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Jornal das 6, na Rádio Observador, com o jornalista Miguel Videira. Miguel, o aviso é lançado pelo presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares: os longos tempos de espera nas urgências podem manter-se nas próximas semanas.

Esta manhã, o Hospital do Barreiro, por exemplo, os utentes tiveram de esperar mais de 11 horas para a primeira observação. No Santa Maria, em Lisboa, e no Garcia de Orta, em Almada, o tempo médio de espera ultrapassou as sete horas. Xavier Barreto, presidente da associação que representa os administradores dos hospitais, entrevistado esta tarde aqui na antena do Observador, considera ainda assim que há uma ligeira melhoria em comparação com o ano passado. Nada que afaste os receios sobre o que deve acontecer nas próximas semanas.

É sempre difícil fazer previsões. Eu acredito que vamos ter algumas falhas e algumas esperas mais prolongadas nalgumas regiões do país. Eu acho que é preciso, apesar de tudo, colocar as coisas em perspectiva. Eu acho que, apesar de tudo, há mudanças e melhorias que podemos ir fazendo e o governo tem que avançar mais e mais rapidamente. Eu antecipo, apesar de tudo, algumas dificuldades para as próximas semanas, mas temos que isso colocar em perspectiva e perceber que, apesar de tudo, há melhorias significativas noutras algumas áreas, também na área dos serviços de urgência.

O presidente da Associação de Administradores Hospitalares diz que há duas causas para os longos tempos de espera nas urgências.

Por um lado, de facto, nós temos algumas falhas nas escalas. Uma parte importante das escalas dos serviços de urgência são garantidas por prestadores de serviço e eles, como sabemos, estão menos disponíveis para trabalhar durante os meses de verão, particularmente durante o mês de agosto e, portanto, há falhas. Há problemas também de procura. Repare, nós sabemos que a população do país aumentou muito nos últimos dois anos. Em algumas regiões do país, temos também fluxos por conta do turismo.

A estes fatores, Xavier Barreto acrescenta um outro.

Camas ocupadas com doentes que não deviam estar e que vão colocar um problema grave daquilo que geralmente chamamos de internamentos sociais ou internamentos inadequados. Quando temos um doente na urgência que tem que ser internado e não temos onde o internar, não temos camas, esse doente acaba por ficar no serviço de urgência, às vezes, dias. Acaba por sobrecarregar mais as equipes do serviço de urgência e isso traduz-se depois também no menor desempenho da equipe, digamos assim, a atender novos doentes.

Xavier Barreto, o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, foi o convidado do Explicador da tarde política, episódio que já está disponível em podcast.

E há aí uma nova greve à vista. Os técnicos de emergência pré-hospitalar do INEM, o Instituto Nacional de Emergência Médica, avançam com uma greve de dois dias em setembro.

Sim, uma paralisação agendada para os próximos dias 14 e 28 de setembro. Está em causa a nova lei orgânica do INEM, que entrou em vigor este mês e que é contestada pelo sindicato que representa os trabalhadores do Instituto Nacional de Emergência Médica. Sobre os constrangimentos que devem decorrer desta paralisação de dois dias, Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Hospitalar, diz que sim, devem ser registrados constrangimentos. Espera, no entanto, que o instituto esteja mais bem preparado para a paralisação, face àquilo que aconteceu na última greve.

Comunicámos à Comissão de Trabalhadores que, tendo em conta a vontade manifestada pelos nossos sócios, pelos trabalhadores em geral, iremos avançar para dois dias de greve geral, para já, no dia 14 e no dia 28 de setembro. Enfim, esperemos alguns constrangimentos, mas também esperemos que desta vez o governo e o INEM estejam mais preparados para uma greve geral do que estiveram há um ano e meio atrás.

É o que diz Rui Lázaro em declarações à RTP sobre a greve agendada para os próximos dias 14 e 28 de setembro. O sindicato contesta, por exemplo, no âmbito desta nova lei orgânica que entrou em vigor, a passagem da gestão de ambulâncias, até aqui detidas pelo Instituto Nacional de Emergência Médica, para a gestão das Unidades Locais de Saúde.

Numa outra matéria, o PSD e o CDS querem ouvir o ministro da Defesa no Parlamento sobre o negócio da compra de três fragatas para a Marinha Portuguesa.

Face às dúvidas suscitadas por uma notícia do 24 horas, que questiona, por exemplo, o afastamento de uma empresa portuguesa que, segundo o jornal, vinha servindo de intermediária entre o comprador, o Estado português, e a Fincantieri, empresa detida na quase totalidade pelo Estado italiano. A notícia dá conta que a Fincantieri decidiu não renovar o contrato que tinha com a portuguesa NTG na véspera da assinatura do contrato de compra das fragatas. Há também quem questione a necessidade do negócio de quase 4 mil milhões de euros. É o caso de Ângelo Correia. Ora, Bruno Vitorino, coordenador do PSD na Comissão de Defesa, explicou à jornalista Teresa Freire que, face ao clima de suspeita, o melhor é mesmo chamar o ministro Nuno Melo ao Parlamento.

Há coisas que evoluíram nos meses passados e que é preciso esclarecimentos ou uma atualização dos esclarecimentos. Então, muito bem, vamos ouvir o ministro. Não há nada a esconder. Nós somos os primeiros interessados em querer tudo esclarecido, mas ali, onde há confronto, onde o senhor ministro se pode defender, onde as questões são colocadas e depois há ali uma dialética parlamentar que permitirá esclarecer tudo e mais alguma coisa. Agora, era preciso era que os deputados que normalmente mandam essas atoardas nas redes sociais, depois apareçam nas comissões.

Bruno Vitorino, coordenador do PSD na Comissão de Defesa, e as razões que levam o partido e também o CDS a pedir a presença do ministro Nuno Melo no Parlamento para explicar este negócio de aquisição de três fragatas.

O Ministério da Educação pediu ao Ministério Público que investigue alegadas práticas antissemitas na Universidade de Coimbra.

É isso que revela a Agência Lusa. Dá conta que a Secretária de Estado do Ensino Superior remeteu para a Procuradoria-Geral da República uma denúncia recebida através dos canais de comunicação do governo. Está aqui conosco em estúdio a jornalista Maria Miguel Marques. Maria, que denúncias são essas?

Entre, pelo menos, julho de 2024 e maio deste ano, na Faculdade de Ciências e Tecnologia, mas também noutras faculdades da Universidade de Coimbra, terão sido afixados cartazes, autocolantes e grafites com conteúdo antissemita e de incitamento ao ódio contra judeus, israelitas e sionistas. Em causa estão expressões como: "Os sionistas deviam carregar certificados para provarem que são humanos" e "Cuidado com os sionistas". Nos mesmos locais e período, terão sido também hasteadas bandeiras do grupo Hezbollah, exibidas imagens de apoio ao Hamas, bem como frases em apologia e glorificação de atos terroristas.

E quem fez esta denúncia, Maria?

É o estudante de doutoramento Bar Harel, de nacionalidade norte-americana, portuguesa e israelita, que terá sido alvo de ameaças de morte com apologia ao Holocausto. Bar Harel terá sofrido ainda uma agressão física por ostentar uma pequena bandeira de Israel na mochila, é o que é possível ler na comunicação entregue ao Ministério Público. O estudante abandonou, entretanto, o doutoramento em Engenharia e Informática da Universidade de Coimbra.

Maria tentou contactar a Reitoria, precisamente, da Universidade de Coimbra para obter mais alguns esclarecimentos a pretexto deste caso. Não foi possível, não houve disponibilidade por parte da direção da instituição de ensino superior para prestar esclarecimentos. A Maria falou também com o presidente da Associação Académica de Coimbra, José Machado, que deixa uma garantia.

Não reconheço, neste caso, comportamentos antissemitas na universidade. Claro que há sempre situações pontuais

Como em tudo na vida, mas na minha opinião pessoal, mesmo como dirigente associativo, não reconheço este antissemitismo que remetem para a universidade, neste caso para a reitoria e para os entidades que são mencionadas no processo. No entanto, como lhe disse, cada caso é um caso e compete, nesta situação, às entidades avaliarem a veracidade do mesmo.

Tem a palavra o Ministério Público.

E o Ministério da Educação confirma os alunos bolseiros deslocados que estudem em Lisboa vão passar a receber €500 mensais, 450 é o valor atribuído aos bolseiros colocados no Porto. Uma ajuda para fazer face aos encargos com alojamentos.

No caso de falhados, explica o ministro Fernando Alexandre, a primeira opção.

Não houver camas disponíveis nas residências, o aluno, nesse caso, não recebe os €160, recebe um valor, que está publicado na portaria, que é o valor estimado do custo de alojamento na cidade onde ele está a estudar. Para Lisboa são €500, para o Porto são 450 e, neste caso, o que acontece é que o estudante recebe o valor e faz com ele o que melhor entender.

Sem ter que apresentar, por exemplo, o cópia do contrato de arrendamento. É isso que explica o ministro da Educação em declarações esta tarde à RTP. Quanto aos alunos bolseiros que escolham ficar em residências universitárias, vão receber €160 mensais, como aqui ouvimos, um aumento de quase €70 face ao valor até aqui fixado.

O governo espanhol avisa que nenhum dos migrantes que entrou em Ceuta vai ser regularizado.

O ministro espanhol do Interior, Fernando Grande-Marlaska, esteve reunido em Ceuta com o delegado do governo e com responsáveis da Polícia Nacional e da Guarda Civil para analisar a situação na Cidade Autônoma. No final do encontro e em conferência de imprensa, o ministro deixa o recado: quem entrar de forma irregular em Ceuta e Melilha não terá direito a papéis, asilo ou direito à permanência no país.

A imensa maioria vai regressar a Marrocos o mais rapidamente possível. Aqueles que se encontrem em situação irregular, aqueles que estejam, caso estejam escondidos, serão localizados, identificados e evidentemente será dado andamento ao processo administrativo, onde será concretizada a sua situação de irregularidade, de permanência irregular e nesse sentido irá proceder-se à sua expulsão.

O aviso é feito pelo ministro com a pasta da Administração Interna de visita esta quinta-feira a Ceuta.

Na Volta a Portugal, Andrea Pericas vence a sétima etapa e aproxima-se assim da liderança da prova.

O ciclista espanhol da equipe da Emirates e também líder da classificação da juventude, foi o mais rápido na chegada às termas do Gerês. Superou a dupla que lidera a volta, o francês Alexis Guerrand e o russo Artem Nish, da equipe Glass Drive. Na reação ao triunfo, Pericas afirma que tentou determinar o ritmo da frente corrida para atacar na derradeira subida.

He preferido ir a mi tren, nunca salir a los ataques y después en la segunda darlo todo. Me encontraba muy bien y después he encontrado muy buena colaboración de los Anycolor, que la verdad toca felicitarlos porque están muy fuertes y nada. Yo supercontento, la verdad que es muy especial una etapa que también pasaba por España, por nuestra casa. Entonces, nada, agradecer a la organización, a todo el mundo que ha estado apoyando y muy contento.

Nuestro hermano muito satisfeito com o despacho desta tirada. Ora, Alexis Guerrand mantém a liderança, tem 47 segundos de vantagem para Artem Nish. Adrià Pericas é terceiro, está a 1 minuto e 57 segundos da liderança.

E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira.

O Instituto de Segurança Social encerrou uma creche clandestina com 50 crianças na freguesia de Águas Livres, na Amadora. A decisão de encerramento urgente e imediato foi tomada no âmbito de uma inspeção, depois do espaço ter sido sinalizado pela Polícia Municipal da Amadora. Em comunicado, o Instituto de Segurança Social refere que na creche ilegal, na Rua José Gomes Ferreira, estavam 50 crianças, das quais 39 em idade de frequentar a creche e 11 já em idade pré-escolar. Um comboio de passageiros descarrilou no sul do Reino Unido, próximo de Lewis. Não há registro de feridos nem vítimas mortais. A BBC cita uma fonte do Ministério Britânico dos Transportes. Os serviços de emergência estão no local. As fotografias publicadas pela imprensa mostram três carruagens tombadas com passageiros no topo, bem como elementos dos serviços de emergência. Na sequência deste acidente, a circulação em várias linhas da região sul do Reino Unido foi suspensa. A empresa que gere a ferrovia já anunciou que devem registrar-se perturbações no serviço, pelo menos até às 10 da noite. No fecho deste jornal, Ricardo, vamos?

Vamos, basta convidar-se, eu vou contigo, vou ao fim do mundo.

Então bora.

Olá.

Olá.

Gosto deste som. Começaste a falar-me ao coração.

Arranca hoje a edição número 33 da Concentração Internacional Motard de Góis. São esperados cerca de 15 mil motociclistas de vários pontos do globo. Estão previstas várias iniciativas relacionadas com a paixão pelas duas rodas. Também concertos neste primeiro dia. Sobem ao palco os Xutos & Pontapés. Ricardo, fui.

Miguel Vilar vai regressar às 18h30.