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As notícias com Carlos Pedro.

Boa noite. Começamos este jornal a olhar para as inundações que têm afetado a região de Valência, já com 214 mortos confirmados. Um grupo de bombeiros do município de Bilbao, no País Basco, denunciou este sábado ter sido impedido de ir a Valência ajudar nas operações de resgate e limpeza. Através de um vídeo publicado nas redes sociais, estes bombeiros alegam que, pela terceira vez desde quarta-feira, foram impedidos de viajar para a região espanhola de Valência, fortemente atingida por inundações desde terça-feira. Garantem ainda desconhecer os motivos pelos quais não foram autorizados a viajar para o local, apesar dos esforços do chefe de operações destes bombeiros de Bilbao. E para este domingo, a previsão de chuva forte volta a colocar as regiões de Valência, Múrcia e Catalunha sob aviso laranja. É o que indica o Instituto de Meteorologia de Espanha, que fala na possibilidade de ocorrer novas tempestades no Mediterrâneo, perto da costa espanhola. Na rede social X, o instituto explica que prevê que podem vir a acumular-se mais de 100 a 150 litros de água por metro quadrado nas zonas afetadas pelas inundações da passada terça-feira. Entretanto, o governo regional de Valência suspendeu para este domingo a circulação de não residentes nas zonas mais afetadas pelas cheias. Segundo o jornal espanhol "El País", a decisão tem como objetivo garantir a segurança dos cidadãos, num dia em que existe novo aviso laranja para chuva. Foi anunciado ainda que os reis de Espanha, em conjunto com o primeiro-ministro Pedro Sánchez, vão visitar Valência também durante este domingo. O último balanço das autoridades espanholas aponta para 214 mortos, mais de mil desaparecidos, isto na sequência das inundações que começaram na passada terça-feira em Valência. No Médio Oriente, as forças navais israelitas capturaram este sábado um alto membro do Hezbollah. Aconteceu numa operação especial na cidade libanesa de Batrona, pouco mais de 50 quilômetros a norte de Beirute. A informação foi avançada por fontes militares de Israel. Já segundo os meios de comunicação libaneses, o capturado poderá ser Imad Fadhel Hamas, um membro de alta patente da ala militar do Hezbollah e responsável pelas operações marítimas da organização. No entanto, esta versão ainda não foi confirmada. O chefe da diplomacia europeia apela ao diálogo político e à calma de todas as partes em Moçambique. É a posição de Josep Borrell à polêmica que se instalou no país na sequência das últimas eleições moçambicanas do dia nove do último mês. Através de uma mensagem publicada na rede social X, o diplomata revelou que falou este sábado por telefone com o chefe da missão de observação eleitoral da União Europeia. Dois dias antes dos resultados saírem, a mesma entidade avisou ter identificado irregularidades durante a contagem dos votos e algumas alterações injustificadas. A União Europeia pede, portanto, que as próximas fases do processo eleitoral sejam pautadas pelo respeito e pela transparência. Este sábado e pelo terceiro dia consecutivo, Maputo foi palco de protesto. São muitas as pessoas que contestam os resultados eleitorais no país. Voltamos agora atenções para a atualidade nacional. O Chega acusa o presidente da República de ter tido uma atuação lamentável na sequência dos tumultos que ocorreram na Grande Lisboa e quer, por isso, entregar um protesto formal em Belém. Em comunicado, o partido liderado por André Ventura anunciou que este protesto formal também vai dar entrada na Assembleia da República. O Chega acusa o chefe de Estado de parcialidade. Refere o partido que não foi feita qualquer visita aos polícias envolvidos ou às vítimas de violência. Uma reação que surge depois da Presidência da República ter divulgado este sábado que Marcelo Rebelo de Sousa esteve sexta-feira no bairro do Zambujal, na Amadora, onde visitou a esquadra da PSP e conversou com os familiares de Odair Moniz, o homem de 43 anos que acabou por morrer no bairro da Cova da Moura, na madrugada de 21 de outubro, depois de ter sido baleado por um agente da PSP. É hora da polícia fazer as pazes com os bairros da periferia de Lisboa. Quem o diz é a subintendente da PSP. É uma posição defendida por Aurora Dantier, responsável pela coordenação das equipes de policiamento de proximidade no Comando Metropolitano de Lisboa. A subintendente admite que as relações entre as forças de segurança e os bairros sociais têm que ser apaziguadas para evitar episódios como o de Odair Moniz. Apela, por isso, a que a polícia esteja mais presente, que ouça mais os moradores, mas que seja também mais ouvida e compreendida.

Vai, leva tempo. Não é no imediato, mas vai. Temos que apaziguar, temos que fazer as pazes, temos que criar condições, estratégias, falar, porque nós não podemos catalogar que as pessoas que vivem no bairro são todas criminosas. O que é isso? Isso não cabe na cabeça de ninguém. Existe um grupo que faz com que o bairro tenha má fama, porque a maior parte das pessoas saem de manhã pra ir trabalhar.

Já em relação aos desacatos que se fizeram sentir em algumas zonas da Grande Lisboa, a subintendente da PSP considera que não é um problema social, diz, sim, que é puro vandalismo.

Esses já não estão sob tensão, esses são criminosos. Quem deita fogo ao carro alheio é criminoso, não está sob tensão. Aquilo é simplesmente vandalismo, puro vandalismo. Isto não é problema social naquele bairro. Aquilo é alguém que quer provocar qualquer coisa e põe fogo aos carros e cria esse tipo de vandalismo, que são puros criminosos.

Declarações da subintendente Aurora Dantier, da PSP, captadas pela Agência Lusa no primeiro congresso da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, que ocorreu este sábado em Lisboa. Na saúde, duas pessoas terão morrido nos últimos três dias devido a atrasos no atendimento na linha 112. A acusação é do presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. Rui Lázaro diz que as condições de atendimento na linha 112 continuam a agravar-se devido à escassez de profissionais e por causa disso, duas pessoas terão morrido recentemente, refere o dirigente. Uma este sábado, na freguesia de Molelos, em Tondela, outra na passada quinta-feira, em Bragança. São palavras de Rui Lázaro à Rádio Observador.

Na quinta-feira, estiveram durante a tarde mais de 100 chamadas em espera para ser atendidas, no preciso momento em que em Bragança, um cidadão se viu confrontado com mais de uma hora para conseguir ajuda para o seu familiar que estaria em paragem cardíaca. Curiosamente, a viatura médica de emergência e reanimação de Bragança estava a escassos dois minutos do local. Podíamos estar a falar de um desfecho diferente, caso não houvesse esta demora no atendimento da chamada, o que infelizmente não se verificou e o desfecho foi trágico, o que lamentamos. Mas também hoje, em Tondela, um caso em tudo semelhante, também numa paragem cardíaca, apenas foi conseguida a chamada mais de 40 minutos depois da ocorrência e também com desfecho trágico, o que também lamentamos.

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar acusa ainda o governo de não tomar medidas concretas.

São situações frequentes que se têm vindo a agravar ao longo do tempo. Mais estranho torna que este governo, volvidos mais de seis meses depois de tomar posse, não tenha adotado nenhuma medida, apesar das nossas propostas e apesar de nós termos explanado logo no início da tomada de posse deste Ministério da Saúde, o estado em que o sistema de emergência médica se encontra.

E quais são as medidas mais urgentes, na vossa opinião, do sindicato?

As soluções que apresentámos foi, sobretudo, a valorização destes profissionais, da sua carreira, mas também do seu índice remuneratório. Dizer que são estes operacionais responsáveis pelo atendimento em exclusividade de todas as chamadas nas centrais do INEM. São também estes profissionais que operam a esmagadora maioria dos meios de emergência médica que o INEM tem. O quadro do INEM devia comportar 1480 técnicos. Nós somos hoje pouco mais de 700.

Contactado pela Rádio Observador, o Ministério da Saúde remeteu esclarecimentos para o Instituto Nacional de Emergência Médica. Em comunicado enviado à redação do Observador, o INEM confirma que houve atraso no atendimento à pessoa que morreu este sábado em Tondela, mas nega os alegados 40 minutos de espera já na situação da passada quinta-feira em Bragança. Confirmou o atraso no atendimento devido ao volume de chamadas. O INEM diz que é necessária uma análise pormenorizada das situações para se averiguar todas as circunstâncias em que decorreu a assistência a estes dois utentes que acabaram por morrer. Sublinha ainda que decorre neste momento um concurso para um reforço de 200 profissionais e acrescenta que o atual contexto de greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar às horas extraordinárias também acaba por ter impacto no funcionamento da organização. No desporto, o Benfica sentiu dificuldades, mas derrotou mesmo o lanterna vermelha do campeonato. Vitória por 2 x 1 frente ao Farense. A partida foi difícil para as Águias, que aos 15 minutos já estavam em desvantagem no marcador. Dário Poveda marcou para o Farense. Os encarnados reagiram e aos 21 minutos empataram o encontro por Álvaro Carreras. O resultado final ficou sentenciado no segundo tempo com gol do avançado grego Pavlidis. No final do encontro, Bruno Lage voltou a referir que a posição do Farense na classificação não faz jus à qualidade da equipa.

Sim, nós sabíamos que ia ser um jogo muito difícil, pela análise do jogo que fizemos. Primeiro, pela qualidade do Farense, porque não justifica nada a posição que ocupa na tabela. E segundo, pelo ciclo de três jogos que tínhamos a fazer. Rio Ave, Santa Clara e Farense, com apenas dois dias de intervalo entre os jogos.

Do outro lado, Tó Zé Marreco, o treinador do Farense, fala num jogo equilibrado.

O jogo resume-se a um jogo dividido naquilo que são as ocasiões claras de gol. Mais posse, obviamente, do Benfica, mas uma posse muito consentida da nossa parte também, mas sem nos ferir muito com ocasiões também, mas a nível daquilo que foi de ocasiões claras de gol, foi absolutamente dividido.

As leituras de Bruno Lage e Tó Zé Marreco encontram da décima jornada do Campeonato Português. O Benfica tem agora 22 pontos na tabela classificativa, está a oito do líder Sporting, mas com menos um jogo realizado. Este domingo é a vez do foco do Porto entrar em cena. Os Dragões recebem no Estádio do Dragão o Estoril, o encontro marcado para às 20h30 e que vai contar com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. Fica por aqui este jornal. A informação volta a ser atualizada às 02h30. Até lá, boa noite.