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As notícias com Nadine Soares.
Boa noite. Começamos com a última mensagem de Ano Novo enquanto presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa pede um 2026 com mais saúde e maior tolerância. Uma declaração mais curta do que o habitual, de modo a não contaminar a campanha para as presidenciais, foi o que disse o chefe de Estado. Pediu a paz no mundo e concretamente nos conflitos em território ucraniano e no Médio Oriente. Para o ano que agora começa, Marcelo Rebelo de Sousa pede mais em muitos setores, como por exemplo, a justiça, a habitação e a saúde.
Um ano com mais desenvolvimento, mais justiça, mais liberdade, mais igualdade, mais solidariedade. O mesmo desejo vale para nós, vale para Portugal. Ano Novo, vida nova. Também com mais saúde, mais educação, mais habitação, mais justiça, ainda mais crescimento, ainda mais emprego e menor pobreza e desigualdade.
O Presidente da República, que citou Eça de Queiroz para deixar uma crítica indireta ao país político, que diz estar eternamente à espera de um milagre, já com os olhos postos na corrida a Belém. Marcelo acredita que o futuro vai ser melhor que o passado.
O povo escolhe livremente o que quer e quem quer para o futuro, com a esperança de que seja diferente e melhor do que o passado. Ideias, soluções e pessoas. Essa é também a minha esperança. Eu digo mais. Essa é, mais do que esperança, a minha certeza. Melhor futuro do que passado.
Marcelo Rebelo de Sousa deixa ainda uma mensagem ao povo português. Considera que com qualidade e coragem excepcional, que de longe superam os defeitos, Portugal e os portugueses são assim há quase 900 anos. E nas reações a esta mensagem de Ano Novo, o PSD elogia Marcelo Rebelo de Sousa pela relação especial que tem com Portugal. É uma reação à mensagem de Ano Novo do chefe de Estado, pela voz de Leonor Beleza, vice-presidente dos Social-Democratas.
Sabe quais são as nossas forças, as nossas fraquezas, sabe o que é que podemos aspirar, sabe como é que temos de nos transformar. Ele, como quase ninguém, sabe identificar estes fatores e sabe falar para todos nós. Muitas vezes também identificou, antes de outros, ameaças, problemas, questões vindas lá de fora ou de cá dentro, e foi nos dizendo que era preciso encarar esses problemas, essas ameaças e essas questões. Mas também é pessoa, as duas coisas juntam-se, que tem com os portugueses uma relação muito rara, muito pouco comum. É uma relação que, de certa maneira, nós percebemos como uma relação com cada um, com cada uma de nós.
Do lado do CDS, Marcelo Rebelo de Sousa esteve à altura de momentos difíceis. É a reação dos centristas, agora pela voz de Durval Tiago Ferreira.
Nós nem sempre concordamos com aquilo que o professor Marcelo Rebelo de Sousa assumiu, o que é perfeitamente normal em democracia, até porque também é muito tempo, mas temos que reconhecer que nestes momentos particulares e mais difíceis, ele foi para todos os portugueses um farol de responsabilidade, até de alguma tranquilidade, e que nos ajudou a unir e a ultrapassar estes momentos difíceis.
O PCP aproveitou este momento para lembrar a crescente desigualdade do país. É o que defende Pedro Guerreiro.
É justo o sentimento de indignação e de revolta que é sentido por muitos, aqueles que sentem e que não pactuam, que não são indiferentes às injustiças e desigualdades no país, os que não pactuam com a subordinação aos interesses e lucros do poder económico, os que aspiram à paz. A todos eles, a todos os que aspiram a uma vida melhor, têm a oportunidade de dar força à exigência da mudança que o país precisa no próximo dia 18 de janeiro, votando em António Filipe.
E a candidata presidencial Catarina Martins, apoiada pelo Bloco de Esquerda, aponta falhas ao discurso de Marcelo Rebelo de Sousa.
Começou o seu mandato num período pós-troika e pós-Cavaco, com condições de vida a melhorar em Portugal, mas a verdade é que 10 anos depois, vê as dificuldades que há em Portugal, vê também o crescimento da extrema-direita e optou, e bem, por falar das questões da tolerância. Mas é verdade que talvez por estar também em final de mandato e não tenha querido fazer uma mensagem mais direcionada aos problemas concretos, faltou uma palavra para o desespero que vimos nestes dias no acesso à saúde, por exemplo, que continua a ser uma das questões mais complicadas do nosso país, ou o custo de vida.
Algumas das reações à última mensagem de Ano Novo, por parte de Marcelo Rebelo de Sousa, como presidente da República. E ainda na presidência, Marcelo Rebelo de Sousa devolveu ao governo três decretos de lei que visavam várias reformas na saúde. O chefe de Estado mandou para trás medidas como a centralização dos serviços de urgência, a criação do sistema nacional de acesso à consulta e cirurgia e ainda as novas regras da contratação de médicos tarefeiros no SNS. Na reação a esta escolha, segundo fonte oficial do Ministério da Presidência, ao Observador, estes diplomas determinam transformações indispensáveis à melhoria do acesso à saúde dos portugueses. Ao que o Observador apurou, o Executivo não vai desistir das reformas, apesar da decisão do Presidente da República e do que se entendem como resistências às mudanças no setor da saúde Uma notícia que marca ainda este dia: morreu aos 78 anos Joaquim Aguiar Branco, economista e antigo assessor político da Casa Civil dos presidentes Ramalho Eanes e Mário Soares. Foi também adjunto económico do gabinete do primeiro-ministro Pinheiro de Azevedo e administrador de empresas do grupo José de Mello. Joaquim Aguiar estudou economia na Faculdade de Economia do Porto e no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras em Lisboa. O velório está marcado para amanhã, às 15h, na Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Carmo, no Alto do Lumiar, em Lisboa. O velório é no dia seguinte, às 13h. Foi encontrado um carro submerso na costa da Nazaré, resultado de buscas por um jovem de 26 anos que desapareceu na madrugada de 31 de dezembro. Em comunicado, a Autoridade Marítima Nacional indica que foi encontrada uma viatura submersa na Praia do Norte. No entanto, não foi encontrado ninguém dentro deste carro afundado. A descoberta deu-se depois de terem sido identificados destroços junto ao Farol São Miguel Arcanjos. As buscas surgem na sequência do desaparecimento deste jovem de 26 anos de madrugada. Foram ativados tripulantes da estação Salva-Vidas e elementos do comando local da Polícia Marítima da Nazaré. Tempo ainda para atualizar a informação local. Começamos por Santarém. Os índices de envelhecimento no distrito continuam a aumentar. Segundo dados do jornal "Mirante", entre 2021 e 2024, a população tem estado cada vez mais envelhecida nos distritos de Chamusca, Coruche e Abrantes, que são os mais envelhecidos. Em Sintra, a vereadora Andreia Bernardo assumiu o cargo de vice-presidente da Câmara Municipal. O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, Marco Almeida, que sublinha que qualquer vereador, com pelouros, pode assumir o cargo, mas justificou a escolha com lealdade, confiança e compromisso. Andreia Bernardo foi eleita vereadora nas eleições de outubro pelo PSD. Chega agora a vice-presidente da Câmara Municipal de Sintra. A Universidade de Aveiro recebeu a visita do embaixador da Índia em Portugal. A visita, de caráter institucional, teve como objetivo reforçar laços de cooperação entre a Universidade de Aveiro e a Índia. O encontro incluiu os habituais cumprimentos institucionais e abordou o investimento no reforço da cooperação acadêmica e científica entre a Universidade de Aveiro e as universidades da Índia. Já em Matosinhos, a ampliação do terminal do Porto de Leixões vai ter um impacto muito significativo na paisagem da cidade. A conclusão é de um estudo sobre o impacto ambiental da obra, em causa a altura da linha de contentores, que será visível de vários pontos e campos de visão. Na cidade de Matosinhos, serão visíveis desde a praia até ao Castelo do Queijo. Em Leiria, está a decorrer uma venda de lotes no Parque Empresarial de Monte Redondo. A hasta pública conta com cinco lotes com áreas entre 4 mil e 8 mil metros quadrados. Os valores de licitação variam entre os €116 mil e os €200 mil. As propostas de compra podem ser apresentadas até o dia 16 de janeiro. Para terminar, o Moinho de Maré de Corroios, no concelho do Seixal, vai receber no dia 30 de dezembro uma visita associada à exposição "600 Anos de Moagem no Moinho de Maré de Corroios". O público vai poder conhecer de perto um dos moinhos mais antigos de Portugal e entender como a energia das marés foi usada na atividade moageira durante séculos. A exposição retrata os 600 anos de atividade do moinho e integra ilustrações de Mafalda Paiva e Xavier Pita. A visita do público decorre entre as 10h e as 17h. A entrada é livre. Fica por aqui esta síntese informativa de âmbito local. A informação está de regresso às 21h30. Até já!