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Notícias das 10, na Rádio Observador, com edição da Laura Figueiredo. Laura, Donald Trump planeia castigar os países da NATO que se recusaram a colaborar com os Estados Unidos na guerra do Irão.

Uma informação avançada pelo "Wall Street Journal". A proposta de castigar os estados-membros consiste em remover tropas norte-americanas dos países que não foram úteis a Washington e posicioná-las em países com uma postura considerada amigável pelos Estados Unidos. De acordo com o mesmo jornal, os países que poderiam beneficiar deste processo seriam a Polónia, a Lituânia, a Roménia e a Grécia, entre outros. Outra parte da punição poderá também passar por encerrar uma base num país europeu, possivelmente em Espanha ou na Alemanha.

E o vice-presidente dos Estados Unidos diz que o Irão seria estúpido se recusasse o cessar-fogo por causa do Líbano.

J.D. Vance alega que os Estados Unidos têm todas as cartas e que agora os iranianos têm de dar o próximo passo ou Donald Trump está pronto para recomeçar a guerra. A questão do Líbano é precisamente um dos três pontos do cessar-fogo que o Irão acusa os Estados Unidos de violarem. Para Teerão, o cessar-fogo deveria incluir o Líbano.

Por isso mesmo, o Irão considera que, neste momento, negociações seriam insensatas.

É um travão nas expectativas, depois de a Casa Branca ter anunciado negociações com o Irão no próximo sábado, em Islamabad, no Paquistão. De acordo com os Estados Unidos, em representação de Washington, vão estar o vice-presidente J.D. Vance e os enviados especiais para o Médio Oriente, Jared Kushner e Steve Witkoff, mas para já o Irão não confirma este encontro.

E antes das denúncias por parte do Irão, a porta-voz da Casa Branca tinha feito acusações ao país.

Karoline Leavitt acusou os iranianos de darem informações falsas sobre o plano que levou ao acordo de cessar-fogo.

Já vi muitas notícias imprecisas na comunicação social sobre essas negociações e esses planos, por isso deixem-me ser clara e corrigir o que foi dito. Os iranianos apresentaram inicialmente um plano de 10 pontos que era, no fundo, pouco sério e foi completamente rejeitado pelo presidente Donald Trump e pela equipa de negociação. Muitos meios de comunicação presentes nesta sala noticiaram falsamente que esse plano era aceitável para os Estados Unidos. E isso é falso. O regime reconheceu a realidade perante a equipa de negociação. Apresentaram um plano mais razoável, totalmente diferente e condensado ao presidente e à sua equipa.

Porta-voz da Casa Branca, que garante que Donald Trump tem boas perspectivas sobre o estreito de Ormuz.

Entretanto, o Irão pode vir a reabrir precisamente o estreito de Ormuz, mas apenas a 12 navios por dia.

É uma informação do "Wall Street Journal". De acordo com esta fonte, o Irão disse aos mediadores do conflito que vai apenas permitir a passagem de 12 navios pelo estreito de Ormuz durante as duas semanas do cessar-fogo. Para além disso, vai exigir o pagamento de uma portagem, que deve ser feito através de criptomoedas ou iuanes chineses. Antes de os navios transitarem pelo estreito, a tripulação terá também de coordenar com a Guarda Revolucionária do Irão.

Luís Montenegro subscreveu hoje uma declaração conjunta de vários países da União Europeia e também o Canadá, a pedir o fim rápido da guerra no Irão.

O primeiro-ministro saúda o início de uma nova fase diplomática, espera que a paz chegue em breve e com ela a estabilidade. Para além de Portugal, subscrevem esta declaração outros países europeus: França, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Itália, Dinamarca, Países Baixos e também os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia.

Laura, o Parlamento aprovou a redução da taxa mínima do ISP, o Imposto sobre os Combustíveis, até ao final de junho.

O governo levou à Assembleia da República uma proposta para reduzir esse limite mínimo do ISP, para tentar controlar o aumento do preço dos combustíveis. A proposta foi aprovada por unanimidade, é válida até ao final de junho deste ano. Com a aprovação do diploma, o governo pode então reduzir a taxa mínima do ISP, de forma a reduzir o imposto para tentar equilibrar o preço final dos combustíveis.

E o ministro da Administração Interna antecipa que o verão vai ser muito complicado no que toca aos incêndios.

Em declarações aos jornalistas, depois da apresentação do Comando Integrado de Prevenção e Operações, Luís Neves deixou um apelo aos portugueses.

Aos nossos concidadãos e a vós me dirijo, o verão vai ser muito complicado, por razões já sobejamente conhecidas. E, por isso, pedimos a todos vós que façam a vossa parte, que limpem, que ajudem a identificar. Se não houver meios, nós teremos esses meios. Ajudem a identificar as áreas problemáticas, porque vós, cidadãos, conhecem o terreno melhor do que ninguém. Que o tempo de verão vai ser muito complicado.

Aqui um pedido deixado por Luís Neves, o ministro da Administração Interna. O governo pretende reduzir o risco de incêndios rurais no território nacional, especialmente depois das consequências das tempestades que deixaram muitas árvores caídas, terrenos por limpar, estradas destruídas e combustível no chão, que pode ser um risco.

E falamos agora dos apoios para a reconstrução de casas danificadas pelo mau tempo. Laura, são 34 mil as candidaturas das famílias afetadas.

Só em Leiria são 10 mil, é o conselho com mais pedidos. O balanço é feito pelo coordenador da estrutura de missão, Paulo Fernandes, depois de o prazo ter terminado ontem. O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, garantiu hoje que até ao fim de junho todas as casas vão ter a avaliação de prejuízos feita. Ora, Paulo Fernandes, que lidera a estrutura de missão, diz que à velocidade a que as candidaturas estão a ser despachadas, 3 mil por semana, o prazo é executável.

Foram cerca de 34 mil, 33.900 e qualquer coisa. Pode haver condições para, se continuarmos nesse ritmo, se este ritmo de velocidade dita de cruzeiro continuar, de facto estarmos a 30 de junho com as candidaturas resolvidas ou aquelas que merecem o pagamento estarem pagas, mesmo que possa haver ainda uma ou outra situação relativamente a indeferimentos que ainda possa estar a ser discutida com os requerentes.

Paulo Fernandes, o coordenador da estrutura de missão num registo da Agência Lusa.

Vamos ao desporto. Na Liga Europa, o Braga empata uma bola frente ao Betis de Sevilha e deixa tudo em aberto para o jogo da próxima semana.

A equipa bracarense ainda marcou primeiro com o gol de Florian Greillish, ao minuto cinco. Já no segundo tempo, Cucho Hernández restabeleceu a igualdade no marcador, através de um pontapé de penalty. No final da partida, o treinador do Braga admitiu que faltou alguma energia à equipa no fim do jogo. Mesmo assim, gostou da forma como os jogadores estiveram em campo.

A equipa esteve bem no geral, fez uma grande partida, esforçou-se. É certo que no último terço do jogo tive a sensação de que faltou energia, aquele murro necessário para enfrentar um lance de um para um, para arrematar forte de fora da área. Vamos tentar colocar os jogadores novamente em forma para que na próxima semana, em Sevilha, possamos ter isso.

A segunda mão dos quartos de final joga-se já na próxima semana, a 16 de abril, no Estádio Olímpico de Sevilha.

E Laura, antes de fecharmos este jornal das 10, vamos a outros temas que marcam a atualidade.

O Metrô de Lisboa prevê que o serviço esteja encerrado a partir das 11 da noite e até às 6h30 da manhã, devido à greve. Não foram decretados serviços mínimos. Em causa está o incumprimento dos acordos assinados em 2019, nomeadamente em relação ao nível de formação e organização do trabalho. A PSP está a reforçar a segurança nos hospitais para travar situações de falta de civismo e episódios de violência. Até 17 de abril, estão a decorrer ações de sensibilização, prevenção, fiscalização e patrulhamento no âmbito da Operação Saúde em Segurança. De acordo com os dados da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, em 2024 registraram-se mais de 2500 situações de violência nos hospitais, um aumento de 9% face ao ano anterior. A chamada Rainha da Cetamina foi condenada a 15 anos de prisão por fornecer doses fatais desta droga a Matthew Perry, o ator conhecido pelo papel de Chandler na série Friends. De acordo com o jornal britânico The Guardian, os procuradores destacaram em tribunal a dimensão do esquema montado pela ré cuida, que se declarou culpada pela morte do ator e de outro homem. O ator morreu em outubro de 2023, aos 54 anos, depois de recorrer à cetamina em contexto terapêutico para tratar a depressão, tendo acabado por obter a substância de forma clandestina, quando o médico se recusou a ajustar o tratamento.

Notícia de fecho do Jornal das 10.