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Vamos às notícias. Jornal das 10, com edição de Beatriz Félix e Beatriz em Coimbra. O incêndio em Soure está praticamente controlado.

90% do perímetro do fogo está agora sob controle, é o que avançam os bombeiros de Soure à RTP. Neste momento continuam na zona florestal mais de 200 operacionais, apoiados por mais de 60 viaturas e ainda um meio aéreo, que nesta hora ainda está no terreno. O incêndio começou mais agressivo por ter sido alimentado por eucaliptos e também foi bastante influenciado pelo vento, mas apesar do ambiente agora estar calmo, o presidente da Câmara de Soure avança que este é o segundo incêndio na região em 24 horas.

Infelizmente, foi um fogo completamente florestal, longe dos perímetros urbanos, mas é de dizer, dar nota que em 24 horas tivemos dois fogos com alguma intensidade no arranque, um no nosso concelho, outro no limite do concelho de Pombal, mas no limite do nosso concelho, o que demonstra bem os cuidados que vamos ter esta época toda e que com certeza com o anunciamento da tempestade Kristen e com todo o material que está neste momento posto no solo, será um verão intenso e de muito cuidado e de muita atenção. E está provado nestes dois incêndios.

O presidente da Câmara de Soure, Rui Fernandes, com o ponto de situação no incêndio em Soure, em declarações à RTP. Também à Rádio Observador, a Proteção Civil de Coimbra garantiu ainda que não há feridos nem habitações em risco.

As operações do contingente português em Bordéus estão a ser fortemente afetadas pelas condições no terreno.

Há neste momento uma equipa de mais de 120 operacionais portugueses a ajudar no combate às chamas. Em declarações à RTP, o adjunto de Operações e Proteção Civil, Alexandre Penha, explica que o fumo denso e a falta de visibilidade impediram o apoio aéreo nas últimas horas, num combate que se mantém extremamente difícil.

Ontem acabamos por não fazer a última missão do dia, por dificuldade dos pilotos descolarem. Não existia visibilidade, o que condiciona a segurança à descolagem. Portanto, foi uma das razões para não se fazer essa operação. E mesmo hoje de manhã vimos a operação ser retardada no seu início porque o fumo estava denso e mais uma vez, questões de segurança não permitem estas aeronaves que voam à linha de vista poderem descolar.

A segurança dos pilotos é prioridade. Enquanto o fumo não der tréguas, os meios aéreos continuam retidos. É, no entanto, um cenário complexo e de incertezas para as próximas horas.

O que se espera para as próximas horas, para os próximos dias, ainda é um combate muito difícil, sendo que não há uma perspectiva para um controle total, estando a ser avaliada, inclusivamente com algumas das equipas, a possibilidade de continuação da missão.

Caso a situação em Portugal se agrave nos próximos dias, esta equipa terá de regressar ao país. É a condição maior para o prolongamento da ajuda em França.

Nós viemos com uma missão de cinco dias. Estamos a aguardar por um pedido oficial de prolongamento. Teremos que fazer uma avaliação daquilo que são as condições, tanto para a continuação aqui, como as condições de risco no nosso próprio país. Nós estamos a retirar capacidades nacionais para poder ajudar os outros países em contributo um pouco daquilo que também já fizeram por nós.

São as declarações do responsável pelo contingente de ajuda portuguesa em Bordéus, Alexandre Penha, em declarações à RTP. Ainda este sábado, também em declarações aos jornalistas, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, tinha avançado que o dispositivo de ajuda aos países vizinhos pode vir a ser reforçado, sempre em concordância com a situação dos incêndios em Portugal.

E em Espanha, a evolução dos incêndios está a ser positiva, mas lenta.

O ministro da Administração Interna reuniu com o comitê de emergência para gerir a resposta à crise. No final, através de uma publicação na rede social X, fez um ponto de situação. Diz que a evolução está a ser lenta, mas positiva e com algumas melhorias significativas do dia de ontem para o dia de hoje. O ministro espanhol recordou ainda que os fogos que lavram no centro do país são os mais importantes e também os mais agressivos da história de Espanha. Já arderam mais de 153 mil hectares, o equivalente a seis vezes mais do que a área ardida em 2025. Só em Ávila, foram mais de 50 mil hectares. O governo espanhol também já deu ordem. A população retirada só volta a casa quando as condições forem seguras.

E na atualidade internacional, foi abatido pelas autoridades alemãs o suspeito do ataque em massa na marcha LGBT de Berlim.

A caça ao homem terminou com a morte de Abdul Balaout, de 21 anos, abatido pelas autoridades após ter sido cercado numa horta comunitária no bairro de Spandau, nos subúrbios de Berlim. Segundo o gabinete de administração interna do Senado da capital alemã, a polícia disparou sobre o suspeito quando este avançou contra os agentes com uma arma branca. Ainda assim, apesar das manobras de reanimação no local, o óbito acabou mesmo por ser declarado. O jovem estava a ser procurado desde ontem à noite por todo o país, incluindo-se em fronteiras, aeroportos e estações ferroviárias. O ataque, feito através de um atropelamento em massa no parque de Tiergarten, provocou um morto e pelo menos 29 feridos. O ministro da Administração Interna da Alemanha e o governo também já classificaram oficialmente o incidente como um atentado terrorista islâmico.

E Donald Trump suspendeu os ataques ao Irã pelo segundo dia para dar espaço às conversações.

Foi o que revelou este domingo o embaixador dos Estados Unidos das Nações Unidas, Mike Waltz. Em entrevista à Fox News, Waltz afirma que Trump está a dar espaço a estas conversações. Ainda assim, já desta vez em declarações à NBC, sublinha que todas as opções continuam em cima da mesa e rejeita a ideia de que Washington tenha afastado uma eventual escalada militar. Do outro lado do conflito, o Irã está disposto a suspender os ataques se os Estados Unidos mantiverem a pausa nos bombardeamentos. Mesmo assim, as autoridades iranianas continuam a olhar com desconfiança para estas intenções da administração norte-americana.

E por cá, o INEM nega qualquer desmantelamento do dispositivo de emergência e garante serviço aos utentes.

E nega também a retirada de 100 ambulâncias de serviço, em reação à denúncia da Comissão de Trabalhadores. Esta comissão tinha alertado, em comunicado, que a passagem destas viaturas para as Unidades Locais de Saúde ia deixá-las fora de serviço e sem capacidade de resposta às necessidades da população. Hoje, numa resposta a esta comissão, o INEM assegura que o dispositivo não está em causa. Já em relação à eventual substituição das atuais ambulâncias do suporte de vida por viaturas ligeiras, o Instituto Nacional de Emergência Médica justifica que se trata de um ajuste do meio à missão das equipas e garante que a alteração não vai prejudicar os utentes.

Estão desaconselhados os banhos na praia de Angeiras Sul, em Matosinhos.

Um aviso que é feito pela Agência Portuguesa do Ambiente. É desaconselhada a ida ao mar nesta praia, no distrito do Porto, devido à contaminação microbiológica. No site oficial da APA pode ler-se que o aviso para não tomar banho naquela praia está patente para já, ainda não deve ser deitado abaixo e foi já emitido na quinta-feira.

E agora no desporto, Luca Van Assche venceu o Estoril Open.

O tenista francês conquistou o torneio de singulares ao vencer, já na fase final, o belga Alexander Blockx. Van Assche venceu em três sets, em cerca de duas horas e 20 minutos. Ao final deste tempo, foi declarada a vitória na 11ª edição do Estoril Open. É também o primeiro título ATP da carreira do tenista de 22 anos.

E no ciclismo, Tadej Pogačar é o grande vencedor da Volta à França pela quinta vez.

E é já o mais novo ciclista com tantos títulos nesta que é a maior competição mundial de ciclismo. Na última etapa em Paris, acabou por ser Van der Poel a terminar em primeiro lugar, mas é o esloveno Pogačar, com 27 anos e uma média de velocidade de 33 km/h na competição, que se junta hoje aos ciclistas mais vitoriosos da Volta à França. Acaba assim uma competição marcada pelas ondas de calor, que encurtaram muitas vezes o caminho, mas também pelos incêndios florestais que se fazem sentir no território francês. E antes de fecharmos este jornal das 10, já ouviste falar dos óculos de inteligência artificial da Meta que são capazes de gravar coisas?

Sim, já ouvi, claro.

E já pensaste comprar ou é coisa que não te seduz, não chamou a atenção?

Não, gostava muito, claro. Não comprarei, acho eu, mas gostava.

Se calhar vou te dizer uma coisa que vai mudar a tua opinião, não sei.

Conta.

Mas estes óculos têm gerado alguma controvérsia por questões de privacidade. É uma polêmica que também já está a levar algumas celebridades que promovem estes óculos. Falamos da Kylie Jenner, por exemplo, que fez uma colaboração com a Meta para usar estes óculos e até teve direito a bastantes outdoors na rua, espalhados por várias cidades do mundo. O que acontece é que um grupo de ativistas chamado Everyone Hates Elon, ou seja, em português, Toda a Gente Odeia o Elon, substituiu alguns destes outdoors em paragens de autocarros próximas à sede da Meta, no Reino Unido, por uma imagem um tanto inquietante que diz: "Meta, nós estamos sempre a vigiar-te." Portanto, aqui algumas questões que nos deixam um pouco a pensar.

Sim, nomeadamente privacidade. É uma mensagem bastante poderosa para se deixar à porta da Meta.

É mesmo, e não sei se vai afastar alguns compradores. A mim afastou-me, não sei se vais para o outro.

A mim afasta-me mais, provavelmente, o preço. Mas sim.

É verdade.

Não me parece muito ético. É assim que fechamos o jornal das 10, edição de Beatriz Félix. Está de regresso às 10h30. Até já.

Até já.