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10 em Ponto. O Jornal das 10 é uma edição do Ricardo Loureiro. Ricardo, o incêndio na Guarda continua por dominar. Durante a tarde ameaçou várias aldeias e mantém-se, neste momento, com três frentes ativas.

Estão no terreno 331 operacionais apoiados por 226 veículos. Desde o início da manhã que o fogo tem três frentes ativas. Os bombeiros continuam sem conseguir dominar as chamas. Durante a tarde, a localidade de Cabreira, no Conselho de Almeida, foi uma das que mais gerou preocupação. Há instantes, Luís Manuel dos Santos, o presidente da União de Freguesias de Amoreira, Parada e Cabreira, descreveu à Rádio Observador uma situação muito grave numa localidade com a população muito envelhecida.

O fogo vai em direção a Pinhel, tiveram aldeias cercadas pelo fogo. Amoreira, Cabreira, Parada. Freixo esteve também muito perigoso, nós tivemos aqui uma situação muito grave. Ele foi para frente, voltou para trás, andou de lado e voltou a fazer uma nova frente.

Há casas que estão em risco neste momento?

Houve casas e animais mortos. Não é casa, são arrumos queimados e animais mortos.

Luís Manuel dos Santos explica que o fogo segue agora em direção a Pinhel e lamenta que durante o dia, dada a dimensão das frentes do fogo, os meios não foram suficientes.

Vou-lhe ser sincero, nós não nos conseguimos ver, eles estão na frente do fogo. A frente do fogo é tão grande que para trás não fica ninguém e esse é que é o grande problema.

Tem faltado ajuda dos bombeiros dentro das localidades?

Precisávamos de mais meios do que os que houve. Tanto na Cabreira como na Amoreira, como nas outras terras. Quando o fogo é grande, sentimos que os meios são pequenos.

O ponto da situação feito na última hora à Rádio Observador pelo presidente da União de Freguesias de Amoreira, Parada e Cabreira. Recordo o incêndio a esta hora a ser combatido por mais de 330 operacionais e mais de 220 veículos no terreno.

E seguimos nesta edição das 10, Ricardo Loureiro, com o secretário-geral do Partido Socialista, pediu uma reunião ao primeiro-ministro para pedir esclarecimentos sobre as polémicas que têm vindo a envolver Luís Neves.

Encontro que José Luís Carneiro espera que aconteça ainda esta semana. Feito o pedido, o líder do PS aguarda resposta.

E portanto, aquilo que exigirei ao primeiro-ministro é uma conversa que devo ter com o primeiro-ministro sobre as instituições democráticas, sobre a forma como as instituições democráticas estão ou não a salvaguardar valores fundamentais de transparência, de prestação de contas, de lisura e de sentido de probidade no desempenho das mais importantes funções no Estado. Pedi essa reunião, aguardo por essa reunião.

O líder socialista ouvido durante a tarde de hoje, à margem de uma reunião com o anúncio apostólico em Portugal, na Embaixada da Santa Fé.

Ricardo, este é um caso sobre o qual há novidades, desenvolvimentos. Foi o diretor financeiro da Polícia Judiciária, o responsável pela entrega do atrelado com droga à empresa do amigo do ministro Luís Neves.

A notícia é avançada pela CNN Portugal. A sugestão de enviar o atrelado para a Constro Barcelos veio de Álvaro Pires e foi validada por Luís Neves, com a justificação de que não havia alternativas em cima da mesa. Escreve também o canal televisivo, que foi depois dessa luz verde dada pelo ministro, que o atrelado rumou em setembro do Seixal até às instalações da Constro Barcelos.

E é uma das notícias que está a marcar esta terça-feira, o gabinete de André Ventura no Parlamento foi invadido e vandalizado. O presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, Emídio Guerreiro, garante em declarações à Rádio Observador, que o responsável só pode ter entrado no local até às 21h, Ricardo, do dia de ontem.

Porque é essa hora em que acontece a última ronda de vigilância por parte dos elementos da segurança da GNR. O social-democrata Emídio Guerreiro exclui a hipótese de que alguém tenha entrado durante a madrugada.

Desde o fecho das portas até à abertura das mesmas ontem à noite, não entrou ninguém na Assembleia da República. Desde que a porta foi fechada, as forças de segurança que estão nas portas garantem-nos que não registam ninguém entrar. E as pessoas não entram, ou seja, isto é impossível. Das 18h20 até às 21h é um período temporal onde nós não sabemos o que é que aconteceu ali, porque nós estamos todos repartidos. O pressuposto que foi durante a noite que isso aconteceu, mas pode ter acontecido durante este período de tempo.

Já o deputado do Chega, Pedro Frazão, lembra que André Ventura não costuma trancar as portas do gabinete e que não deve ser censurado por isso.

É normal deixar as portas dos gabinetes abertas. Eu próprio deixo a minha porta do gabinete aberta porque há uma confiança absoluta na segurança, ou havia uma confiança absoluta na segurança e nas pessoas que têm acesso ao Parlamento, que não podem circular sozinhas. Essa pergunta que me está a fazer vem no discurso, provavelmente, de algumas pessoas e comentadores que eu vi, por exemplo, de manhã, a dar a entender que André Ventura teria culpa desta intrusão porque não tinha fechado a porta do gabinete à chave. Ora, isso é mais ou menos o mesmo que dizer que uma mulher tem culpa de ser violada por andar de minissaia.

Pedro Frazão e Emídio Guerreiro, membros do Conselho de Administração da Assembleia da República no Explicador da Tarde Política da Rádio Observador.

Seguimos, Ricardo, com a Iniciativa Liberal, pediu uma audiência ao Presidente da República e vai ser recebida já na próxima segunda-feira.

Para falar sobre o atual estado do país. Pode ler-se uma nota publicada pelo partido, onde explica que o encontro com António José Seguro vai acontecer segunda-feira, às 15h30. Nesse mesmo comunicado, não é acrescentado mais nenhum pormenor sobre os tópicos que Mariana Leitão pretende debater com o presidente da República. No entanto, é um anúncio que surge depois de durante esta semana a presidente da Iniciativa Liberal ter dito que considerava insucedor o silêncio do ministro da Administração Interna. Mariana Leitão considera que Luís Neves já devia ter prestado esclarecimentos. A bancada liberal tem sido particularmente criticada em relação à polêmica a envolver o ministro da Administração Interna. Pediu, inclusive, uma reunião extraordinária da Comissão Permanente do Parlamento com o governante, que foi negada pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco. Em reação a essa decisão, a líder do partido acusou o PSD de impedir a audição com o ministro e estar a contribuir para o degradar das instituições em Portugal.

E seguimos com o ministro da Economia, garante que Portugal vai aproveitar todos os fundos comunitários disponibilizados pelo Plano de Recuperação e Resiliência.

O último dia de agosto é a data limite fixada pela Comissão Europeia para as metas definidas no PRR. Manuel Castro Almeida assegura que se tudo correr como previsto, os apoios comunitários vão ser aproveitados até ao último cêntimo.

Estamos agora na fase do último esforço. Se não surgirem acidentes ou incidentes imprevistos, chegaremos ao final do prazo com todos os marcos e metas do PRR cumpridos. Ou seja, cumpriremos 100% dos investimentos e das reformas programadas. O mesmo é dizer que investiremos a totalidade das subvenções colocadas à disposição de Portugal. Nenhum euro ficará por investir, nenhum euro será devolvido a Bruxelas.

A confiança e o otimismo do ministro da Economia numa conferência em Lisboa afirma também que o governo vai apresentar em breve o décimo pedido de pagamento a Bruxelas.

Nove minutos para lá das 10 da noite. Vamos a outras notícias que importa destacar nesta terça-feira, Ricardo Loureiro.

A linha vermelha do metrô de Lisboa está interrompida depois de pessoas terem saído do comboio imobilizado entre duas estações. Uma pequena inundação nas salas técnicas da estação da Encarnação levou ao corte parcial da linha vermelha. Os passageiros presos num dos comboios imobilizados forçaram as portas e uma pessoa acabou por sair para a via, o que obrigou o corte temporário de toda a circulação. A informação foi confirmada pela Rádio Observador. A inundação obrigou ao corte da circulação no troço do metrô entre as celas e o aeroporto, anunciado pela empresa nos canais oficiais, por volta das 17h30. Ainda não são conhecidas as causas que provocaram o incidente. Dados recentes do Instituto Nacional de Estatística revelam que os portugueses nunca viajaram tanto no arranque de um ano como em 2026. O crescimento foi fortemente impulsionado pelas viagens para o estrangeiro, que dispararam 30% em termos homólogos. O grande motor deste desempenho histórico foi a forte corrida às viagens além-fronteiras. As deslocações para o estrangeiro dispararam uns expressivos 30% em termos homólogos, fixando-se muito perto da fasquia de 1 milhão de saídas. Esta aceleração representa o dobro do ritmo de crescimento que já tinha registado no trimestre do Natal, mostrando que o desejo de cruzar fronteiras foi o principal estímulo para o setor e justificou quase 60% do crescimento total registrado neste período. O fecho de empresas em Portugal voltou a crescer na primeira metade deste ano, com os processos de falência a subirem 4,8% e a quebrarem a rota da recuperação que se tinha verificado no ano anterior. O estudo é hoje publicado pela Ankizient Trade. O país registou 1134 insolvências empresariais, o que equivale a um aumento de mais de 52 casos face a 1082 falências contabilizadas no mesmo período, em 2025.

Notícias de regresso à antena da Rádio Observador em formato síntese às 22h30, também com edição do nosso amigo Ricardo Loureiro. Um abraço, Ricardo, contamos contigo. Até já.

Um abraço.

E já a seguir temos o episódio de estreia da "Vida Dupla", do "Espião Traidor", o novo podcast Plus da Rádio Observador.