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As notícias com João Lourenço.

Por noite, em Lisboa, os líderes dos vários partidos apelaram ao voto útil nas próximas eleições autárquicas a 12 de outubro, com casa cheia. Alexandra Leitão deixou as ideias para o futuro da cidade de Lisboa e um compromisso a curto prazo. Mas numa noite recheada de líderes, foram muitos os ataques à CDU e apelos a que no domingo o voto à esquerda não se disperse. Miguel Viterbo Dias.

Casa cheia em Lisboa com os líderes dos vários partidos que compõem a coligação presentes, com exceção de Mariana Mortágua, representada por Marisa Matias. E o mote foi praticamente idêntico. A quatro dias das eleições, é preciso apelar ao voto útil à esquerda.

Só há mesmo uma candidatura alternativa e aqueles que aqui não estão foi porque não quiseram estar. E não se podem desperdiçar votos. O voto consequente é o voto no Partido Socialista.

José Luís Carneiro, que fez o remate, até porque há uma leitura nacional.

Ganhar Lisboa é ganhar o país.

Mas o mote sobre o voto útil foi deixado pelo mandatário da candidatura, António Vitorino.

Àqueles que não se juntaram, àqueles que não quiseram juntar-se, como é que se sentiriam na noite de domingo se a dispersão de votos abrisse a porta à apagada e vil tristeza da continuidade?

Entre os vários líderes presentes, Rui Tavares despediu-se do lugar de vereador no elétrico que outros não apanharam.

A primeira paragem desse elétrico chamado responsabilidade foi a de fazer esta coligação, de fazer este programa e de estar nesta candidatura liderada por ela, Alexandra Leitão.

As referências à CDU sucediam-se, deixando espaço a Alexandra Leitão para falar de propostas e para um compromisso a curto prazo, para cumprir até 13 de novembro.

Criar o fundo de apoio às vítimas do elevador da Glória. Intentar uma providência cautelar contra o aumento dos voos no aeroporto de Lisboa. Aprovar o regulamento do alojamento local e promover uma grande operação de higiene urbana na cidade em 30 dias.

A cabeça de lista da coligação que junta o PS, o LIVRE, o Bloco de Esquerda e o PAN, num jantar-comício no Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa, que juntou mais de um milhar de apoiantes.

Miguel Viterbo Dias com os destaques do jantar-comício de Alexandra Leitão em Lisboa. A candidata do PS e Carlos Moedas descem ambos amanhã a rua Morais Soares, na freguesia de Arroios, com poucas horas de diferença. E Carlos Moedas acusa Alexandra Leitão de estar a esconder Mariana Mortágua. O candidato do PSD, atual presidente da Câmara, critica Alexandra Leitão por não ter condenado os vandalismos em Lisboa nas manifestações sobre a Palestina no passado fim de semana. Em declarações aos jornalistas numa arruada em Telheiras, Carlos Moedas diz que a Câmara teve de gastar milhares de euros depois das manifestações e acusa a candidata socialista de estar a esconder a líder do Bloco de Esquerda.

Temos tido um desgaste e também aquilo que tem sido uma afronta ao património público. Só para terem uma ideia, nos últimos dias nós limpámos mais de 35 grafites, que custam milhares de euros a limpar. E, portanto, isto não pode acontecer e eu acho muito estranho a doutora Alexandra Leitão não ter uma palavra sobre isso que aconteceu. Todos sabem aquilo que defendo, os dois Estados, a paz, obviamente, mas não pode ser à custa de violência na nossa cidade e não haver nada. A doutora Alexandra Leitão esconde os seus sócios e aquilo que vai acontecer hoje é que ela está a esconder Mariana Mortágua porque não a quer ter naquele comício. Eu não escondo.

Nesta ação de campanha, na segunda-feira, Carlos Moedas contou com a presença da ex-presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, que criticou a oposição por considerar Carlos Moedas culpado pelo acidente no elevador da Glória. E no arranque da segunda semana de campanha, João Ferreira acusa Alexandra Leitão e Carlos Moedas de não terem estofo para uma corrida autárquica. O candidato da CDU dedicou esta segunda-feira e este dia de campanha ao tema dos transportes. Andou de metro e de autocarro para alertar para os problemas dos lisboetas e nas ruas Nadine Soares tentou convencer os eleitores.

João Ferreira dedicou o dia ao tema da mobilidade, andou de autocarro do Colégio Militar até Telheiras e de metro até o Campo Grande para alertar para a necessidade de investir nos transportes.

Bom dia, minha senhora. Posso oferecer-lhe? Somos da CDU, estamos aqui a fazer um percurso de autocarro para chamar a atenção para a importância do investimento, tanto na Carris como no metro.

No final desta ação, o assunto que marcou o dia: o regresso dos ativistas da flotilha humanitária. Ao contrário de outros candidatos, João Ferreira defende que a Palestina pode ser um tema autárquico.

Nós não devemos afastar-nos numa campanha autárquica daquilo que são valores universais. Os valores da vida são valores universais e não devem estar ausentes também de uma campanha eleitoral.

E atira aos adversários sem estofo para esta corrida.

Sou, de alguma forma, o ausente presente. Lamentavelmente, quando podem estar comigo a debater o futuro da cidade de Lisboa, primam pela ausência um e outro. Os debates são exigentes, mas francamente, quem não tem estofo para uma campanha e para debates exigentes, mais dificilmente terá estofo para as exigências de uma governação da cidade durante quatro anos.

Com toda a confiança, a CDU avança. Numa arruada de Arroios a Penha de França, um esforço para convencer eleitores.

Saúde.

Os outros só oferecem uma caneta. Vocês dão uma caneta também.

Nós oferecemos o mais importante, que é a informação.

Sim, senhor.

Daquilo que cada um propõe, daquilo que nós propomos.

E desvaloriza as críticas de quem não acredita na possibilidade da CDU vencer a Câmara de Lisboa.

Carlos Moedas apresenta-se a estas eleições com uma equipa totalmente nova e inexperiente, o mesmo que há quatro anos. O PS, idem. A CDU, pelo contrário, tem nas suas listas uma equipa experimentada.

O esforço de João Ferreira no arranque da segunda semana de campanha, um dia de viagens com o objetivo de chegar à autarquia da capital.

A jornalista Nadine Soares, que acompanhou o arranque da segunda semana da campanha da CDU, um dia de viagens com olhos postos na Câmara Municipal. No Porto, o arranque da segunda semana de campanha fez-se com três arruadas. Miguel Corte-Real do Chega, Manuel Pizarro do PS e Pedro Duarte do PSD, CDS e Iniciativa Liberal percorreram as ruas para conquistar mais votos dos portuenses. A jornalista do Observador, Maria Rego, acompanhou estas ações de campanha e houve um pingue-pongue de críticas entre os três candidatos.

Somos nós! Chega!

Foram três candidaturas, onde se ouviu o nome de outros candidatos. A começar pela caravana socialista, onde Manuel Pizarro acusou o adversário Pedro Duarte de se basear em inteligência artificial.

Eu não ando, como o meu adversário, pelo ChatGPT à procura de exemplos mais ou menos esdrúxulos do que aconteceu em Seul ou em Cingapura. Eu trato de coisas que são realistas e que são suscetíveis de ser adaptadas à cidade do Porto.

Mas na resposta, o candidato do PSD/CDS-L virou o jogo para seu lado.

Se esse epíteto do ChatGPT quer dizer que eu sou o candidato moderno, eu talvez aceite isso.

Mas as críticas a Pedro Duarte não ficaram por aqui. Também na campanha do Chega, Miguel Corte-Real apontou o dedo àquele que diz ser um candidato tático.

A política não é só tática. E Pedro Duarte ontem admitiu no Observador que criou um focus group e por isso descobriu que havia insegurança no Porto e por isso é que agora fala da insegurança e da criminalidade. Mas é preciso fazer um focus group? Eu fiz um focus group, andei na rua durante quatro anos. Eu não ando na rua porque sou candidato e isto faz a diferença.

As críticas apontadas por Miguel Corte-Real têm também tocado nos parecensas no tema da imigração. Ora, Pedro Duarte desvaloriza.

Eu tenho alguma dificuldade em comentar isso, tendo em conta a personalidade em causa. Ele talvez se identifique com as propostas do PSD ainda e, portanto, eventualmente esteja a fazer alguma confusão. Esse desenho partidário é irrelevante.

A troca de acusações entre candidatos à Câmara do Porto no arranque da última semana de campanha.

A reportagem da jornalista Maria Rego, que acompanhou esta segunda-feira três arruadas no Porto, Manuel Pizarro, Pedro Duarte e Miguel Corte-Real. Luís Montenegro confirma: o governo suspendeu o processo que estava em curso para decidir a localização do novo Hospital do Oeste. O anúncio foi feito esta segunda-feira, no final de uma ação de campanha nas Caldas da Rainha. O último governo do Partido Socialista tinha encomendado um estudo que concluía que a melhor localização para o novo Hospital do Oeste é o Bombarral e não as Caldas da Rainha, uma decisão que desde 2023 tem merecido as críticas de muitas vozes no PSD. Ora, o líder dos sociais-democratas prometeu que a decisão sobre o futuro Hospital do Oeste apenas vai ser tomada depois de um processo de avaliação aprofundado e fundamentado.

Nós suspendemos o processo que estava em curso para aprofundar a avaliação sobre a decisão da construção da localização do Hospital do Oeste. E na relação de verdade com as pessoas, eu não vou aqui dizer qual vai ser a decisão, porque a decisão será aquela que resultar desse processo de avaliação.

Também o primeiro-ministro assegurou que os critérios da escolha da nova localização do futuro Hospital do Oeste serão de justiça e terão de ser transparentes. No Algarve, foram libertados os 33 migrantes que chegaram em agosto à Vila do Bispo. Esgotou-se o prazo de 60 dias permitido pela lei para a retenção nos centros de acolhimento temporário, geridos pela PSP. No entanto, o processo de afastamento continua em curso. Num comunicado enviado às redações na noite desta segunda-feira, o governo alega que vem alertando, desde há cerca de um ano, para a falta objetiva de condições jurídicas, materiais e organizacionais para a execução rápida e eficaz de afastamentos coercivos em Portugal. Os cidadãos, todos de nacionalidade marroquina, estão agora a cargo da Segurança Social e ficaram instalados em pensões em São Pedro do Sul e também em Portimão. Na educação, um em cada três professores em Portugal queixa-se do ruído e desordem nas aulas. É o que revela o maior inquérito internacional realizado a docentes do ensino obrigatório, divulgado esta segunda-feira pela OCDE. O estudo diz também que os professores mais jovens e menos experientes ficam habitualmente com as turmas mais complicadas. O inquérito acrescenta ainda que, entre os docentes da OCDE, os das escolas portuguesas são dos mais satisfeitos com o trabalho. Ainda assim, 27% dos professores jovens ponderam abandonar a profissão nos próximos cinco anos. Para terminar este noticiário, digo-lhe que no Médio Oriente, o presidente dos Estados Unidos diz que o Hamas concordou com algumas coisas muito importantes nas negociações que estão a decorrer no Egito para terminar a guerra na faixa de Gaza. Donald Trump mostrou-se confiante num futuro acordo sobre o enclave e garantiu que mantém linhas vermelhas para o processo, embora não as tenha especificado. Em relação a notícias sobre possíveis críticas a Benjamin Netanyahu, o presidente norte-americano destacou que o primeiro-ministro israelita demonstrou uma atitude muito positiva em relação ao diálogo para a paz. Ponto final neste noticiário das 09:00. Regresso dentro de 20 minutos para a síntese informativa. Continue com a Rádio Observador.