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Jornal das 6 na "Rádio Observador". Destaque nesta edição para André Ventura. Desafiou José Luís Carneiro a votar ao lado do Chega para descer o IVA dos combustíveis para 13%. O Chega já apresentou mesmo um projeto de lei para descer o IVA nos combustíveis. Vai ser debatido na Assembleia da República a 24 de setembro e nesse dia André Ventura espera que José Luís Carneiro seja um homem de palavra e acompanhe o sentido de voto do Chega.
O Partido Socialista andou o verão todo a dizer que a culpa era do Chega de não termos aprovado a descida dos impostos sobre os combustíveis. Então nós, no dia 24 de setembro, temos no Parlamento uma ordem do dia toda para duas coisas: para o IVA do cabaz alimentar e para o IVA dos combustíveis. Se o PS decide também chumbar isto, não é só não ter palavra, é pura hipocrisia. Mais vale encerrarem a loja e irem para o outro lado fazer política, porque toda a gente perceberá que é mentira.
Diz André Ventura que no dia 24 vai haver uma oportunidade histórica de resolver esta situação no Parlamento. André Ventura pede coragem aos socialistas. O líder do Chega esta tarde falou também sobre Pedro Passos Coelho, que volta a avisar o governo. Diz agora que está a ficar sem tempo para fazer reformas estruturais. Este aviso surge no prefácio de um livro em que Pedro Passos Coelho deixa um aviso político ao governo: "O tempo para avançar com reformas está a esgotar-se." André Ventura diz que, infelizmente, tem de concordar com Pedro Passos Coelho.
Pedro Passos Coelho tem razão. Nós não temos uma linha de reforma do governo que diga assim: "Estamos a fazer reformas e são reformas positivas para o país." Não as estão a fazer e quando as estão a fazer, estão a fazê-las erradamente e no sentido errado. Portanto, sim, infelizmente, Pedro Passos Coelho tem razão. Ainda bem que é do PSD, que assim não dizem que é uma questão do Chega. É mesmo o reconhecimento de uma ala do PSD de que este é um caminho de desastre.
Palavras de André Ventura esta tarde, que refere que há vários dirigentes social-democratas a tentar alertar Luís Montenegro para a má gestão do país. André Ventura falou em Cascais numa visita à Santa Casa da Misericórdia. O Partido Socialista e o governo estiveram esta tarde reunidos na Assembleia da República. Falaram sobre a prestação social única. O governo fez-se representar pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, e pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho. Do lado do Partido Socialista, estiveram presentes os deputados Miguel Cabrita e Mariana Vieira da Silva. O encontro durou menos de duas horas. À saída, nem o Partido Socialista nem o governo falaram aos jornalistas. Esta tarde, o Tribunal Constitucional rejeitou o recurso apresentado pelo PAN e, com isto, mantém inválida a eleição dos órgãos nacionais deste partido. O recurso tinha como objetivo anular um acórdão que invalidou a última eleição dos órgãos nacionais do PAN, incluindo da porta-voz Inês de Sousa Real. Os juízes do Palácio Ratton consideram que a eleição foi feita por um conjunto restrito de estruturas e por uma estrutura que estatutariamente é incompetente. O veredicto do Plenário do Constitucional confirma a nulidade desta última eleição dos órgãos nacionais do PAN. Luís Montenegro participou hoje numa sessão para assinalar o arranque do novo ano letivo e lamentou os resultados dos estudantes portugueses nos testes PISA. Avisa Luís Montenegro que há em Portugal uma clara necessidade de inverter estes resultados.
Estes resultados PISA e aquilo que está consensualizado ser necessário fazer para inverter a tendência é o que estamos a fazer. Portanto, desse ponto de vista, a abertura deste ano letivo de 2026/2027 é, por assim dizer, um momento em que nós podemos naturalmente discutir, debater, mas convergir para aqueles que são os caminhos que temos de percorrer para atingir melhores resultados.
Declarações de Luís Montenegro esta manhã em Setúbal. Participou numa sessão para assinalar o arranque do ano letivo. Quer Montenegro Portugal a melhorar os resultados nos testes PISA. Foi desconvocada a greve de dois dias do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. O presidente deste sindicato confirmou esta decisão depois de uma reunião de quase quatro horas com a ministra Ana Paula Martins e com o presidente do INEM, Luís Cabral. Esta greve iria avançar devido a um reforço da capacidade assistencial aos portugueses, na sequência da reorganização dos meios do INEM. Cria o instituto a passagem de 56 ambulâncias de suporte imediato de vida para veículos ligeiros de transporte de doentes para as unidades locais de saúde. Rui Lázaro, do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, revela que essa transferência, afinal, só avança em casos excepcionais.
Foi possível estabelecer um acordo com o governo e com o INEM que permite não só manter a atual resposta de emergência médica do INEM, mas assumindo ainda os compromissos do seu reforço. Houve cedências de parte a parte, naturalmente.
Suas palavras, foi desconvocada a greve do INEM?
Sim, efetivamente é desconvocada a greve do INEM.
Rui Lázaro, no final dessa reunião, que juntou o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, o Ministério da Saúde e o INEM. Fica assim desconvocada essa greve. Estava marcada até para dois dias, para os dias 14 e 28 deste mês, fica sem efeito. Nos Estados Unidos da América, Donald Trump diz que todos se vão lembrar do 11 de setembro, devido ao poder do ódio, mas também devido à resposta norte-americana.
Não nos podemos esquecer daquele momento de imensa e horrível crueldade que aconteceu neste mundo, com a destruição de tudo o que é bom. Mas esta manhã também nos lembramos da resposta da América a toda essa maldade. Em dias como o 11 de setembro, percebemos do que é que um país é feito. Estamos a aprender agora do que é que somos feitos. Temos de ser fortes e inteligentes. E os americanos são feitos de um espírito bom que transcende qualquer força. É isso que estamos a fazer, melhor do que alguma vez alguém conseguiu fazer.
Assinalam-se hoje 25 anos do maior ataque terrorista em solo norte-americano, o ataque às Torres Gêmeas a 11 de setembro de 2001. O presidente norte-americano discursou em Washington, no Pentágono, um dos locais também atingidos neste atentado. Diz Donald Trump que está a trabalhar para combater o que considera ser o principal patrocinador de terror nos dias de hoje: o Irão. Donald Trump deixa a garantia de que o Irão nunca vai ter uma arma nuclear e que os norte-americanos nunca estiveram tão fortes.
A América é segura e hoje saudamos todos os membros do exército militar dos Estados Unidos que serviram na guerra contra o terror. É uma guerra contra o terror doente e horrível. Saudamos os nossos primeiros socorristas e as autoridades policiais, que nós amamos. E saudamos os militares que estão a trabalhar agora para garantir que o principal patrocinador do terror, a República Islâmica do Irão, nunca terá uma arma nuclear.
A Rádio Observador está hoje em Nova York, numa emissão especial para ouvir, conduzida pelo Ricardo Conceição e pela Judite França. Emissão para ouvir até às 20h. Passam agora sete minutos das 18h. Seguimos com outras notícias que estão a marcar a atualidade e começamos pela GNR, que informa que deteve 173 suspeitos do crime de incêndio florestal desde o início do ano, este ano, em Portugal. Dados do Serviço de Proteção de Natureza e do Ambiente. O diretor deste serviço explica à Agência Lusa que dos últimos 10 anos, este é claramente o ano com o maior número de detenções. Foi também transmitido esta tarde que já foram investigados 6200 incêndios neste ano de 2026. A ANAREC acusa o governo de ganhar dinheiro com os combustíveis. Acusa também o governo de estar a mentir aos portugueses ao dizer que não tem tido qualquer lucro na crise energética. A associação que representa os revendedores de combustíveis afirma que o governo tem de baixar a carga fiscal sobre os combustíveis porque as empresas estão nesta altura a perder competitividade face a Espanha. E dá um exemplo: diz que num euro de gasóleo em Portugal, 0,60 € são impostos, quando em Espanha não é dessa forma que se faz a conta do custo dos combustíveis. Para fechar, Ricardo, a partir de Nova Iorque, volta a recuar 25 anos para perceber se, para além da clara imagem dos aviões a embater nas Torres Gêmeas, principalmente o segundo avião, no dia 11 de setembro de 2001, há outra imagem desse dia que te venha à memória.
De George W. Bush a ser informado dos ataques. Ele estava numa escola primária, junto a crianças muito pequeninas e alguém se aproxima e lhe segreda o que está a acontecer e o semblante do presidente George W. Bush muda radicalmente naquele instante e percebe-se que é algo de muito grave. E uns minutos depois, nessas horas depois, havia a dúvida onde estava o presidente dos Estados Unidos, que teve de embarcar no avião presidencial, no Air Force One. O sítio mais seguro que encontraram para colocar o presidente dos Estados Unidos nessa altura foi no ar, dentro de um avião. E essa é uma imagem que também fica colada a este dia que aconteceu aqui há 25 anos.
De facto, há imagens memoráveis. Essa é uma das mais marcantes desse dia também, não ligada diretamente ao que aconteceu nas Torres, mas que marca também esse momento em que o presidente norte-americano é informado do que estava a acontecer. E eu quero falar precisamente dessas imagens. Nós, na rádio, tentamos com palavras descrever aquilo que acontece. Há imagens desse dia que vão ficar para a história e uma delas é a famosa Falling Man, que se vê uma pessoa nessa imagem, um homem a cair da torre norte do World Trade Center. Essa foto foi tirada por Richard Drew, que se estava a preparar para fotografar um desfile de moda nesse dia e acabou, minutos mais tarde, por captar um dos momentos mais marcantes desse dia em Nova York. Ele já se tinha instalado para captar esse desfile de moda. Recebeu uma chamada no auricular. Disseram-lhe também que tinha embatido um avião contra o World Trade Center. Passado poucos minutos, ligaram-lhe a pedir para ir diretamente para perto das Torres Gêmeas e foi assim que conseguiu tirar essa fotografia. O Observador hoje conta a história desta fotografia, está disponível em observador.pt, um artigo com esta história, a história de Richard Drew, que conseguiu captar essa imagem. É uma das inúmeras imagens que ficam para a história desse 11 de setembro de 2001.
E o Miguel Cordeiro vai regressar às 18h30, hora de Lisboa, para atualizar as notícias. Já a seguir, prossegue a emissão especial da Rádio Observador que estamos a fazer a partir de Nova York, nos 25 anos do atentado de 11 de setembro, quando o mundo mudou, por exemplo, como consequência direta, também tivemos o início daquilo que viria a ser a guerra preventiva, o conceito de guerra preventiva, que foi lançada pelo presidente George W. Bush, e o mundo também viria a conhecer um outro local que ficou famoso e ainda está a funcionar, a prisão de Guantánamo, em Cuba. Já voltamos aqui a Nova York.