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Lopes. Ricardo, boa noite mais uma vez. Começamos com a atualidade internacional. O Irão suspendeu os voos no espaço aéreo a oeste do país.
Segundo informações de meios oficiais, as autoridades iranianas suspenderam todos os voos programados nesta que é a zona mais próxima de Israel. Os voos terão sido cancelados até novas ordens, numa decisão tomada face às circunstâncias atuais, segundo a televisão pública iraniana IRIB, a suspensão dos voos é a primeira medida tomada em antecipação a possíveis ataques, tanto iranianos contra Israel, como israelitas ou norte-americanos contra o Irão. Uma possibilidade que é tida como real, isto após o ataque aéreo israelita no dia de hoje contra Beirute, a capital libanesa.
E nos Estados Unidos, também com foco na questão do Médio Oriente, Barack Obama diz ter dúvidas quanto à eficácia do acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão.
Exatamente, numa altura em que Donald Trump tinha vindo a dizer que o documento podia vir a ser assinado ainda durante o dia de hoje, mas para o antigo presidente norte-americano, Barack Obama, nada garante que este acordo venha a trazer mais benefícios em relação ao que já estava estabelecido anteriormente.
É duvidoso que qualquer acordo que venha a surgir seja significativamente diferente ou represente uma melhoria substancial em relação ao acordo que já tínhamos e que funcionou durante muito tempo antes de nós, Estados Unidos, sairmos dele. Por isso, o que espero é que os bombardeamentos parem e que as pessoas comuns deixem de sofrer as consequências da guerra.
Ouvimos aqui Barack Obama numa entrevista dada à ABC News.
E Donald Trump voltou a entrar em confronto com Benjamin Netanyahu. Diz que o primeiro-ministro israelita não tem bom senso e admite ter ficado muito irritado com o ataque de Israel a Beirute.
Porque esse mesmo ataque fez com que o Irão ameaçasse romper as negociações de paz. Israel atacou hoje um centro de comando do Hezbollah num bairro a sul da capital do Líbano e pelo menos três pessoas morreram. Em reação, o presidente do Parlamento iraniano diz que se não há vontade nem sequer capacidade para cumprir os compromissos, falar em continuar o caminho da negociação é impossível. Depois, Donald Trump, também na rede social Truth Social, foi muito crítico ao ataque israelita. Diz que o ataque não devia ter acontecido, particularmente num dia tão especial como este, em que os Estados Unidos estão perto de um acordo de paz com o Irão, é a opinião de Donald Trump. Diz que todos os lados devem recuar. Donald Trump tinha apontado a assinatura deste memorando de paz para o dia de hoje, dia em que completa também 80 anos, mas o Irão afasta por completo esse cenário e diz que ainda não tomou qualquer decisão final.
E também nos Estados Unidos, falamos agora de um acidente que está a marcar este domingo. Um avião caiu e causou a morte a todas as pessoas que seguiam na aeronave, eram 11 passageiros.
E o piloto, que acabou também por morrer. O avião era de uma empresa de paraquedismo. O piloto levava consigo 11 passageiros que contrataram um salto de paraquedas sobre a cidade de Butler, no estado de Missouri. A aeronave terá perdido altitude e acabou por cair sobre uma autoestrada próxima do aeroporto. Segundo as autoridades locais, o acidente vai ser investigado pelo Conselho Nacional de Segurança dos Transportes.
E mudamos de tema nesta edição das 10 e passamos à política nacional. Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, lança um desafio a Luís Montenegro, quer que o primeiro-ministro retire o pacote laboral já no próximo debate no Parlamento.
Debate quinzenal que acontece na quarta-feira. Vicente, o secretário-geral do PCP, diz que Luís Montenegro faria um grande serviço ao país ao retirar este pacote laboral da equação, visto que só há consenso entre os partidos de direita.
Eu acho que um grande serviço que o senhor primeiro-ministro ia fazer ao país na próxima quarta-feira, é retirar o pacote laboral e poupar o país a isto. Não tem jeito nenhum. Os únicos que defendem hoje o pacote laboral é o senhor primeiro-ministro e membros do governo, é os senhores da Iniciativa Liberal e do CDS, é o Chega, envergonhado, mas defende, e depois são as confederações patronais. Caramba, não vai sobrar para as confederações patronais, o pacote laboral. Não vai sobrar a precariedade para os membros das confederações patronais. Não vai sobrar o justimento sem justa causa para as confederações patronais.
Paulo Raimundo, que questionado também sobre a última reunião entre Luís Montenegro e André Ventura, o secretário-geral do PCP acusou o Chega de não ter qualquer credibilidade no posicionamento relativo ao pacote laboral. O comunista afirma que se o Chega for coerente, votará contra.
Ouvimos também as declarações do ministro da Administração Interna, que volta a deixar a garantia: não vai faltar dinheiro para ajudar os bombeiros no combate aos incêndios.
Pelo segundo dia consecutivo, Luís Neves assegura que o governo está totalmente preparado para avançar com soluções extraordinárias de financiamento para ajudar os bombeiros e ontem explicou também que os atrasos nos pagamentos aos bombeiros já tinham sido todos regularizados. Hoje, o ministro da Administração Interna reitera que não será por falta de dinheiro que o combate aos fogos fica comprometido.
É evidente, quando estamos a falar de combate e o verão tudo indica que possa ser muito difícil, sobretudo na região onde a calamidade ocorreu, não será por falta de verbas que os nossos soldados da paz, que são os bombeiros, deixarão de agir. Portanto, há um grande compromisso e uma grande certeza e responsabilidade por parte deste governo e por isso o que eu ontem disse foi muito simples: não será por falta de meios financeiros que o combate não será eficaz.
Declarações do Ministro da Administração Interna à margem de uma cerimônia que assinala os 40 anos de um incêndio em Águeda, que matou 16 pessoas. Luís Neves deixou também apelo aos portugueses para que não tenham comportamentos de risco e para limparem os terrenos.
E no desporto falamos agora de basquetebol. 10 anos depois, o Futebol Clube do Porto volta a conquistar o Campeonato Nacional.
Venceu no Dragão Arena o Benfica por 75 a 71. Com este triunfo, o Futebol Clube do Porto fechou a final, que é disputada à melhor de cinco. Ao quarto jogo, acabou com três vitórias do clube da cidade invicta, o Futebol Clube do Porto, que tinha terminado a fase regular como terceiro classificado. Os Dragões conseguem assim terminar um jejum de 10 anos no Campeonato Nacional de Basquetebol. São a segunda equipa com mais títulos, com 13 conquistas, ainda bastante longe do Benfica, que tem 31.
E olhamos agora pro mundial de futebol. Al Jassim é o árbitro escolhido para apitar o primeiro jogo de Portugal contra a República Democrática do Congo.
Tem 38 anos, é natural do Catar e foi nomeado pela FIFA para apitar esta estreia de Portugal no grupo K. Acontece já na quarta-feira contra o Congo, como disseste. Já se cruzou com a seleção das Quinas, mas num encontro de sub20, onde acabou até por expulsar Rúben Dias. Há pouco, aqui na análise ao perfil de Al Jassim, na Rádio Observador, o ex-internacional Pedro Henriques diz que tem um estilo de arbitragem semelhante ao que estamos habituados a ver em Portugal.
É um árbitro que tem, só pra termos uma noção desta época que terminou, ele já fez 23 jogos e mostrou 119 amarelos. Isso diz pouco às pessoas. Tem uma média de 5,17 amarelos por jogo, ou seja, vai bater na média, curiosamente, que é a média em Portugal. Nós em Portugal temos uma média de 28 faltas. Os árbitros portugueses, só pra fazermos aqui um termo de comparação, e cinco cartões amarelos por jogo. E este árbitro bate exatamente no mesmo, tem uma média de falta de 27 e 5,17. Mostrou nestes 23 jogos nove vermelhos, o que tem pouco significado, alguns deles até por acumulação, mas é um árbitro experiente.
Explicações do ex-árbitro internacional Pedro Henriques, a traçar o perfil do árbitro que vai apitar a estreia de Portugal no Campeonato do Mundo.
E continuamos com as seis voltadas pro Campeonato do Mundo. Japão e Países Baixos já foram pro balneário. Período de intervalo, o jogo já retomou e neste segundo jogo do dia.
É verdade, é o segundo jogo do dia, depois da goleada da Alemanha sobre o Coração. Está aqui conosco em estúdio o jornalista da Rádio Observador, Diogo Varela. Diogo, há bocado não quiseste arriscar um favorito e entretanto percebe-se por quê. O jogo continua 0 x 0, sem gols para nenhum lado.
Sim, há um ligeiro ascendente por parte dos Países Baixos. Ainda assim, esta laranja está a dar muito pouco sumo, muito pouca vitamina C, porque de facto mantém-se o nulo. Há mérito para a seleção nipônica, bem organizada defensivamente, mas é um jogo que não só o resultado traduz este 0 x 0, o quão equilibrada está a ser esta partida, mas o próprio grupo. Há muita gente que considera este grupo F como o grupo mais equilibrado e mais incerto do mundial, além do Japão e dos Países Baixos, tem ainda a Suécia, que é uma seleção também em crescendo no futebol europeu e naturalmente mundial, e a própria Tunísia, que é sempre uma seleção africana. Olha! Há gol. Golo por parte dos Países Baixos e marca o inevitável Virgil van Dijk. É o capitão a dar o exemplo. Nas alturas, o central do Liverpool consegue desviar de cabeça e abrir ao minuto 50 o placar 1 x 0 para os Países Baixos. Agora sim.
Tu bem dizias que os Países Baixos estavam a crescer no jogo.
Tinha uma ligeira vantagem e talvez seja este centímetro de diferença de van Dijk, não é?
Lá está a tal vitamina C perante a boa defensiva nipônica. O Japão ainda conseguiu aliviar numa primeira ocasião, mas na insistência por parte da Laranja Mecânica, Virgil van Dijk, não me parece haver fora de jogo.
Também não me parece.
A ganhar de cabeça e a fazer 1 x 0, a marcar no Estádio AT&T, em Dallas, no Texas. 1 x 0 para a seleção europeia sobre a seleção asiática, com gol de Virgil van Dijk.
Diogo Varela narrando em direto este primeiro gol dos Países Baixos, que estão a jogar contra o Japão, 1 x 0 aos 50 minutos.
E fica a promessa também que no final do jogo, no minuto 90, vamos abrir de novo espaço para o Diogo Varela. Minuto 90 para acompanhar os minutos finais e fazer também a crônica deste para já Países Baixos 1, Japão 0. Fica por aqui a edição das 22h com o jornalista Ricardo Lopes, que está de regresso às 22h30.
Até já, Vicente.