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As notícias com Laura Figueiredo.
Boa noite. Começamos na atualidade norte-americana. Joe Biden não acredita que Donald Trump vá aceitar de uma forma pacífica uma possível derrota nas eleições. Em entrevista à CBS, o presidente dos Estados Unidos avisa que o republicano já prometeu caos e desordem, e Biden admite não estar confiante numa passagem de poder tranquila para Kamala Harris, caso Donald Trump perca as eleições. Joe Biden recorda mesmo a promessa do ex-presidente dos Estados Unidos de que haverá um banho de sangue, caso ele perca a corrida à Casa Branca.
Se o Trump ganhar, não estou nada confiante. Não acho que vá haver uma passagem de poder tranquila. Temos de o levar a sério. Quando ele fala em banhos de sangue se não vencer as eleições, olhem para o que ele está a fazer. Está a tentar colocar as pessoas dele nos sítios onde se vão contar os votos. Não se pode dizer que se ama o país apenas quando se ganha.
Declarações de Joe Biden à CBS, na primeira entrevista do ainda presidente dos Estados Unidos, desde que anunciou a desistência da corrida à Casa Branca. Kamala Harris discursou esta noite no comício democrata que acontece no Wisconsin e não poupou nas críticas a Donald Trump. A vice-presidenta dos Estados Unidos relembrou a sua carreira como procuradora para reforçar que sabe bem lidar com homens como Donald Trump.
Nesses papéis, eu tratei de vários tipos de crimes. Predadores sexuais que abusaram de mulheres, burlões que enganaram os consumidores e que quebraram regras por interesses pessoais. Portanto, oiçam-me quando vos digo: eu sei bem que tipo de homem Donald Trump é. A Justiça vai tratar dessa parte e nós vamos vencê-lo em novembro.
Declarações de Kamala Harris no comício do Partido Democrata, onde a candidata à presidência da Casa Branca voltou a deixar elogios ao agora companheiro da corrida, Tim Walz, para dizer que ele trouxe de volta a alegria. E já como candidato a vice-presidente pelos democratas, Tim Walz subiu ao palco para alertar também para o perigo que pode ser Donald Trump, caso vença as eleições. Durante o discurso no comício, Tim Walz alertou que os problemas não se resolvem com violência. Pediu aos eleitores que escolham o lado que não reprime as liberdades.
Resolvemos as nossas diferenças políticas através dos votos e não da violência. A questão é muito simples: esta eleição tem a ver com uma pergunta. Que direção vai tomar o país? Donald Trump sabe a direção que quer tomar. Ele quer levar-nos de volta, quer fazer as coisas que ele viu, mas não acreditem nele quando se faz de parvo. Ele sabe exatamente do que está a falar. Ele sabe exatamente o que o Projeto 2025 vai fazer para restringir as nossas liberdades. Ele sabe que vai manipular a economia para os super-ricos se ele tiver a oportunidade de voltar à Casa Branca. Vai ser muito pior do que foi há quatro anos.
Declarações de Tim Walz, candidato a vice-presidente pelos democratas, que voltou a dizer estar ansioso para debater com J.D. Vance, o número dois de Donald Trump. E no Reino Unido, esta quarta-feira, milhares de pessoas saíram à rua para se manifestar contra a extrema-direita, em cidades como Londres, Bristol e Northampton. Uma resposta aos protestos associados precisamente à extrema-direita, que têm acontecido nos últimos dias. Esta quarta-feira, durante os protestos anti-imigração, foram detidas 15 pessoas, num dia em que cerca de 6 mil polícias foram convocados para combater a desordem nas ruas. Num comunicado divulgado esta noite, o chefe da Polícia de Londres agradeceu aos agentes que estiveram de prevenção e afirmou que, ao contrário do que se esperava, as manifestações foram, na sua maioria, pacíficas. Ainda assim, na análise, João Anes, membro do Observatório de Segurança e Defesa da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, sublinha que uma possível escalada destas manifestações pode criar um clima de maior instabilidade no Reino Unido. João Anes considera que a resposta do Executivo de Keir Starmer tem sido insuficiente. Fala, por isso, numa necessidade de agir.
Perante a situação que aqui está e que a população está a assistir, a única forma de evitar o aumento, na realidade, é reprimir e, por algum motivo, o Estado de Direito Democrático tem políticas, processos e procedimentos para a utilização da força legitimamente.
Os motins do Reino Unido começaram já na semana passada, na sequência do ataque que matou três crianças numa escola de dança em Southport. Ainda na atualidade internacional, a Organização de Cooperação Islâmica condena o assassinato do líder político do Hamas por parte de Israel. Em comunicado, fala numa violação flagrante da soberania do Irã, depois da morte de Ismail Haniyeh. A Organização de Cooperação Islâmica sublinha que as ações israelitas resultam numa ameaça à paz e à segurança regionais no Medio Oriente. São declarações que surgem depois da reunião de emergência da Organização de Cooperação Islâmica, que aconteceu esta quarta-feira a pedido do Irã. O comunicado emitido, entretanto, pela Arábia Saudita é uma posição conjunta dos 57 membros que estiveram reunidos em Jedá. Surge numa altura em que o Irã promete uma forte retaliação contra Israel. Todos os sinais indicam que deve acontecer nos próximos dias. Para já, Israel continua num estado de alerta máximo. E o politólogo Jaime Nogueira Pinto diz que os Estados Unidos podem não conseguir mediar ou evitar uma nova escalada do conflito. Entrevistado no programa Direto ao Assunto, da Rádio Observador, o especialista faz referência à liderança de Joe Biden. Lembra as negociações que já falharam.
Neste caso, não creio que tenham, aliás, tem-se visto que não têm, porque toda a pressão de Biden sobre Israel para
De certo modo, minorar a política na Faixa de Gaza também não teve grande resultado. Portanto, não creio que tenham essa intenção, mas acho que apesar de tudo, os dirigentes tenham uma certa racionalidade e acho que não vão envolver-se num confronto que seria altamente custoso para ambos.
As declarações do politólogo Jaime Nogueira Pinto no programa "Direto ao Assunto" da Rádio Observador. As autoridades egípcias foram avisadas pelo Irão de que as companhias aéreas devem evitar sobrevoar o espaço aéreo iraniano esta madrugada durante um período de três horas, devido a manobras militares. Um aviso do Ministério da Aviação Civil do Egito, um alerta que tinha sido já emitido para esta quarta-feira em Lisboa, entre as 11:00 da manhã e as 14:00 da tarde. Em Portugal, em Castelo de Vide, foram encontradas na terça-feira à noite duas jovens baleadas junto à barragem de Póvoa e Meadas. Uma tinha 16 anos, outra 22. Quando a GNR as encontrou, ambas tinham as mãos amarradas. Entretanto, estão agora internadas no Hospital de São José, em Lisboa. Pouco depois de as ter encontrado, a GNR encontrou também um homem de nacionalidade espanhola, com 74 anos, que nadava na barragem com duas armas. É agora considerado o principal suspeito, está detido no posto de Nisa, em Portalegre. Ora, Rita Pereira Carvalho, jornalista do Observador, explica que o espanhol vivia em Castelo de Vide já há sete anos numa roulotte. É um antigo militar, tem antecedentes criminais, como por exemplo, tentativas de violação. A jornalista explica como é que a GNR conseguiu descobrir a localização das jovens.
Uma das jovens estava a trocar mensagens com o primo e entretanto contou o que estava a ver. Disse que estava a ver um homem com uma arma na zona da barragem e que não estava lá mais ninguém e entretanto deixou de responder às mensagens. E portanto, preocupado, o primo decidiu ligar a uma amiga e essa amiga é que deu o alerta à GNR. Portanto, quando a GNR chegou ao local, não sabia muito bem o que ia encontrar, porque não sabia o que estava à procura, na verdade.
O suspeito vai ser presente ao Tribunal de Nisa na manhã desta quinta-feira para primeiro interrogatório, onde vai conhecer as medidas de coação. Na saúde, o antigo diretor do Serviço de Obstetrícia do Hospital de Santa Maria apresenta duas alternativas para resolver os problemas nas urgências de obstetrícia. Diogo Aires de Campos sugere que exista uma linha SNS que funcione tanto para os hospitais como para os centros de saúde.
Imagine que alguém que tem uma situação que não sabe se é urgente, se não é urgente, liga diretamente para um hospital, onde haja um enfermeiro especialista que pode orientar. Pode dizer assim: "Olhe, a sua situação não é necessário vir já à urgência, mas marcamos já amanhã uma consulta". Ou "Dirija-se então ao centro de saúde ou amanhã lhe vai ser marcada uma consulta". Porque funcionando os hospitais como o ULS, pode haver essa facilidade de ligação com os centros de saúde. Isto é bastante mais eficaz que uma linha centralizada SNS 24 que não tem esta capacidade porque não tem enfermeiros especialistas. Eu acho que as duas coisas funcionam em conjunto.
Como segunda alternativa, Diogo Aires de Campos aponta, em vez do sistema rotativo de encerramento de urgências, deviam existir mais serviços abertos em permanência, de modo a tranquilizar as grávidas. Já sobre as polémicas em torno do encerramento das urgências, Aires de Campos considera que mudar a triagem telefónica poderia ajudar.
Se nós temos estas urgências, de facto, permanentemente abertas, precisamos ter muitos mais médicos permanentemente nas escalas de urgência. Ou nós conseguimos, de alguma forma, fazer com que algumas dessas situações sejam vistas noutros locais e assim se consegue orientar algumas situações via telefónica para os locais mais adequados e reservar as urgências mesmo para as situações que são mais urgentes e necessitam de ser avaliadas imediatamente.
No "Direto ao Assunto" da Rádio Observador, Diogo Aires de Campos afirma ainda que o problema não é a falta de médicos, mas sim a retenção dos profissionais no Serviço Nacional de Saúde. Olhamos ainda para os Jogos Olímpicos. Pedro Pablo Pichardo está apurado para a final do triplo salto. O atleta luso-cubano qualificou-se à primeira tentativa com um salto de 17 metros e 44 centímetros. Foi, aliás, o melhor salto desta eliminatória. Já Tiago Pereira falhou a qualificação para a final do triplo salto. O atleta não alcançou os 17 metros e 10 centímetros necessários para a qualificação. Ficou de fora assim dos 12 atletas finalistas. A final do triplo salto está marcada para sexta-feira. Taylor Swift cancelou três concertos que aconteciam nos próximos dias em Viena por suspeitas de terrorismo. O cancelamento foi anunciado depois das autoridades austríacas terem detido dois suspeitos que planeavam ataques para os espetáculos. Através de uma mensagem no Instagram, a promotora dos concertos anunciou que para segurança de todos, não tinha outra opção a não ser cancelar os eventos. De acordo com as autoridades, os suspeitos de 17 e 19 anos terão ligações ao Estado Islâmico. E é a notícia de fecho aqui na Rádio Observador. Voltamos a atualizar a informação às 15h30.