O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, vangloriou-se da sua gestão económica, pouco mais de uma semana antes das eleições intercalares e numa altura em que as sondagens são desfavoráveis aos republicanos.
“Herdei de [Joe] Biden a pior inflação da história e, nos últimos três meses, reduzimos para 1,7%”, afirmou Donald Trump numa entrevista ao programa “Sunday Morning Futures”, da Fox News.
E acrescentou: “Agora mesmo, estamos a construir mais fábricas de automóveis nos EUA do que em qualquer outro momento da nossa história. Tiraram-nos a indústria automóvel. Agora, estou a recuperar tudo”.
Estas declarações aconteceram um dia depois de o presidente ter realizado um comício na Geórgia, um dos estados onde o lugar do Senado está em disputa.
“Ontem [sábado] fizemos algo de incrível na Geórgia, porque a Audi vai construir uma das maiores fábricas. Vão fabricar 200 mil carros por ano. Estão a fechar as fábricas no México e no Canadá e estão a vir para o nosso país com uma nova e bonita fábrica, justamente na Geórgia, investindo milhares de milhões e milhares de milhões”, adiantou na entrevista telefónica à Fox News.
Donald Trump terminou a dizer que “vai ser a maior fábrica do mundo”.
Este anúncio junta-se a outras medidas económicas que Donald Trump está a realizar nos últimos dias em estados em que as sondagens apontam para resultados indecisos ou com tendência democrática.
Este domingo o presidente viaja para Michigan para participar num comício, num dos estados mais disputados e em que as medidas da sua política económica, como as tarifas com o Canadá, estão a afetar os cidadãos.
Na semana passada, o Departamento do Trabalho dos EUA divulgou a inflação homóloga em setembro, que registou uma subida para os 3,7% em setembro, face ao mesmo mês do ano anterior, acima dos 3,4% registados em agosto.
A Audi, por seu lado, anunciou no seu ‘site’ a construção de uma fábrica nos EUA, na Geórgia, num investimento de quatro milhões de dólares. A construção da fábrica, projetada para uma capacidade de produção anual até 200 mil veículos, deverá começar em 2027, com o início da produção previsto para o início da década de 2030.
O anúncio da construção surge na sequência das tarifas impostas por Trump, no contexto da concorrência chinesa e de uma transição para os veículos elétricos.