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Continua a polêmica. O reitor da Universidade do Porto garante que não mentiu. Reitera que foi pressionado por pessoas com influência e próximas do poder e que em momento algum se referiu ao ministro da Educação.
Resposta que chega depois de Fernando Alexandre ter acusado António Sousa Pereira de faltar com a verdade.
Quero começar por dizer, de forma muito clara, que o senhor reitor da Universidade do Porto, professor António Sousa Pereira, mentiu. O mais alto representante de uma das mais importantes instituições de educação do nosso país, mentiu publicamente sobre uma conversa telefónica com um membro do Governo de Portugal, dizendo que eu o pressionei a cometer uma ilegalidade.
Em causa alegadas pressões denunciadas pelo reitor da Universidade do Porto ao semanário Expresso para admitir 30 alunos no curso de Medicina que não cumpriam com a nota mínima exigida.
Acusações das quais Fernando Alexandre se demarca. O ministro da Educação disse mesmo que aceitaria um pedido de demissão por parte do reitor.
Num comunicado enviado às redações e depois desta conferência de imprensa de Fernando Alexandre, António Sousa Pereira vem estranhar as acusações e o tom do ministro da Educação. O reitor acrescenta que as declarações de Fernando Alexandre confirmam todos os factos descritos na notícia do semanário Expresso.
Entretanto, a Federação Académica do Porto anuncia que vai reunir esta noite de urgência com todas as associações de estudantes da Universidade do Porto para reagir ao agravamento da relação entre a universidade e o Ministério da Educação.
Foi adiado. O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários decidiu adiar de hoje para amanhã à tarde a divulgação da primeira nota informativa sobre as constatações iniciais ao acidente com o Elevador da Glória.
O organismo justifica o adiamento lembrando que a remoção dos veículos e destroços do local do acidente se prolongou por toda a noite e madrugada de ontem e que o gabinete teve a necessidade de acompanhar, já esta tarde, diligências adicionais promovidas pelo Ministério Público, que terminaram há pouco.
Ainda sobre o descarrilamento do Elevador da Glória, o secretário-geral do PCP diz que os lisboetas devem refletir se Carlos Moedas tem ou não sentido de responsabilidade.
Na abertura da Festa do Avante, Paulo Raimundo pergunta se o autarca tem condições para se manter na liderança do município de Lisboa.
Eu devolvo a Carlos Moedas, ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, se ele acha mesmo que face àquilo que afirmou em outros momentos e face às responsabilidades que tem, se ele acha que tem condições para continuar com as responsabilidades que tem. Fica esta questão. Mas já agora, se me permite, os lisboetas têm ocasião de, estamos a poucos dias das eleições autárquicas, também demonstrarem essa opção, demonstrarem essa condenação de opções políticas.
Paulo Raimundo, que questionado sobre o não cancelamento do festival um dia depois do luto nacional, acusa os outros partidos de hipocrisia e demagogia ao cancelarem as respetivas agendas, diz que o Avante é feito com o objetivo de promover o debate político sobre a vida das pessoas.
E o PS exige o apuramento de responsabilidades por parte da autarquia. O vereador Pedro Anastácio fala na tragédia do século na capital e avisa que o momento exige que o município responda de forma adequada.
Os socialistas propõem a criação de um gabinete municipal de apoio às vítimas, com apoio psicológico, assistência jurídica e ainda a atribuição de apoio para despesas imediatas.
A dimensão desta tragédia confere ao presente momento uma responsabilidade pública institucional que é sem precedentes. Estamos perante a tragédia do século e impõe à Câmara Municipal de Lisboa uma atuação firme, transparente e diligente, percebendo-se bem que há um antes e depois deste acidente e que o futuro da confiança pública depende da forma como forem apuradas as causas e assumidas as responsabilidades por parte do município.
O vereador do PS em Lisboa, Pedro Anastácio. Os socialistas propõem a criação de um gabinete municipal de apoio às vítimas com apoio psicológico, assistência jurídica e ainda a atribuição de apoio para despesas imediatas.
Esta manhã, o antigo secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, defendeu a demissão de Carlos Moedas numa publicação nas redes sociais. O antigo líder e agora deputado sublinha que não é preciso esperar pelos resultados da investigação ao acidente para concluir que o atual presidente da Câmara de Lisboa tem de assumir responsabilidades políticas.
Os lesados do Banco Espírito Santo avançam com o requerimento contra o afastamento da juíza presidente do julgamento do caso BES.
Posição que surge depois da defesa dos dois arguidos suíços no processo terem pedido o afastamento da juíza Helena Suzano, por considerarem que a presidente do coletivo teve conhecimento de depoimentos de arguidos antes de serem interrogados em sede de julgamento.
A defesa dos lesados considera que os factos apresentados não devem gerar qualquer irregularidade e pede que o requerimento seja considerado improcedente.
Uma boa notícia para o desporto português. João Almeida venceu a etapa rainha da Volta a Espanha em bicicleta com chegada ao Alto de Angliru, a coincidir com uma contagem de montanha de categoria especial.
O ciclista de A dos Francos terminou a tirada com o líder da Vuelta, Jonas Vingegaard, logo atrás. No final, João Almeida expressou a felicidade pela vitória, numa etapa que levou o corredor da Emirates ao limite.
"Esta foi especial. Ainda não acredito. Agradeço aos meus colegas de equipa, foram a chave. Fizemos uma grande etapa. O Jonas esteve sempre na minha roda e no último quilômetro eu estava no limite. Acho que estávamos os dois no limite."
A satisfação de João Almeida, que diz nesta declaração, logo no final desta tirada, etapa rainha da Volta a Espanha em bicicleta, que esta etapa, tendo em conta o grau de dificuldade, levou o corredor de A dos Francos ao limite. João Almeida está agora na segunda posição, a 46 segundos do camisola vermelha. É este o símbolo do líder da Volta a Espanha em bicicleta. Jonas Vingegaard ganhou quatro segundos a Vingegaard, fruto da bonificação pela vitória nesta etapa.
As notícias na Rádio Observador voltam às 19h30. Já a seguir, mais uma edição de O Fora do Baralho.