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São duas horas. Boa noite, está com a Rádio Observador, eu sou a Maria João Brás. Abrimos com uma notícia de última hora. Um avião despenhou-se na Coreia do Sul. De acordo com a imprensa local, pelo menos 28 pessoas morreram, iam a bordo 181 passageiros. O avião vinha de Bangkok, da Coreia do Sul, da Tailândia, mas despenhou-se ao aterrar no Aeroporto Internacional de Muan, no sul da Coreia do Sul. Terá colidido com uma vedação no aeroporto, o que fez com que se despenhasse. As imagens que circulam nas redes sociais mostram o avião partido ao meio e em chamas. As autoridades já estão a investigar a causa do acidente. O presidente interino da Coreia do Sul já pediu para que todos os recursos sejam mobilizados para o aeroporto de Muan. Esta é uma notícia que vamos atualizar nos próximos noticiários à medida que surja mais informação. Por cá, a Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra, que integra o Hospital Doutor Fernando Fonseca, justifica os elevados tempos de espera nas urgências com o aumento do número de admissões por causa das baixas temperaturas. Segundo dados disponibilizados no portal do SNS, o tempo de espera no Amadora-Sintra chegou a ser, este sábado, de mais de 10 horas para doentes urgentes. Em comunicado, a ULS Amadora-Sintra explica que houve um aumento da procura nas urgências devido a casos de infeções respiratórias e ao agravamento de doenças crônicas. De acordo com dados da instituição, entre as 8h da manhã de sexta-feira e as 8h da manhã de sábado, foram registadas mais de 800 admissões nos diferentes serviços de urgência. A ULS Amadora-Sintra explica que estes profissionais estão sob pressão, mas que têm dado o máximo para assegurar o funcionamento dos serviços. E ainda na saúde, nas últimas 24 horas foi noticiado a demissão de três conselhos de administração de unidades locais de saúde. Estamos a falar da administração da ULS Lezíria, Alto Alentejo e Região de Leiria. André Ventura considera que estas demissões mostram que o plano do governo para o SNS falhou. Em conferência de imprensa na sede nacional do Chega, em Lisboa, André Ventura acusa o executivo de não fazer o investimento necessário na saúde.

Acho que isto é a evidência de que o plano do governo para a saúde falhou. Falhou porque, por um lado, procurou criar uma cosmética e uma maquiagem no serviço de saúde que depois não se revelou real, com os agendamentos fictícios de consultas e de operações que depois acabaram por não resultar. Mas as demissões são um bom sinal do que está a acontecer. Estas demissões ocorrem mesmo depois do governo, para as urgências, ter criado ou ter inventado a chamada triagem telefônica, que é: as pessoas têm que ligar antes de ir para a urgência e só depois é que podem ir para lá. Mesmo assim não funcionou, porque os números não se mudam por vontade política, mudam-se com trabalho. O governo não tem trabalhado na área da saúde, o governo não tem feito o investimento que era preciso na área da saúde, o governo não tem feito o modelo de organização que era preciso na área da saúde.

O líder do Chega apontou também o dedo à nomeação do novo secretário-geral do governo, Hélder Rosalino, que vai ganhar mais de €15 mil brutos por mês. André Ventura espera que o governo volte atrás nesta decisão. E a propósito deste assunto, o vice-presidente da Frente Cívica descreve como ridículo o processo de nomeação de Hélder Rosalino. O ex-administrador do Banco de Portugal vai ganhar mais de €15 mil brutos, um valor que o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, já avisou ao governo que não vai pagar. Para o vice-presidente da Frente Cívica, João Paulo Batalha, está tudo errado, a começar pelo fato de não ter sido aberto um concurso para o lugar de secretário-geral.

Torna um cargo de suporte da administração pública num cargo político. E não só cria um cargo político onde estava prometido um cargo da administração pública, como depois se permite que as pessoas recebam mais ou menos o que traziam, seja ao lado ou onde forem, e agora ainda se está a discutir quem é que lhes paga o ordenado. Portanto, isto é absolutamente ridículo.

João Paulo Batalha aponta ainda o dedo ao decreto-lei publicado há dois dias, que não impõe limite aos vencimentos na administração pública. Com esta lei em vigor, Hélder Rosalino mantém o salário de origem superior aos tais €15 mil que recebia no Banco de Portugal.

Mostra que a reforma que o governo lançou no verão não resiste ao inverno, porque esta secretaria-geral abrangente do governo foi criada por decreto-lei em julho. Aí há um quadro remuneratório que é definido para todos os dirigentes, incluindo o secretário-geral. Esse quadro remuneratório foi revisto no novo decreto-lei publicado há dois dias, que não só deixa esta dúvida sobre quem paga os salários, como de fato permite que as pessoas mantenham o seu ordenado de origem, seja do público, seja do privado.

O vice-presidente da Frente Cívica, João Paulo Batalha, a deixar fortes críticas ao processo de nomeação do novo secretário-geral do governo, Hélder Rosalino, inicia funções a 1 de janeiro. Os distritos de Bragança, Viseu, Guarda e Vila Real estão sob aviso laranja para o nevoeiro. Os avisos foram emitidos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera e devem vigorar até segunda-feira. O IPMA alerta para nevoeiro intenso, em especial nas zonas de vale. O aviso laranja é o segundo mais gravoso de uma escala de três. Na atualidade internacional, Venâncio Mondlane pede ao governo português que seja a extensão de Moçambique na Europa. O líder da oposição moçambicana tem contestado o resultado das eleições presidenciais que deram a vitória à FRELIMO e ao atual presidente Daniel Chapo. Em entrevista à CNN Portugal, Mondlane diz que Portugal é uma janela de oportunidade para Moçambique na Europa.

Esta é a percepção que eu tenho, que a população portuguesa está extremamente solidária com Moçambique E me parece que também está em consonância com aquilo que foi a declaração preliminar da missão de observação da União Europeia, de que as eleições de Moçambique não foram, de forma nenhuma, nem justas, nem livres, nem transparentes e que tiveram irregularidades de uma gravidade tal que, em qualquer contexto, em qualquer latitude, aquelas eleições não podiam ter sido validadas. Nós continuamos a alimentar a esperança de que Portugal seja, de facto, a janela de entrada de Moçambique para o espaço europeu. E nós não queríamos deixar de perder essa confiança em Portugal.

Venâncio Mondlane afirma ainda que os protestos no país não vão parar e atribui culpas pela escalada de violência à polícia. A Letónia enviou à Ucrânia mil drones de combate e promete mais. O anúncio foi feito pelo próprio ministro da Defesa na rede social X. O governante escreve que a Letónia vai enviar mais destes drones para a Ucrânia em 2025, num valor de €20 milhões. O Reino Unido também vai apoiar Kyiv na angariação de mais drones. No desporto, o Futebol Clube do Porto goleou o Boavista por 4 x 0. Com este triunfo, os Dragões passam a somar 40 pontos e lideram a primeira liga, com mais dois pontos que o Benfica e mais três que o Sporting. No final da partida, o técnico dos azuis e brancos foi questionado sobre as críticas a que tem sido sujeito. Em declarações à Sport TV, Vítor Bruno considera que a fasquia do Futebol Clube do Porto está sempre elevada.

A exigência do clube é esta. E eu conheço bem, não é um nem dois anos que estou aqui, já são alguns. Eu conheço a exigência dos adeptos e gosto que seja assim. É verdade que os adeptos ficaram verdadeiramente frustrados com a eliminação da Taça de Portugal. Eu próprio também, porque é uma competição que nos diz muito. Tínhamos ganho três vezes no passado, no passado recente, de forma consecutiva, e isso deixa qualquer um frustrado. A mim deixou, mas aos adeptos também, perfeitamente entendível, aceitável. A nós cabe-nos trabalhar, agarrar muito aquilo que é o dia a dia, investir muito naquilo que é nosso, na ideia que estamos a construir e criar bases sólidas para no futuro possamos ganhar mais e mais.

Já do lado do Boavista, o treinador Cristiano Bacci reconhece que o resultado 4 x 0 foi um exagero.

A primeira parte foi boa, nossa entrada no jogo, conseguimos manter a equipa curtinha, não deixar jogar eles como queriam. Fomos agressivos, fomos também competentes na frente. Depois eles equilibraram com um gol, com uma jogada pessoal. Segunda parte fomos em baixo, porque sofremos o segundo, terceiro gol, é normal que a confiança baixe um bocadinho, depois foi mais difícil. Eu acho que seja uma derrota demasiado pesada como resultado.

Reação do técnico do Boavista, num som captado pela Sport TV. É a notícia de fecho deste jornal. Regressamos às 14h30. Até já.