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Boa noite, está com a Rádio Observador. É a altura de ouvir as notícias, um pouco atrasado o jornal das 9 para ouvir com a edição do Ricardo Loureiro. Atrasado porque estamos a acompanhar o Para Já. Famalicão 0, Sporting também 0. Vamos a isso, Ricardo.
Começamos com as palavras do porta-voz do PSD. Ao final da tarde, Sebastião Bugalho respondeu ao líder da bancada do PS. Espera que quando todos os alunos tiverem acesso à escola, Eurico Brilhante Dias venha pedir desculpa ao Ministro da Educação. Isto porque o líder da bancada socialista classificou hoje Fernando Alexandre como candidato a pior ministro da Educação desde o 25 de abril, justificando a afirmação por haver ainda centenas de alunos sem colocação no ensino público. Na resposta, em declarações à Sic Notícias, o porta-voz do PSD descreveu essa opinião como inenarrável. Sebastião Bugalho garante que todos os alunos vão ter acesso a uma vaga e quando isso acontecer, vai estar à espera de um pedido de desculpas.
Parece-me que no caso de hoje, mais uma vez, as previsões e as acusações do doutor Eurico, que é: vai haver alunos em Portugal sem acesso à escola pública e ao ensino obrigatório. Quando isso não acontecer, que é aquilo que eu sei que vai acontecer, isto é, quando os alunos forem colocados na escola, tiverem acesso à sua vaga, à sua turma e estiverem matriculados como devem, pode não ser na escola que tinham como primeira opção, pode ser na que tinham como segunda, não importa, mas quando todos os alunos de ensino obrigatório em Portugal tiverem acesso à escola pública como devem e merecem, eu espero que ele venha pedir desculpa ao ministro a quem hoje chamou o pior ministro da democracia desde o 25 de abril.
Sebastião Bugalho diz entender o jogo político dos socialistas, acusa o PS de querer criar um clima de alarme junto dos portugueses só por mera tática política. Ainda assim, diz que se o Partido Socialista cumprir com a palavra, vai deixar o Chega isolado nas propostas que apresentou para descer o IVA dos combustíveis.
Se o PS cumprir com a sua palavra, com aquilo que foi anunciado hoje mesmo, este domingo, pelo seu líder parlamentar, parece-me que mais uma vez, quando o Chega apresentar essas iniciativas parlamentares, o resultado será o seu isolamento político. Portanto, será mais uma iniciativa política parlamentar do Chega que será chumbada, como foi a moção de censura. Parece-me que o partido de André Ventura, percebendo que não vai conseguir derrubar o governo de maneira nenhuma, por causa de nenhum ministro e por causa de nenhum orçamento, entendendo que não conseguirá causar a instabilidade política de que vive, acho que o Chega entrou num período de verve política que não tem caminho, que não tem saída.
Palavras do porta-voz do PSD. Em entrevista à Sic Notícias, André Ventura desafiou José Luís Carneiro a aprovar os projetos de lei do Chega a 24 de setembro para descer o imposto sobre os combustíveis. Sebastião Bugalho deixou um apelo ao Chega e ao PS. Diz que o governo conta com a oposição para não sabotar a vida dos portugueses. Falamos agora da rentrée política do LIVRE. A porta-voz Isabel Mendes Lopes acusa o governo de tentar aprovar o pacote laboral às postas no Parlamento. Pacote laboral que foi chumbado em junho, mas a co-porta-voz do LIVRE considera que a ministra do Trabalho não vai desistir de fazer uma reforma na legislação laboral e deixa, por isso, um alerta.
Não nos podemos deixar enganar, porque o pacote laboral foi derrotado pela força das ruas, pela força dos sindicatos, e isso mostra como é importante a cooperação, o movimento sindical e que tem que ser ainda mais reforçado. Mas não nos podemos deixar enganar, porque a ministra do Trabalho não vai desistir. Ela já disse que vai querer apresentar o pacote laboral às postas no Parlamento. E isso ainda é mais grave, porque é mais fácil ser passado, é mais fácil a extrema-direita fazer aprovar.
Isabel Mendes Lopes, no discurso de encerramento da rentrée política do LIVRE. O LIVRE deixou também algumas medidas que pretende ver discutidas no Parlamento, no Orçamento do Estado, tais como um passe de mobilidade nacional, o reforço do abono de família e ainda a rede pública de lares, são alguns dos desejos do LIVRE para a discussão do Orçamento do Estado para 2027. Falamos também do alerta deixado ontem pelo CEO da Anthropic, que pede que se abrande o desenvolvimento de novos sistemas de inteligência artificial. Na análise, o ex-coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança diz que é a altura de os governos começarem a agir. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, defende que deve haver um plano para regulamentar o crescimento da inteligência artificial. Em entrevista à CNN Internacional, sublinha também que é preciso dar tempo para gerir os riscos desta tecnologia. Ouvido na Rádio Observador, Pedro Veiga, ex-coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, reconhece os perigos apontados por várias empresas e especialistas. Diz também que é a altura de os governos se chegarem à frente.
Tudo isto é muito complicado. Os governos têm de intervir, mas têm de ser os governos a nível mundial e também as nossas polícias que acompanham isso, devem verificar os criminosos, porque os criminosos depois não seguem a lei. Podemos ter umas leis lindíssimas, mas depois os criminosos atuam à margem da lei.
O apelo deixado por Pedro Veiga, ex-coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, ouvido na Rádio Observador. No futebol, o Benfica venceu o Gil Vicente por 3x1, com dois gols já bem perto do minuto 90. O Gil Vicente foi um osso duro de roer. Entraram praticamente a vencer com gol aos sete minutos de Héctor Hernández. As Águias empataram ainda antes do intervalo, há meia hora de jogo, por intermédio de Pavlídis, 1x1 ao intervalo. Resultado que se manteve até bem perto do minuto 90, quando aos 87, novamente o suspeito do costume, Pavlídis converteu uma grande penalidade. 2x1 para o Benfica, bis para o Pavlídis, que já leva oito gols no campeonato, é o melhor marcador. E foi o segundo melhor marcador, que já para lá do minuto 90, sentenciou a partida. Prestianni, com belo gesto técnico, fez o 3x1 para os Encarnados. Na zona de entrevistas rápidas, Marco Silva diz que o Benfica entrou bem, depois com alguns erros, foi permitindo que os gilistas crescessem na partida. Ainda assim, o técnico português diz que o jogo foi todo do Benfica.
Nós entramos bem no jogo novamente, tivemos os dois, três primeiros momentos bons de chegada sobre o corredor direito. Recuperamos bem a bola num momento de boa intensidade de recuperação, acabamos por entregar mal. É o pior que pode acontecer a uma equipa quando ganhas, depois de trabalhares forte para ganhar, ganhas e entregas mal a bola, foi o que nos aconteceu. E num momento, depois, defesa da área, não fizemos tão bem. Um momento também há que realçar de qualidade no último passe e o movimento do jogador do Gil. Mas o jogo depois foi todo nosso, como tinha que ser. Mesmo ao intervalo já podíamos estar a vencer pelas oportunidades que criámos. Com o nosso acalitar também, que os adversários se puxaram, foi muito importante e acabamos por ganhar o jogo de uma forma justa, mas bastante difícil.
As palavras de Marco Silva. Do outro lado, o técnico do Gil Vicente mostra-se orgulhoso da exibição da equipe gilista, destaca o penalti que virou o resultado como um momento crucial. Luís Pinto explica que depois desse momento procurou ir atrás do prejuízo.
Tínhamos de ser muito coletivos e fomos. Infelizmente, já perto do final
O golo do Benfica surge de penalti e acaba por ser uma situação em que já é um para um e o jogador do Benfica acabou por ser frio e ter a qualidade para fazer o golo. E foi isso que definiu. Depois, logo na jogada seguinte, podemos fazer o dois dois. Partimos o jogo porque, sinceramente, perder dois um, ou perder três um, ou quatro um, é a mesma coisa. Não era a mesma coisa se conseguíssemos ficar com pontos, mas estamos orgulhosos da nossa exibição e satisfeitos com o resultado.
Declarações de Luís Pinto, treinador do Gil Vicente. O Benfica venceu três um antes de ir a Milão, a meio da semana, para a Liga Europa e ao Estádio do Dragão na próxima jornada do campeonato. A esta hora, tempo de intervalo no Famalicão Sporting. A equipa de Rui Bora já viu um golo anulado, da autoria de Flávio Gonçalves. Os jogadores regressaram aos balneários com o marcador a zero. É um jogo que vai poder acompanhar a segunda parte com relato e comentário aqui em direto na Rádio Observador.
Tempo ainda e a fechar esta edição para a minha informação, Ricardo, de âmbito local.
E começamos por Matosinhos, onde a presidente da Câmara diz que as autarquias precisam de mais meios para receber as competências da Prestação Social Única. Luísa Salgueiro deixou claro, na convenção autárquica do PS, que até dezembro o governo tem de resolver a situação e que pode estar em causa todo o processo de descentralização de ação social para as autarquias, que passam agora a ter de lidar com mais 12 prestações sociais. Em Sintra, Gonçalo Marques sagrou-se vice-campeão no primeiro torneio internacional de ténis M25, o número 762 do ranking mundial perdeu a segunda final individual da carreira. O tenista português de 20 anos cedeu pelos parciais de 6-4 e 7-6 frente ao suíço Patrick Choux. Os serviços municipalizados de água e saneamento de Almada adquiriram reservatórios IBC de 1000 litros cada para assegurar água a clientes prioritários em caso de interrupção. A medida surge depois de um verão com algumas falhas no abastecimento e protesto na Costa da Caparica. Na mesma nota, os SMAS acrescentam que vão agora realizar ensaios de qualidade da água, com o objetivo de determinar as condições e o período adequado de armazenamento de água nestes reservatórios. Em Santarém, a Unidade Local de Saúde de Lezíria vai reforçar a capacidade cirúrgica com a instalação de um novo sistema robótico num investimento financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência. Segundo a ULS, trata-se de um sistema cirúrgico robótico de última geração. Com esta instalação, a instituição torna-se a primeira em Portugal a dispor desta tecnologia. Em Leiria, nos primeiros sete meses do ano, o comando da PSP registou 1640 acidentes. Ainda assim, a capital de distrito teve uma diminuição da sinistralidade, segundo dados revelados hoje pela PSP. Aumentaram, no entanto, o número de feridos graves e ligeiros na sequência dos acidentes. Vamos terminar em Aveiro, onde também terminou hoje a edição 50 da Feira do Livro. O jornal de Notícias de Aveiro avança que esta edição saiu ligeiramente prejudicada a nível de público, tanto pela mudança no período da realização, também pelo desmobilizar depois das férias e até pelo calor excessivo que se fez sentir na região.
Ficam por aqui as notícias, edição das nove, um pouco atrasada porque estamos a acompanhar o para já Famalicão zero, Sporting também zero. Já daqui a pouco os segundos 45 minutos deste jogo por aqui na Rádio Observador. Vai fechar a sexta jornada do campeonato. O Ricardo Lopes está de regresso com as notícias no final desse jogo. Um abraço, Ricardo. Até já.
Um abraço.