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Muito boa noite, Laura Figueiredo, edição das 20h e a começar exatamente com a última ação de campanha da Aliança Democrática, a coligação liderada por Luís Montenegro, reúne-se a esta hora no Campo Pequeno para queimar os últimos cartuchos antes das eleições.

Tal como os líderes dos outros partidos, o presidente do PSD multiplicou-se hoje em apelos ao voto. Quer reforçar a maioria no Parlamento no próximo domingo. É para o Campo Pequeno que rumamos em direto ao contato do repórter do Observador, Miguel Viterbo Dias. Boa noite, Miguel, quem é que discursa a esta hora?

Boa noite. A esta hora é Nuno Melo, o líder do CDS, que vai usando da palavra depois de uma intervenção de Joaquim Miranda Sarmento, que levantou a plateia. Miranda Sarmento a dizer que Pedro Nuno Santos seria um belíssimo líder do Bloco de Esquerda, a dizer que é um mau líder do PS, mas um belíssimo líder do Bloco de Esquerda. E também a dizer que a forma como o PS tratou a imigração nos últimos anos foi o maior erro de política pública de que há memória na história recente do país. Nota ainda para uma referência breve a Aníbal Cavaco Silva, e que fez o Campo Pequeno gritar por Cavaco durante alguns minutos. A esta hora é Nuno Melo que usa da palavra. Vamos escutar um pouco do líder do CDS e parceiro da coligação.

O segundo agradecimento vai para as comitivas, aqueles que quase nunca se veem, os motoristas, os assessores, os seguranças, realmente extraordinários. E depois a política. Porque meus queridos amigos, nós estamos a dois dias do grande julgamento popular e nós sabemos que a AD merece esta vitória. Nós sabemos que a AD merece esta vitória. Nós estamos a ser julgados por 11 meses como se tivéssemos governado quatro anos, mas não faz mal, porque realmente nós fizemos em 11 meses o que o PS não fez em oito anos.

Nuno Melo, com esta expressão que tem utilizado um pouco em todos os discursos que tem protagonizado, de que a AD fez mais em 11 meses do que o Partido Socialista nos últimos governos. Vai decorrendo assim a última ação de campanha, que começou perto das 19h30 com a chegada de Luís Montenegro, que vai encerrar também os discursos esta noite. Já a aproveitar também as horas dos telejornais da hora de jantar, num Campo Pequeno com meia casa, bancadas bem preenchidas, e a zona da plateia em pé com muitos dos protagonistas dos últimos 11 meses, muitos ministros, cabeças de lista e também deputados e presidentes de câmara que vão marcando presença neste comício de encerramento no Campo Pequeno.

Jornalista Miguel Viterbo Dias, que está a acompanhar este último comício da Aliança Democrática.

Ainda pela campanha, o PS desvaloriza as sondagens que mostram a AD à frente do PS. Pedro Nuno Santos mostra-se confiante na vitória do partido no domingo.

Nas últimas horas de campanha, o líder socialista apelou ao voto útil na Nadine Soares.

Último dia de campanha, último esforço para convencer os eleitores. Numa arruada em Moscavide, Pedro Nuno Santos apelou a quem não quer um governo da AD com a Iniciativa Liberal.

Quem não quiser acordar com o governo da AD com a IL, tem mesmo de ir votar, e dirijo-me aos eleitores à esquerda e aos eleitores de centro que não querem um governo radical, que vai desmantelar e combater o nosso Estado Social, têm mesmo de votar no Partido Socialista e não devem dispersar o voto.

E já no almoço na Cervejaria Trindade, o PS chamou o histórico socialista Manuel Alegre a discursar, que aconselhou a direita a estudar a doutrina social da Igreja Católica.

Os que não leram a encíclica "Rerum novarum", do Papa Leão XIII, em que fala da existência de sindicatos, da distribuição equitativa da riqueza e, pasme-se, imagine-se, da intervenção do Estado para proteger os pobres. Aconselho aos líderes do PSD, aos atuais líderes do CDS e à Iniciativa Liberal que leiam a encíclica "Rerum novarum" e estudem a doutrina social da Igreja.

E Pedro Nuno Santos voltou a apelar ao voto daqueles que querem um governo decente.

Temos dois dias para mobilizar todos os portugueses, conseguirmos os nossos amigos, os nossos familiares, os nossos colegas de trabalho, toda a gente que nós conseguirmos mobilizar para podermos ter um governo decente, sério e que governa para todos os portugueses e não apenas para alguns.

O PS seguiu para a tradicional arruada do Chiado.

O que acha? Com esta força, com este ânimo, com esta alegria na rua, só há vitória.

Nas últimas horas de campanha, Pedro Nuno Santos desvalorizou as sondagens que mostram a AD à frente do PS.

Algumas daquelas amostras de algumas sondagens não passavam no primeiro ano de métodos quantitativos.

E não admite a possibilidade de um cenário de derrota.

E se perder? O Partido Socialista vai ganhar as eleições. E se perder? Mas vai ganhar. Nós não vamos perder, mas vamos ganhar as eleições.

Não há outro cenário.

Não, não há.

O último dia de campanha socialista termina com uma festa de encerramento nos jardins da sede nacional do PS, no Largo do Rato.

Go Pedro, go Santos!

A jornalista Nadine Soares a acompanhar a caravana socialista neste último dia de campanha para as legislativas. O PS que se despede da campanha eleitoral com uma festa nos jardins da sede do partido, no Largo do Rato.

Em Braga, o presidente da Iniciativa Liberal aproveitou as últimas horas de campanha para deixar críticas ao PS e mostra-se confiante no melhor resultado sempre para a IL em eleições legislativas.

Depois de ter cumprimentado José Luís Carneiro, que participava numa arruada do PS em Braga, Rui Rocha realçou os diferentes rumos que o Partido Socialista e a Iniciativa Liberal querem para o país.

Nós vamos na direção do futuro, o PS vai na direção da estagnação do país. A esquerda não trouxe nenhuma solução para o país neste debate democrático e empenhou-se, na pessoa do líder do PS, em fazer apenas ataques sucessivos. Isso não traz nada de novo à democracia.

O líder da IL diz acreditar que a esquerda está fora da equação para o próximo governo. Assegura que, seja qual for o resultado das eleições, a Iniciativa Liberal vai crescer.

O Bloco de Esquerda rumou a Setúbal para a despedida da campanha. Mariana Mortágua frisa que é essencial eleger o maior número possível de deputados do Bloco para resolver o problema no acesso à habitação.

A coordenadora do Bloco garante que está a fazer uma campanha sem encenações, diz que não há impossíveis no que toca à pasta da habitação.

Quanto mais deputados do Bloco, e deputadas, houver, mais perto estaremos de conseguir soluções para a crise da habitação. Não nos digam que não é possível resolver o problema das casas em Portugal.

Declarações de Mariana Mortágua em Setúbal, captadas pela Sic Notícias.

Agora 08h07 e pela CDU, com Paulo Raimundo a dramatizar o apelo ao voto no último dia de campanha, quer discutir os problemas das pessoas e o resto diz é troca de galhardetes.

A campanha comunista está no norte do país, desceu ao final da tarde a rua de Santa Catarina e tem ao final da noite um comício em Braga. Paulo Raimundo insiste que a CDU vai crescer e recusa comentar apelos como os do Livre para discutir o entendimento à esquerda.

A nossa preocupação, a preocupação desta gente toda, desta força toda, é resolver o problema da vida das pessoas. Salários, pensões, habitação, saúde, direitos das crianças, ações da cultura. Isso sim, é as grandes questões que estão colocadas. Nós precisamos de mais força para resolvê-las. Tudo o resto é troca de galhardetes, que neste momento não interessa, eu acho, a ninguém.

O secretário-geral do PCP, no final da arruada na Rua de Santa Catarina, rodeado por milhares de pessoas, rejeita também dizer o que vai fazer caso não cumpra as metas que traçou para estas eleições, conquistar mais 100 mil votos e mais dois deputados.

O Livre diz que ainda está tudo em jogo e que a esquerda não pode dar frangos.

Em Vila Nova de Gaia, Rui Tavares pede ao eleitorado que vote à esquerda e volta a mostrar vontade de ser a quarta força política na Assembleia da República.

A esquerda não pode dar frangos aqui, deixar entrar bolas que seriam fáceis de defender. Nós temos uma baliza muito importante a defender do nosso lado. É o lado do Estado Social, é o lado do Estado Democrático de Direito. Ninguém sozinho se salva. O Livre está mais em jogo do que nunca. Aliás, o Livre está em jogo para ser, como se costuma dizer no futebol, aquele número que é o do construtor de jogo. Esse que costuma ser o número 10, é o número 10 nas equipes, a camisa 10, mas é alguém que está ali para dar a jogar também, para jogar e dar a jogar. É isso que o Livre faz na política em Portugal.

Rui Tavares afirma que o país não quer uma direita radicalizada, que não gosta dos direitos e que o quarto lugar dos partidos tem de mudar de mãos para o Livre. Quanto ao PAN, mantém aberto o apoio a um governo da AD com a iniciativa liberal, uma posição assumida pela porta-voz do partido esta tarde numa ação de rua em Lisboa.

Agora 08h09 min. E para fechar, Laura Figueiredo, que outras notícias vão marcando a atualidade.

Ricardo Salgado perdeu o recurso no Tribunal Constitucional. Um requerimento que demorou 10 meses a ser admitido, foi recusado de forma liminar. Era o último recurso de Ricardo Salgado para impedir a execução de uma pena de prisão efetiva de oito anos por três crimes de abuso de confiança. Em causa está a apropriação indevida, por parte de Salgado, de 10 milhões de euros de fundos do grupo Espírito Santo. O advogado do ex-banqueiro alegava diversas inconstitucionalidades na decisão, pretendia que fosse declarado inconstitucional que um arguido com doença de Alzheimer fosse condenado à prisão efetiva. No entanto, o Tribunal Constitucional entende que isso não está em questão. Tendo em conta esta decisão, o ex-banqueiro foi ainda condenado ao pagamento de mais de 2 mil € de taxa de justiça.

Edição das 08h com a Laura Figueiredo em informação. Daqui a pouco regresso às 08h30. A seguir temos a primeira parte do Fora do Baralho. Então, até já.

Até já.