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Com a Diana Rosa. Começamos este jornal com André Ventura. Garante que vai divulgar os apoios que vai recebendo ao longo da campanha para as presidenciais. Isto numa resposta a Miguel Poiares Maduro, mandatário da candidatura de Luís Marques Mendes.
Que ontem tinha, depois de divulgar a lista de clientes de Marques Mendes, lançado o repto para que os outros adversários fizessem o mesmo. Hoje André Ventura responde e até vai mais longe.
Em relação às campanhas, eu ouvi ontem o mandatário do doutor Luís Marques Mendes, o senhor Miguel Poiares Maduro, falar disso, dos apoiantes e dos financiadores, etc. Eu vou deixar isto aqui claro: para nós, é uma exigência que todos devem fazer. Não é só uma ideia, todos devem fazer. Quem é que apoia as suas campanhas? Quem são as pessoas que estão à sua volta? Eu não sei o que quis dizer com pessoas que estão a apoiar nossas candidaturas e que tiveram contratos públicos, não é para mim, certamente, nem para esta candidatura. E sim, estou completamente disponível. No fim, a meio, quando vocês entenderem, divulgarmos toda a lista, e eu desafio os meus opositores a fazer o mesmo, de quem fez donativos para as respectivas campanhas.
Ventura admite que já é suposto entregar declarações de patrimônio na entidade de contas, mas considera que nesta campanha justifica ir mais longe.
Na mesma ocasião, André Ventura voltou a ser questionado sobre se votou ou não em José Sócrates, nos tempos em que o antigo primeiro-ministro concorreu a eleições. O líder do Chega insiste que não.
Em causa, uma publicação hoje da revista "Sábado", que dá conta de que Ventura admitiu que foi uma das muitas pessoas que votou no antigo primeiro-ministro. O líder do Chega desmente.
O que disse foi que o José Sócrates me enganou a mim e uma grande parte do país. Enganou no sentido que tinha uma imagem de determinação e de quem ia fazer obra, e a única obra que fez foi pôr dinheiro ao bolso. Quer dizer, foi esse o engano. E acho que não fui o só que fui enganado. Por isso é que teve uma maioria absoluta. Convenceu uma grande parte do país que era um homem de ação, que conseguia fazer coisas e acho que isso, na altura, até passou. Não votei em José Sócrates. Se tivesse votado, eu dizia. Não votei em José Sócrates.
Em resposta a João Cotrim Figueiredo, que ontem, no debate entre os dois, também sugeriu que André Ventura votou em José Sócrates. Hoje reitera essa mesma afirmação, diz-se até preocupado com o fato do líder do Chega não se lembrar.
Este tipo de permanentes pequenas meias-verdades, mentiras ou mentiras mesmo descaradas, são demasiado preocupantes. E uma certa inconstância, porque este, por exemplo, este voto em Sócrates ocorreu quando André Ventura era militante do PSD e foi descaradamente votar no candidato de outro partido. De facto, só há duas hipóteses: ou é muito esquecido ou é mentiroso.
O passar de bola entre João Cotrim Figueiredo e André Ventura, que mais uma vez reiterou que não, não votou em José Sócrates, desmentindo assim a notícia da "Sábado".
Estados Unidos e Rússia vão hoje discutir a paz na Ucrânia. O enviado especial do Kremlin chegou esta noite a Miami.
A informação foi avançada por uma fonte do Kremlin à agência Reuters. A delegação liderada por Kirill Dmitriev reúne-se com o enviado especial norte-americano, Steve Witkoff, e o genro de Donald Trump, Jared Kushner. O objetivo do encontro é avançar nas negociações para o fim da guerra na Ucrânia, com base no plano proposto pelos Estados Unidos.
Luís Montenegro admite o envio de militares portugueses para a Ucrânia depois de ser alcançado um cessar-fogo.
Antes de terminar a guerra, Portugal não vai ter soldados no terreno. É o que assegura o primeiro-ministro, que esteve hoje de visita a Kiev, reunido com Volodymyr Zelensky. Montenegro reforça a participação de Portugal no apoio marítimo e aéreo, mas botas no terreno fica para depois.
Nada vai obstar a que militares portugueses possam fazer na Ucrânia o que já estão a fazer aqui ao lado, na Eslováquia, na Romênia, na Letônia, na Lituânia, em tantos outros países onde as nossas forças nacionais destacadas no âmbito da União Europeia, no âmbito da NATO, participam em missões de paz e participam em missões de dissuasão e de segurança.
Nesta visita a Kiev, o primeiro-ministro português falou ainda das relações diplomáticas entre os dois países. Promete apoio à Ucrânia por tempo indeterminado.
Uma visita que foi acompanhada pela enviada especial do Observador, Cátia Bruno.
Que nos faz um resumo das poucas horas passadas pelo primeiro-ministro português em Kiev.
Foi uma visita com uma segurança apertada e num ritmo muito acelerado. Vários dos eventos não contaram sequer com a participação da comunicação social. A grande exceção foi a conferência de imprensa conjunta com Volodymyr Zelensky, em que Luís Montenegro não só sublinhou o apoio, claro, de Portugal à Ucrânia, mas concretizou num acordo que foi assinado entre os dois líderes para a produção conjunta de drones subaquáticos. Um acordo que não só ajudará as defesas da Ucrânia, como também contribuirá para o desenvolvimento da relação econômica entre os dois países. Certo é que Luís Montenegro elogiou repetidamente o presidente ucraniano, chamou-lhe "meu caro amigo", abraçaram-se os dois à chegada e, portanto, houve aqui uma ideia de colaboração e de parceria muito próxima entre os dois países, que foi bastante sublinhada por ambos os líderes e foi essa a principal ideia a permanecer depois desta visita-relâmpago, que começou com uma viagem de comboio longa de 10 horas, termina com outra longa de 10 horas, ambas com uma duração superior àquela que Luís Montenegro passou em Kiev ao longo deste sábado.
Cátia Bruno, enviada especial do Observador a Kiev, acompanhou a visita do primeiro-ministro português à Ucrânia.
Vamos ao futebol. O Gil Vicente empatou hoje 2x2 na recepção ao Rio Ave.
Isola-se provisoriamente no quarto lugar da Primeira Liga com 26 pontos, mais um do que o Sporting Braga. O Gil Vicente empatou aos 90 mais 10 minutos, encontro a contar para a jornada 15. A eliminação no estádio falhou por três vezes, num jogo que ficou marcado pela chuva forte neste estádio de Barcelos.
Vamos às notícias de âmbito local.
Começamos pelo Porto. O Festival Air Invictus vai gerar uma receita superior a 100 milhões de euros. É um número avançado pelo ministro da Economia, Castro Almeida, num evento de apresentação do festival. As piruetas e acrobacias vão pintar os céus de Matosinhos, Maia, Porto e Vila Nova de Gaia nos dias 19 e 21 de junho do próximo ano. O evento segue o legado da Red Bull Racing, que tem como objetivo atrair 1 milhão de pessoas à região. Amanhã, em Leiria, o trânsito vai estar condicionado em várias zonas devido à corrida de São Silvestre. O município informa que entre as 6h e as 13h são esperados cortes e limitações. A circulação de transportes públicos também vai sofrer condicionamentos e ajustes pontuais, é o que avança o Jornal de Região de Leiria. Distrito de Aveiro, a ribeira de Albergaria-a-Velha vai ser reabilitada. A decisão é da autarquia e da Agência Portuguesa do Ambiente, que assinaram ontem um protocolo de colaboração técnica e financeira. O objetivo é reabilitar o curso de água que atravessa a zona do futuro parque da cidade. Conforme explicado pela nota de imprensa camarada, a empreitada tem um investimento de 150 mil € financiado pelo Fundo Ambiental. Termina amanhã a 23ª edição do Festival do Jazz, em Lisboa. Acontece no Centro Cultural de Belém, junta artistas e escolas de jazz em Portugal. Amanhã, André Carvalho apresenta o novo álbum, além de uma conversa das perspectivas internacionais sobre o jazz português. Esta festa é uma iniciativa da Sons da Lusofonia, financiada pela DG Artes, pela Direção-Geral das Artes, e tem o apoio da Câmara Municipal de Lisboa. O primeiro concerto está marcado para às 16h30. Os presépios de sal vão voltar a enfeitar as salinas de Rio Maior. Até o dia 6 de janeiro, vão estar expostos cerca de 40 presépios. O programa inclui outras atividades natalícias, como as oficinas para as famílias e as esculturas com sal, o labirinto do Vale Encantado e um carrossel para os mais novos. São informações avançadas pelo Mirante. Em Almada, o Solar dos Zagalos vai receber a exposição "A Música como Talismã Contemporâneo". Abre a 7 de fevereiro, pode ser visitada até dia 14 de março do próximo ano. A Câmara Municipal de Almada avança que a exposição parte da ideia de que, tal como o amuleto, a música pode proteger, inspirar e acompanhar em momentos de vulnerabilidade ou incerteza. É este o mote. O coletivo Queima Rápida convida o público a olhar para a música como um talismã do tempo presente.
Mais notícias na Rádio Observador, às 9h30.