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Edição das 10, Laura Figueiredo. A começar com a política que foi aprovada em Conselho de Ministros, o novo programa de governo é discutido no Parlamento na próxima semana.
Antes disso, no sábado, vai ser entregue na Assembleia da República. O documento na íntegra ainda não é conhecido, mas esta tarde o ministro da Presidência apresentou os 10 eixos centrais que o governo definiu como prioridade. Carlos Pedro, para o governo, o objetivo passa por transformar o país, a começar pela valorização dos contribuintes.
Do trabalho à defesa, o governo aprovou o programa que vai levar à discussão na Assembleia da República na próxima semana. Uma agenda reformista que vai mudar o país, garante Leitão Amaro, e por isso apresentou os 10 eixos prioritários do segundo governo de Luís Montenegro, a começar pelo trabalho.
Para, como o primeiro-ministro tem dito várias vezes, garantir que trabalhar vale mais a pena do que não trabalhar.
Segue-se a reforma do Estado, a grande novidade deste novo executivo. Leitão Amaro destaca quatro pontos na guerra aberta à burocracia.
Simplificação de procedimentos, digitalização do Estado e da administração pública e uma nova política de recursos humanos para os trabalhadores da administração pública, dirigida para valorizar o mérito, as qualificações, o desempenho.
E sem implicar despedimentos dos funcionários públicos, nem um corte de vencimentos, sublinha o ministro. Como terceira prioridade, vem outra bandeira do governo: a criação de riqueza e o reforço da economia.
Uma revisão do regime e do sistema de formação profissional e uma revisão da legislação laboral.
Depois, a polêmica política de imigração, que para o ministro da Presidência, não é mais do que uma continuação do que tem vindo a ser feito.
Imigração regulada e humanista, a continuação da mudança muito significativa, drástica e firme na política de imigração que ocorreu há um ano.
Destaque para a segurança. Carlos Moedas pediu e o novo governo parece padecer da preocupação do autarca de Lisboa. Vem aí mais polícia na rua.
Mais segurança nas ruas, com mais presença, atividade e meios das forças e serviços de segurança nas ruas.
A defesa fecha a lista de prioridades do governo, um reforço estratégico que não se restringe apenas ao aumento do investimento.
A antecipação da meta de despesa em defesa é mesmo um plano para produzir e gerar aqui oportunidades de atividade econômica, criação de emprego e de riqueza para o país.
Algumas das prioridades do governo, que não esquece também a saúde, a educação, a mobilidade e a habitação. O novo documento menciona também a privatização da TAP, as linhas de alta velocidade e o reforço das linhas de energia elétrica. Já no combate à escassez de água em determinadas zonas do país, o executivo lembra o programa Água que Une. Ambicioso e transformador, é assim que o novo governo olha para o seu próprio programa.
Jornalista Carlos Pedro, que acompanhou esta tarde a apresentação das 10 áreas consideradas como prioritárias para o segundo governo de Luís Montenegro. O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, vai integrar o programa do governo na Assembleia da República este sábado às 11h30 da manhã.
Agora são 10h04 e depois da apresentação dos traços gerais do programa de governo, aqui na Rádio Observador, ouvimos reações de alguns partidos políticos.
Pelo Chega, o vice-presidente Pedro Frazão acusa a AD de se apropriar das propostas do partido de André Ventura.
Que esta apresentação de programa do governo parecia um programa de governo Chega "wanedi", porque de facto, todas estas bandeiras vêm totalmente a reboque daquilo que o Chega tem defendido nos últimos anos e aquilo que o Chega tem trazido para a praça pública nos últimos anos, nomeadamente na segurança, na mobilidade, na própria reforma do Estado, em que há vários anos nós apontamos que é necessário simplificar a burocracia do Estado e toda a estrutura estatal.
Já pelo PS, o deputado André Pinotes Batista reitera críticas às escolhas dos ministros que integram o governo e pede mais ambição num plano que diz parecer uma ação de marketing.
Depois de ter definido uma orgânica de onde tirou a Cultura e uma composição do governo onde manteve a ministra da Saúde, com muitos défices de desempenho nos 11 meses anteriores, hoje apresenta-nos 10 prioridades e a primeira nota que tem que se dar é que esta suposta agenda transformadora parece mais um guião de marketing do que propriamente um plano de governação. No que diz respeito à reforma do Estado, a AD esqueceu-se disso no governo anterior, mas lembrou-se agora, o que é positivo. Temos muita expectativa. Vai ser preciso, no entanto, muita coragem, porque quando começarmos a falar de reforma do Estado a sério, é preciso combater muito populista, que simplifica um conjunto de coisas e, portanto, vai ser matéria a ter em conta.
O deputado do Partido Socialista, André Pinotes Batista, diz, no entanto, que há pontos de convergência que podem ser discutidos tranquilamente com o PS.
Quanto à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, arquivou o inquérito relativo à morte do idoso no Algarve, em novembro do ano passado, durante a greve do INEM. Esta é a primeira decisão da IGAS, não é?
A ser conhecida sobre as 12 mortes alegadamente relacionadas com a greve dos trabalhadores do INEM no final de 2024. Numa nota enviada ao Observador, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde explica que não foi encontrada uma relação direta entre o atraso no envio dos meios de socorro e a morte do idoso. A situação clínica, um infarte, só poderia ser revertida por uma intervenção quase imediata do INEM. Ou seja, mesmo que os contactos para os meios de socorro tivessem funcionado à primeira tentativa e o envio de meios fosse rápido, o desfecho teria sido o mesmo. No entanto, apesar de o inquérito ter sido arquivado, a IGAS deixa críticas ao INEM pelo tempo excessivo entre a chamada de socorro e o envio da ambulância, cerca de 19 minutos. No dia do incidente, a conjugação de duas greves e a falha na definição atempada de serviços mínimos colocaram em causa a capacidade do instituto para responder aos pedidos de emergência.
Agora na atualidade internacional, a companhia aérea Air India confirma que há apenas um sobrevivente entre os mais de 200 passageiros que seguiam a bordo do voo que se despenhou esta manhã na Índia.
Na rede social X, a companhia aérea confirma a morte de 229 passageiros e 12 membros da tripulação. Os sete portugueses acabaram, assim, por morrer na sequência do desastre aéreo. A companhia avança ainda que o único sobrevivente está a ser tratado no hospital, um cidadão indo-britânico A Erin envia as condolências à família das vítimas e assegura que está a providenciar apoio à investigação.
Edição das 10h, Laura. Hoje, palco da noite mais popular do ano, pelo menos para alfacinhas. É noite do Santo António.
Por toda a cidade os arraiais estão compostos com mesas, sardinhas assadas, bifanas e vários petiscos tipicamente portugueses. É o caso do bairro da Graça, João Costa Campos.
"Olhem pra Marcha da Graça, que é o trono de Lisboa".
No bairro da Graça, todos anseiam pela noite mais longa de Lisboa.
Olha, eu sou residente aqui na zona da Graça há 36 anos. Espero que seja uma festa boa, rija.
É até de manhã, se Deus quiser.
É na noite de Santo António que a cidade de Lisboa ganha um brilho especial. Esta alegria que vemos em todas as ruas, em todos os cantinhos desta cidade. E há até quem venha de longe só para sentir o espírito da noite lisboeta e comer uma sardinha.
Hoje eu moro em Viana do Castelo e eu vim ontem só para vir à festa.
Para quem está atrás da grelha, é um bom sinal.
Eu espero que venha gente aos barrotes, porque a gente quer é vender.
Para a melhor noite dos santos populares, no que toca ao negócio, a preparação foi rainha. É o caso de Nádia, que tem a banca preparada desde a véspera.
Ontem de manhã viemos abrir, viemos vender, mas sempre por trás com uma preparação grande para hoje.
Na Graça, a festa faz-se também pela marcha do bairro, que canta e encanta desde 1935. São mais de 50 pessoas que levam o bairro à Avenida da Liberdade para o concurso das Marchas Populares.
50 marchantes, dois padrinhos, dois mascotes, dois ensaiadores, oito elementos do cavalinho, cinco aguadeiros, comissão de marcha. Acho que já lhes perdi a conta.
Na Graça, a noite mais longa de Lisboa faz-se de convívio, comes e bebes, até que nasça o dia de Santo António.
Festa boa, agradável e que seja de acordo com aquilo que Santo António também deseja para todos, que é a saúde e a alegria.
Um trabalho do jornalista João Costa Campos, que esteve esta tarde no bairro da Graça a acompanhar os preparativos desta noite de Santo António.
Agora são 10h10 e entretanto arrancou já a edição deste ano do Primavera Sound Porto. O grande destaque deste primeiro dia vai para o artista ou artista britânica Charli XCX.
Esta é a primeira vez da cantora e compositora de 32 anos em solo portuense. São esperados milhares de fãs entre hoje e domingo no Parque da Cidade, no Porto, para um dos mais esperados eventos do ano. Para além da Charli XCX, Central Cee, Daft Punk, Fontaines D.C. e Jamie XX são outros dos destaques deste Primavera Sound. No festival está a jornalista de cultura do Observador, Joana Moreira, agora em direto. Boa noite, Joana. Como é que está o ambiente nesta primeira noite do Primavera Sound?
Boa noite, Laura. O ambiente está animado, ainda que faltem dezenas de pessoas que ainda estão à porta para entrar no recinto do Parque da Cidade, onde, como bem disseste, arranca esta quinta-feira uma maratona amadora do Porto, que tem à frente um nome, Charli XCX, ícone underground e fenómeno pop, em estreia absoluta em Portugal. É ela a grande cabeça de cartaz, mas o concerto acontece só perto da meia-noite, às 23h55. Apesar de tudo, já há muita gente que se abeira do palco à espera desta artista, que tem feito um fenómeno desde que lançou o disco em 2024 chamado "BRAT". E é ela a grande cabeça de cartaz deste primeiro dia de Primavera Sound, que este ano conta ainda com um dia extra, domingo, no qual se recebem atuações em formato DJ. Este é o primeiro dia do Primavera Sound, cujos bilhetes ainda estão à venda. Os passes, tanto individuais como gerais, continuam à venda e podem ser comprados à porta do festival.
A jornalista de cultura do Observador, Joana Moreira, em direto a partir do Parque da Cidade, no Porto, onde já decorre a edição deste ano do Festival Primavera Sound.
Edição das 10h com a Laura Figueiredo. A informação de regresso daqui a pouco, quando forem 10h30. Até já.
Até já.