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Na Rádio Observador. Começa agora o jornal das 9, edição dos jornalistas João Lourenço e João Carlos Moedas. Pedro Duarte e Sebastião Bugalho vão passar a vice-presidentes do PSD. O eurodeputado vai também passar a ser o porta-voz do partido.

Alterações anunciadas ao final desta tarde de sábado por Luís Montenegro, presidente social-democrata, puxa para a direção do PSD os autarcas das duas maiores cidades do país e também o eurodeputado Sebastião Bugalho, que terá o mesmo lugar de destaque. Leonor Beleza mantém-se como primeira vice social-democrata. Alexandra Poço e Inês Palma Ramalho também vão continuar. De fora, fica Lucinda Damaso, até aqui vice-presidente do PSD e também vice da UGT, vai deixar a direção do partido. Noutros órgãos do PSD, há uma troca a envolver dois ministros. A lista para o Conselho de Jurisdição, que era até aqui liderada por Ana Paula Martins, passa a ser encabeçada por Gonçalo Matias, ministro-adjunto e da Reforma do Estado. Já a ministra da Saúde, passa a presidir à Comissão de Auditoria Financeira.

O secretário-geral do PSD está convencido de que o Orçamento de Estado vai ser aprovado no final do ano e considera que o país estaria pior a viver em duodécimos.

O secretário-geral do PSD está convencido de que o Orçamento de Estado, neste caso, é o que diz Hugo Soares, em entrevista à Rádio Observador, depois do chumbo do pacote laboral que deixou o PSD e Chega de costas voltadas. O também líder parlamentar do PSD mantém a convicção de que o Orçamento de Estado vai acabar por ser viabilizado.

Nós vamos trabalhar e fazer tudo para que o Orçamento de Estado seja aprovado. Há vários países que têm há vários anos governos em duodécimos e eles vão persistindo. Eu acho que não é o melhor. Acho que para o país era fundamental que houvesse um novo Orçamento de Estado. E repito, eu estou convencido que isso pode acontecer.

E o registo de Hugo Soares, que garante que não clamou vitória, no que no dia anterior à votação do pacote laboral, limitou-se a anunciar que havia um acordo com o Chega.

O ministro dos Negócios Estrangeiros critica a postura dos dois maiores partidos da oposição nas negociações da reforma laboral. Já o ministro da Presidência diz que José Luís Carneiro tem agido de forma mais radical que Pedro Nuno Santos.

Críticas na mesma linha por parte de vários governantes diferentes neste congresso do Partido Social-Democrata, começando por Paulo Rangel, com críticas à esquerda e à direita.

O PS pôs-se sempre à parte e forçou a UGT à parte, quis tratar a UGT como o PCP trata a CGTP e, portanto, está a retirar à UGT a sua legitimidade alargada e a ser uma espécie de corrente apenas do Partido Socialista. E depois, evidentemente, o Chega. O Chega aqui mostrou que não está à altura de governar e que, obviamente, queria fazer algo que, para além de ser populista, teria como consequência direta a baixa das pensões dos portugueses.

No mesmo sentido, vão as críticas de António Leitão Amaro. Diz que o secretário-geral socialista está irreconhecível.

Este comportamento não é provavelmente aquilo que os portugueses esperavam da pessoa que conheciam. Agora poderão estar a descobrir uma pessoa nova e provavelmente se estes comportamentos continuam, é isso mesmo que vão ver. Até Pedro Nuno Santos fez um acordo sobre o IRS Jovem e viabilizou o Orçamento.

José Luís Carneiro tem sido mais radical do que Pedro Nuno Santos.

Nestas semanas, com esta postura imobilista, é uma postura mais imobilista, mais oposicionista ao país, mais bloqueadora de reformas, até que o Partido Socialista de Pedro Nuno Santos em várias coisas.

António Leitão Amaro e Paulo Rangel, em entrevista à Rádio Observador, no Congresso do PSD, em Anadia.

O líder do PS considera ridículas as alegadas insinuações do PSD sobre uma coligação entre socialistas e o Chega.

Na Póvoa de Varzim, José Luís Carneiro critica as declarações de Luís Montenegro sobre o chumbo do pacote laboral do governo, na abertura do Congresso Social-Democrata nesta manhã. O primeiro-ministro deixou críticas quer ao PS, quer ao Chega. Ora, já durante a tarde, o secretário-geral socialista inverteu a acusação do primeiro-ministro e enaltece que os socialistas nunca fizeram qualquer acordo com o Chega.

Todos entendem que isso é ridículo. Então alguém que andou dias e dias a encontrar-se, a reunir, a dialogar, a negociar, num autêntico jogo de máscaras, como aliás eu pude dizer, agora senti-se desfeiteado por parte desse partido e vem dizer que é o PS que está coligado com o Chega. O PS nunca teve qualquer coligação, pelo contrário. Agora, nós temos é liderado muitas propostas e há aqueles que votam essas propostas.

O líder socialista criticou também as declarações de André Ventura sobre um alegado acordo com o primeiro-ministro para alterar a idade da reforma.

As coisas são de tal maneira graves, porque o doutor André Ventura veio mesmo publicamente dizer que tinha chegado a um acordo com o primeiro-ministro para alterar a idade da reforma e também em relação à PSU e que iria passar a escrito esse acordo e esse acordo teria implicações até ao fim de 2028. É muito importante que haja o cuidado de recuperar aquilo que as pessoas dizem.

Aqui as críticas do líder do Partido Socialista, José Luís Carneiro, em declarações aos jornalistas na Póvoa de Varzim.

No desporto, Diogo Dalot revela que os jogadores da Seleção Nacional reuniram-se antes do Mundial para discutirem e prepararem a possibilidade de serem alvo de críticas durante a competição.

Já com vista mesmo esse período mais difícil para a seleção portuguesa e também muito por causa de Cristiano Ronaldo, a equipe das Quinas reuniu ainda na cidade de Lisboa. O observador confirmou que foi um encontro promovido pelos jogadores. Diogo Dalot, na conferência de imprensa nesta manhã de sábado, foi questionado sobre as críticas e polêmicas que têm surgido à volta dessa seleção nacional e, em concreto, nas redes sociais. Diz que foi aí, neste caso, em declarações aos jornalistas, que revelou esta preparação especial por parte dos atletas portugueses.

Tivemos a oportunidade de ter, antes de chegar ao mundial, uma conversa precisamente sobre isso, quase como previsão de que isto ia acontecer. Obviamente, quando tens um plantel, ainda para mais, quando tens o Cristiano dentro do plantel, temos que estar preparados já para um alarido um cadinho diferente do normal. E, como é lógico, não fugiu à regra, mais uma vez. E eu acho que o fato de termos tido essa conversa pré-mundial para nos prepararmos também para estes momentos, fez com que quando essa altura chegasse, daí a mensagem, daí o fato de nós dizermos que o grupo estava blindado, porque sabíamos que isto ia acontecer. Sabíamos que íamos passar por dificuldades, sabíamos que íamos passar pela crítica.

Antes do treino de hoje, Diogo Dalot reconhece também que a equipe sabe que milhões de pessoas apoiam a seleção nacional, mas aponta também que há outros que estão contra a seleção portuguesa.

A mensagem que nós gostamos de passar e queremos passar sempre é, obviamente, temos milhões de pessoas que querem que Portugal ganhe, temos algumas pessoas e muitas pessoas que provavelmente não querem que Portugal ganhe. Agora, se quiserem remar conosco, nós vamos remar, o barco não vai parar, estamos todos no mesmo barco e é isso que nós queremos passar como grupo para fora. Agora, eu bem entendo e sei, e já estou há anos suficientes também no futebol para perceber que a crítica vai fazer parte e vai ser sempre parte do processo. Não podemos fugir, nem queremos fugir.

Diogo Dalot foi ainda questionado sobre o grau de favoritismo da equipe das Quinas neste Campeonato do Mundo. O defesa diz que a exibição com o Congo ajudou a resfriar as expectativas.

Eu acho que já tivemos o caso, obviamente, do primeiro jogo e eu acho que é isso que nós temos que nos focar, que é: criou-se uma grande expectativa, e bem. Eu nunca escondi, nem quero que a seleção esconda essa responsabilidade de perceber a qualidade que temos e que podemos ir longe na competição. Mas uma coisa é a expectativa que se cria, outra coisa é aquilo que nós fazemos na realidade. E quando a dificuldade chega e quando estes momentos chegam e quando o momento aperta e quando o coração, a pulsação começa a subir, aí é que nós temos que perceber se vamos ter essa capacidade ou não. Se eu acho que temos? Sem dúvida alguma. Se nós estamos a fazer por isso? Claro. Agora, o resultado, muitas vezes no futebol, não transparece realmente aquilo que nós queremos e que nós fazemos.

Diogo Dalot, em a conferência de imprensa antes do treino da seleção, onde novamente houve uma baixa, Tomás Araújo não esteve a treinar com os colegas de equipe, fez exercícios à parte e por isso está em dúvida para o jogo com o Uruguai. Aqui estão.

E são agora 9h09, vamos ao mundial. Alemanha e Costa do Marfim abrem a segunda jornada no grupo F.

E um grupo que já registou tanto vitórias da seleção alemã, como também desta equipe africana. Alemanha com o maior ascendente, até porque Diogo Varela venceu por 7x1, e esperamos que os atletas brasileiros não estejam a ouvir este resultado, mas venceu por 7x1 frente à seleção de Curaçao. Já a Costa do Marfim conquistou esses três pontos já ao cair do pano frente à seleção do Equador. Neste momento, a partida já leva 10 minutos, por isso, Diogo, quem é que está, neste caso, com o sinal mais nesta partida?

É a Alemanha. A Alemanha está por cima do jogo, não marcou, teve agora uma grande oportunidade na cabeça de Kai Havertz, ele que nesses 7x1 marcou dois, o cruzamento de Joshua Kimmich e é uma bela defesa do guarda-redes costa-marfinense Yahia Fofana. Em relação à seleção africana, destaque também para a titularidade de Ghislain Konan, o lateral do Gil Vicente, já no banco de suplentes, Ousmane Diomande, central do Sporting, e também Seko Fofana, o médio do Futebol Clube do Porto, para já começam no banco de suplentes. Do lado germânico, o selecionador não fez qualquer alteração. Julian Nagelsmann manteve esse mesmo 11 que goleou a seleção do Curaçao, enquanto Emerse Faé fez cinco alterações nesta partida, mas para já com 11 minutos, mantém-se o nulo em Toronto, no Canadá.

Diogo Varela, que vai acompanhar esta partida e dentro de mais ou menos 80 minutos chega aqui à antena da Rádio Observador, o Minuto 90.

E agora 11 minutos para lá das 9, vamos ao habitual espaço de informação local.

Em Aveiro, um homem morreu carbonizado na sequência de um incêndio rural na vila de Cacia, durante a tarde deste sábado. Alerta para o incêndio ocorreu por volta das 15h. A investigação para apurar as circunstâncias da morte já está em curso. Segundo as autoridades presentes no local, tudo indica que se tratou de uma queimada que acabou por se descontrolar. Em Almada, foram este sábado detidos dois jovens suspeitos da prática de fogo posto na Costa da Caparica. Comunicado a polícia judiciária explicou que o crime ocorreu na terça-feira num pavilhão na Praia do Dragão Vermelho. Segundo a PJ, os dois jovens, de apenas 17 anos, acenderam o álcool interior do pavilhão e atearam fogo com a utilização de um isqueiro e de outros objetos. Em Loures, foi aprovada a adjudicação da construção para a nova saída da autoestrada número um, na Bobadela. Este projeto já tinha sido reivindicado há várias décadas, inclui também a reformulação de arruamentos na vila da Bobadela para autarquia. Esta intervenção vai beneficiar os residentes da zona oriental do Conselho. Santarém, a Igreja de Marvila vai ser alvo de obras de pintura e requalificação, com investimento de cerca de 70 mil euros. O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, que revelou que, neste caso, a Câmara vai apoiar financeiramente a intervenção dos edifícios mais emblemáticos do centro histórico do Conselho. Em Matosinhos, uma idosa foi assaltada na própria casa na noite desta sexta-feira. A mulher de 96 anos, que se encontra acamada, foi surpreendida por um assaltante que lhe vasculhou o quarto durante mais de cinco minutos. O assaltante terá levado um cordão de ouro que a vítima trazia ao pescoço e também outras joias. Em Porto de Mós, vai ocorrer uma palestra dedicada ao tema Segurança contra Incêndios, na Junta de Freguesia da Calvaria de Cima. O evento ocorre pelas 09h no próximo, na próxima terça-feira e é promovido pelo Centro Paroquial de Assistência do Juncão.

E fica por aqui o Jornal das Nove, edição do jornalista João Lourenço nesta hora e já a seguir temos Pop-Up.