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Vamos atualizar a informação. Jornal das 8, com edição da Diana Rosa. Diana, José Luís Carneiro deve virar a página. É o pedido do governo depois de o PS ter permitido a aprovação do Orçamento do Estado através da abstenção.

O primeiro-ministro tinha dito ontem que o PS e o Chega se imiscuíram na governação ao aprovarem medidas como a isenção de portagens em algumas autoestradas e o secretário-geral socialista respondeu. Diz que o governo devia reconhecer o sentido de Estado do PS ao deixar passar o documento. Esta tarde, em resposta a esta contenda, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, reconhece a responsabilidade manifestada pelos socialistas, mas diz que já chega.

Quem anda à volta, parado, à volta da política e não sai das questões políticas e está perdido nas questões políticas, agradeceu, elogiou, disse, não disse, acusou, falou dos outros, enfim, não tem respostas para o país. Não retira nada ao sentido de responsabilidade que reconhecemos, mas os portugueses não querem saber disso. Querem lá saber disso, querem é saber: há reconhecimento? Há, e não retiramos nada ao reconhecimento e à valorização do sentido de responsabilidade que o Partido Socialista teve. Não retiramos nada e é totalmente sincero este elogio e este reconhecimento que fizemos sempre. Agora, andemos para a frente.

Leitão Amaro, no briefing de Conselho de Ministros, de onde surgiram ainda vários anúncios por parte do Executivo, entre eles, a criação de um sistema de coordenação para emergências e crises, como por exemplo, aquele apagão de abril deste ano. A medida é agora detalhada pelo ministro da Presidência.

É ativado perante uma crise grave, por decisão do primeiro-ministro, com uma sequência de passos que está todo, passo a passo definido, seja no plano da coordenação política, seja no plano da comunicação, quais é que são os momentos que devem ser feitos um após o outro, com que sequência e com que meios. Tudo isso está planeado, sejam as crises de ordem natural, de ordem e de fonte humana, cibernéticas ou digitais, físicas.

O governo decidiu também descentralizar as políticas de saúde e nomear cinco vice-presidentes nas comissões regionais. Noutras áreas, criou a Agência da Geologia e Energia e reduziu para mais de metade as entidades do Ministério do Trabalho.

Diana, GNR e PSP anunciam que vão estar em protesto. As duas classes profissionais saíram insatisfeitos da reunião de hoje com a ministra da Administração Interna.

Existem quatro prioridades de negociação e começa pelos serviços remunerados, avaliação, saúde e higiene do trabalho, revisão das carreiras e do estatuto remuneratório. Negociações que correram mal, é o que adianta Paulo Santos, presidente da ASP.

Não cumpriu aquilo que foram as nossas premissas, falar de uma proposta concreta relativamente a suplementos, todos, salários e à portaria de avaliação. Sendo assim, nós não podemos e nem temos condições, porque há aqui um incumprimento claro por parte deste governo relativamente a um acordo que foi assumido pelo governo de então.

Acordo que foi celebrado com o antigo governo e que previa o maior aumento do subsídio de risco devido. Os sindicatos pedem €300, mas a oferta da ministra está muito abaixo, é o que afirma Paulo Santos, que considera que as propostas apresentadas pela ministra não vão ao encontro dos problemas do setor.

Tendo em conta também aquilo que é a situação hoje da PSP, onde não tem atractividade, onde a pré-aposentação é incumprida há 10 anos, onde se corta folgas todas as semanas, vir falar de serviços remunerados e vir falar em retificação ou uma pequena alteração no valor de um único suplemento, não nos parece que haja seriedade da parte do governo para que a ASP esteja disponível a não continuar este processo.

No dia 3 de dezembro, próxima segunda-feira, os polícias vão decidir os protestos a fazer. As associações da GNR também vão decidir as formas de luta, mas estão contra os valores apresentados pela ministra Maria Lúcia Amaral. Ficou, de resto, marcada uma nova ronda negocial com a ministra para o dia 12 de dezembro.

E demitiu-se o dermatologista Miguel Alpalhão, horas depois de ter sido suspenso. Trata-se de um médico que recebeu mais de €700 mil em três anos de cirurgias adicionais.

Acusa a administração do Hospital de Santa Maria de ter uma atitude persecutória. Miguel Alpalhão diz que não lhe restava outra hipótese. A Rádio Observador já tentou contactar Carlos Martins, presidente do Santa Maria, que não quis prestar declarações. A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde concluiu por irregularidades praticadas pelo médico Miguel Alpalhão, hoje suspenso pelo hospital. Horas depois, este dermatologista demitiu-se.

E Luís Marques Mendes diz que envia a lei da eutanásia para o Tribunal Constitucional se for o próximo chefe de Estado e tem dois argumentos, Diana.

Além da falta de regulamentação, Filipa, o Parlamento ainda tem de responder às normas consideradas inconstitucionais depois da pronúncia do Palácio Ratton. Marques Mendes demarca-se da posição tomada pelo atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, que depois da lei ter andado para frente e para trás entre o Parlamento, Belém e o Constitucional, promulgou esse diploma aprovado pelos deputados da última vez.

Isso é um risco enorme. Veja, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, na última versão da lei da eutanásia, considerou que já estava tudo bem do ponto de vista constitucional e promulgou. E veja o que o Tribunal Constitucional fez, disse: "Afinal, o presidente não devia ter promulgado".

Estamos a legislar sobre o direito à vida.

Ah, portanto.

E é um direito bastante sensível, sim.

Pronto, por isso é que eu estou a dizer, a posição mais sensata e mais equilibrada é a minha. Quando vier o diploma, vai ao Tribunal Constitucional. Também não é assim tanto tempo, são 20 dias que o Tribunal Constitucional tem, mas é a segurança. Depois do Tribunal Constitucional ter dito: "Há aqui umas normas inconstitucionais", não devo perguntar ao Tribunal Constitucional: "Olhe, finalmente, acha que está tudo ultrapassado?" Portanto, é isto que eu farei. Não farei de outra maneira.

Marques Mendes justifica que se trata de uma lei tão delicada e sensível que é preciso ter certezas. É um dos destaques da entrevista a Marques Mendes no programa Geração V, da Rádio Observador. Vai para o ar mais logo, depois das 10 da noite, mas já pode ouvir em podcast.

Para já, Diana, vamos conhecer outros temas em destaque.

O porta-voz do Kremlin diz que o encontro entre Putin e o enviado de Donald Trump vai decorrer na primeira metade da próxima semana. Dmitry Peskov afirma que a data vai ser anunciada em breve. O presidente russo vai reunir-se com Steve Witkoff para discutir a guerra na Ucrânia. O Kremlin reagiu também à admissão do chefe de gabinete de Zelensky. Considera que a Ucrânia está numa profunda crise política desencadeada por escândalos de corrupção. Peskov entende que pode haver diversas consequências devido a este caso e acusa o Ocidente. Diz que toda a corrupção estava e está ligada ao dinheiro que os americanos e europeus forneceram para esta guerra. O antigo embaixador da União Europeia, João Vale de Almeida, considera fundamental manter a relação dos europeus com Donald Trump, mesmo tendo de engolir alguns sapos. Em entrevista ao Observador, o antigo chefe de gabinete de Durão Barroso, que foi também o representante europeu em Londres no pós-Brexit, lembra o momento de ruptura do Reino Unido com o bloco comunitário para exemplificar o quão importante é uma boa relação entre os líderes internacionais. No caso do Brexit, João Vale de Almeida aponta uma quebra de confiança e alerta que com Donald Trump, os líderes europeus devem empenhar-se na construção de uma boa relação.

Notícia de fecho do Jornal 18.