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Jornal das nove, com Maria Miguel Duarte. A começar no Médio Oriente, o embaixador iraniano em Lisboa pede a condenação e responsabilização de Israel.
Em declarações à Agência Lusa, Majid Tafreshi diz que Israel atacou províncias do Irão sem qualquer autorização e sem qualquer abordagem do direito internacional. Fala em cerca de 100 civis mortos. O embaixador salienta ainda que quando a comunidade internacional falha, a única opção para o país vítima, neste caso o Irão, é a autodefesa. Para o diplomata iraniano, a União Europeia, à semelhança de outras questões como a Ucrânia, devia ter essa posição. O embaixador apelou assim à comunidade internacional para que condene os atos de Israel.
Isto numa altura em que Donald Trump e Vladimir Putin concordam que a guerra entre Israel e Irão deve acabar.
Os dois presidentes tiveram hoje uma chamada telefónica para falar sobre a situação no Médio Oriente. Ambos concordaram que o conflito deve terminar. Na rede social Truth Social, Donald Trump diz que explicou a Vladimir Putin que a guerra deve acabar e que, por isso, ele concordou. A imprensa russa avança que, apesar da condenação de Putin, Trump mantém o apoio à ofensiva israelita.
Maria, e nas próximas horas, esperados mais ataques do Irão a Israel.
De acordo com a televisão iraniana, em resposta aos ataques israelitas, o Irão vai lançar ataques pesados e destrutivos contra Israel nas próximas horas, numa altura em que o presidente iraniano avisou que não vai voltar a negociar o acordo nuclear com os Estados Unidos enquanto Israel continuar com os ataques.
Agora na política nacional, Henrique Gouveia e Melo deixa elogios ao programa do Governo da AD, entregue hoje.
O candidato presidencial fala num programa reformista e virado para o futuro. No entanto, diz que do programa à execução, há um grande intervalo que tem de ser percorrido.
É um programa que tem sementes para o desenvolvimento e julgo que é positivo. Claro que também há coisas controversas no programa, que não serão consensuais, mas isso faz parte da luta político-partidária. Mas eu acho que o programa, em termos gerais, vai contribuir para o desenvolvimento do país.
Foram declarações de Gouveia e Melo esta tarde, durante uma visita à Feira do Campo Alentejano, em Beja. Gouveia e Melo elogia o programa do Governo que foi entregue hoje na Assembleia da República.
Também outro candidato presidencial deixa um comentário ao programa do Governo. Luís Marques Mendes fala num espírito reformista do Executivo.
O candidato a Belém começa por dizer que ainda é cedo para avaliar o programa do Governo apenas com base nas medidas conhecidas hoje. Luís Marques Mendes acredita, no entanto, que a AD demonstra um maior espírito reformista do que na legislatura anterior.
À primeira vista, acho que o governo é mais sólido do que o governo anterior, e o programa do governo tem um espírito mais reformador que o do governo anterior. Mas nesta matéria, é preciso aguardar para ver. É um pouquinho como os melões. Só depois de abrirem é que se vê se são bons. E só se vai perceber se, de fato, o governo é mesmo transformador, eu diria que daqui a 100 dias. A avaliação dos primeiros 100 dias vai ser decisiva. Aí se verá. Há ritmo? Há dinâmica? Há reformismo ou não há? E por isso é que o governo não pode demorar tempo a tomar agora decisões em concreto.
Foram declarações de Luís Marques Mendes esta tarde na Feira do Livro, em Lisboa.
Ora, do lado do PS, José Luís Carneiro diz que o governo tem de escolher com quem quer dialogar.
O candidato à liderança do Partido Socialista considera que a AD tem de tomar uma decisão para levar em frente as reformas que propõe para o país.
Vamos, portanto, aguardar pelo respeito do governo e que o governo tenha consciência de que tem que escolher com quem quer fazer o diálogo. Não pode ser à segunda, terça e quarta com uns e à quinta, sexta e sábado com outros. E não há domingo de descanso também, porque o país precisa de muito trabalho e de muita dedicação.
O antigo ministro da Administração Interna diz que vai aguardar que o governo demonstre respeito pelo PS. Foram declarações de José Luís Carneiro aos jornalistas em Leiria, antes de um almoço com militantes.
Quanto à coordenadora do Bloco de Esquerda, acusa a AD de beneficiar gigantes empresariais enquanto prejudica a classe média.
Mariana Mortágua diz que o programa do Executivo de Luís Montenegro se resume em baixar os impostos das grandes empresas, enquanto a classe média vai pagar mais pela educação, saúde e serviços públicos.
O governo vai baixar os impostos dos gigantes empresariais e das grandes fortunas para torná-los mais ricos, para que possam comprar mais imóveis, mais casas, mais ações de grandes empresas da defesa ou da Tesla, quem sabe, para alugarem essas casas a preços astronômicos, livres de impostos, porque é um incentivo ao arrendamento e à habitação, que vão sugar todo o salário de uma classe média que já não tem salário que sobra ao fim do mês, porque não consegue que o seu salário enfrente o aumento do custo de vida.
A coordenadora do Bloco de Esquerda também critica medidas relacionadas com a educação e com a saúde. Acusa o Executivo do PSD de querer acabar com os serviços públicos universais e gratuitos.
Outra reação, Maria, o PCP descreve o programa do Governo como um conjunto de negociatas.
As críticas comunistas vão desde o plano do SNS ao trabalho e à habitação. O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, considera que o programa do Executivo promove a precariedade.
Um programa de propaganda, um programa de negócio e das negociatas. É a negociata no Serviço Nacional de Saúde, transferindo tudo para aqueles que fazem da doença um negócio. É a negociata da habitação, mais apoios, mais benesses pra banca, é a negociata em torno das privatizações com o campo aberto na TAP, mas não é só na TAP, é tudo que está. É o golpe nas leis laborais. Sim, eles querem mexer nas leis laborais para precarizar ainda mais, como se já fosse pouca a precariedade, para precarizar ainda mais, para aumentar as horas trabalho e para aumentar o tempo trabalho.
Paulo Raimundo deixa ainda um recado aos outros dois partidos da oposição. Diz que ainda podem dar a mão à palmatória e impedir que o programa de governo vá pra frente. O PCP, que anunciou que vai apresentar uma moção de rejeição no Parlamento, mesmo antes deste documento ser apresentado.
Agora 9h07. E para fechar, Maria Miguel Duarte, tempo ainda de atualizar toda a informação de âmbito local.
Foi detido o suspeito de atear fogo na Maia como forma de retaliação, depois de ter sido ameaçado. O suspeito, de quase 70 anos, já foi presente ao primeiro interrogatório judicial. O incêndio aconteceu numa zona de patrimônio natural e criou perigo para uma zona florestal significativa. A autarquia do Seixal avança com inspeções em imóveis referenciados como bases missionárias para combater o arrendamento ilegal. Em comunicado, a Câmara do Seixal adianta que os proprietários destes imóveis vão ser notificados para o restabelecimento da utilização atribuída. Aos donos, podem ser aplicadas coimas que poderão variar entre os € 100 mil para pessoas individuais e € 250 mil para pessoas coletivas. A Praia das Maçãs, em Sintra, volta a acolher o projeto Praia Acessível, Praia para Todos. Esta iniciativa surge para garantir que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida usufruam do areal, do mar em segurança, conforto e dignidade. Para este efeito, vão ser disponibilizadas passadeiras de acesso ao areal, chuveiros adaptados, cadeiras anfíbias, que servem para pessoas com mobilidade reduzida. Todos estes equipamentos e serviços são gratuitos. E termina amanhã a edição de 2025 da Feira Nacional da Agricultura, em Santarém. Esta edição teve como tema as biossoluções. Hoje ainda é possível assistir ao concerto de Fernando Daniel, que começa às 23h30. A Praça Fanzone de Aveiro volta, mas desta vez para o Mundial de Clubes no Rossio. Depois do grande sucesso durante o Euro 2024, a Praça Fanzone evolui e para além da transmissão dos jogos, também vai ter várias animações paralelas antes e depois dos jogos. O Mundial de Clubes acontece nos Estados Unidos, de 14 de junho a 13 de julho, datas em que a praça vai estar aberta ao público. E em Leiria, o Festival Fesh Ponto começa na próxima quarta-feira e prolonga-se até 22 de junho. O evento vai contar com concertos dos Xutos & Pontapés e Tony Carreira. Para além dos momentos musicais, há também uma noite totalmente dedicada ao humor.
Foi o Jornal das Nove, edição da Maria Miguel Duarte. A seguir, "Porque Sim Não É Resposta", Maria de volta às 9h30.
Até já.
Então até já.