Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

As notícias com António José Soares. Boa noite. O secretário-geral do PCP diz que o pacote laboral do Governo constitui uma declaração de guerra aos trabalhadores. São declarações de Paulo Raimundo no final de uma sessão pública no Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa. Perante uma plateia, sobretudo de mulheres, o líder comunista salientou a importância da greve geral de 11 de dezembro. Paulo Raimundo apontou o dedo aos chavões liberais sobre competitividade, flexibilidade e resiliência na economia. O secretário-geral do PCP fala em exploração velha, assente em expressões novas.

Gostariam que chamássemos a este ataque, a esta declaração de guerra, um hino à modernização, à adaptação aos novos tempos. Só que nós estamos perante um pacote laboral que, se tem alguma coisa a ver com tempos, é com os tempos modernos do Chaplin e não com a realidade que se impõe hoje na vida. Se essa luta ganha ou não ganha esta forma organizada, e se assim for, como assim vai ser, a força organizada das mulheres, não tenhamos dúvidas nenhumas, e vocês sabem por experiência própria. Nos próximos dias temos lutas muito intensas para travar. Não será a luta das lutas, nem será a luta, muito menos a luta final, mas a greve geral do dia 11 de dezembro é o momento para demonstrar esta força organizada das mulheres trabalhadoras.

O secretário-geral do PCP a defender a importância da greve geral de 11 de dezembro para combater o pacote laboral do governo. A Parpública recebeu três declarações de manifestação de interesse pela privatização da TAP. A entrega das candidaturas terminou às 17h deste sábado. A empresa estatal responsável pela gestão das participações do Estado não indica no comunicado quais são as empresas interessadas, mas até agora estava confirmado o interesse formal da Air France KLM, Lufthansa e também do grupo International Airlines, dono da British Airways e da Ibéria. O PS vai chamar o ministro das Infraestruturas ao Parlamento para esclarecer se tem condições para tutelar o processo de privatização da TAP. Os socialistas querem perguntar também ao primeiro-ministro se Pinto Luz reúne condições para continuar. As duas iniciativas políticas foram anunciadas à Agência Lusa pelo líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias.

Ficam estas duas questões. Uma parlamentar, nós convidaremos e naturalmente pediremos ao senhor ministro Pinto Luz para vir ao Parlamento, à Comissão de Infraestruturas. Segundo, não deixaremos de questionar o senhor primeiro-ministro. Tem o atual ministro das Infraestruturas condições políticas para continuar a tutelar um processo quando esteve manifestamente envolvido num processo de última hora da privatização da TAP?

Medidas que o PS vai tomar depois de terminado o processo orçamental. Recordamos que na passada terça-feira, a Polícia Judiciária realizou buscas na TAP, no Grupo Barraqueiro e na Parpública, em causa a suspeita de crimes na privatização da companhia aérea em 2015, altura em que o atual ministro das Infraestruturas, Pinto Luz, era secretário de Estado do segundo Executivo PSD-CDS, liderado por Pedro Passos Coelho. António José Seguro diz que Portugal precisa de uma justiça competente em todos os setores e não só no processo que levou há dois anos à demissão do então primeiro-ministro António Costa. É um alerta que surge devido às escutas ao antigo chefe do governo socialista, no âmbito da Operação Influencer. Na Lusão, o candidato presidencial exigiu uma justiça mais rápida e competente e assegurou que os processos não se podem arrastar durante tanto tempo. António José Seguro diz ainda que a Justiça tem de ser esclarecedora para que os portugueses não percam a confiança. Dezenas de pessoas protestaram esta tarde contra o encerramento da Unidade de Neonatologia do Hospital Dona Estefânia, em Lisboa. Em causa o encerramento dos cuidados intensivos neonatais, devido à falta de médicos. A Unidade Local de Saúde vai concentrar todos os recursos humanos no polo da Maternidade Alfredo da Costa. Em declarações à Rádio Observador, Marina Afonso, dirigente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal e enfermeira daquela unidade, explica o porquê desta manifestação e os problemas que o encerramento pode trazer.

Esta unidade do Hospital Dona Estefânia encontra-se inserida num hospital que lhe dá todos os recursos necessários para podermos receber os recém-nascidos mais críticos da região de Lisboa, do Sul de Portugal e das ilhas também. É neste hospital que nós temos recursos como os blocos operatórios, a cirurgia pediátrica altamente diferenciada em cirurgia neonatal e todos os exames de diagnóstico que são necessários para poder continuar a dar as respostas que estes bebés precisam.

Também presente na manifestação esteve a criadora da petição contra o fecho da Unidade de Neonatologia do Hospital Dona Estefânia, que conta já com mais de 11 mil assinaturas. Ana Gil explica os motivos que a levaram a criar uma petição online.

O meu filho foi uma criança que necessitou dos cuidados da unidade e eu não concordo com o encerramento. É uma unidade de excelência, é uma unidade que tem todos os meios humanos necessários e também os meios técnicos disponíveis no hospital e não concordo que passe para a MAC, onde não existem esses cuidados que são necessários às crianças.

A petição vai agora para a Assembleia da República para ser discutida. Está marcada já para terça-feira mais uma manifestação por parte destes enfermeiros do Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, contra o encerramento da Unidade de Neonatologia. Mais de 200 pessoas marcharam esta tarde em Lisboa pelo fim dos combustíveis fósseis até 2030. A manifestação juntou um coletivo que inclui a greve climática estudantil e a Climáximo e teve lugar após uma semana de protestos estudantis. Os participantes na marcha intitulada "O nosso futuro não está à venda, fim ao fóssil 2030", apelaram a medidas urgentes do governo. Os manifestantes mostram desilusão com os resultados da COP30, considerando que o abandono dos fósseis ficou de fora e que as medidas não vão ser suficientes. Vão ser retomadas amanhã de manhã as buscas pelo homem desaparecido na marina da Afurada, em Vila Nova de Gaia. O comandante da capitania do Douro esclareceu à Agência Lusa que os trabalhos vão decorrer à superfície e nas margens, desde a marina da Afurada até ao Cabedelo. O alerta foi dado na quinta-feira pela mulher do francês de 62 anos. De acordo com a Autoridade Marítima Nacional, o homem terá caído à água quando fazia a manutenção do veleiro onde viajava e que se encontrava atracado na Douro Marina, na Afurada. Sete ativistas foram impedidos de embarcar para Cabo Verde, via Lisboa. O episódio aconteceu no aeroporto de Luanda, quando um funcionário da TAP informou o grupo de jovens que era necessário apresentar uma autorização emitida pela AIMA para fazer escala na capital portuguesa. O grupo suspeita que pode tratar-se de uma ordem superior e considera o impedimento uma violação grave dos direitos humanos e da liberdade de circulação. Contactada pela Agência Lusa, a TAP limitou-se a afirmar que cumpre sempre as indicações das autoridades competentes no que respeita à admissibilidade de embarque, sem esclarecer, no entanto, a alegada exigência da autorização da AIMA. No desporto, Porto e Sporting seguem em frente na prova rainha. Os azuis e brancos venceram esta noite o Sintrense no Estádio do Dragão por três bolas a zero. Um jogo a contar para a quarta eliminatória da Taça de Portugal. Golos de Borja, Denis Gul e Rodrigo Mora. Antes, o Sporting jogou em Alvalade, onde bateu o Marinhense por 3 x 0, com dois gols de Trincão e um de Suárez. No final da partida, o técnico dos Leões mostrou-se satisfeito com a postura da equipa dentro das quatro linhas.

A equipa cumpriu, foram todos exigentes com eles mesmos. Um jogo dentro daquilo que era as características, uma equipa com bloco baixo. Sabíamos que íamos ter várias oportunidades de gol e bater em alguém, que foi o que aconteceu até mais na primeira parte. Várias situações de finalização, várias situações na baliza do Marinhense. Bateram-se muito bem, dar mérito também daquele lado à organização, ao querer, muito bem organizados, muito bem comprometidos com aquilo que era a exigência do jogo, de jogar contra o campeão nacional. Por isso, dentro daquilo que nós pedimos, dentro daquilo que nós exigimos, a equipa foi séria, muito dinâmica, a meter velocidade no jogo. Toda a gente, não houve ninguém que esteve abaixo da expectativa, toda a gente ligada no jogo, por isso feliz pelo compromisso de todos eles, mesmo da malta que entrou, entrou com um compromisso igual aos que estavam dentro do campo. Por isso deixou-me feliz. Fizemos o nosso trabalho.

Declarações de Rui Borges, o técnico dos Leões, à Sport TV, depois da vitória por 3 x 0 frente ao Marinhense. Fica por aqui este bloco de notícias. A informação está de regresso à Rádio Observador, com uma de síntese quando forem 23h30. Até já.