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São duas horas. As notícias com Ricardo Lopes.
Muito boa noite. Começamos a falar de internacional e com uma notícia da última hora. Donald Trump diz que as negociações com o Irão vão recomeçar já hoje. O anúncio acontece depois do presidente norte-americano ter cancelado um ataque massivo que tinha planeado contra o Irão. Um ataque que, segundo Donald Trump, teria sido o maior desde a Segunda Guerra Mundial. O presidente norte-americano garante que cancelou este ataque em larga escala que estava a preparar contra o Irão, de modo a poder retomar o diálogo. Donald Trump diz que foi convencido graças a apelos de aliados como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Catar, e também pelo próprio Irão, algo que Teerão já veio, entretanto, negar. O chefe de Estado norte-americano admite que há um eventual acordo entre as partes quanto ao estreito de Ormuz. Já no que diz respeito às questões nucleares, Donald Trump diz que ficarão para depois.
Estávamos completamente preparados para avançar nesse momento. Ia ser um ataque massivo. Tínhamos tudo pronto, mas quando os nossos aliados nos pediram para cancelar, ficamos a pensar: "Bem, vamos ver". E a razão pela qual o pediram é porque acreditam que há um acordo, há um acordo sobre Ormuz e depois haverá um acordo sobre a questão nuclear ou, se preferirem, sobre a desnuclearização do Irão. Eu chamo-lhe a desnuclearização do Irão.
Declarações do presidente norte-americano aos jornalistas a bordo do Air Force One esta noite. Com este anúncio, o preço do petróleo já recuou 7%. Face a estas perspectivas de um alívio no conflito, o petróleo caiu acentuadamente no início da abertura da sessão desta segunda-feira, na abertura da sessão asiática. O Brent, que serve de referência para a Europa, caiu 7,3% para 83,60 dólares por barril. Recordo que durante a semana passada, face à ameaça de mais ataques dos Estados Unidos ao Irão, o preço do barril de Brent disparou mais de 6% e chegou a ultrapassar a fasquia dos 100 dólares. Por Portugal, a circulação na linha ferroviária do Norte foi restabelecida na última hora. Esteve cortada nos dois sentidos na zona de Vila Franca de Xira, devido a um incêndio no conselho. É o que confirma à Lusa, fonte da Infraestruturas de Portugal, o incêndio que também já se encontra em fase de resolução. No entanto, de acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira, embora em fase de resolução, na última hora, ainda se encontravam no terreno cerca de 100 operacionais no combate às chamas, apoiados por cerca de 30 veículos. O alerta para este incêndio foi dado pelas oito da noite, lavra numa zona de mato na freguesia de Povos. O trânsito esteve também condicionado na Ponte Marechal Carmona, que estabelece a ligação entre Vila Franca e Samora Correia. Uma petição contra o campo de tiro em Alter do Chão ultrapassou as 2500 assinaturas, o que significa que esta petição será apreciada em debate por uma comissão parlamentar. Em causa, está a transferência do campo de tiro da Força Aérea Portuguesa de Alcochete para Alter do Chão, no distrito de Portalegre. A medida foi anunciada em março pelo governo, na sequência da construção do novo aeroporto Luiz de Camões, em Alcochete. O novo campo de tiro militar vai ocupar cerca de 7500 hectares nos conselhos de Alter do Chão, Crato, Frontera e Monforte. Segundo os assinantes desta petição, atravessa terras agrícolas em produção e um gasoduto da Rede Nacional de Transporte de Gás e, portanto, o movimento cívico exige agora a publicação do perímetro, bem como dos estudos que fundamentam a escolha da nova localização deste campo de tiro. Falamos também da situação em Ceuta. Marrocos reconhece que 40 mil pessoas entraram em Ceuta e atribui a crise às redes sociais e a redes de tráfico. Em comunicado, o Ministério do Interior marroquino diz que 40 mil pessoas atravessaram a fronteira em direção à cidade espanhola. Rabat admitiu ainda que 11 pessoas morreram em território marroquino, 10 delas faleceram afogadas. Marrocos atribui a deslocação de migrantes para Ceuta aos movimentos nas redes sociais e também às máfias de tráfico de pessoas. A nota do governo marroquino diz ainda que o país vai continuar a ser um parceiro fiável e também responsável naquilo que diz respeito ao compromisso com o fortalecimento da cooperação e coordenação internacional no âmbito da luta contra a migração ilegal e o tráfico de pessoas. Durante este domingo, o exército espanhol teve também a distribuir água aos migrantes que continuam em Ceuta. Na cidade espanhola está a enviada especial do Observador, Inês Andrea Figueiredo, que explica que o governo espanhol está a concentrar os migrantes em dois locais numa tentativa de assegurar a organização na cidade.
Houve aqui uma espécie de tentativa de centralizar as pessoas em dois espaços. Um deles é o CETI, que é a organização de alojamento temporário para os migrantes, que já estava cheia mesmo antes desta crise começar. As pessoas estão à porta, não têm comida, não têm água e, portanto, tornou-se ali a situação um pouco complicada. E depois na praia, quando se desce deste centro, vai-se ter a uma praia, uma estrada curta que vai levar a uma praia. E o que as autoridades espanholas fizeram foi tentar reter o máximo de pessoas possível nessa praia para que não andem pela cidade a deambular.
O relato da enviada especial do Observador a Ceuta, Inês André Figueiredo. Ainda sobre este tema, o Papa Leão XIV falou este passado domingo, classifica como alarmante a crise migratória vivida nos últimos dias na cidade espanhola e num discurso no Vaticano pediu soluções para o problema. O líder da Igreja Católica diz que segue a situação com bastante preocupação, pede estabilidade e paz para Ceuta, mas também justiça.
"Sigo com preocupação a alarmante situação em Ceuta. Peço a Deus, por intercessão do nosso Senhor de África, que se possam encontrar soluções de paz, estabilidade e justiça. Continuemos a pregar pela paz, porque no mundo existe uma guerra. Temos de encontrar soluções diplomáticas para os conflitos. Recordemos todas as vítimas das hostilidades, sobretudo as mais fracas e indefesas: crianças, idosos e doentes."
Discurso do Papa Leão XIV, este passado domingo no Vaticano. Nos Estados Unidos, perto de 28 mil bombeiros estão a combater incêndios. A onda de calor que se sente no país aumentou o risco de fogo, sobretudo na região noroeste, onde os estados de Washington e de Oregon enfrentam agora a situação mais complicada dos últimos 30 anos. De acordo com a entidade oficial do governo americano que coordena a resposta aos incêndios, estão ativos 99 fogos de grande escala e já arderam 2,1 milhões de hectares. Cerca de 28 mil operacionais estão no terreno no combate às chamas, com o apoio de cerca de 1700 veículos e mais de 210 helicópteros. O governador de Washington, Bob Ferguson, já decretou estado de emergência e proibiu as queimadas e fogueiras até ao final de setembro. Morreram duas das quatro pessoas que seguiam a bordo dos dois helicópteros que colidiram na Grécia. Os helicópteros participavam no combate a um incêndio que já destruiu mais de 100 casas na região de Psata, a oeste de Atenas. Duas pessoas que seguiam num dos helicópteros, um cidadão grego e um dinamarquês, morreram. Os dois tripulantes da outra aeronave, um grego e um britânico, sobreviveram, informou o corpo de bombeiros da região, que acrescenta que foi aberta uma investigação para apurar as causas do acidente. A presidente da Comissão Europeia também já veio demonstrar na rede social X o pesar pela morte dos dois tripulantes envolvidos na colisão entre estes dois helicópteros que estavam a combater as chamas. Um avião da TAP com destino a Boston, nos Estados Unidos, aterrou este domingo de emergência no aeroporto das Lajes, nos Açores. Segundo fonte do gabinete de comunicação da companhia, o voo TP217, que partiu de Lisboa, teve que fazer uma escala não programada na Ilha Terceira por precaução para avaliar uma questão técnica. Já no sábado, um outro voo da TAP que deslocou com destino a Curitiba, no Brasil, teve de regressar a Lisboa também devido a uma questão técnica. Terminamos deste modo o jornal das 02:00. A informação regressa às 02:30 em formato síntese aqui à antena da Rádio Observador.