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As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. Seis pessoas foram detidas pela PSP em Lisboa, esta quinta-feira, no âmbito da manifestação da greve geral. Durante esta manifestação, houve ainda duas pessoas identificadas pela polícia. Ao final da tarde, a PSP detectou um grupo de cerca de 150 elementos que se separou da manifestação que se deslocava em direção ao Chiado. O grupo vandalizou as fachadas de vários edifícios e reagiu, neste caso, de forma violenta à abordagem por parte dos polícias. Nessa altura, duas pessoas foram detidas por resistência e coação. É o relato feito pela PSP, que entretanto também registou desacatos já no final dos protestos em frente à Assembleia da República. Os polícias tiveram de apagar, por duas vezes, alguns focos de incêndio com a ajuda do Regimento de Sapadores de Bombeiros. E a CGTP demarca-se destes desacatos. Tiago Oliveira, o secretário-geral da Central Sindical, diz que quer passar a mensagem de forma pacífica.

Obviamente que estes acontecimentos passam-se, mas passaram-se à margem, já depois da manifestação da CGTP. Algo que não foge do total controle da nossa intervenção e é algo que nós devemos condenar, como é óbvio.

Ainda nos balanços gerais desta greve geral, Tiago Oliveira, em declarações à CNN Portugal, fala numa paralisação histórica no país. Já o secretário-geral da UGT acusa o governo de manipular os números da adesão à greve geral. Mário Mourão sublinha que tanto no setor público como no privado, a greve foi expressiva, acusa o executivo de Luís Montenegro de esconder a realidade.

Quem começou por manipular os números foi o próprio governo hoje, na declaração que fez relativamente à análise que fez à adesão à greve. E resolveu manipulá-lo porque o governo recusa-se a assumir que a realidade é bem diferente daquilo que é o ponto de vista do governo. A realidade é a realidade e isso não se altera, independentemente da manipulação que cada um faz dos números. Mas dizer o seguinte: foi uma das maiores greves que houve em Portugal.

O secretário-geral da UGT sublinha que houve várias empresas a parar esta quinta-feira, não apenas no setor público. Nos aeroportos de todo o país, centenas de voos foram cancelados, como o caso do aeroporto de Faro, que foi o mais afetado em proporção ao número de voos que tinha previsto. Segundo os dados da ANA Aeroportos, este aeroporto em Faro, a paralisação dos serviços de socorro obrigou à realização apenas dos serviços mínimos e ao desvio de algumas ligações. Falamos, neste caso, de 70% de cancelamentos. Em Lisboa, dos mais de 600 voos, realizaram-se apenas 200. Já no Porto, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro tinha previsto mais de 260 voos, realizou apenas 90. Todos os aeroportos do continente e ilhas foram afetados. Ainda sobre a greve geral, o Sindicato de Enfermeiros Portugueses contesta as declarações do governo, que afirma que esta paralisação foi inexpressiva no setor privado. Em comunicado, o SEP garante que os dados desmentem, como o caso dos hospitais da CUF, onde, segundo dados do sindicato, a maioria dos serviços teve 100% da adesão. Já nos hospitais SAMS, os números variam entre os 52 e os 70%. Já nos hospitais dos Lusíadas, segundo o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, a adesão rondou os 44%. Por último, nos hospitais de Luz, registraram-se números de adesão entre os 50 e os 100%. Na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, registra também números semelhantes, ou seja, de 50 e 60%, dependendo dos estabelecimentos. Os mesmos números de adesão à greve também são equivalentes em IPSS em todo o país, são os números que o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses indica acerca desta greve geral. E as forças de segurança também reagiram aos protestos desta quinta-feira, através de plenários, exigem respostas e o cumprimento de acordos celebrados para melhorar a carreira. Em causa, está o acordo assinado em julho do ano passado. Desde então, os sindicatos denunciam que nunca mais houve negociações. Num protesto junto à residência oficial do primeiro-ministro, os polícias saíram à rua e entregaram em São Bento um documento com propostas, é o que dá conta ao jornalista César Nogueira, da Associação dos Profissionais da GNR.

Que pelo menos esta reunião tenha servido para que o senhor primeiro-ministro dê indicações à senhora ministra da Administração Interna para, de facto, começarmos a discutir aquilo que é importante, porque é isso que os profissionais querem, e querem que esse trabalho seja feito imediatamente. Caso não seja, nós logicamente que não poderemos parar os protestos.

Do lado da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, o presidente Paulo Santos participou na entrega do documento. O responsável sindical exige seriedade ao governo.

Não podemos estar a continuar numa ficção. Nós queremos viver a realidade, nós queremos dar os nossos contributos nos processos negociais, mas também que haja aqui um espaço de seriedade por parte do governo. Eu não estou a dizer que o senhor primeiro-ministro não é sério. Agora, neste caso concreto Neste acordo que foi celebrado e naquilo que está a ser apresentado pelo Ministério da Administração Interna, não há aqui seriedade. E nós queremos que, objetivamente, haja o cumprimento integral do acordo que foi celebrado, porque se assim não for, não pode existir confiança, não pode existir aqui um compromisso e não pode existir aqui uma perspetiva construtiva e responsável de resolver os problemas dos polícias, das instituições, no caso da PSP, e dos cidadãos.

Paulo Santos, da Associação Sindical de Profissionais de Polícia, e também César Nogueira, da Associação dos Profissionais da GNR, neste plenário, numa manifestação que se realizou bem perto da residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento. As forças de segurança exigem também uma carreira com dignidade ao Executivo de Luís Montenegro. A revisão constitucional foi motivo de acusações entre os dois candidatos em mais um debate para as presidenciais, desta feita entre André Ventura e Jorge Pinto. Ventura acusa o candidato apoiado pelo LIVRE de ter parecenças a um ditador, pelo fato de Jorge Pinto ter reiterado que iria dissolver o Parlamento com uma revisão constitucional forçada à direita. Ora, André Ventura compara Jorge Pinto a Fidel Castro e a Nicolás Maduro.

O senhor sabe pouco de direito constitucional, não sabe que o presidente tem que assinar a lei constitucional, não a pode não assinar. Ou sabe isso, ou então é mais grave ainda. O senhor sabe isso e faz isto como fraude, que é: "Como sei que vou ter que assinar a lei, dissolvo antidemocraticamente o Parlamento antes de isso acontecer." Sabe o que é? Eu vou lhe dizer aqui nos olhos. O senhor é um ditador. Não se ria, o senhor é um ditador que não aceita a vontade do povo.

Já Jorge Pinto não fica intimidado com esta acusação e reitera a mesma opinião, já marcada anteriormente.

No caso de haver uma vontade de uma revisão drástica constitucional apenas à direita e que não tenha passado pelos portugueses, não tenha sido discutida em eleições legislativas, como não foi, a minha posição é de dissolver o Parlamento.

Neste debate, Jorge Pinto anunciou que a mandatária nacional da candidatura é a advogada Leonor Caldeira, vencedora do Prêmio Nelson Mandela e que defendeu a família Koxí em julgamento contra André Ventura. O próximo "Frente a Frente" é já esta sexta-feira, na RTP, entre o candidato apoiado pelo PSD e CDS, Luís Marques Mendes, e a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, Catarina Martins. Nos Estados Unidos, Donald Trump não se compromete a participar na reunião marcada para o próximo sábado entre os líderes europeus que vão discutir a paz na Ucrânia. Em declarações aos jornalistas, na São Levan, o líder norte-americano afirma que só marca presença caso considere que são altas as hipóteses do encontro resultar na resolução do conflito.

"We'll see whether or not we attend the meeting. We said we'll attend the meeting if they think there's a good chance. They want me to attend, they want us to attend. And we'll be attending the meeting on Saturday in Europe if we think there's a good chance, and we don't want to waste a lot of time. We think it's negative. We want it to get settled. We want to save a lot of lives."

Ainda nas mesmas declarações, o presidente norte-americano promete ajudar na segurança da Ucrânia em caso de trégua.

"We would help with security because it's, I think, a necessary factor in getting it done. I thought that we were very close with Russia to having a deal. I thought we were very close with Ukraine to having a deal. In fact, other than President Zelensky, his people loved the concept of the deal."

Donald Trump aqui a recordar que os Estados Unidos esteve perto de um acordo com a Rússia e também com a Ucrânia, em termos de paz em território ucraniano. Lula da Silva admite chumbar a anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado no Brasil, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O chefe de Estado brasileiro afirma que o antigo líder do Brasil tem de pagar por destruir a democracia do país. O projeto de lei foi votado duas semanas depois de Bolsonaro começar a cumprir a pena de prisão efetiva. O vencedor da Eurovisão em 2024 quer devolver o prêmio devido à participação de Israel na edição de 2026. Através de um comunicado no Instagram, o suíço Nemo critica a União Europeia de Radiodifusão, que garante que o festival defende a unidade, inclusão e dignidade para todos. O artista, por outro lado, sublinha que o festival foi repetidamente usado para suavizar a imagem de um Estado acusado de graves irregularidades. Face a essa contradição, apesar de grato, admite que já não sente que o troféu lhe pertence. Para terminar, na Liga Europa, o Porto venceu o Malmo, da Suécia, por 2 x 1. O avançado espanhol Samu bisou na partida, ainda na primeira parte, com gols ao minuto 30 e ao minuto 36. O Malmo estreou o marcador a favor da equipe sueca com o autogolo do jogador do Porto, Francisco Moura, já em tempo de descontos da segunda parte. Em reação à vitória, Francesco Farioli afirma que o triunfo era importante para o clube, apesar de não ter alterado a posição na tabela classificativa. Vamos agora escutar esse som de Francesco Farioli no rescaldo a essa vitória azul e branca por 2 x 1.

Era certamente importante vencer, mesmo que o resultado não melhorasse a nossa posição na classificação. Sofrer um gol como este no último minuto do jogo deixou-me realmente triste. Acho que talvez os primeiros 10 minutos não tenham sido o nível esperado, mas também foi para tentar entender como o adversário iria jogar contra nós. Depois, acho que tivemos a oportunidade de marcar três ou quatro gols.

Em outros resultados desta Liga Europa, o Braga foi até França para derrotar o Nice por 1 a 0. O gol foi da autoria do avançado espanhol Pau Victor, ao minuto 28. Com estes dois resultados, estas equipes portuguesas confirmam, pelo menos, essa passagem à próxima fase da Liga Europa via playoff. Neste momento, Porto e Braga estão no top oito, Braga em sétimo lugar e o Porto no oitavo, ambos com 13 pontos. Foram então estes dois resultados das equipes portuguesas na Liga Europa. É um ponto final neste noticiário das três da manhã. Informação na Rádio Observador regressa às 3h30. Aconteça o que acontecer, continue com a Rádio Observador.