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Avançamos para uma atualização de notícias. Vanessa Cruz.
Luís Fazenda não se compromete com uma reinvenção da geringonça e diz que o mais importante é garantir a presença nas urnas.
Ao contrário de Fernando Rosas, outro dos fundadores do Bloco de Esquerda, que assume que é preciso trabalhar nesse sentido de alcançar uma maioria de esquerda, Luís Fazenda lembra que nem tudo correu bem com o PS e sublinha que não se devem fazer projeções antes dos resultados.
Alguém que hoje em dia está a pedir reciprocidade para cenários de bloco central que nós tivemos, foi um cenário de reciprocidade de bloco central, viabilizou o orçamento e muitas leis. Ora, parece que não funcionou tão bem. Portanto, o que é importante agora é, de facto, garantir a presença nas urnas das portuguesas e dos portugueses que estão irritados com estas eleições.
Luís Fazenda, numa altura em que considera que há urgência em alterar o paradigma político nacional e internacional, por causa da eleição de Donald Trump, por um lado, e pelo crescimento da extrema-direita também em Portugal. O cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Aveiro respondeu ao apelo feito a todas as gerações do Bloco para reverter tendências. Um convite de Mariana Mortágua.
E essa mudança de paradigma político, cruzada com a necessidade que nós temos e sentimos de defender os princípios de uma democracia constitucional e da atual Constituição da República, levou a esta participação conjunta de todos nós, das várias gerações. Nós, do Bloco de Esquerda, temos gerações que se acrescentam, não gerações que se substituem.
Considera Luís Fazenda que o partido tem condições para crescer nas próximas eleições legislativas.
Mas não quer comprometer-se com número mínimo de deputados. Contamos agora em direto nesta edição das 19h com o bloquista Pedro Soares, rosto da oposição interna. Muito bem-vindo. Olá, boa tarde. Aposta as fichas nesta estratégia do Bloco de Esquerda de ir buscar três fundadores, Francisco Louçã, Luís Fazenda e Fernando Rosas, para cabeças de lista nas próximas legislativas?
Olá, boa tarde. Eu acho que deviam ir buscar mais ainda. Eu desejo que esta estratégia, que esta proposta tenha êxito e conduza que o Bloco de Esquerda aumente a sua representação parlamentar. Esse é o desejo que eu tenho. Julgo que aquilo que se está a passar é claramente uma procura de inverter a tendência que tem existido relativamente ao Bloco. Vamos ver se resulta. Espero que sim, espero que resulte.
Este é um sinal das dificuldades que o Bloco atravessa, esta necessidade de ir buscar estes nomes?
Repare que é assumido que há uma viragem à direita no quadro político português, e não só, mesmo em termos internacionais. É natural que as forças à esquerda enfrentem dificuldades e procurem encontrar soluções. Parece-me que isso é normal. Agora, quando se fala que é necessário somar gerações, que é necessário somar todos os contributos possíveis, eu julgo que esse era um trabalho que já devia ter sido feito há mais tempo, porque aquilo que nós temos visto nos últimos tempos no Bloco de Esquerda é o contrário: é a exclusão de gerações, é a exclusão de sensibilidades, é a exclusão de novas propostas. E, portanto, eu acho que é também uma espécie de autocrítica relativamente àquilo que se tem passado ultimamente no Bloco. Finalmente, considera-se que é necessário alterar esta prática de exclusão, de não consideração de novas perspectivas.
É assim que se tem sentido? Excluído, afastado.
Repare uma coisa, a nossa participação é independente dessas pulsões excludentes por parte da atual direção do Bloco. Nós continuamos a participar. Agora, é evidente que elas existem. Das listas que foram anunciadas para as legislativas antecipadas, não vê ninguém, absolutamente ninguém, de pessoas, de militantes do Bloco que estejam ligadas às moções alternativas. E que foram sufragadas na última convenção e que têm participado e que se têm empenhado na afirmação do Bloco. Eu não queria que a entrada destes nossos camaradas, destes fundadores do Bloco, fosse apenas uma montra. Gostava que isso tivesse repercussões ao nível de toda a organização do Bloco e que, de facto, houvesse, para além desta dimensão eleitoral, consequências ao nível da abertura, da pluralidade dentro do Bloco. Eu acho que tem sido, aliás, um dos grandes problemas, das grandes dificuldades, falava-se há pouco das dificuldades do Bloco. É precisamente o estreitamento dessa pluralidade e quando isso acontece, é evidente que a capacidade de intervenção no quadro político diminui.
Pedro Soares, muito rapidamente, se a estratégia eleitoral não resultar, Mariana Mortágua ficará fragilizada enquanto coordenadora do Bloco de Esquerda?
O que tem vindo a ser dito, porque essa situação de perdas eleitorais já vem de algum tempo para cá, é que as responsabilidades são coletivas e, portanto, certamente que irá, se isso acontecer, espero que não aconteça, espero que haja um reforço da representação do Bloco, certamente que será isso que vai ser dito. Agora, eu tenho alguma expectativa que este reforço, que esta entrada destes fundadores do Bloco, destas gerações mais iniciais do Bloco, contribua para esse reforço e, portanto, a minha expectativa é que o Bloco cresça. Se isso não acontecer, acho que é preciso tirar conclusões, como é óbvio.
Pedro Soares, muito obrigada por ter estado presente nesta edição da "7 da Tarde" da Rádio Observador, o rosto da oposição interna no Bloco de Esquerda, a propósito desta estratégia eleitoral para as próximas legislativas de 18 de maio.
A Ministra da Saúde admite que vai ser muito difícil que todos os portugueses tenham médico de família até ao final deste ano. Uma posição assumida no dia em que se soube que no mês passado o número de portugueses sem médico de família aumentou.
Ana Paula Martins sublinha que este aumento resulta em grande parte do registo de cerca de 174 mil novos utentes e diz que vão abrir em breve concursos para permitir a entrada de cerca de 1500 médicos no Serviço Nacional de Saúde.
Naquilo que tem a ver com os concursos, nós chegaremos, não me vou comprometer com o número, porque isso agora vai depender dos médicos que quiserem ficar no Serviço Nacional de Saúde, mas seguramente que vamos conseguir, espero eu, dar um salto importante em termos de mais pessoas com médicos de família.
A Ministra da Saúde acredita que este objetivo há de ser alcançado independentemente do partido que venha a formar o próximo governo.
Está na altura de ficarmos a conhecer outras notícias.
Mariana Mortágua desafia Luís Montenegro para um debate até ao final da campanha. O Bloco de Esquerda é um dos partidos que ficam de fora da lista do líder do PSD. Luís Montenegro quer debater apenas com o PS, Iniciativa Liberal, Chega e PCP.
O Bloco de Esquerda não está sozinho nas críticas ao primeiro-ministro. André Ventura diz que a posição de Luís Montenegro é inaceitável. O líder do Chega afirma que o primeiro-ministro tem medo.
Emmanuel Macron acusa Moscovo de estar a reescrever as negociações para o cessar-fogo na Ucrânia.
Ao lado de Volodymyr Zelensky, o presidente francês afirmou que a Rússia continua a atacar alvos civis na Ucrânia. Ao mesmo tempo, diz que quer negociar a paz. Amanhã há uma cimeira, precisamente, da paz, que vai ter como palco a cidade de Paris.