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A informação. Notícias das 20:00, na Rádio Observador, com edição da Diana Rosa. Diana, o Presidente da República considera que a comunicação está a ser a maior falha na gestão das consequências do mau tempo.

É difícil de estabelecer e de pôr a funcionar. Em declarações no Cartaxo, Marcelo aponta para problemas do governo, das Forças Armadas e também da Proteção Civil.

Eu acho que sim. Eu acho que a comunicação é muito difícil de estabelecer e de pôr a funcionar. Este exemplo das Forças Armadas não terem um porta-voz, que noutras ocasiões tiveram. A própria Proteção Civil, o funcionar e discutir se é de tantas em tantas horas, como é, como não é, é sempre um tema muito discutido. E as próprias autoridades governativas, quando há uma dispersão de membros do governo no território, a comunicação é sempre mais difícil.

Marcelo tem estado a visitar populações isoladas devido às cheias no Tejo, um périplo em que faz hoje uma pausa. O presidente lembra que amanhã é dia de reflexão e, como tal, prevê manter-se no Palácio de Belém.

E os efeitos mais graves do mau tempo estão previstos para amanhã. A Proteção Civil fez esta noite um balanço. Alerta não só para o risco de cheias, mas também de derrocadas e ainda a queda de árvores.

É que vem aí a tempestade Marta. O tempo vai piorar nas próximas horas. De acordo com o comandante Mário Silvestre, as regiões Centro e Sul são as mais afetadas.

Grande parte dessa precipitação ocorrerá entre a região de Leiria, e portanto, de Oeste para Este, pela linha correspondente à sub-região de Leiria e à sub-região da Beira Baixa, e daí para sul até ao Algarve. Atendendo ao impacto da depressão Kristin, alertamos os cidadãos portugueses, sobretudo aqueles que residem nessas zonas mais afetadas, para redobrarem os cuidados.

Com especial atenção à subida dos caudais do Tejo, do Douro e do Mondego, mas nem as cidades escapam.

Grande parte dessa precipitação ocorrerá entre a região de Leiria, e, portanto, de Oeste para Este, pela linha correspondente à sub-região de Leiria e à sub-região da Beira Baixa, e daí para sul até ao Algarve. Atendendo ao impacto da depressão Kristin, alertamos os cidadãos portugueses, sobretudo aqueles que residem nessas zonas mais afetadas, para redobrarem os cuidados.

E ficam sobretudo as indicações da Proteção Civil para a minimização de riscos nas próximas horas.

Alertamos, nomeadamente, as populações que vivem nas zonas mais urbanas, Lisboa inclusivamente, para terem atenção às inundações rápidas, uma vez que o volume de precipitação pode ser bastante elevado em algumas zonas, o que pode causar inundações rápidas, como já aconteceu este ano, mas sobretudo em anos anteriores, e isto pode comprometer, como é óbvio, a segurança das pessoas.

A depressão Marta deve chegar ao território continental por volta das 06:00. Tem efeitos mais severos até às 15:00.

E Diana, no polidesportivo dos Bombeiros de Alcoentre, já se preparam as camas para receber as pessoas que foram retiradas de casa.

Que podem ficar quanto tempo quiserem, o tempo que for necessário, até verem estabilizada a situação. Em direto deste polidesportivo, em Alcoentre, está a repórter Matilde Malva Sabino, que se junta agora a esta edição das 20:00. Boa noite, Matilde. Está tudo pronto para receber estas pessoas que precisam de algum apoio nesta altura mais complicada?

Boa noite, Diana. Aqui no polidesportivo já estão dispostos vários burritos, são assim chamados, uma espécie de preguiçadeiras que vão servir de cama para as cerca de 60, 70 pessoas que vêm a caminho aqui dos bombeiros de Alcoentre. Em cima destes burritos podemos ver que estão lençóis novos, ainda empacotados, e também uma almofada, assim como uma cadeira para as pessoas poderem colocar os bens pessoais. Sabemos que são cerca de 60 a 70 pessoas. Durante esta tarde, a GNR esteve a trabalhar em conjunto com a Cruz Vermelha, a Proteção Civil e também os bombeiros, não só de Alcoentre, mas também os bombeiros da Azambuja, para tentar retirar as pessoas das casas das zonas onde correm maior risco. Pelo que pude apurar, estas pessoas tiveram tempo para poder recolher alguns bens pessoais e também, no caso de terem animais domésticos, procurarem uma alternativa para esses animais ou eventualmente vão ter que os trazer para cá. Nessa situação, ou a Câmara Municipal vai dar uma ajuda colocando os animais nos canis ou gatís municipais, mas há também bombeiros que estão dispostos a acolher os animais nas casas pessoais. Entretanto, o presidente da Câmara Municipal de Azambuja deve falar dentro de instantes. Ainda não está cá, deve estar a falar ainda com os bombeiros para perceber o estado da situação, mas por aqui continuarei à espera, a aguardar essas declarações do autarca de Azambuja.

Vais continuar por aí a reportagem, Matilde Malva Sabino, aqui com os detalhes deste cenário que se vive no polidesportivo dos Bombeiros de Alcoentre, que já tem esta infraestrutura preparada para receber as pessoas que vão aqui pernoitar, depois de terem sido retiradas de casa por precaução

Diana, cerca de 30 pessoas foram retiradas preventivamente das localidades de Póvoa de Manique e Carvalhos, neste concelho de Azambuja.

Em causa, o risco de instabilidade num açude provocado pela chuva intensa. A vereadora da Proteção Civil da Azambuja, Ana Coelho, explica que essa pequena barragem rompeu e há possibilidade de deslizamento. Em Santarém, foram retiradas mais de 250 pessoas por causa das cheias. A autarquia até já pediu o adiamento das presidenciais nas localidades de Reguengo do Alviela e Ribeira de Santarém.

E o Estado já recebeu mais de 1300 candidaturas para os apoios do governo na sequência da tempestade Cristina.

É o que adianta o ministro da Agricultura. José Manuel Fernandes diz que o apoio de até 10 mil € aos particulares vai ser o mais rápido a ser atribuído e deixa até algumas dicas.

Já temos, quer na CCDR Centro, quer CCDR Lisboa e Vale do Tejo, mais de 1300 candidaturas. Agora, como é que isto funciona e como é que se deve fazer? Primeiro, ir logo ao apoio dos 10 mil € e depois ir às outras candidaturas. Não pode haver é duplicações. Não vamos pagar duas vezes o mesmo prejuízo.

Em entrevista à SIC, o ministro da Agricultura admite o risco da inflação dado o aumento de despesa, mas descarta para já esse cenário.

Nós tudo faremos para que haja uma manutenção normal, uma inflação que não aconteça, embora, obviamente, haja esse risco, mas o governo disponibiliza todos os instrumentos que tem para evitar ou minorar esse risco.

O ministro da Agricultura recordou ainda que a ASAE está no terreno para evitar a especulação no setor da construção.

E com oito minutos para lá das 20h, Diana, que outros temas estão em destaque?

Os médicos tarefeiros pedem melhores condições fiscais à ministra da Saúde. Enviaram uma carta a Ana Paula Martins, onde fazem várias propostas para alterar o decreto-lei apresentado pelo governo. O objetivo dos médicos é reformular o diploma e deixam o aviso que se o governo insistir nas novas regras, mais de 4 mil médicos tarefeiros podem sair do SNS. O número de doentes a aguardar cirurgia fora do tempo máximo aumentou 30% em 2025. É uma situação que se agrava face ao ano anterior, tanto nos doentes oncológicos como nos restantes. Os dados do governo mostram que, no final do ano passado, cerca de 23 mil pessoas estavam a aguardar cirurgia no Serviço Nacional de Saúde.

É assim que fechamos o Jornal das 8.