. Ainda sobre o acidente na Ponte 25 de Abril, de facto, o trânsito está cortado, como dizíamos há pouco, e de acordo com o Correio da Manhã, pelo menos indica que foi um acidente entre um caminhão e um motociclo, que de acordo com a CMTV, foram destacadas ambulâncias, uma viatura de emergência e também uma viatura da PSP. Traremos mais informações sobre este acidente daqui a pouco.

É assim que fechamos o Jornal das Seis, edição do jornalista Martim Madeira.