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Boa tarde, boa viagem, bom regresso a casa. Estamos em cima do Jornal das 7. Vanessa Cruz, quais são os temas em destaque?
Vamos olhar para a primeira entrevista aos copresidentes executivos da Galp, depois do anúncio de uma possível junção de negócios com a espanhola Mueve, uma entrevista ao Observador. Também, claro, a situação na saúde. O primeiro-ministro assegura, mais uma vez, a ministra Ana Paula Martins e fez anúncios: a compra de viaturas para o INEM e mais camas para unidades de saúde. Anúncios criticados pelos candidatos presidenciais, ou estranham ou dizem que já chegam tarde.
Entretanto, esta noite aqui na Rádio Observador, na hora das 11h, vamos transmitir a entrevista a Manuel João Vieira, um dos 11 candidatos à Presidência da República. Entrevista conduzida por Judite França e também por Luís Soares. Já a seguir a este Jornal das 7, vamos ter novo episódio da ViciSuave, é o programa da equipe de política do Observador, e hoje é dedicado às sondagens com especialistas. No fundo, como as sondagens podem ou não influenciar os resultados eleitorais. Depois das 8h da noite, vamos ter convidado extra. João Paulo Secadura recebe Paulo Condessa, que é escritor, performer, também formador. É, sobretudo, conhecido por transformar a poesia num espetáculo vivo. Quanto ao estado do tempo e a temperaturas, as mínimas vão subir. Esta noite as temperaturas já vão estar um pouco mais altas. De resto, já não está tanto frio. A chuva vai regressar a todo o território continental nesta sexta-feira. Vamos olhar mais em pormenor para as temperaturas previstas. O Porto terá mínima de oito e máxima de 14. Viseu andará entre os cinco e os 10. Aveiro entre os nove de mínima e os 15 de máxima. Previsão para Coimbra entre os nove e os 14. Leiria entre os oito e os 15. Santarém entre os nove e os 16. Lisboa terá uma mínima de 11 e máxima de 16. Em Setúbal será nove de mínima e máxima de 17. Amanhã, sexta-feira, terminamos esta ronda a sul, em Faro, que andará entre os oito de mínima na próxima madrugada e 19 de máxima nesta sexta-feira. Amanhã, dia 9, no sábado, podemos esperar, segundo o IPMA, neblinas, sobretudo no interior, e algumas nuvens, um pouco por todo o país, mas já sem chuva. Eu sou Ricardo Conceição e esta é a tarde política da Rádio Observador. Vamos para o Jornal das 7, com a jornalista Vanessa Cruz. Os temas que estão a marcar esta quinta-feira. E começamos com a primeira entrevista aos copresidentes executivos da Galp, depois do anúncio de uma possível junção de negócios com a espanhola Mueve. Garantem que a Galp vai permanecer em Portugal, mesmo que as negociações cheguem a bom porto.
A Mueve é a antiga Cepsa. A Galp está a negociar com a espanhola uma possível junção dos negócios na área de postos de combustíveis e refinação. Entrevistado pelo Observador, João Marques da Silva, copresidente executivo, explica o que é que vai acontecer no que toca às marcas nos dois países.
Na plataforma de retail, as marcas vão se manter e, portanto, a marca Galp será a marca vigente em Portugal. Portanto, as estações da Mueve em Portugal serão transformadas em estações Galp, em termos de marca, e o contrário acontecerá do lado espanhol, onde a marca Mueve tem, evidentemente, supremacia, apesar de ser uma marca bastante jovem, relativamente à presença da marca Galp.
A junção dos negócios destas duas empresas petrolíferas ainda está a ser negociada. O governo português, entretanto, já foi informado desta operação. É o que adianta nesta entrevista à jornalista Ana Suspiro, a também copresidente executiva da Galp, Maria João Carioca.
O governo foi já informado. Nós, obviamente, vamos cumprir com todas as obrigações que existam. Portanto, isso está completamente acautelado. Eu creio que o alinhamento que nós esperamos obter é um alinhamento que o importante é criar condições para o futuro e para o funcionamento do ativo.
Se o negócio for mesmo avante, vão ser criadas duas empresas que passam a ser líderes na Península Ibérica. A concorrente direta é a Repsol. A Galp fica, nesse cenário, com 3500 estações de serviço na Península Ibérica. As ações da petrolífera portuguesa fecharam hoje a valorizar quase 2,5%.
Esta quinta-feira fica, no entanto, também marcada pelos problemas na saúde. O primeiro-ministro segurou, mais uma vez, a ministra da Saúde e responde à situação que se está a viver na emergência médica, com a compra de mais 275 viaturas para o INEM e a promessa de mais 400 a 500 camas para acudir àquilo que se chama os internamentos sociais.
De pessoas que já receberam alta, mas continuam no hospital. A ideia é que essas camas sejam instaladas em unidades intermédias de saúde. Foi também anunciado pelo primeiro-ministro esse investimento em ambulâncias para o INEM. A uma pergunta direta do Chega sobre se iria demitir a ministra da Saúde, Luís Montenegro recusa que os problemas se resolvam com demissões.
Num contexto onde estamos efetivamente a ter ganhos em termos de eficiência do sistema, que apesar das dificuldades, responde com mais rapidez do que aquilo que respondia há um ano, aquilo que eu tenho a dizer é que os problemas da saúde não se resolvem com demissões, nem com jogadas políticas e politicopartidárias. Resolvem-se com convicção, resolvem-se com competência, resolvem-se com resistência, resolvem-se com resiliência e é para isso que este governo, este primeiro-ministro e a ministra da Saúde está no governo e vai continuar no governo.
Opinião contrária tem o Chega. O deputado Pedro Pinto acusa a Ministra da Saúde de incompetência.
Mas já percebemos que esta ministra tem sete vidas dentro do seu governo, pois já teve casos e casos e mais casos e casos e casinhos, e o senhor Primeiro-Ministro continua a aguentá-la. Com todo o respeito que eu tenho por ela, não é capaz de resolver os problemas da saúde em Portugal. E há uma coisa que eu estou de acordo consigo: é quando diz que as coisas resolvem-se com competência. É verdade, não é com a incompetência da senhora ministra.
O PS não pede demissões, mas deixa duras críticas ao executivo. José Luís Carneiro fala em incompetência e em insensibilidade.
As urgências entupidas, quando não estão fechadas. Cada vez mais pessoas sem médico de família. Batem-se recordes de nascimentos em ambulâncias ou na via pública. Lamentável a insensibilidade, a incapacidade e a incompetência para responder. A verdade, senhor Primeiro-Ministro, é que o Instituto Nacional de Emergência Médica transformou-se numa lotaria em que, infelizmente, joga com a vida das pessoas.
A Iniciativa Liberal, pela voz de Mariana Leitão, afirma que o Estado está em colapso. Pelo Livre, Rui Tavares aponta que Ana Paula Martins serve apenas como bode expiatório e fez uma pergunta a Luís Montenegro, que respondeu que a responsabilidade política primeira é dele próprio, o Primeiro-Ministro. Quanto ao PCP, Paulo Raimundo questiona o que é preciso mais acontecer para que o chefe do Executivo compreenda que o caminho de desmantelar o SNS é um erro para o país. É esta a perspectiva dos comunistas. O Bloco de Esquerda diz que o SNS continua marcado pelo caos e pela insegurança.
O tema, claro, entrou também na campanha presidencial.
Sim, os candidatos ou estranham os anúncios do Primeiro-Ministro ou dizem que já chegam tarde. É o caso de António José Seguro.
Isso já não salva nenhuma das mortes que aconteceram, pois não? Portanto, tem que haver planeamento, tem que haver racionalidade. O nosso país não pode ter um Estado a abrir fendas, nem pode ter um Estado de pés, de barros. E na saúde, o que está a acontecer é que o Estado está a falhar aos portugueses.
O candidato apoiado pelo PS diz que Portugal vive uma situação indigna de um país europeu. Não pede a demissão da Ministra da Saúde, considera que os candidatos presidenciais que o fazem estão a entrar no jogo partidário. Ora, André Ventura pede, sim, essa demissão de Ana Paula Martins e diz que não o fazer revela insensibilidade por parte do Primeiro-Ministro. Mais até.
Se o Governo decide ignorar os candidatos a Presidente da República, o Presidente da República e o repto do país, eu só posso chegar à conclusão que temos um governo insensível, incapaz de governar, e isso, sim, tem que ter consequência. E como Presidente da República, chamarei a atenção do povo português para essa insensibilidade numa área fundamental. Quer dizer, se o Primeiro-Ministro acha que está tudo bem em matéria de saúde e que há pouco a fazer, então este Primeiro-Ministro perdeu a sua ligação ao povo e deixou de ser uma pessoa que compreenda o povo português.
E Gouveia e Melo considera estranho que esta medida do anúncio de 275 ambulâncias tenha sido anunciada logo hoje.
Anúncios destes, feitos em cima de acontecimentos que são trágicos, é sempre estranho, porque até com a melhor das intenções e sendo a melhor das propostas, parece sempre uma medida que tem a ver com a parte comunicacional ou da gestão de crises comunicacional, e não da verdadeira resolução de um problema, que é um problema que nos afeta há muito tempo.
E casa roubada, trancas à porta, é a reação de João Cotrim Figueiredo, candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, diz que a compra destas 275 ambulâncias para o INEM já vem tarde.
Esta tarde, em relação à Venezuela, tivemos notícia da libertação de presos políticos.
São agora cinco espanhóis e dois venezuelanos, um deles ex-candidato presidencial, Henrique Marques, figura da oposição ao chavismo. Também Rócío San Miguel, especialista em assuntos venezuelanos. Este processo contou com a mediação do presidente do Brasil, Lula da Silva, do antigo chefe do governo espanhol, José Luís Zapatero, e das autoridades do Catar.
E avançamos agora para outras notícias que estão a marcar a tarde desta quinta-feira.
O Irão está a enfrentar um apagão nacional no que toca à internet. É o que está a revelar a Organização Internacional de Vigilância da Internet, Netblock, que aponta para um caso de censura digital contra os protestos em todo o país. Protestos que decorrem já desde dezembro contra o regime do Aiatolá Ali Khamenei e contra o aumento do custo de vida e desvalorização da moeda do país. É uma notícia que vamos, naturalmente, continuar a acompanhar. Também ainda a notícia, Ricardo, de um ataque iminente na Ucrânia, massivo. É um alerta de Volodymyr Zelensky: a Rússia pode fazê-lo ainda esta noite.
A Vanessa Cruz vai regressar às 19h30 para atualizar as notícias.