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Muito boa noite, agora 21h25. Carlos Pedro também com as notícias, noite de fim de semana, tempo de intervalo na vitória para já parcial do Benfica. Já lá vamos. Para já começar com o Presidente da República que promulgou hoje o diploma do governo que estabelece um conjunto de medidas de apoio à mitigação do impacto dos incêndios rurais.
É o que indica uma nota deixada no site da Presidência da República na internet. Depois de aprovado na última quinta-feira em Conselho de Ministro Extraordinário, Marcelo Rebelo de Sousa deu agora luz verde ao diploma que contempla 45 medidas a adotar em situação de incêndios de grandes dimensões. O objetivo é fazer face às consequências patrimoniais e econômicas para famílias e empresas. Entre as medidas está, por exemplo, um apoio excepcional aos agricultores para a compensação dos prejuízos, mesmo através de despesas não documentadas, até a um máximo de €10 mil.
Antes desta promulgação, o Presidente da República alertou para um país dos fogos que não é compreendido.
Marcelo Rebelo de Sousa esteve esta tarde no funeral de Adolfo Santos, a terceira vítima no combate às chamas das últimas semanas. O chefe de Estado defendeu que o interior do país é muitas vezes deixado à sua sorte para combater os fogos.
Há um país, que é este país dos fogos, que nem sempre é devidamente compreendido por outra parte do mesmo país que somos todos nós. Portugal mudou muito ao longo dos últimos 50 anos. Aumentaram as cidades, aumentaram as metrópoles, e nas metrópoles e nas cidades o fogo é outra coisa. O fogo urbano é completamente diferente.
Marcelo apela ainda à solidariedade do país e diz que, acima de tudo, é preciso investir na prevenção.
Não é um problema de ser o que é que falhou, o que é que é preciso fazer ainda melhor. É preciso fazer ainda melhor o quê? É evidente, sensibilizar todo o país que aceita facilmente que para circular numa grande metrópole, 100, 200, 300, 400 milhões sejam investidos nessa circulação e que não acha ou não percebe que é tão urgente investir 100, 200, 300 milhões na prevenção dos fogos.
Marcelo Rebelo de Sousa esta tarde em Mirandela reitera que os incêndios deste ano não têm comparação com os incêndios de 2017, marcados pelas mortes em Pedrógão Grande. Pede também ao governo que estabeleça um quadro de medidas para todos os fogos que permita uma resposta mais célere.
Entretanto, o PS pede coragem política ao governo, que acusa de falta de sentido de Estado na gestão dos incêndios.
Posição de José Luís Carneiro esta tarde em Penafiel, no distrito do Porto. O secretário-geral socialista sublinha a posição construtiva do partido e acusa o Executivo, liderado por Luís Montenegro, de plagiar as propostas socialistas. José Luís Carneiro diz ainda que o Governo está a fugir às responsabilidades.
Do meu ponto de vista, o Governo está a manifestar falta de sentido de Estado, porque é preciso coragem política para determinar a situação de contingência e para determinar a situação de calamidade. É preciso sentido de Estado e o Governo não mostrou até agora o sentido de Estado. Por último, em relação à proposta do pacto para 2025, é mesmo o Governo estar a dizer aos portugueses que fundamentalmente quer remeter o problema para um tempo para o qual já não poderá ser responsabilizado. O Governo tem que ser responsabilizado por aquilo que não fez ao longo destes vários meses em que está no governo. O Partido Socialista deixou ficar todas as propostas, umas em curso e outras preparadas, e o Governo não executou o que tinha que executar.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que voltou a insistir na ideia de que o Governo errou ao não decretar estado de contingência.
Entretanto, também três pessoas já foram hospitalizadas hoje. Foi na sequência, Carlos, na consequência ou na sequência, no caso, dos incêndios que afetam o país.
A informação foi transmitida esta tarde pela Proteção Civil no habitual ponto de situação sobre os fogos. Dois bombeiros e um civil tiveram de ser transportados para uma unidade hospitalar para receberem cuidados médicos. Num dia em que um incêndio em Pedrógão Grande juntou-se à lista dos que mais preocupam a esta altura as autoridades. No total, são quase 60 as ocorrências em território continental.
Hoje, dia 23, e de acordo com os dados recolhidos até às 17h, já registámos total de 57 ocorrências. Destas, 12 registaram-se no período noturno. Ocorrências essas que se registaram maioritariamente naquilo que é a zona Norte do país, mas também algumas na região Centro. No dia de hoje, até às 17h, foram evacuados para unidades hospitalares dois operacionais e um civil, que se juntam àquele conjunto de operacionais e civis que têm vindo a ser afetados por estes incêndios.
O comandante José Ribeiro esta tarde no briefing da Proteção Civil em Carnaxide.
Olhando exatamente os incêndios que assolam regiões Norte e Centro do país, em Pedrógão Grande foram evacuadas cinco aldeias.
Uma informação revelada por fonte da Guarda Nacional Republicana à Agência Lusa. Foram evacuadas durante esta tarde as aldeias de Marroquile, Torneira, Romão, Agria e Sobreiro, na freguesia de Pedrógão Grande. Entretanto, os dois focos que estão hoje a consumir floresta em Pedrógão Grande e na freguesia da Graça já atingiram o Conselho da Sertã, no distrito de Castelo Branco. Ainda assim, na última hora, o Comando Sub-regional da Proteção Civil de Leiria assegurou que aí, na Sertã, as chamas já estão controladas. Quase mil operacionais combatem estes dois incêndios. Ainda assim, o fogo que mobiliza mais meios é o de Arganil, no distrito de Coimbra. Dura já há 11 dias e é nesta altura combatido por mais de 1300 operacionais. Ainda de acordo com a Proteção Civil, os incêndios em Castro Daire, Figueira de Castelo Rodrigo e no Sabugal estão em fase de resolução. Empenham, no total, mais de 200 operacionais.
Antes do local, tempo ainda para desporto. O Benfica vai vencendo ao intervalo o Tondela 2x0 e já esta tarde o Sporting derrotou o Nacional, foi na Madeira por 4x1.
Pedro Gonçalves foi o destaque da partida ao assinar um hat-trick, três gols para o médio leonino, que vestiu esta tarde a capa de herói. Para o Nacional marcou o central Léo Santos logo aos três minutos. Os madeirenses foram para intervalo a vencer, mas reduzidos a 10 elementos depois da expulsão do brasileiro Pablo Ruan. Para além de Pedro Gonçalves, Konrad Harder, apontado como possível reforço do Rennes, de França, estreou-se também a marcar nesta temporada.
Muito boa noite, agora 21h32. Carlos Pedro, e para fechar, falta a informação da Mitte Local.
Começamos em Sintra. O trânsito vai estar cortado a partir do dia 27 de agosto. A partir da próxima quarta-feira, a Câmara Municipal de Sintra vai fazer requalificações na Rua Mário Costa Ferreira Lima, na Portela de Sintra. Este é um corte que pode durar quatro dias. Na Maia, também o trânsito vai estar condicionado. Durante duas semanas, a Estrada Nacional 14 vai ser pavimentada entre as 22h e as 7h. A pavimentação começa na segunda e termina no dia cinco do próximo mês, em setembro. Em Almada, os horários da ligação fluvial entre Cacilhas e Cais do Sodré vão ser ajustados. Entre a próxima segunda-feira e o dia 26 de setembro, vão estar em vigor os horários dos dias úteis. Trata-se de um ajuste depois de vários constrangimentos operacionais. Em Santarém, é mais um dia do Festival Jazz Street Food, no Jardim da República. Uma iniciativa que conta com vários concertos e comida tradicional. Termina já amanhã. Vila Nova de Famalicão recebe a Feira do Artesanato e Gastronomia entre a sexta-feira da próxima semana e 7 de setembro. Uma iniciativa que acontece na Praça Mouzinho de Albuquerque, conta com cerca de 60 artesãos e 35 produtores gastronômicos. A feira vai contar ainda com concertos dos Dama, Dilas e Quim Barreiros. A entrada é gratuita. Fechamos em Leiria. Um jovem de 26 anos morreu num acidente de carro em Castanheira de Pera. O veículo despistou-se e acabou por ir contra um muro de uma habitação. Também um outro jovem de 19 anos ficou ferido. No local estiveram os bombeiros voluntários de Castanheira de Pera, a GNR e uma viatura médica de emergência e reanimação.
Ponto final neste jornal. A informação, Carlos Pedro, quando terminar exatamente o Bem Fica, então dela. Até já.
Até já.