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Quatro horas. Jornal das quatro na Rádio Observador com o Miguel Videira. Miguel, a Proteção Civil avisa que a partir desta tarde há risco de inundações em zonas ribeirinhas.

Uma consequência da passagem pelo território português da depressão Bruna. Os efeitos devem fazer-se sentir até segunda-feira. Muita chuva, um pouco por todo o país, rajadas de vento até 70 km/h no litoral oeste e nas terras altas. As previsões da Proteção Civil e do IPMA apontam para uma breve melhoria durante a tarde de amanhã, que segue um novo agravamento do estado do tempo até segunda-feira. O comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Proteção Civil, alerta para o risco de inundações em zonas ribeirinhas.

Há possibilidade de haver inundações, especialmente nas zonas historicamente inundáveis, tendo em conta que estamos num longo período sem precipitação e, por isso, é expectável que haja sistemas de drenagens que estejam obstruídos, que dificultem a livre circulação das águas.

O comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, com este alerta para o risco de inundações em algumas zonas ribeirinhas, consequência da chuva intensa que deve afetar todo o país a partir desta tarde.

A maioria dos manifestantes detidos nos dias 20 e 25 nas acampadas de Lisboa decidiu ir a julgamento.

É isso que revela o advogado Ricardo Sá Fernandes, que representa alguns dos arguidos. Apesar de não ter o número em concreto, diz que a maior parte rejeitou a suspensão provisória do processo proposta pelo Ministério Público.

A maioria não aceita, alguns aceitam, e nós, advogados, temos que respeitar. E acho que, aliás, os cidadãos em geral têm que respeitar completamente a decisão de aceitar ou não aceitar, porque cada um tem a sua circunstância de vida e cada um sabe se quer viver livre disto, porque a suspensão provisória do processo permite que se veja livre disto, ou se quer levar a sua luta até o fim. E é respeitável tanto uma posição como outra. E nós, como advogados, nessa matéria, só temos que registar a opção das pessoas.

Ricardo Sá Fernandes, à saída do Campus de Justiça, em declarações captadas pela RTP sobre o eventual arquivamento por parte do Ministério Público, volta a afirmar o advogado que continua tudo em aberto.

Seguimos com uma mensagem do Presidente da República. Diz que quando há vontade, há resultados.

É o comentário feito pelo presidente, confrontado com o desfecho dos encontros que o primeiro-ministro teve ontem com o secretário-geral do PS e com o presidente do Chega, um encontro para tentar consensualizar uma estratégia para a habitação. José Luís Carneiro saiu da reunião a acusar o governo de intransigência por rejeitar começar do zero o processo de alteração à lei das rendas e também pela recusa de abandonar o conceito de rendas moderadas, 2.300 euros. Já André Ventura recusou o entendimento com o governo se o PS ficar de fora. Confrontado com o desfecho destas reuniões, o Presidente da República sublinha que quando há vontade, é possível chegar a entendimentos.

Este é o tempo dos partidos e do governo, não é o tempo do Presidente da República. E, portanto, aquilo que eu desejo é dizer uma coisa muito simples, quer dizer, quando há vontade, há resultados. Os portugueses exigem resultados, exigem que a sua vida melhore e é esse o papel da política.

Assim haja vontade. A mensagem do presidente numa declaração à margem da cerimónia de doutoramento honoris causa de António Guterres na Universidade de Salamanca.

A AD rejeita as acusações de intransigência nestas negociações com os partidos para resolver os problemas da habitação.

É uma nota comum às críticas dos partidos que já se encontraram com o governo, entre ontem e hoje, nas reuniões promovidas pelo primeiro-ministro. Para o secretário-geral social-democrata Hugo Soares, não tem sentido a crítica. Isso mesmo foi transmitido há pouco, numa conferência de imprensa na Assembleia da República, acompanhada pelo repórter Vasco Maldonado Correia. Vasco, agora aqui em direto, Hugo Soares considera que quem não está aberto ao diálogo é a oposição.

Sim, continua o passa-culpas que estas reuniões entre governo e oposição supostamente viriam a acabar. Ontem, ouvidos o PS e o Chega, queixaram-se da intransigência do Executivo. Hoje de manhã, Livre e PCP deixaram também essa mesma nota, mas o Hugo Soares devolve a crítica, lamenta que os partidos se sentem à mesa sem aceitar discutir, por exemplo, a proposta do governo para a revisão da lei do arrendamento.

Há quem queira rasgar e há quem queira trabalhar. Há quem diga não ao diálogo e há quem esteja disponível para dialogar. Há quem queira construir soluções para que as rendas em Portugal sejam mais baixas e há quem se contente com o valor das rendas em Portugal. É curioso que aqueles que se parecem contentar com os valores das rendas em Portugal são os mesmos que depois vão para as manifestações juntarem-se aos manifestantes contra as rendas altas. Ora, nós somos daqueles que queremos o diálogo, queremos trabalhar e queremos rendas mais baixas em Portugal. Quanto sobre quem é intransigente ou não, os portugueses tiram as suas ilações.

Essa é uma reflexão para os portugueses. Portugueses a quem Hugo Soares quis aqui deixar também um alerta. Muito se tem falado sobre o limite de 2.300 euros definido pelo governo para a definição das rendas moderadas. O líder parlamentar do PSD quis vir aqui esclarecer o que apelida de falinhas mansas de José Luís Carneiro.

Não há ninguém que chame renda moderada a uma renda de 2.300 euros. O Partido Socialista usa essa expressão e esse valor como uma demagogia e uma falsidade atroz. Eu queria que isso ficasse de uma vez por todas clarinho na cabeça de cada um e de cada um dos portugueses. Os 2.300 euros é o valor até ao qual são concedidos um conjunto de benefícios fiscais para que as rendas possam ser mais baixas.

Fica esse esclarecimento por parte de Hugo Soares, que esteve aqui ao lado dos deputados Paulo Núncio, do CDS, e Hugo Carneiro, do PSD, numa conferência de imprensa com muitas críticas dirigidas especialmente ao PS e como aqui ouvimos José Luís Carneiro.

Escutadas pelo jornalista do Observador Vasco Maldonado Correia, numa tarde preenchida na Assembleia da República. A esta hora decorre a reunião entre governo e a delegação do Bloco de Esquerda.

Vamos ao desporto. O Sporting recebe o Moreirense amanhã para o campeonato, a estreia de Paulo Fonseca no banco dos leões.

Com o Sporting a nove pontos do líder, o Futebol Clube do Porto, apesar da distância e sem querer fazer promessas, Paulo Fonseca acredita que sim, ainda é possível ser campeão.

Eu não gosto de criar expectativas nas pessoas quando nós temos um cenário como o que temos. Naturalmente, eu acredito muito na nossa equipa. Nós vamos em cada jogo jogar para ganhar, independentemente do adversário, mas nós sabemos que é difícil, não queremos criar essa expectativa. Pessoalmente, se eu não acreditasse, não estava aqui e digo-lhe que após estes três dias de trabalho, começo a acreditar mais.

Para o novo treinador, a defesa tem sido o ponto fraco dos Leões. São 11 gols sofridos em 10 jogos, um capítulo a retificar. Paulo Fonseca falou também sobre a saída de Cristiano Ronaldo da seleção para sugerir que o jogo de despedida do até aqui capitão de Portugal tenha como palco o Estádio José Alvalade.

A saída de Ronaldo da seleção foi também tema incontornável na conferência de imprensa de Jorge Jesus, que anunciou hoje a lista de convocados para os dois últimos jogos a contar para a qualificação da Liga das Nações.

Frente à Dinamarca e ao País de Gales, com o apremento já no bolso e com duas estreias, Alberto Costa e Gustavo Varela, avançado do Monza de Itália. O selecionador foi claro, confrontado com o adeus de Ronaldo à seleção, Jorge Jesus não se sente responsável.

Se calhar eu apressei as coisas, mas por minha causa, não. Estava na cabeça dele que mais convocatória, menos convocatória, porque nós também falávamos algumas vezes. Isso ia acontecer, portanto, ia sempre ser no meu consulado a saída dele, e não me sinto culpado de nada em relação à saída dele. Respeito a decisão dele.

E em função do desfecho, será que Jorge Jesus mudava alguma coisa?

Vou lhe dizer que não mudava nada, zero. Por quê? Porque eu tomei uma decisão de treinador. Tomei uma decisão a pensar na minha equipa, na equipa portuguesa, e tomei a decisão de treinador. Portanto, estou consciente, não fiz nada para que isto pudesse ter acontecido.

De consciência tranquila, Jorge Jesus, selecionador nacional, conferência de imprensa hoje para anunciar os convocados para os dois últimos jogos de Portugal frente à Liga das Nações, frente à Dinamarca e ao País de Gales.

Vamos a outras notícias em destaque a esta hora.

O Tribunal Constitucional não deu razão a Luís Montenegro no caso Spin Livro Viva. O primeiro-ministro queria que a entidade para a transparência ficasse impedida de autorizar o acesso público aos serviços prestados pela Spin Livro Viva, aos clientes e ao saldo das contas bancárias. Uma pretensão rejeitada pelos juízes do Palácio Ratton. O Observador apurou que Luís Montenegro já foi notificado, o gabinete do primeiro-ministro já reagiu para dizer que o Tribunal Constitucional não decidiu a questão de fundo, deve ou não esta informação ser de acesso público, invocando argumentos de natureza formal e processual.