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Três horas. As notícias com Ana Cláudia Silva.
Boa noite. Começamos na atualidade nacional. O primeiro-ministro remete esclarecimentos sobre a situação política interna para o debate da moção de censura apresentada pelo Chega contra o governo. Luís Montenegro justifica a decisão com o respeito que diz ter ao Parlamento e também à cimeira luso-brasileira, que decorre esta quarta-feira em Brasília. Uma informação que foi avançada pelo próprio primeiro-ministro, através de uma publicação na rede social X. Luís Montenegro deve regressar a Lisboa nesta sexta-feira, dia em que também deve acontecer o debate da moção de censura do Chega ao governo. Na origem desta moção, está a situação da empresa da qual o primeiro-ministro foi sócio até junho de 2022 e que até agora pertence à mulher e aos filhos e que pode vir a beneficiar com a alteração da lei dos solos. Sobre este mesmo tema, o Chega admite a possibilidade de retirar a moção de censura ao governo, apesar de já terem dado entrada no Parlamento. Primeiro, o prazo para que o primeiro-ministro desse explicações era até segunda-feira, depois foi alargado para esta terça-feira à hora do almoço e André Ventura acabou por apresentar a iniciativa no Parlamento, mas admitiu, ainda assim, recuar.
Admito se o primeiro-ministro nos viesse dizer, mas já teve tempo para isso, estas questões que eu acabei de dizer, que é: que empresa é esta? Qual foi a sua atividade? Quem foram os seus clientes? Como é que faturou este valor naquilo que eu cito que é uma pequena empresa integrada com patrimônio familiar e terrenos rústicos? Como é que isto fatura €750 mil?
As palavras do líder do Chega esta terça-feira, onde comparou ainda Luís Montenegro a outros líderes europeus, diz que em qualquer outro país este primeiro-ministro já não estaria em funções. Esta moção de censura pode ser retirada pelo Chega, mas do lado da esquerda já anunciaram que vai chumbar o documento. A esquerda considera que esta moção ao governo é ir longe demais. O último partido a assumir o sentido de voto foi o PCP. Paulo Santos disse que André Ventura e a restante bancada não têm qualquer moral para censurar quem quer que seja. Já Pedro Nuno Santos, secretário-geral do Partido Socialista, diz que não encontra razões para colocar em causa a continuidade do governo, embora também defenda que o primeiro-ministro deve esclarecimentos.
Não é só esclarecimento escritos a perguntas escritas. Acreditamos que há boas explicações, elas têm é que ser dadas. É bom que o senhor primeiro-ministro não espere mais dias para falar sobre um caso que é muito semelhante ao do seu secretário de Estado, que acabou por sair do governo.
As palavras de Pedro Nuno Santos, secretário-geral do Partido Socialista, esta terça-feira. Já do lado do Bloco de Esquerda, falou a deputada Marisa Matias, que embora considere que a moção de censura apresentada pelo Chega é demasiado, concorda que Luís Montenegro deve explicar-se. Vamos agora à atualidade internacional. Jair Bolsonaro foi acusado formalmente por tentativa de golpe de Estado pela Procuradoria-Geral da República. De acordo com a imprensa brasileira, a denúncia assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet revela que depois de perder as eleições presidenciais de 2022, Jair Bolsonaro tentou impedir a posse de Lula da Silva. O ex-presidente é acusado ainda de saber e concordar com o plano de assassinato de Lula da Silva. Jair Bolsonaro foi acusado de praticar vários crimes, entre os quais a tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, como também de dano qualificado pela violência. A denúncia feita ao Supremo Tribunal Federal do Brasil inclui mais 33 pessoas, como é o caso do ex-ministro brasileiro Walter Braga Netto, candidato a vice-presidente em 2022 e que está, neste momento, em prisão preventiva. A imprensa brasileira avança ainda que alguns dos aliados do ex-presidente dizem não estar surpreendidos com esta denúncia por parte da Procuradoria-Geral da República, mas dizem acreditar na inocência de Jair Bolsonaro. Portugal é um dos países convidado para participar no segundo encontro convocado pela França para discutir a guerra na Ucrânia. Depois de ter avançado que Portugal não faria parte desta reunião, que vai decorrer esta quarta-feira em Paris, fonte do gabinete do Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma que, afinal, o convite foi feito. A mesma fonte diz ainda que Portugal deve participar por videochamada, uma vez que Luís Montenegro, Paulo Rangel e também Marcelo Rebelo de Sousa estão numa visita oficial ao Brasil. A primeira reunião, que foi convocada por Emmanuel Macron, presidente francês, na última segunda-feira, aconteceu depois da administração norte-americana ter deixado claro que a Europa não teria lugar à mesa das negociações dos Estados Unidos com a Rússia. Nesta reunião que decorre esta quarta-feira, vão estar também outros países europeus que não marcaram presença na primeira reunião, tal como Portugal. Ainda assim, há algumas ausências, como é o caso da Bulgária, Irlanda e a Croácia, que vão continuar fora das negociações. O Papa Francisco apresenta um quadro clínico complexo. De acordo com o comunicado divulgado pelo Vaticano, a infecção respiratória transformou-se numa pneumonia bilateral, o que torna o tratamento mais difícil. Na análise a este caso, o pneumologista Agostinho Marques, em entrevista à Rádio Observador, considera que o Papa Francisco corre mesmo risco de vida. Agostinho Marques explica que esta doença atinge os dois pulmões, um dado relevante e que pode gerar preocupação. Isto porque enquanto era jovem, o Papa Francisco teve de retirar o lobo superior do pulmão direito. O pneumologista fala numa complicação grave e com um mau prognóstico.
O facto de ser bilateral significa que no TAC, que terá feito, teria infiltrado nos dois pulmões, portanto, a infecção está no pulmão esquerdo e no pulmão direito. Ora, é a complicação mais grave de uma infecção banal respiratória num doente destes e desta idade, é uma doença que tem mau prognóstico. Não quer dizer que o Papa vá morrer com ela, mas corre risco de vida neste momento.
Agostinho Marques alerta ainda para as marcas que esta pneumonia bilateral vai deixar no Papa Francisco. Fala em semanas de possível incapacidade.
Ele está muito fraco. Aliás, já estava muito fraco nas imagens que a gente vê na televisão e com esta infecção, que é uma infecção grave, vai ficar muito mais debilitado. Quanto mais dias estiver com infecção, mais debilitado vai ficar no fim. De maneira que, a correr tudo bem, ele terá que estar curado lá pro fim da semana da pneumonia, os micróbios terão que estar erradicados e começa a recuperação desde logo, mas vai ter semanas de incapacidade para retomar a atividade.
Aqui a análise do pneumologista Agostinho Marques à Rádio Observador, a propósito do estado de saúde do Papa Francisco, num quadro clínico que continua complexo e que passou de uma bronquite para uma pneumonia bilateral. Donald Trump pode vir a encontrar-se com Vladimir Putin até o final deste mês. A revelação foi feita pelo presidente norte-americano, numa conferência de imprensa esta noite de terça-feira, em Mar-a-Lago, na Flórida. Em relação à possibilidade da Ucrânia ficar de fora das negociações de paz, Donald Trump diz que já tiveram tempo suficiente.
Queremos que acabe. É uma guerra sem sentido. Nunca devia ter acontecido e nunca teria acontecido se eu tivesse sido o presidente. Estou desiludido. Dizem que os ucranianos estão chateados por não terem lugar à mesa. Eles tiveram durante três anos e muito tempo antes disso também. Isto podia ter sido resolvido muito facilmente.
Donald Trump sugeriu também que a vontade de Vladimir Putin de invadir a Ucrânia era já antiga e chegou mesmo a relembrar reuniões entre os dois durante o primeiro mandato na Casa Branca.
Eu costumava falar sobre isso com o Putin. O presidente Putin e eu falávamos sobre a Ucrânia e era a menina dos olhos dele, mas nunca houve qualquer hipótese de ele invadir. E eu disse-lhe: "É melhor não ires, não vás". E ele compreendeu totalmente.
As declarações de Donald Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, nesta terça-feira à noite. O presidente norte-americano diz também que está mais confiante depois da reunião entre os Estados Unidos e a Rússia, que decorreu esta terça-feira na Arábia Saudita. Ainda sobre a Ucrânia, Volodymyr Zelensky pode ser forçado a realizar eleições presidenciais no país. É o que prevê o acordo provisório alcançado entre os Estados Unidos e a Rússia, de acordo com o jornal The Telegraph. A mesma fonte indica que o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, concordaram com a realização de eleições na Ucrânia antes de se chegar a um acordo de paz. Uma proposta que levanta, assim, a hipótese de que a Rússia utilize a votação para tirar Zelensky do poder e instalar, possivelmente, um candidato pró-Putin que concorde com termos de paz favoráveis a Moscovo. Neste mesmo sentido, a chefe da diplomacia da União Europeia diz que não se pode cair nas armadilhas russas. Numa publicação na rede social X, Kaja Kallas afirma que a Rússia vai tentar sempre dividir. A alta representante para a política externa e de segurança da União Europeia sublinha ainda que a paz justa e duradoura pode ser alcançada na Ucrânia se o trabalho for realizado em conjunto com os Estados Unidos da América. E neste jornal vamos indo ao desporto. O Benfica segue em frente para os oitavos de final da Liga dos Campeões. As Águias empataram a três gols na Luz, esta terça-feira, contra o Mónaco e garantiram a passagem à próxima fase da competição. Pelo Benfica, marcaram Arthur Coglu, aos 22 minutos. Já no segundo tempo, foi Pavlidis e também Kokçu, os autores dos outros dois gols das Águias. No final da partida, o treinador Bruno Lage atribuiu o mérito não só aos adeptos, mas também aos jogadores, perante um adversário que considera muito exigente.
Um adversário muito forte nos duelos individuais, uma equipa muito robusta, uma equipa que procura muito o contacto e foi com grande mérito dos nossos jogadores que nós soubemos condicionar quando tivemos que condicionar o nosso adversário e depois criar as oportunidades, marcar os gols que nos permitisse seguir em frente na prova, que isso é o mais importante neste momento.
As declarações de Bruno Lage, técnico do Benfica, depois do jogo frente ao Mónaco, onde houve o empate a três gols. Este resultado confirma o apuramento do Benfica para os oitavos de final. O próximo adversário das Águias vai ser conhecido esta sexta-feira, durante o sorteio. A equipa de Bruno Lage terá pela frente o Barcelona ou o Liverpool. E esta quarta-feira o Sporting entra em campo para defrontar o Borussia Dortmund, um jogo também a contar para o playoff dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Os Leões rumaram à Alemanha e não vão contar com Gyökeres e Trincão no plantel. Na conferência de imprensa dando visão ao jogo, o treinador Rui Borges explicou que é apenas para gerir a equipa.
A ausência deles hoje é apenas e só gestão. Temos alguma gente fora, vamos ter um jogo domingo também muito importante para o campeonato, onde queremos vencer e voltar a ter uma vitória. Onde temos mais baixas, não pode jogar o Morten, não pode jogar o Osman, por isso temos que ter aqui alguma gestão, porque é impossível não a termos. Não posso ser mais honesto. São dois jogadores, o Vitor, que tem vindo a ganhar este ritmo novamente de jogo, que é importante, e o Trincão, que tem tido minutos e claramente está numa fase de muita fadiga e temos que ter aqui algum cuidado.
Aqui as declarações de Rui Borges, técnico do Sporting, na antevisão do jogo desta quarta-feira frente ao Borussia Dortmund, num registo captado pela Sport TV. Os Leões vão entrar em campo depois de terem perdido por 3x0 na primeira mão, no Estádio de Alvalade. A partida da segunda mão do playoff da Liga dos Campeões entre os Leões e o Borussia Dortmund está marcada para às 17h45, hora de Lisboa. Um jogo que conta com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. E é o ponto final deste noticiário. A informação está de regresso à antena da Rádio Observador às 3h30 da manhã. Até já.