Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

As horas. As notícias com Maria Miguel Duarte.

Boa noite. Começamos com os primeiros frente a frente para as eleições legislativas. Luís Montenegro sublinha que o regime de parcerias público-privadas pode ajudar a resolver os problemas no Serviço Nacional de Saúde, mas admite que há uma promessa por cumprir. Em causa está a promessa feita pelo primeiro-ministro de um médico de família para cada utente. Do lado da Aliança Democrática, Luís Montenegro destaca a importância do SNS para o país e desdramatiza as questões relacionadas com as parcerias público-privadas. Reforça ainda a promessa de deixar cada utente com médico de família até ao final do ano.

O que nós entendemos é o seguinte: o Serviço Nacional de Saúde é a trave mestra do sistema de saúde. Não vale a pena estar a levantar fantasmas sobre a posição da AD, do PSD, mas nós devemos aproveitar aquilo que temos dentro do Serviço Nacional de Saúde para exponenciar toda a sua capacidade. Se isso pressupuser que vamos à gestão privada encontrar melhores soluções de gestão para sermos mais eficazes a dar resposta aos cidadãos, nós vamos tomar essa decisão.

Nem todos os portugueses continuam com médico de família. Essa era uma promessa sua ao ano. Está por cumprir.

Está por cumprir, é verdade.

Vai renovar essa promessa até o final de 2025?

Vamos renovar a promessa e vamos renovar o esforço para a poder cumprir.

Do lado dos comunistas, Paulo Raimundo rejeita que o problema no setor esteja na gestão dos hospitais. O secretário-geral do PCP defende melhores salários para os profissionais de saúde e um SNS competitivo que vá aos privados captar médicos.

Essa opção ideológica de transferir os recursos públicos, mais de metade do orçamento do Serviço Nacional de Saúde, direitinho para aqueles que fazem da doença um negócio, esta que é a grande questão. E depois, qual é o grande problema do Serviço Nacional de Saúde? É falta de condições de gestão. Será que são todos incompetentes, são incapazes de gerir os hospitais, os centros de saúde? Não, a questão não é essa. O grande problema do Serviço Nacional de Saúde é a falta de profissionais, médicos, enfermeiros e outros técnicos.

Como é que se captam esses profissionais, Paulo Raimundo, para o SNS?

Se este é o grande problema, então o que nós temos que fazer? Dignificar as carreiras, valorizar os salários, criar condições de apoio, diversas, que os fixem no Serviço Nacional de Saúde e que atraia e consiga disputar, ir ao privado buscar os profissionais que o Serviço Nacional de Saúde precisa.

Paulo Raimundo e Luís Montenegro no primeiro debate televisivo transmitido pela CNN e a TVI esta segunda-feira. Os dois candidatos discutiram ainda o tema da defesa. Luís Montenegro promete equilibrar os investimentos e as políticas sociais. Já Paulo Raimundo quer zero cêntimos para a guerra. E no segundo debate desta segunda-feira, André Ventura acusa o PAN, o PSD e o Livre de contribuírem para a invasão de imigrantes. O presidente do CHEGA acusa Inês de Sousa Real, deputada única do PAN, de ser uma muleta do PS e do PSD. André Ventura diz que a situação atual do país é preocupante e acusa os partidos de manterem a porta aberta a todos os imigrantes.

Precisamos de saber quem cá entra, isto não pode ser a bandalheira absoluta. Quer dizer, acabaram com o SEF, e aí estivemos do mesmo lado da barricada. Acabaram com o SEF, disseram que acabou o controle de fronteiras. Entretanto, começou a chegar toda a gente, não sabemos quem são. Ainda ontem nós vemos notícias assim: procurado pela Interpol, cadastrado, estava em Portugal. Sabe por que estava em Portugal? Isto é uma bandalheira que ninguém se entende. Entra aqui qualquer pessoa. E o PAN contribuiu para isso durante a geringonça. Ao apoiar sucessivamente governos de António Costa, que mataram o SEF, permitiram que entrasse cá quem quer que seja, permitiram que houvesse manifestações, como temos visto nos últimos dias, de imigrantes a pedir subsídios.

André Ventura, que acusa vários partidos de fomentarem a imigração excessiva. Inês de Sousa Real nega estas acusações e revela alguns dados das contribuições dos imigrantes para a Segurança Social. A líder do PAN diz que André Ventura estabelece ligações falsas entre o aumento da criminalidade em Portugal e o aumento da imigração estrangeira.

Fazer daquilo que é insegurança relacionada com a imigração, o crime ou a preocupação maior do ponto de vista nacional, não nos parece correto e é uma agenda que não só vai contra aquilo que é a Constituição, e por isso mesmo é que o PAN, como é evidente, não acompanha medidas que ponham em causa os valores da Constituição.

Como o aumento das penas.

Inês de Sousa Real, deputada única do PAN, no debate com André Ventura na RTP3. O líder do CHEGA foi ainda questionado sobre entendimentos pós-eleitorais com a Aliança Democrática e diz que enquanto não houver clareza e transparência, nunca será nunca. Na análise a estes debates, o editor adjunto de Política do Observador destaca a prestação surpreendente de Paulo Raimundo e aponta algumas dificuldades inesperadas a Luís Montenegro. Miguel Santos Carrapato sublinha que a diferença entre a experiência dos dois candidatos em debates e também a diferente força eleitoral entre PCP e PSD, fazia prever que o primeiro-ministro tivesse tido mais facilidade neste debate.

Este debate acaba por ficar marcado por uma prestação surpreendente de Paulo Raimundo e algumas dificuldades inesperadas de Luís Montenegro. Paulo Raimundo, até pelo efeito surpresa que conseguiu neste debate, acaba por sair com uma ligeira vantagem. Nem Luís Montenegro nem Paulo Raimundo disputam eleitorado em comum. Portanto, aqui o que se esperaria era que o líder da AD consolidasse o eleitorado da AD, o líder do PCP consolidasse o eleitorado do PCP. Ora, se o objetivo era esse, é caso para dizer que Paulo Raimundo, por ter conseguido ser mais eficaz, conseguiu ou deverá ter conseguido chegar não só aos seus eleitores, como eventualmente a alguns simpatizantes do PCP que podem estar inclinados ou não a dar um voto de confiança aos comunistas nessas eleições.

Já sobre o debate entre André Ventura e Inês de Sousa Real, Miguel Santos Carrapato salienta que foi mal conseguido para as duas partes, por faltar concretização de ideias e projetos. No desporto, o Sporting empatou 1x1 com o Braga e perdeu assim a liderança do campeonato para o Benfica. A equipa de Alvalade chegou ao intervalo com vantagem, com um golo de Viktor Gyökeres. Já perto do final da partida, o Sporting de Braga conseguiu empatar com um golo de Afonso Patrão. No final do jogo, o treinador do Sporting, Rui Borges, diz que durante a primeira parte a equipa conseguiu destacar-se frente ao Sporting de Braga, mas considera que os leões tiveram uma quebra física na segunda parte do jogo.

A primeira parte onde nós entrámos muito bem, melhores que o Braga, não deixámos criar, pressionantes. Tentámos ser bastante intensos, conseguimos durante 25, 30 minutos, depois nos últimos 15 minutos chegámos ao golo, depois nos últimos 15 minutos sentimos um pouco essa intensidade inicial. Fomos caindo um pouco em termos físicos, deixámos o Braga equilibrar o jogo, ter um pouco mais de bola também naquela parte final da primeira parte. A segunda parte entrámos mal, os primeiros 15 minutos demorámos a entrar no jogo. O Braga com mais bola, com mais posse, estávamos muito reativos e pouco pró-ativos, senti a equipa fisicamente um pouco mais quebrada.

Já o treinador do Sporting de Braga, Carlos Carvalhal, diz que a equipa teve uma atitude competitiva durante a partida e enaltece a prestação dos jogadores.

O que resulta deste jogo é uma atitude competitiva muito forte da nossa equipa, um acreditar até o fim que poderíamos reverter o resultado, um tremendo mérito dos jogadores, um crédito total para os jogadores. Foram inexcedíveis naquilo que era necessário fazer para conseguir pelo menos um ponto aqui neste estádio e contra o campeão nacional. Os jogos têm sido todos difíceis para nós. Nós não ganhámos jogos durante o campeonato com margens muito grandes, sempre com margens relativamente curtas, mas acho que fomos a maior parte das vezes os justos vencedores, principalmente agora em 2025, depois da reformulação do plantel, mas sempre desconfiados do adversário, sempre atentos a tudo, muito focados e acima de tudo focado no próximo jogo. É isso que nós vamos fazer.

Declarações no pós-jogo de Carlos Carvalhal, treinador do Sporting de Braga. Com este resultado, o Sporting perde a liderança da Liga, ficando a dois pontos do Benfica. Quanto ao Braga, ultrapassa o Futebol Clube do Porto no terceiro lugar. Na atualidade internacional, Elon Musk foi o bilionário mais prejudicado pelas tarifas norte-americanas anunciadas por Trump a semana passada. De acordo com a agência financeira Bloomberg, as 500 pessoas mais ricas do mundo perderam quase 500 mil milhões de euros entre quinta e sexta-feira da semana passada. Em causa estão as novas tarifas anunciadas por Donald Trump, que têm atingido em força os mercados financeiros. Os dados atualizados esta segunda-feira revelam que Elon Musk, que é também conselheiro do presidente norte-americano, mantém-se como o homem mais rico do mundo. Ainda assim, o dono da Tesla lidera também o ranking em perdas financeiras. Em apenas um dia, perdeu cerca de 18 mil milhões de euros. E já há senadores republicanos que pedem a Donald Trump que aceite a proposta de Ursula von der Leyen sobre tarifas zero por zero nas trocas comerciais de produtos industriais. Dois senadores do partido de Donald Trump pedem ao presidente norte-americano que dê um sim à União Europeia, mas um dos principais conselheiros de Trump nesta área considera que a proposta dos 27 não é suficiente para a Casa Branca. O economista e analista de mercados financeiros, Filipe Garcia, explica que os Estados Unidos estão a começar a ser pressionados, não só pelos países que estabelecem comércio, mas sobretudo internamente.

É o ângulo corporativo, o ângulo empresarial. Já se vai notando que há cada vez mais figuras do meio empresarial, algumas delas bem conhecidas, que estão a avisar Donald Trump de que está a perder a confiança das empresas e dos líderes empresariais.

O analista Filipe Garcia ouvido aqui na Rádio Observador sobre as tarifas impostas por Donald Trump, que já estão a fazer-se notar nos mercados financeiros. É o ponto final neste jornal. Voltamos a atualizar toda a informação aqui na Rádio Observador, quando forem 14h30 da manhã. Até já.