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O Jornal das 10, na Rádio Observador, com edição do Ricardo Loureiro. Ricardo, há 10 incêndios ativos pelo país e neste momento, no terreno, estão perto de 889 operacionais.
10 incêndios ativos, estão no terreno 889 operacionais, acompanhados por 270 meios terrestres. No mapa, em Bragança, em São Julião de Palácios e Deilão, no terreno há 98 operacionais, acompanhados por 38 meios terrestres. Também em Fazendas de Almeirim, Santarém, combatem o incêndio 159 operacionais, 51 meios terrestres. Já na Guarda, em Rochoso e Monte Margarida, no terreno estão mais de 300 homens e 70 meios terrestres. É, neste momento, o fogo ativo de maior dimensão. Em resolução, está o incêndio em Soure, Coimbra.
E em França e em Espanha, Ricardo, a situação também é preocupante no que toca aos incêndios. O governo confirma que não existem vítimas portuguesas.
É isso mesmo que explica o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. Emídio Sousa refere que a rede diplomática e consular ainda não recebeu qualquer pedido de ajuda e que o número de portugueses desalojados, devido aos incêndios em França, está ainda por conhecer.
Não temos vítimas, não temos dados nenhum e nenhuma referência. O número de desalojados é muito difícil, só por estimativa, porque as autoridades francesas são muito competentes, têm espaços de excelência para receber as pessoas, mas naturalmente que à entrada não lhes perguntam se eles são portugueses ou se são espanhóis ou se são de outra nacionalidade qualquer. Sabemos que há portugueses que estão realojados temporariamente até que as coisas melhorem.
Emídio Sousa garante também que o Consulado-Geral de Portugal, em Bordéus, está a funcionar normalmente. Cerca de 3 mil portugueses e lusodescendentes foram transferidos para centros de acolhimento devido ao fogo que vai ameaçando várias regiões perto da cidade francesa.
E voltando atenções agora para a Espanha, em concreto, a presidente da comunidade de Madrid anunciou hoje um plano de € 30 milhões, Ricardo, para apoiar o combate às chamas.
As regiões de Madrid e Ávila são as que mais preocupam as autoridades espanholas. O apoio anunciado hoje serve também para apoiar quem tiver perdido a casa para os incêndios, como explica Isabel Díaz Ayuso.
Nós colocamos em marcha um plano no valor de € 30 milhões, que vai ser dividido em três. Em primeiro lugar, a adjudicação temporária à habitação social para aquelas pessoas que tenham perdido a sua primeira habitação. Linhas diretas de ajuda ao arrendamento. Vamos assumir o pagamento durante 12 meses.
Declarações de Isabel Ayuso, presidente da comunidade de Madrid. Também o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, falou hoje e disse que os incêndios refletem uma emergência climática que está a tornar as ondas de calor mais frequentes. Ainda sobre os terremotos na Venezuela, o ministro dos Negócios Estrangeiros fala em 134 vítimas mortais, portugueses ou lusodescendentes. É a mais recente atualização depois do duplo sismo na Venezuela. O ministério apresentou ainda que há 12 cidadãos que continuam desaparecidos.
E Ricardo, também é uma das notícias que está a marcar esta segunda-feira na atualidade nacional, o Parlamento não vai ouvir Luís Neves. PSD e CDS travaram a audição requerida pela Iniciativa Liberal.
O presidente da Assembleia da República emitiu um despacho a que o Observador teve acesso, em que indefere o pedido dos liberais para ouvir com urgência o ministro da Administração Interna na Comissão Permanente. O partido de Mariana Leitão queria que Luís Neves prestasse esclarecimentos sobre as polêmicas relacionadas com os mandatos do ministro à frente da Polícia Judiciária. Os restantes partidos até deram luz verde, mas as bancadas do governo não permitiram que houvesse consenso. E por esse mesmo motivo, a ausência de consenso na conferência de líderes, Aguiar Branco considerou que não estavam reunidas as condições necessárias para a convocação extraordinária da Comissão Permanente.
E a líder da Iniciativa Liberal, entretanto, Ricardo, já reagiu.
Através de uma publicação na rede social X, ilustrada com uma fotografia em que aparecem lado a lado o primeiro-ministro Luís Montenegro, o líder da bancada social-democrata Hugo Soares e também o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, Mariana Leitão acusa o PSD de agir como agente de bloqueio ao escrutínio, que é dever do Parlamento. Fala numa situação grave e diz que o principal partido do governo é cúmplice do degradar das instituições em Portugal.
E assinalam-se seis meses da chegada da tempestade Cristina ao território português, Ricardo, e o presidente da Estrutura de Missão para a reconstrução da Região Centro faz um balanço positivo.
Paulo Fernandes alerta, no entanto, para a demora na reconstrução de casas e infraestruturas por falta de mão de obra.
Há muita falta de empresas, no sentido que é preciso mais empresas, porque neste momento financiadas habitações estão mais de 160 mil. Só que são 150 mil ou 160 mil intervenções de muita pequena intervenção, o que significa que nós precisamos de muito mais empresa, muito mais logística, ou seja, precisamos muito diferente organização, até do ponto de vista do que é essa tipologia de trabalhos, que é muito relevante na recuperação global e daquilo que é a oferta-procura na parte da construção civil, mas simultaneamente precisamos de muito mais mão de obra.
O líder da estrutura de missão explica a forma como tem sido feita a fiscalização dos apoios.
Fiscalizações sucessivas por amostragem relativamente aos valores Recebidos daquilo que é o programa que está praticamente a terminar das casas até € 10 mil e também criámos com a Entidade de Supervisão de Seguros, um modelo que está neste momento já a ser aplicado, de partilha de informação sobre quem tem seguros e está a receber de seguros. E estamos também, obviamente, nessa partilha, iremos também fazer com o Banco de Fomento e com outras entidades da administração que têm também linhas de apoio.
Paulo Fernandes, o presidente da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, no Explicador do Observador desta tarde. Ora, precisamente em Leiria e a este propósito, a Iniciativa Liberal promove amanhã o debate "Seis meses depois da tempestade Cristina: Que proteção civil para Portugal?", reunindo representantes do PSD, PS, Chega e Iniciativa Liberal para discutir as reformas estruturais no setor. O encontro vai acontecer numa unidade hoteleira local, a partir das 22h15. A abertura da sessão conta com intervenção de Gonçalo Lopes, o presidente da Câmara Municipal de Leiria.
Temos oito minutos para lá das 22h00. Ricardo Loureiro, que outras notícias importa destacar a esta hora, nesta noite de segunda-feira?
Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos da América, deverá receber amanhã na Casa Branca, tanto o presidente ucraniano como o primeiro-ministro israelita. É uma notícia adiantada pela CNN, a um responsável da Casa Branca. De acordo com a mesma fonte, o presidente norte-americano vai reunir com Netanyahu para discutir a guerra no Irão, os progressos nas negociações com o Líbano e os esforços para expandir os acordos com Abraão. Já com Zelensky, Trump deverá discutir o processo de paz em curso entre a Rússia e a Ucrânia. Tanto Netanyahu como Zelensky planeiam participar no funeral do falecido senador Lindsey Graham, em Washington, já amanhã. Ainda também, lá por fora, uma alta patente do Ministério da Defesa de Israel afirma que a guerra no Médio Oriente está a ser um fracasso retumbante, e estou a citar. A imprensa internacional explica que o antigo chefe do gabinete político militar do ministério israelita diz que o conflito está a correr mal para Israel. Acrescenta que o prestígio internacional do país está no momento baixo.
Estas e outras notícias para ouvir em formato sintetizado, 22h30 da noite, também com edição do Ricardo Loureiro. Um abraço, Ricardo. Até já.
Até já.