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O líder do Chega considerou esta segunda-feira que o PS também é responsável pela crise na habitação, devolvendo as acusações de hipocrisia ao secretário-geral socialista e afirmando que as manifestações com acampamentos não se podem prolongar “para sempre”.
“Se o PS não quer discutir medidas na especialidade e se aprova o orçamento sem olhar para ele, então como é que na vida mudaremos alguma coisa da habitação em Portugal nos próximos anos? Porque se no orçamento não se pode colocar nada, porque o Governo já sabe que o PS o vai aprovar, e se fora do orçamento não se pode colocar nada porque viola a norma travão, o PS é corresponsável e cúmplice pelo desastre da habitação que estamos a ter e pelos custos brutais da habitação que as pessoas estão a enfrentar”, afirmou.
André Ventura convocou uma conferência de imprensa para a tarde desta segunda-feira para responder ao secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, depois de este ter dito que o líder do Chega poderia ganhar o prémio Nobel da hipocrisia porque se mostra preocupado com a habitação, mas apoia a lei das rendas do Governo.
O deputado justificou a abstenção do Chega porque “é preciso mudar alguma coisa” e sustentou que agora a proposta para rever a lei do arrendamento poderá ser alterada na especialidade.
O presidente do Chega recusou a crítica e devolveu as acusações, dizendo que ao PS é que pode ser imputada uma “tremenda hipocrisia”, uma vez que vai viabilizar o Orçamento do Estado “sem negociar”.
“O PS diz que fora do orçamento criar apoios diretos às rendas viola a norma travão, no orçamento não o propõe e abstém-se, sabendo que a AD votará contra e impedirá qualquer apoio às rendas e ao crédito à habitação. Parece que o PS quer provocar o caos social e o rastilho de insatisfação para ganhar votos com isso”, criticou.
O deputado acusou também José Luís Carneiro de “fugir à responsabilidade”, referindo que era o PS que estava no Governo, com António Costa, quando se deu “a maior crise de habitação” dos últimos tempos.
Apesar das críticas, Ventura desafiou o PS a aprovar o pacote de medidas para a habitação que anunciou no domingo, que inclui um aumento em 50% das deduções em IRS relativas a rendas e prestações do crédito à habitação, e mostrou-se também disponível para viabilizar propostas dos socialistas.
Ventura adiantou ainda que o partido está a “tentar negociar com o Governo”, no âmbito do Orçamento do Estado, uma isenção temporária de IMI “durante o período de emergência”, prevendo um mecanismo compensatório para os municípios, destinatários desta receita.
Quanto às manifestações com acampamentos que duram há vários dias, o presidente do Chega considerou que “é inaceitável” e que este tema não pode ficar nas mãos “de um grupo de arruaceiros incentivados pela esquerda ou pela extrema-esquerda”.
Ventura afirmou que a “PSP fez um trabalho notável ontem [domingo]” e “está a ter uma atuação bastante proporcional em relação à situação”.
“Acho que toda a gente compreende que, independentemente da causa, e da causa ser legítima, nós não podemos ter agora acampados à volta das nossas zonas históricas e das cidades dezenas ou centenas de pessoas incumprindo deliberadamente a lei. Toda a gente compreende que isto não pode durar para sempre e tem que ter um limite”, defendeu.
[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]