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Jornal das 10, com a Diana Rosa na Rádio Observador e começamos com uma nova sondagem para as presidenciais. Luís Marques Mendes mantém a liderança.
O barómetro da Intercampus para o Correio da Manhã, CMTV, NAV e Jornal de Negócios continua a favorecer o candidato apoiado pela AD, ao passo que António José Seguro vê-se ultrapassado por João Cotrim Figueiredo. Marques Mendes é inclusivamente dado como favorito em todos os cenários que o incluam numa eventual segunda volta. Obtém 16,4% das intenções de voto. Já André Ventura e Gouveia e Melo ficam taco a taco, com 15,9% e 15,4% respetivamente. António José Seguro cai para os 11,1%.
O antigo presidente do PSD, Rui Rio, agora mandatário de Henrique Gouveia e Melo, diz que nunca achou que a vitória do almirante estivesse garantida à partida.
Numa fase em que Gouveia e Melo vai descendo nas sondagens, Rui Rio diz que nunca acreditou em favas contadas. Em entrevista a Vixi Suave aqui na Rádio Observador, o ex-líder do PSD diz que as hipóteses de vitória do almirante são superiores às dos restantes candidatos.
Apreciava muito mais.
Vamos ouvir agora, sim, o registo correto.
Acho que ele tem todas as condições para ir à segunda volta e acho que as condições que tem hoje são as mesmas que eu achava há três meses. Eu, o povo em geral, acharia que ele tinha mais hipóteses naquela altura do que tem hoje. Agora eu, com a experiência que tenho, mesmo há três meses, quando parecia que isto eram favas contadas, disse sempre que nunca na vida seriam favas contadas. Para mim, isso é evidente. Acho que é quem tem mais hipóteses de ganhar, mas veremos no dia 18.
O antigo líder do PSD e mandatário de Gouveia e Melo diz que apoia o almirante por ser o que menos experiência tem, portanto, não entra em tricas políticas.
Rui Rio falou também sobre o desempenho do governo nesta entrevista ao Observador.
Elogia Luís Montenegro pelo dossiê da imigração, mas critica o orçamento do Estado e as contas públicas.
Apreciava muito mais que o orçamento do Estado fosse feito com um rigor que levasse à existência inequívoca de um superávit. Acho que nós devíamos ter um superávit, um pequenino superávit, mas robusto, ou seja, que entre 0,5% do PIB a 1% do PIB, nós devíamos ter um superávit. Portanto, quando dizemos que tem um superávit de 0,1, estamos na prática a dizer que vamos ter um défice.
Rui Rio, antigo presidente do PSD e mandatário nacional de Henrique Gouveia e Melo.
Entrevista no programa Vixi Suave, que já pode ouvir, está disponível em podcast. O governo tem estado a votar as propostas para o orçamento do Estado. Foi chumbado, Diana, o aumento de pensões, aprovada a descida de IRS para certos escalões.
No dossiê das pensões, o Parlamento chumbou todas as propostas de aumento, à exceção da que foi proposta pelo governo, de inscrever o bónus no orçamento, mas com condições. Depende da evolução da execução orçamental e das tendências de receita e de despesa. PS, CHEGA e PCP tinham outras propostas para aumentar as pensões de forma definitiva, mas não passaram. Quanto à descida do IRS, foi aprovada, é para aplicar em trabalhadores com salários entre o segundo e o quinto escalão. A tributação sobre grandes fortunas, proposta pelo Livre, foi rejeitada. O CHEGA, PSD e CDS e IL votaram contra.
E falamos agora da Operação Influencer, Diana. Foram omitidas 22 escutas com António Costa, identificadas pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal.
É uma notícia avançada hoje pelo Diário de Notícias. Nas conversas omitidas, quer ao Supremo Tribunal de Justiça, quer ao Tribunal Central de Instrução Criminal, participavam três dos protagonistas do processo, João Galamba, Diogo Lacerda Machado e ainda João Pedro Matos Fernandes, ex-ministro do Ambiente, que não é arguido na investigação. Algumas das conversas ocorreram há cinco anos. As defesas foram hoje notificadas que o Tribunal de Instrução Criminal considera que, tendo em conta o tempo que decorreu, já não tem competências para agir. Desta forma, o Supremo adianta que, não sendo António Costa chefe de governo, não tem de se pronunciar sobre a matéria em causa. O DCIAP diz que as conversas gravadas entre 2020 e 2022 têm interesse para a investigação e podem vir a ser consideradas como prova proibida.
Da Operação Influencer para a Operação Marquês, José Sócrates requereu hoje à juíza presidente o esclarecimento sobre crimes que vão ficar eventualmente prescritos no próximo ano.
Afirma que não foram discutidos no julgamento em curso. No requerimento enviado à juíza Susana Seca, a que a Lusa teve acesso, Sócrates baseia-se em notícias difundidas em vários órgãos para alegar que o tribunal transmitiu informação sobre os prazos de prescrição de crimes que nunca foram discutidos em audiência. Em causa estão, nomeadamente, crimes de corrupção passiva e ativa ligados ao universo Vale do Lobo e que podem prescrever no primeiro semestre do próximo ano, esclarecimento prestado pelo tribunal através do Conselho Superior da Magistratura e que Sócrates alega estar a interferir de forma ilegal no processo.
No caso Spinum Viva, na Ordem dos Advogados, arquivou o processo que envolve a empresa da família do primeiro-ministro.
A decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho Regional do Porto, o Bastonário dos Advogados, João Maçano, explica que o processo foi alvo de uma análise rigorosa dos factos apurados e de toda a documentação. Em entrevista à Rádio Observador, descreve, o Bastonário, a complexidade deste processo.
A complexidade deriva do facto de, naturalmente, nós não sermos o Ministério Público, não temos o apoio da Polícia Judiciária e necessitamos sempre de fazer uma investigação com os meios que temos e também contando muitas vezes com a colaboração das entidades visadas, como também foi o caso, porque quando o processo se iniciou, teve a ver com aquele comunicado da Spinum Viva relativamente aos atos que eram praticados no âmbito daquelas ofensas
João Maçãno, à Rádio Observador: a Ordem dos Advogados concluiu que não há indícios suficientes da prática do crime de procuradoria ilícita, nem de contraordenação prevista no regime jurídico dos atos de advogados e solicitadores. Daí que a decisão tenha sido o arquivamento do processo.
Na COP30, 13 pessoas foram hoje assistidas por inalação de fumo devido ao incêndio que ocorreu num dos pavilhões onde corre a Conferência do Clima no Brasil.
Feridos esses que estão nesta altura sob observação, é o que adianta a organização da Cimeira do Clima, que tem os trabalhos em suspenso. O incêndio foi controlado em menos de 10 minutos, extinto uma hora depois.
A ministra do Ambiente está a participar nesta conferência e relatou ao Observador o momento em que deflagrou o incêndio.
Maria da Graça Carvalho estava no recinto, conta que a primeira reação foi pegar no passaporte e sair do local onde estava.
Nós estávamos no pavilhão de Portugal, foi muito perto de onde começou o incêndio, mas nós não chegámos a ver a chama, porque eu e os outros colegas sentimos imediatamente. Chamei a atenção que havia um cheiro a queimado e era importante sair, porque tínhamos a noção do perigo que poderia ser. Portanto, assim que eu comecei a sentir o cheiro a materiais queimados, disse-lhes: "Peguem só nos passaportes e vamos correr para a porta". E foi isso que aconteceu.
Maria Graça Carvalho, a ministra do Ambiente, em declarações à Rádio Observador, ressalva que o mais importante é a segurança de toda a comitiva portuguesa.
São agora 10h07, Diana. Há outras notícias em destaque a esta hora.
A Ucrânia confirma que recebeu um plano preliminar dos Estados Unidos para pôr fim à guerra com a Rússia. O gabinete presidencial ucraniano garante estar pronto para um trabalho construtivo com a Casa Branca. Volodymyr Zelensky planeia discutir nos próximos dias as opções diplomáticas disponíveis e os principais pontos necessários para a paz com o homólogo norte-americano. Zelensky tem um encontro marcado para hoje em Kiev com os responsáveis do Pentágono. Benjamin Netanyahu afirma que nunca haverá um Estado palestiniano, mesmo que isso comprometa a relação com a Arábia Saudita. Numa entrevista transmitida esta tarde pela conta de Telegram do canal israelita Abu Ali Express, o primeiro-ministro de Israel insiste que a existência de um Estado da Palestina representaria uma ameaça existencial para Tel Aviv. Recorde-se que a Arábia Saudita tem insistido que para fazer um reconhecimento formal de Israel, tal devia passar pela criação de um Estado palestiniano. Decisão por unanimidade: o Prêmio Direitos Humanos 2025 vai para a Associação de Atividade Motora Adaptada e para a jornalista Mariana Van Zeller. Anúncio feito pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, idêntica distinção atribuída ao antigo primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão, a título póstumo.
Fica por aqui o Jornal das 10. Às 10h30, a Diana Rosa está de regresso para atualizar as notícias. Até já.
Até já.