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Observador. Jornal das oito com Laura Figueiredo e começamos pela política. O PS Madeira que vai votar a favor da moção de censura do Chega.
Numa reunião da Comissão Política esta tarde, o PS Madeira aprovou, por unanimidade, a moção de censura para derrubar o governo regional. No final da reunião do partido, Paulo Cafôfo reiterou que não vai assegurar o governo de Miguel Albuquerque.
A votação aconteceu e, por unanimidade, sublinho, por unanimidade, a Comissão Política aprovou esta deliberação, ou seja, a orientação a dar ao grupo parlamentar para votar favoravelmente a moção de censura. Significa isto que o Partido Socialista aqui tem uma coerência na sua ação, porque nós não poderíamos, nem vamos, segurar este governo de Miguel Albuquerque.
Declarações de Paulo Cafôfo no final da reunião interna do PS Madeira. A moção de censura apresentada pelo Chega é votada a 18 de novembro e, caso o partido Juntos pelo Povo siga o mesmo caminho dos socialistas, a moção é então aprovada e cai o governo regional. Miguel Albuquerque reiterou, ao início da tarde, que não tem medo de ir a eleições e que recusa sair pelo próprio pé.
Nós estamos aqui para dar a cara e eu estou aqui para dar a cara. Eu não me demito. Atenção, eu fui eleito em setembro de 2023 e fui eleito em maio de 2024. Fui eleito também nas eleições internas em março. Portanto, não tenho nenhuma razão para me demitir.
O presidente do Governo Regional da Madeira considera que deve ser o eleitorado a pronunciar-se sobre aquilo que quer.
Quem determina o governo da Madeira é o povo madeirense, através de eleições. Não é através de golpes parlamentares, nem de golpes partidários, que o PSD alguma vez entregará o poder. Portanto, nós não temos qualquer problema de ir a eleições, se for necessário, e queremos dizer a toda a população que estamos preparados para qualquer cenário político que se coloque ao nosso partido.
A moção de censura apresentada pelo Chega é justificada, por exemplo, com os processos judiciais que envolvem Miguel Albuquerque e também alguns secretários regionais.
E o governo de Luís Montenegro recusa que haja justificação para negar a entrada em Portugal de um navio que, alegadamente, está envolvido num esquema ilegal de abastecimento de armas a Israel.
Um comunicado do Ministério das Infraestruturas e Habitação revela que o porta-contentores pediu autorização para atracar no Porto de Lisboa a esta hora para descarregar mais de 140 contentores. A carga inclui automóveis, roupa, alimentos, aparelhos elétricos e vários metais. A resposta do executivo surge no seguimento do Bloco de Esquerda ter questionado a autorização para atracar este navio em Portugal, por alegadamente estar ligado a um esquema ilegal de abastecimento de armas a Israel. Em declarações à RTP, Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, condena a atitude do governo.
O governo está errado. Repare que o Estado espanhol não autorizou que este navio atraque em Algeciras porque ele tem estado envolvido no transporte ilegal de armamento dos Estados Unidos para Israel. A ilegalidade está no facto desta empresa, deste navio, ter mentido ao Estado espanhol.
Em resposta, o governo informa que o navio tem partida prevista para amanhã de manhã, sem efetuar qualquer carga em Portugal. O executivo esclarece também que foi confirmado que não é transportada qualquer carga militar, armamento ou explosivos.
Na saúde, Pedro Nuno Santos acusa o governo de negligência.
O secretário-geral do PS reitera que o governo foi devidamente informado sobre a greve dos técnicos de emergência hospitalar e que teve 20 dias para negociar com o sindicato. Aponta Pedro Nuno Santos que faltou competência e responsabilidade ao executivo. Na rede social X, o líder socialista realça que a secretária de Estado da Saúde confirmou mesmo que o governo estava informado sobre a greve e, por isso, Pedro Nuno Santos diz que desde o pré-aviso até aos alertas enviados à ministra, não faltaram oportunidades para o governo evitar a greve.
E o secretário-geral do PCP considera que os atuais problemas da saúde só se resolvem com uma mudança de governo.
Paulo Raimundo afirma que mais do que uma eventual responsabilidade da ministra pelas dificuldades de resposta do INEM, o problema está nas políticas que têm sido seguidas. Foi o que disse esta tarde Paulo Raimundo, quando questionado sobre se considera que a ministra Ana Paula Martins tem condições para se manter no cargo.
Não foi a ministra da Saúde que decidiu que o orçamento de Estado em vigor, que está a ser discutido agora, decide transferir metade do seu orçamento para o setor privado, aqueles que fazem da saúde um negócio. Não foi a ministra da Saúde, foi o ministro da Saúde, foi o ministro de Infraestruturas, foi o ministro dos Transportes, foi o ministro da Economia, foi o primeiro-ministro. As responsabilidades políticas são das opções do governo. O governo que assuma as suas responsabilidades.
Paulo Raimundo, à margem de uma manifestação esta tarde em Lisboa para exigir o aumento de salários e pensões. Já o Bloco de Esquerda, pela voz de Mariana Mortágua, defende que Ana Paula Martins deve mesmo deixar o governo.
E Laura, já subiu para 11 o número de mortes suspeitas de estarem relacionadas com a falta de capacidade de resposta do INEM, a maioria na passada segunda-feira, dia de greve. Mudamos então de tema. Em Valência, a polícia isolou a entrada da Câmara Municipal após o lançamento de tochas e foguetes.
A esta hora, milhares de pessoas protestam e exigem a demissão do presidente do governo da comunidade valenciana. A Polícia de Intervenção Espanhola teve mesmo de formar um cordão de segurança e nesta altura registram-se vários confrontos com manifestantes. Através de vídeos que estão a ser partilhados nas redes sociais e na imprensa espanhola, é possível ver-se um grupo de manifestantes a gritar onde estavam no primeiro dia. As paredes da Câmara Municipal de Valência estão também grafitadas com mensagens como "Mazón asesino". Ora, Carlos Mazón é acusado de negligência pela forma como geriu as consequências da tempestade Dana. Uma das críticas é o fato de ter demorado muito tempo a recorrer à ajuda do governo nacional, mas também a falta de preparação para a tempestade, que teve consequências catastróficas. Foram já contabilizados mais de 200 mortos. É um balanço provisório, mas há ainda pessoas desaparecidas.
Mudamos então de tema outra vez. Vamos para o futebol. É já amanhã o último jogo de Rúben Amorim como treinador do Sporting, Laura.
Duelo frente ao Sporting de Braga, em palco o Minhotos. Os Leões jogaram na terça-feira, vitória sobre o Manchester City por 4x1 para a Liga dos Campeões, enquanto que os bracarenses foram a jogo na quinta-feira, empatam uma bola na Suécia frente ao Elfsborg.
E para além deste jogo, também há clássico este domingo. O Benfica recebe o Futebol Clube do Porto no Estádio da Luz.
Bruno Lage, o treinador dos encarnados, quer a equipa a fazer um grande jogo. Já do lado azul e branco, Vítor Bruno promete uma equipa a Porto e sem desculpas quanto ao tempo de descanso. Os Dragões jogaram esta quinta-feira, derrota em Itália e têm menos um dia de descanso face ao Benfica, que jogou na quarta, na Alemanha. Ainda assim, o técnico do Futebol Clube do Porto deixa o aviso: não há desculpas, a equipa tem de vencer e dedicar a vitória aos adeptos depois da derrota em Roma. O clássico joga-se amanhã às 20h45, no Estádio da Luz e tem relato em direto aqui na Rádio Observador.
É esse mesmo relato com as vozes de Miguel Cordeiro e Diogo Varela, os comentários de Luís Francisco, João Pinto, Luís Pinto Coelho e também Pedro Henriques. É com futebol que fechamos este jornal das oito da noite.