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Boa noite, está com a Rádio Observador, eu sou a Maria João Brás. Subiu para 47 o número de mortos no desastre com o avião na Coreia do Sul. Um avião despenhou-se ao aterrar no Aeroporto Internacional de Muan, no sul da Coreia do Sul, e iam a bordo 181 passageiros. O avião vinha de Bangkok, na Tailândia, e terá colidido com uma vedação no aeroporto, o que fez com que se despenhasse. As imagens que circulam nas redes sociais mostram o avião partido ao meio e em chamas. As autoridades já estão a investigar a causa do acidente. O presidente interino da Coreia do Sul já pediu para que todos os recursos fossem mobilizados para o aeroporto de Muan. Esta é uma notícia que vamos atualizar ao longo dos próximos noticiários à medida que surja mais informação. Por cá, a Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra, que integra o Hospital Doutor Fernando Fonseca, justifica os elevados tempos de espera nas urgências com o aumento do número de admissões por causa das baixas temperaturas. Segundo dados disponibilizados no portal do SNS, o tempo de espera no Amadora-Sintra chegou a ser este sábado de mais de 10h para doentes urgentes. Em comunicado, a ULS Amadora-Sintra explica que houve um aumento da procura nas urgências devido a casos de infeções respiratórias e ao agravamento de doenças crônicas. De acordo com os dados da instituição, entre as 08h de sexta-feira e as 08h de sábado, foram registadas mais de 800 admissões nos diferentes serviços de urgência. A ULS Amadora-Sintra explica que estes profissionais estão sob uma grande pressão, mas têm dado o máximo para assegurar o funcionamento dos serviços. E ainda na saúde, nas últimas 24h, foi noticiado a demissão de três conselhos de administração de unidades locais de saúde. Estamos a falar da administração da ULS Lezíria, Alto Alentejo e Leiria. André Ventura considera que estas demissões mostram que o plano do governo para o SNS falhou. Em conferência de imprensa na sede nacional do Chega em Lisboa, André Ventura acusa o executivo de não fazer o investimento necessário na saúde.
Acho que isto é a evidência de que o plano do governo para a saúde falhou. Falhou porque, por um lado, procurou criar uma cosmética e uma maquiagem no serviço de saúde que depois não se revelou real, com os agendamentos fictícios de consultas e de operações que depois acabaram por não resultar, mas as demissões são um bom sinal do que está a acontecer. Estas demissões ocorrem mesmo depois do governo, para as urgências, ter criado a chamada triagem telefónica, que é: as pessoas têm que ligar antes de ir para a urgência e só depois é que podem ir para lá. Mesmo assim não funcionou, porque os números não se mudam por vontade política, mudam-se com trabalho. O governo não tem trabalhado na área da saúde, o governo não tem feito o investimento que era preciso na área da saúde, o governo não tem feito o modelo de organização que era preciso na área da saúde.
O líder do Chega apontou também o dedo à nomeação do novo secretário-geral do governo, Hélder Rosalino, que vai ganhar mais de €15 mil brutos por mês. André Ventura espera que o governo volte atrás nesta decisão. A propósito deste assunto, o vice-presidente da Frente Cívica descreve como ridículo o processo de nomeação de Hélder Rosalino. O ex-administrador do Banco de Portugal vai ganhar mais de €15 mil brutos, um valor que o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, já avisou ao governo que não vai pagar. Para o vice-presidente da Frente Cívica, João Paulo Batalha, está tudo errado, a começar pelo facto de não ter sido aberto um concurso para o lugar de secretário-geral.
Torna um cargo de suporte da administração pública num cargo político. E não só cria um cargo político onde estava prometido um cargo de administração pública, como depois se permite que as pessoas recebam mais ou menos o que traziam, seja ao lado onde forem, e agora ainda se está a discutir quem é que lhes paga o ordenado. Portanto, isto é absolutamente ridículo.
João Paulo Batalha aponta ainda o dedo ao decreto-lei, publicado há dois dias, que não impõe o limite dos vencimentos no governo, conforme o salário do primeiro-ministro. Com esta lei em vigor, Hélder Rosalino mantém o salário de origem superior aos tais €15 mil que recebia no Banco de Portugal.
Mostra que a reforma que o governo lançou no verão não resiste ao inverno, porque esta secretaria-geral abrangente do governo foi criada por decreto-lei em julho. Aí há um quadro remuneratório que é definido para todos os dirigentes, incluindo o secretário-geral. Esse quadro remuneratório foi revisto no novo decreto-lei publicado há dois dias, que não só deixa esta dúvida sobre quem paga os salários, como de facto permite que as pessoas mantenham o seu ordenado de origem, seja do público, seja do privado.
O vice-presidente da Frente Cívica, João Paulo Batalha, a deixar fortes críticas ao processo de nomeação do novo secretário-geral do governo. Hélder Rosalino inicia funções já para a semana, dia 1 de janeiro. Os distritos de Bragança, Viseu, Guarda e Vila Real estão sob aviso laranja para o nevoeiro. Os avisos foram emitidos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera e devem vigorar até segunda-feira. O IPMA alerta para o nevoeiro intenso, em especial nas zonas de vale. O aviso laranja é o segundo mais gravoso de uma escala de três. Na atualidade internacional, Venâncio Mondlane pede ao governo português que seja a extensão de Moçambique na Europa. O líder da oposição moçambicana tem contestado o resultado das eleições presidenciais que deram a vitória à Frelimo e ao atual presidente, Daniel Chapo. Em entrevista à CNN Portugal, Mondlane diz que Portugal é uma janela de oportunidade para Moçambique na Europa.
Esta é a perceção que eu tenho, que a população portuguesa está extremamente solidária com Moçambique e me parece que também está em consonância com aquilo que foi a declaração preliminar
Da missão de observação da União Europeia, de que as eleições de Moçambique não foram, de forma nenhuma, nem justas, nem livres, nem transparentes e que tiveram irregularidades de uma gravidade tal que, em qualquer contexto, em qualquer latitude, aquelas eleições não podiam ter sido validadas. Nós continuamos a alimentar a esperança de que Portugal seja, de facto, a janela de entrada de Moçambique para o espaço europeu. E nós não queríamos deixar de perder essa confiança em Portugal.
Venâncio Mondlane afirma ainda que os protestos no país não vão parar e atribui culpas pela escalada de violência à polícia. A Letónia enviou à Ucrânia mil drones de combate e promete mais. O anúncio foi feito pelo próprio ministro da Defesa na rede social X. O governante escreve que a Letónia vai enviar mais destes drones para a Ucrânia em 2025, no valor de 20 milhões de euros. O Reino Unido também vai apoiar Kyiv na angariação de mais drones. No desporto, o Futebol Clube do Porto goleou o Boavista por 4x0. Com este triunfo, o Futebol Clube do Porto passou a somar 40 pontos e é líder na Primeira Liga com mais dois pontos que o Benfica e mais três que o Sporting. No final da partida, o técnico dos azuis e brancos foi questionado sobre as críticas a que tem sido sujeito nos últimos tempos, em declarações à Sport TV. Vítor Bruno considera que a fasquia do Futebol Clube do Porto está sempre elevada.
A exigência do clube é esta. E eu conheço bem, não é um nem dois anos que estou aqui, já são alguns. Eu conheço a exigência dos adeptos e gosto que seja assim. É verdade que os adeptos ficaram verdadeiramente frustrados com a eliminação da Taça de Portugal. Eu próprio também, porque é uma competição que nos diz muito. Tínhamos ganho três vezes no passado recente, de forma consecutiva, e isso deixa qualquer um frustrado. A mim deixou, mas aos adeptos também, perfeitamente entendível, aceitável. A nós cabe-nos trabalhar, agarrar muito aquilo que é o dia a dia, investir muito naquilo que é nosso, na ideia que estamos a construir e criar bases sólidas para no futuro possamos ganhar mais e mais.
Já do lado do Boavista, o treinador Cristiano Baggio reconhece que o resultado 4x0 foi um exagero.
Primeira parte foi boa, nossa entrada no jogo, conseguimos manter a equipa curtinha, não deixar jogar eles como queriam. Fomos agressivos, fomos também competentes na frente. Depois eles desequilibraram com o gol, com uma jogada pessoal. Segunda parte fomos embaixo, porque sofremos o segundo, terceiro gol, é normal que a confiança baixe um bocadinho, depois foi mais difícil. Eu acho que seja uma derrota demasiado pesada como resultado.
A reação do técnico do Boavista, num som captado pela Sport TV. É a notícia de fecho deste jornal. Regressamos às 15h30. Até já.