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Muito boa noite, está com a Rádio Observador, eu sou o Ricardo Lopes. São 3 da manhã, altura de atualizarmos toda a informação. Começamos com a atualidade internacional. Na Colômbia, tal como se previa, a eleição presidencial foi renhida e a decisão ficou adiada para a segunda volta. O candidato da extrema-direita, Abelardo de la Espriella, do partido nacionalista Defensores da Pátria, terminou na liderança com 43,7% dos votos, mas a margem para o segundo candidato foi curta, não suficiente para ser eleito presidente. O senador Iván Cepeda, do partido Pacto Histórico, o mesmo do atual presidente, é o candidato de uma coligação de esquerda, obteve 40,9% dos votos. Portanto, num universo de votantes superior a 41 milhões de pessoas, vão ter de sair à rua novamente para decidir quem sucede a Gustavo Petro, que já não se pode recandidatar. A segunda volta já tem data, está agendada para dia 21 deste mês. Estas eleições presidenciais na Colômbia são consideradas as mais violentas dos últimos anos. Ocorrem num período de grande tensão, marcado pelo aumento da insegurança e violência em vários pontos do país. No Médio Oriente, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão diz que até as negociações estarem concluídas, tudo o resto é especulação. Afirmações à agência de notícias iraniana IRNA, diz o ministro dos Negócios Estrangeiros que o diálogo e as trocas de mensagens entre os países estão, de facto, a acontecer. Explica, no entanto, que ainda não é possível julgar nada até que se chegue a uma conclusão clara. Diz que, por agora, a especulação criada não deve ser levada de forma séria. Relembrar que Donald Trump disse este domingo que um acordo estava cada vez mais perto. Olhamos agora para a política nacional. Morreu o antigo ministro do PSD, Carlos Brito, tinha 90 anos. O PSD anunciou esta noite o falecimento em comunicado. O antigo dirigente social-democrata foi Ministro da Defesa no segundo governo liderado por Cavaco Silva. Desempenhou também funções como governador civil e vereador da Câmara Municipal do Porto. O partido lembra o percurso de Carlos Brito, destaca as funções relevantes na administração pública, na vida política nacional, bem como no poder local. O Chega recebeu luz verde do presidente da Assembleia da República para agendar a reapreciação do decreto sobre a perda de nacionalidade. O diploma foi chumbado de forma unânime pelo Tribunal Constitucional. Já no Parlamento, tinha sido aprovado por todos os partidos da direita. Agora, segundo André Ventura, José Pedro Aguiar Branco enviou um despacho na passada sexta-feira a permitir o agendamento do debate sobre este decreto, que pretende criar a pena acessória de perda da nacionalidade. Logo no dia em que o decreto foi considerado inconstitucional, o presidente do Chega desafiou a maioria de direita a confirmá-lo no Parlamento, mas tanto o PSD como a Iniciativa Liberal recusaram seguir esse caminho, não querendo entrar assim numa rutura institucional com o Palácio Ratton. André Ventura admitiu que a decisão pela inconstitucionalidade do decreto representou uma derrota. Diz que reagiu ao acórdão do tribunal com total estupefação. O tema volta agora a ser novamente discutido na Assembleia da República. Os partidos continuam a reagir à prestação social única proposta pelo governo. Desta vez, o secretário-geral do PCP acusa o Executivo de querer apertar a vida dos mais pobres. O governo aprovou, em Conselho de Ministros, na passada sexta-feira, este novo sistema de atribuição de prestações sociais, a prestação social única, vai agregar 13 apoios sociais não contributivos, que eram pagos até então de forma individual. Prevê também esta proposta que os beneficiários tenham de fazer até 15 horas de trabalho social por semana. Paulo Raimundo critica este modelo, acusa o governo de falta de coragem para enfrentar os mais poderosos. Declarações do secretário-geral do PCP em Évora este domingo. Paulo Raimundo diz que a prestação social única vai apenas prejudicar ainda mais as classes mais baixas. Mudamos de tema para falar sobre as filas nos aeroportos portugueses. A PSP deu um ponto de situação sobre os controlos dos aeroportos nacionais durante a tarde deste domingo. Através de comunicado, a Polícia de Segurança Pública revela que até às 3 da tarde de domingo, passaram pelo controle fronteiriço dos aeroportos nacionais cerca de 52 mil passageiros. Pode-se ler nessa nota que foi decidido aplicar 16 medidas cautelares para cumprir todas as regras do espaço Schengen. De acordo com os números relevados pela PSP, foram também realizadas 56 interseções, ou seja, ocorrem para os agentes verificarem os documentos ou apurarem a legalidade do passageiro no país. Já quanto a tempos de espera, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, a meio da tarde, a espera era apenas de 32 minutos nas chegadas e 14 minutos nas partidas. Já no Aeroporto Sá Carneiro, na cidade invicta, no Porto, as chegadas registaram tempos de espera quase de uma hora, enquanto as partidas eram feitas em cerca de 30 minutos.Na saúde, o infectologista Fernando Maltês garante que as novas diretrizes da DGS para o vírus Ebola são normais e servem apenas para prevenção. A DGS atualizou ontem os procedimentos hospitalares para casos suspeitos de Ebola. Indicou, inclusive, hospitais de referência para possíveis casos do vírus: o Curry Cabral e Dona Estefânia em Lisboa, bem como o Hospital São João no Porto. À Rádio Observador, o infectologista Fernando Maltês diz que a nota publicada este domingo pela DGS serve também para haver uma maior preparação dos hospitais.

O risco de uma pandemia à escala global, a pandemia.

Queríamos ouvir outro som de Fernando Maltês. Agora, sim, vamos escutar.

O alerta tem fundamentalmente o objetivo de estes centros estarem preparados no que diz respeito a recursos humanos, no que diz respeito a recursos técnicos, a fazerem treinos na utilização de equipamentos de proteção individual. Estamos a lidar com uma doença para a qual não existe terapêutica eficaz, para a qual não existe uma vacina eficaz e, portanto, temos que tomar medidas de suporte e medidas de isolamento adequadas. As normas da Direção Geral de Saúde são também uma chamada de atenção para essa necessidade.

Explicações de Fernando Maltês, que descarta ainda a possibilidade do Ebola se tornar numa pandemia.

O risco de uma pandemia à escala global, a pandemia é sempre uma coisa à escala global, é mínimo. O risco de chegarem cá casos, eu diria que até é muito pequeno, mas de facto isto obriga a que nós estejamos também preparados nos nossos locais de trabalho e nos nossos países, a termos a preparação necessária para a eventualidade de virmos a receber algum caso.

O infectologista Fernando Maltês, aqui na Rádio Observador. A nota divulgada hoje pela Direção Geral da Saúde dá conta também de sintomas aos quais a população deve estar atenta, caso tenha estado em áreas com circulação do vírus: febre acima dos 38 graus, vômitos, diarreia, dor abdominal e hemorragias são sintomas aos quais devemos estar atentos. No desporto, os jogadores do PSG foram recebidos nos Campos Eliseus pelo presidente Emmanuel Macron. Apesar da vitória da equipe de Paris, a noite de sábado foi uma noite de muitos desacatos em França, um tema que foi de imediato abordado por Emmanuel Macron na cerimônia. O chefe de Estado francês agradece às forças de segurança, promete ter mão pesada com quem desencadeou os tumultos e reitera que está farto destes episódios de violência, que já são recorrentes na capital francesa.

Isto não é futebol, não é o desporto. Por isso quero agradecer aos nossos polícias e aos guardas nacionais. Seremos intransigentes com quem provocou estes desacatos. Não queremos voltar a ver isto. Acabou, estamos fartos.

Declarações de Emmanuel Macron na recepção aos jogadores do PSG, que venceram este sábado a Liga dos Campeões. Nos festejos, um homem morreu na madrugada de sábado, chocou de moto contra blocos de betão colocados pela polícia a propósito dos festejos. A vítima era um jovem na casa dos 20 anos. A Procuradoria de Paris acrescenta também que outro jovem, também nas celebrações, foi esfaqueado com gravidade. É um dos oito feridos graves, dos mais de 200 que resultaram das celebrações de sábado à noite. No que toca a detenções, a polícia francesa realizou 300 só em Paris, 800 em todo o território nacional. Um aumento de mais de 30% face às detenções feitas no ano passado, aquando da primeira vitória do PSG na Liga dos Campeões. O ministro francês do Interior considera que a situação, apesar de tudo, esteve controlada e agradeceu a atuação da polícia. É desta maneira que terminamos este jornal das 03h. A informação está de regresso à antena da Rádio Observador, às 15h30.