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A informação. Jornal das 8, com Miguel Vitor Dias. Miguel, pelo menos oito pessoas foram detidas nos protestos junto à Assembleia da República.
A força de intervenção foi mobilizada para a escadaria do Parlamento, já depois da manifestação da CGTP ter terminado. Um conjunto de pessoas provocaram desacatos com as forças de segurança, foram dispersadas pela PSP, que deteve pelo menos oito pessoas. Pelo caminho, foram também incendiados alguns caixotes do lixo. Entretanto, no briefing do Conselho de Ministros, o Ministro da Presidência elogiou a atuação das forças de segurança.
Lamenta profundamente o comportamento de alguns.
Já vamos ouvir António Leitão Amaro. Para já, vamos ao contato com o Miguel Pina Andrade, que está junto à Assembleia da República para um ponto de situação com a PSP. Miguel.
Sim, fala o superintendente Jorge Resende, comandante operacional da PSP.
Grande civismo por parte dos manifestantes até a Assembleia da República. Cerca das 16h15 foi dado pelos promotores como encerrada a manifestação e depois, com algum tempo, até cerca das 17h50, nós reabrimos o trânsito avisando as pessoas antes que ia ser reaberto o trânsito. Nessa altura, o trânsito reabriu, efetivamente, com normalidade. Cerca de 10, 15 minutos depois, algumas das pessoas, utilizando grades, ocuparam a via pública, pondo em causa a segurança dos utentes da via pública, tendo sido alertadas para não o fazer e tornaram-se violentos, designadamente arremessando garrafas. É de referir que algumas dessas pessoas, que podemos considerar manifestantes, atuavam de cara coberta, indiciando atos preparatórios para cometer crimes contra a autoridade pública. Posteriormente, houve um aviso legal que a manifestação se tinha tornado violenta e como tal, teria que cessar. Foi feita a combinação legal pelo crime de desobediência e foram dados cinco minutos para dispersar. Passados esses cinco minutos, foi feito novo aviso. Passados três minutos, foi feito novo aviso. Tentou-se de todas as maneiras que as pessoas cessassem aquele tipo de comportamento e abandonassem o local de uma manifestação que se tinha tornado violenta.
Quer dizer que a Polícia Militar se obrigada realmente a interferir, é isso?
Posteriormente, findo este tempo todo, com meios policiais, sem qualquer carga policial, avançaram a passo em direção àquelas pessoas e calmamente solicitaram que saíssem do local, uma vez que tinha sido feita a combinação legal, que já se tratava de uma manifestação ilegal e que já estavam incorrendo crimes de desobediência. Algumas pessoas reagiram fisicamente aos polícias que estavam na atuação legítima, e essas pessoas foram detidas. Outras pessoas arremessaram garrafas e puseram em causa a integridade física desses mesmos polícias. Foram também detidos.
Não queria interrompê-lo, mas são seis pessoas detidas confirmadas?
Neste momento, temos seis pessoas indiciadas pelos crimes de não só desobediência, como resistência e coação sobre funcionário.
E conseguiu perceber se essas pessoas já tinham sido identificadas, já tinham participado de outras manifestações, já tinham sido detidas antes?
Ainda é cedo. Portanto, neste momento, nós procedemos à detenção dessas pessoas. Agora vão ser devidamente identificadas, verificado tudo isso para depois serem presentes a tribunal.
Além dessas seis pessoas, nós vimos pelo menos mais outras três que também tinham sido levadas. Não foram detidas, foram apenas identificadas?
Eu digo, objetivamente, as pessoas que não cumpriram a ordem poderiam ser detidas por desobediência. Houve pessoas que voluntariamente, de forma natural, acabaram por sair e não foram detidas. Outras incitaram, eventualmente, à violência e essas serão identificadas e será narrado e participado ao Ministério Público.
Resistiram aqui ao pedido da polícia, acabaram por mostrar um pouco mais de resistência e tiveram que atuar.
As pessoas que resistiram fisicamente, pondo em causa a integridade física dos polícias, designadamente, não só fisicamente corpo a corpo, como foi dito aqui, mas também com o arremesso de objetos, designadamente garrafas, essas sim, são detidas.
Há registro de feridos?
Neste momento, ainda não.
Houve algum polícia ferido, pelo menos essa era a informação que tínhamos, não sei se nos conseguia confirmar.
Houve polícias que foram atingidos. Neste momento, não posso confirmar que haja feridos. Foram atingidos, sim, como se pode ver. Aliás, nas imagens é possível verificar, mas ainda não tenho registro do tipo de ferimentos, mas até o momento não há feridos graves.
Muito obrigada. Este foi o ponto de situação do superintendente Jorge Resende, foi o comandante operacional da PSP durante esta operação que acabou com a dispersão dos manifestantes. Às 16h15 foi encerrada a manifestação. Entretanto, os manifestantes puseram as baias de segurança, algo que fomos também retratando ao longo da tarde. Os seis detidos, é o número que o superintendente Jorge Resende confirma, incorrem em crimes de desobediência. Até agora não há registro de feridos, é a confirmação do comandante operacional da PSP.
A reportagem do jornalista Miguel Pina Andrade, que tem estado durante toda a tarde nas imediações da Assembleia da República a dar conta destes desacatos que começaram há cerca de duas horas, dizia que, entretanto, no briefing do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro, ministro da Presidência, elogiou a atuação das forças de segurança.
Lamenta profundamente o comportamento de alguns, e eu quero sublinhar que alguns que ultrapassaram os limites mais do que aceitáveis do direito à greve, que provocaram desacatos, que ofenderam a ordem pública e que confrontaram a autoridade das forças de segurança portuguesas. Queria destacar que se lamentamos profundamente estes comportamentos condenáveis, que ultrapassam o que é razoável e aceitável numa democracia livreE no direito à greve e no seu livre exercício, é importante deixar claro que este foi um comportamento de alguns, não o comportamento da maioria dos manifestantes e pela informação que temos, não é um comportamento associado à organização e aos organizadores desta manifestação.
António Leitão Amaro na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, já ao final da tarde.
E a ministra do Trabalho diz que o recurso ao teletrabalho dificulta a análise da adesão à greve.
Maria do Rosário Palma Ramalho falou aos jornalistas, também no final do Conselho de Ministros, diz que a adesão foi residual no privado e que na administração pública foi de 23%, mas também avisa que o teletrabalho dificulta uma contabilização da adesão à greve geral.
Alguns setores comunicaram que também tinham recorrido largamente ao teletrabalho, pelo que muitas ausências não podem ser identificadas como adesão à greve, mas sim como trabalho à distância, que hoje, como sabem, é uma realidade dos nossos dias. No setor privado, confirma-se que a adesão à greve foi absolutamente residual.
Maria do Rosário Palma Ramalho aos jornalistas, no Campus 21, depois do Conselho de Ministros esta tarde, em que adiantou ainda que cerca de metade dos alunos não conseguiram realizar a prova de aferição marcada para hoje e que na saúde só se realizaram 25% das cirurgias programadas. Antes, já Luís Montenegro tinha falado também para desvalorizar a greve e criticar o recurso a este instrumento.
Apenas me parece, como cidadão, como português e como primeiro-ministro, que todos temos uma responsabilidade e a responsabilidade também integra aquilo que são as consequências dos nossos atos. A consequência desta greve, no final deste dia, parece-me que passou apenas por prejudicar a vida de muita gente, porque as posições políticas que queriam ser transmitidas já eram conhecidas, já eram afirmadas por estas estruturas há bastante tempo.
Luís Montenegro aos jornalistas depois desta reunião do Conselho de Ministros, também para analisar a adesão à greve geral.
O secretário-geral da CGTP aponta dados no sentido inverso e diz que a participação na greve foi idêntica à de dezembro do ano passado.
Uma adesão significativa, diz Tiago Oliveira. Não há números globais, mas o líder da Intersindical fez apenas referência a alguns setores e empresas, destacando sobretudo a saúde.
Hospitalização privada. Impactos significativos nos Lusíadas, Amadora e Lisboa, no Hospital CUF em Sintra, no Hospital Luz em Lisboa. Setor do têxtil e calçado. Empresa Mabera, 99% de adesão, Tearfield, 95% de adesão.
Os números divulgados por Tiago Oliveira, que foram acompanhados de críticas dirigidas ao governo por insistir neste pacote laboral.
No futebol, Nelson Semedo diz que o número de jogadores convocados para a mesma posição só reforça a competitividade.
Nelson Semedo foi o porta-voz da equipe nacional. O lateral-direito diz que o número de jogadores convocados para essa posição significa o reforço da luta interna.
Acho que só traz coisas boas para a seleção e nós termos essa qualidade e competitividade dentro do grupo vai nos fazer ser melhores e depois transportaremos isso para o campo e fará com que todos, tanto na minha posição como nas outras posições, demos o máximo de nós para estarmos ao melhor nível para representar a seleção.
Nelson Semedo garante estar em boa forma física, diz que Portugal tem que ir pensando jogo a jogo durante a competição. A seleção nacional concentrou-se hoje para preparar o amigável com o Chile, no sábado, no Estádio do Jamor, já a pensar na preparação para o Campeonato do Mundo que começa a 11 de junho.
Miguel, vamos ainda a outras notícias que marcam a atualidade.
A partir de 2027, Portugal vai ocupar um dos lugares do Conselho de Segurança da ONU. É um dos cinco membros não permanentes, eleito para o biênio de 2027 e 2028. Portugal foi eleito à primeira volta. Já depois de conhecido o resultado, o primeiro-ministro elogiou o trabalho diplomático do país para alcançar este lugar. E o presidente da República também vincou esta conquista, lembrando o papel de Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa para este resultado, que diz António José Seguro, que reconhece Portugal como país credível, de confiança e com respeito na comunidade internacional.