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Rádio Observador. Jornal das 8 com Luís Soares. Começamos com Luís Montenegro, que defende a suspensão parcial do acordo com Israel. Em causa, a ação de Israel contra ativistas detidos.
São declarações de Luís Montenegro em Andorra, onde está de visita oficial. O primeiro-ministro condena a ação de Israel contra ativistas que foram detidos quando seguiam para Gaza para entregar ajuda humanitária. Luís Montenegro considera a situação absolutamente inaceitável e defende mesmo uma ação europeia conjunta. Em declarações captadas pela RTP, Luís Montenegro sublinha que Portugal já tem manifestado a disponibilidade para uma suspensão parcial do acordo com Israel, sublinhando que tem expectativa para ver o que se passará nos próximos encontros. São declarações de Luís Montenegro que acontecem depois do ministro português dos Negócios Estrangeiros ter já vindo condenar o comportamento, que considerou intolerável, do ministro israelita Ben-Gvir, depois do vídeo que foi partilhado. Paulo Rangel fala de uma violação humilhante da dignidade humana.
E vários países condenaram o vídeo publicado pelo ministro israelita da Segurança Nacional. Ben-Gvir já foi repreendido pelo primeiro-ministro israelita.
Nesse vídeo, os ativistas que seguiam numa flotilha humanitária para Gaza, interceptada por Israel, surgem de mãos atrás das costas, amarrados e de joelhos e com o ministro a andar entre eles. Benjamin Netanyahu garante que a forma como o ministro Ben-Gvir tratou os ativistas não se coaduna com os valores e normas de Israel. A Alemanha foi um dos últimos países, até agora, a repudiar esse vídeo, que entretanto foi apagado. O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros fala de um tratamento totalmente inaceitável e incompatível com os valores básicos dos países europeus. Também os Países Baixos, França, Itália e Canadá anunciaram que vão chamar os embaixadores israelitas para lhes pedir esclarecimentos, condenando o sucedido. O mesmo já fez Espanha, que fala num tratamento monstruoso.
E o PS acusa o governo de ressuscitar as novas regras do regime da amamentação para depois, no Parlamento, poder deixar cair esta medida.
E deste modo, fazer o que o partido diz ser um simulacro de negociações. No Explicador da tarde política, o deputado socialista Miguel Cabrita diz que o governo voltou à estaca zero relativamente a esta questão, define a medida como radical e diz que é um ato cruel e considera que, no fim de contas, não passa tudo de uma tática negocial.
O governo mostra radicalismo e inflexibilidade, volta ao princípio a uma questão em que sabe que todos os partidos se pronunciaram contra e faz aqui uma espécie de simulacro de negociação, no sentido em que o que o governo, no fundo, está a fazer é radicalizar, voltar ao princípio, para ter mais moedas de troca, para poder, na Assembleia da República, fingir uma negociação e fingir cedências.
Miguel Cabrita, deputado do PS, garante também que esta medida, tal como está, não tem condições políticas para ser aprovada no Parlamento. Em debate no Explicador, esteve também a deputada social-democrata Carla Barros, que reitera que as alterações previstas no regime têm como objetivo torná-lo mais claro e com mais rigor. A deputada diz ainda que ao longo destes nove meses de processo negocial, o tópico não foi contrariado por parte dos sindicatos que, diz Carla Barros, até concordam com a necessidade de melhorar o regime de amamentação.
Durante este período de discussão pública destes nove meses e na concertação social, não foi nenhum tema que os representantes dos trabalhadores tivessem levantado. Nunca houve nenhuma questão sobre isso.
Mas não houve alguma abertura por parte da ministra sobre este tema?
O tema esteve em cima da mesa, nunca foi questionado, nem contrariado por parte dos representantes dos trabalhadores, que estavam focados, certamente, noutros temas, e porque também reconhecem a necessidade que há de nós melhorarmos isso.
No Explicador da tarde política, Carla Barros sublinha também que não está em causa aqui qualquer corte de direitos.
E em dia de greve da Agência Lusa, o PSD rejeita as acusações de querer controlar os jornalistas.
Dia de paralisação e de manifestação em frente à Assembleia da República. Os deputados discutem uma proposta do PS para alterar o regime de funcionamento da Agência Lusa, tornando-o parecido com a RTP, ou seja, com a escolha de um presidente através de um conselho geral independente. Mas o PSD rejeita as acusações de querer controlar a agência, com o deputado João Antunes dos Santos a sublinhar que não há qualquer objetivo escondido por detrás da mudança dos estatutos da agência.
Para que fiquem descansados quanto àquilo que são as intenções deste governo. Este governo não quer governamentalizar a Agência Lusa, este governo não quer pressionar a Agência Lusa, este governo não quer fazer nenhum tipo de atentado democrático à Agência Lusa, nem tampouco ao país.
Deputado social-democrata João Antunes dos Santos, no debate esta tarde no Parlamento. À porta do Palácio de São Bento, os jornalistas da agência manifestaram-se contra a alteração aos estatutos da Agência Lusa, implementada pelo Ministério de António Leitão Amaro.
No desporto, já há árbitro para a final da Taça de Portugal. Vai ser António Nobre.
Vai apitar o jogo marcado para domingo, no Estádio Nacional, no Jamor. O VAR estará a cargo de Pedro Ferreira, anúncio feito em comunicado pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol. Nelson Pereira e Francisco Pereira serão os assistentes e Galego Malheiro o quarto árbitro. A final da Taça é entre Sporting e Torriense, no domingo à tarde, um jogo, naturalmente, com relato em direto aqui na Rádio Observador.
E o Torriense acaba de empatar frente ao Casa Pia, Luís, na primeira mão da eliminatória, que vai definir a última etapa a confirmar presença na Primeira Liga do próximo ano.
Empate zero entre Torriense e Casa Pia, no Estádio Manuel Marques, onde está o jornalista João Lourenço. João, o jogo frente ao Casa Pia terminou há instantes e fica tudo para decidir na segunda mão.
Decisões adiadas para essa partida da próxima quinta-feira, no Complexo Desportivo do Rio Maior, a partida que define essa última vaga para a primeira divisão no próximo ano. O Torriense empata zero gols frente ao Casa Pia. Jogo sem qualquer gol em ambas as partes. De realçar apenas uma expulsão por uma falta grosseira da autoria de Pedro Rosas, defesa do Casa Pia, sobre o defesa do Torriense, Liberato. O Torriense, que teve aqui neste estádio 2261 pessoas, já a olhar para essa partida frente ao Sporting, nessa final do Jamor para a Taça de Portugal. O speaker agora do estádio a fazer esse tocaia para essa final do Jamor frente ao Sporting. Essas decisões, neste caso da primeira divisão, ficam então adiadas para quinta-feira. Há, neste momento, um momento de comunhão entre a equipa do Torriense e os adeptos, que vão fazer uma autêntica romaria até ao Estádio Nacional já no próximo domingo. E esse jogo tem relato e comentário aqui na Rádio Observador.
O João Lourenço acompanhou este empate a zero entre Torriense e Casa Pia, a primeira mão da eliminatória que vai definir a última equipa a confirmar presença na Primeira Liga no próximo ano. Já quanto à Taça de Portugal, o árbitro entre o Sporting e Torriense vai ser António Nobre.
Luis, antes de fecharmos, vamos a outros temas em destaque.
O PSD alterou a proposta que impõe multas de até 10 mil € por manobras dilatórias nos processos judiciais, por forma a que essas multas não se apliquem a advogados. A iniciativa social-democrata foi aprovada em fevereiro, na generalidade, e na altura introduzia a possibilidade dos juízes aplicarem multas a quem tente entorpecer ou retardar o andamento da Justiça. A redação original deixava os advogados em risco de pagar essas multas e, por isso, o PSD avançou com a alteração da proposta por forma a garantir que os advogados nunca vão pagar estas sanções do próprio bolso. O antigo presidente cubano, irmão de Fidel Castro, Raul Castro, foi formalmente acusado pela Justiça norte-americana do alegado papel no abate de dois aviões civis em 1996, há 30 anos. É agora acusado de conspiração para matar cidadãos norte-americanos, homicídio e também do crime de destruição de aeronave, em causa o abate de dois aviões de uma organização humanitária que sobrevoava o Estreito da Flórida para apoiar cubanos que tentavam fugir da ilha. Quatro pessoas, incluindo três cidadãos norte-americanos, morreram no alegado ataque.
Notícia de fecho do Jornal 18.