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A Rádio Observador. Começa agora o Jornal das 8, edição do jornalista Miguel Videira. Miguel, a Suíça oferece para acolher a cerimônia de assinatura do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão. O acordo está próximo, é o que referem as três partes envolvidas na negociação.

Estados Unidos, Irão e os mediadores Paquistão. Primeiro foi o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araqchi, que na rede social X escreveu que nunca esteve tão perto o memorando de entendimento. Mensagem que foi republicada por Donald Trump. Pouco depois, o primeiro-ministro paquistanês anunciou nas redes sociais que o texto final do acordo de paz foi alcançado. Um alto responsável da administração norte-americana, citado pela agência Reuters, dá conta que o acordo em cima da mesa prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, o levantamento do bloqueio norte-americano aos portos iranianos, bem como a transferência do urânio enriquecido do Irão para os Estados Unidos. O entendimento contempla ainda um alívio significativo das sanções impostas ao regime iraniano.

E por cá, Miguel, está dominado o incêndio que começou esta tarde em Gondomar.

E que alastrou ao conselho vizinho de Gondomar. Obrigou ao corte da Estrada Nacional 15, entre Ermesinde e o Alto de Valongo. Houve também necessidade, por precaução, de evacuar o Motel Alto do Valongo. Há uma hora, o responsável pela Proteção Civil Municipal de Valongo, Delfim Cruz, anunciava a boa nova aqui na antena do Observador.

Neste momento o incêndio está dominado. Estamos a começar agora as operações de rescaldo para tentar repor a normalidade e poder abrir as vias que estão interrompidas. Houve várias casas em risco, estamos a falar de uma zona no perímetro urbano florestal. No início, bastante complicado, teve que se cortar a Estrada Nacional 15, teve inclusive que se evacuar o motel que ficava aqui na zona do perímetro do incêndio. E neste momento não há ninguém em perigo, nem habitações em perigo. Felizmente, não há danos patrimoniais a registar relevantes, nem danos físicos a ninguém.

Balanço feito por Delfim Cruz, entrevistado pela jornalista Maria Pinto. Em Baguim do Monte, onde começou o incêndio, como disse, por volta das 14h, está o jornalista do Observador, Miguel Pinheiro Correia. Miguel, qual é a dimensão dos estragos?

Miguel, como dizias, estamos mesmo aqui na zona onde começou o incêndio. Estamos em Baguim do Monte, numa zona mais elevada e por isso é também mais fácil ter um bocado de noção dos danos causados por este incêndio. Daqui vemos ainda algum fumo, já não vemos chamas, apenas umas pequenas chamas num poste de eletricidade que tombou, mas não há danos, pelo menos em casas, era o que nos dizia também o morador com quem falámos. Contou-nos que a rua de acesso à casa dele já estava cortada, ele conseguiu passar porque tem uma mulher de cadeira de rodas e por isso teve de vir para casa porque não sabia se teria de retirá-las. Acabou por não ter de retirar a mulher de casa, mas contou-nos que outros vizinhos, por precaução, foram retirados para tentar prevenir os danos. Alguns jardins de casas também ficaram queimados, mas infraestruturas, pelo menos habitações, na zona onde nos encontramos, não há grandes danos. Nós estamos perto da Nacional 15, nesta zona, apesar da estrada já ter sido reaberta, ainda só circulam bombeiros. Estamos também perto do motel que teve de ser evacuado e é talvez nesse ponto único onde ainda se concentram bastantes bombeiros, não para combater as chamas, mas para precaver. Desta zona conseguimos ver vários bombeiros, ainda alguns carros da polícia, mas para já a situação está controlada. Os moradores contavam-nos que viveram aqui alguma apreensão, algum susto, que o fogo esteve mesmo muito perto das casas, relatavam esse susto, mas por sorte correu tudo bem. Contaram também que os bombeiros foram muito rápidos e vemos aqui corporações de bombeiros de vários locais da área metropolitana do Porto que vieram para esta zona e, portanto, neste momento a situação está mais controlada.

O retrato aqui traçado à antena do Observador pelo jornalista Miguel Pinheiro Correia, como disse e como o Miguel também aqui sublinhou, os bombeiros já deram este incêndio como dominado. Esteve a ser combatido por perto de 150 operacionais com o apoio de dois meios aéreos.

E na Justiça foram condenados a penas de prisão efetiva os quatro influencers acusados de violarem uma jovem de 16 anos em Loures.

Violação filmada e partilhada nas redes sociais. Os quatro jovens têm entre 18 e 21 anos, foram condenados pelos crimes de violação, pornografia de menores e ofensas à integridade física. Penas de prisão que vão dos sete aos oito anos. É a decisão de primeira instância. Não se sabe se é intenção dos quatro jovens recorrerem para o Tribunal da Relação.

E Miguel, é agora tempo para o Mundial de Futebol.

Está em marcha o primeiro jogo do dia, um dos anfitriões da prova, o Canadá defronte a Bósnia-Herzegovina. É um jogo que vai ser acompanhado aqui na antena do Observador pelo Diogo Varela. O Diogo está aqui conosco em estúdio. Diogo, o marcador já mexeu?

Ainda não, Miguel. Zero a zero com três minutos e meio. Joga-se em Toronto, naquele que é o estádio mais pequeno deste campeonato do mundo, o BMO Field, no Canadá, um dos anfitriões, como tu referiste. Além disso, ontem tivemos o México, hoje ainda teremos também os Estados Unidos. Dois destaques para as respectivas seleções. Do lado do Canadá, o capitão é conhecido de Portugal, mais em concreto de Azul e Branco. Stephen Eustáquio pertence aos quadros do Futebol Clube do Porto. Do lado da Bósnia, também está no 11 inicial Amar Dedic, o lateral do Benfica. De resto, tivemos aqui dois momentos muito bonitos. O hino da Bósnia, que foi tocado apenas e só com um violino. Quanto ao hino do Canadá, a artista conhecida mundialmente, Alanis Morissette, foi quem cantou. De resto, este jogo, que abre também o grupo B, tem a arbitragem do argentino Facundo Tello e, a título de curiosidade, a seleção da Bósnia é a seleção deste Campeonato do Mundo 2026, que mais quilômetros vai percorrer só nesta fase de grupos, vai ultrapassar mais de 5 mil km de um lado para o outro.

É obra. Diogo Varela é o jornalista do Observador que até 19 de julho, na companhia do João Lourenço e do Martim Madeira, vão acompanhar aqui na antena do Observador todos os encontros deste mundial. E agora ali uma oportunidade com algum perigo criado pela Bósnia-Herzegovina junto da baliza do Canadá.

Ainda no desporto, no futebol. Marco Silva diz que se sentiu a primeira opção e garante que está pronto para levar o Benfica a ganhar títulos.

Foi hoje oficialmente apresentado, 11 anos depois de ter deixado Portugal, Marco Silva está de volta à capital, desta vez para comandar a equipa do Benfica, depois da passagem pelo banco do Sporting. Ontem, o presidente encarnado Rui Costa disse que Mourinho se demitiu porque quis sair. Admitiu que era a principal escolha para liderar o projeto das Águias. Marco Silva desvaloriza esta afirmação, garante que quando falaram com ele, Marco Silva sentiu-se a primeira opção.

A primeira vez que o presidente do Benfica comunicou comigo e falámos, perguntou-me claramente se eu queria ser o treinador do Benfica, se eu estava disposto a voltar a Portugal para representar o Sport Lisboa e Benfica, e nesse momento estava à procura de treinador. E o que me foi perguntado: "Se estás disposto a vir, se achas que é o momento para regressares a Portugal e representares o Benfica, serás o treinador do Benfica". Portanto, quando isto acontece, quer dizer que o Benfica estava à procura de treinador e quer dizer que eu era a primeira opção para o presidente do Sport Lisboa e Benfica. Isso pra mim é o mais importante. O que está para trás não me interessa, não perco tempo sequer a pensar nisso.

Quando Marco Silva saiu de Portugal, o Benfica sagrou-se bicampeão. A realidade atual é diferente. Marco Silva vai treinar o Benfica numa altura em que o clube terminou a passada época em terceiro lugar. O treinador português diz que vai encarar esta realidade e fazer tudo para trazer o Benfica de volta ao topo do futebol nacional.

E nós temos que encarar a realidade como ela é. O presidente falou ontem, e bem, a desilusão, tudo o que foi a época anterior, o Benfica quando não ganha títulos, ninguém pode falar em alguma positividade, faz parte. Faz parte da cultura, faz parte da história do Benfica. Quando estamos a falar há três anos sem títulos, ainda mais peso tem e naturalmente nós temos que quebrar. É tão simples como isso. Esse é o objetivo, porque vamos planear a época, esse é o objetivo por que vamos começar a trabalhar no dia 25.

Marco Silva, durante a cerimânia de apresentação, é o novo treinador do Benfica, sucede a José Mourinho.

E são agora 08h09 que outras notícias marcam a atualidade.

Os sistemas do Serviço Nacional de Saúde estão praticamente todos operacionais. A informação avançada pelos serviços partilhados do Ministério da Saúde, em resposta à Agência Lusa. A entidade explica que os sistemas foram afetados por uma falha de energia, falha gradualmente resolvida ao longo do dia. A emissão de receitas e dispensa de medicamentos nas farmácias esteve sempre garantida, é isto que dizem os serviços partilhados do Ministério da Saúde. O secretário-geral da CGTP afirma que estão reunidas todas as condições para o pacote laboral ser derrotado no Parlamento. A discussão da proposta de lei do governo em plenário está marcada para o dia 18 de junho. Tiago Oliveira sublinha que a proposta só sobrevive se os partidos permitirem que sobreviva. Uma avaria num avião da Iberia atrasou o regresso do Papa Leão XIV a Roma. O Airbus A320 devia ter descolado às 14h20, hora de Lisboa, do aeroporto de Tenerife Norte. Não chegou a acontecer, devido a um problema técnico, impossível de reparar no imediato, o chefe da Igreja Católica acabou por regressar a Roma num Falcon emprestado pelo rei de Espanha, Felipe VI.

E é assim que fechamos o Jornal das 8, edição do jornalista Miguel Videira, que está de saída. Bom fim de semana. A informação regressa atualizada às 08h30, já com Laura Figueiredo. E já a seguir temos: Adivinha Quem Vem Jantar.