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As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.
António Costa e Luís Montenegro podem vir a ser chamados pelo Chega a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito putativa promovida pelo partido aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária. A hipótese foi admitida pelo presidente do Chega, na entrevista à CMTV. André Ventura diz que a lista das pessoas que o partido quer ouvir ainda não está fechada, mas garante que todos os que considerar envolvidos serão chamados a prestar esclarecimentos.
O primeiro-ministro é uma opção? O atual provavelmente poderá ser. O anterior, com toda a certeza será, porque está em causa a operação Influencer. Diretores de serviço da Polícia Judiciária. Nós ainda queremos avaliar isso com detalhe. O empreiteiro? Mas todos os que estão envolvidos naquilo que é preciso esclarecimento, eu acho que podem ser chamados. Mas não tem uma lista fechada ainda. Não. A comissão de inquérito agora é enviada para o presidente do Parlamento. O presidente do Parlamento tem que dar autorização, porque ela é putativa. Sim, mas podia já ter uma ideia de quem é que quer chamar. E temos, mas não quero antecipar isso, porque acho que isso é uma das questões também estratégicas numa comissão de inquérito.
A possibilidade avançada por André Ventura, ainda sobre as polémicas em torno do atual ministro da Administração Interna. O presidente do Chega acusa o PS de recorrer a manobras de distração para desviar as atenções do caso.
O PS está a usar todas as manobras de distração que puder, que encontrar e nos próximos dias vai continuar a fazer. Tudo vai servir, dos passarinhos que migram em Portugal até a qualquer situação mais grave, como é o caso da educação, para não falar de Luís Neves. O PS também diz que o Chega não fala o suficiente da educação. Mas não é verdade. Nós falamos e muito de educação. A diferença é que não temos dois critérios. Não andamos aos gritos com o ministro da Educação e andamos a ver se o ministro da Administração Interna passa por baixo da mesa sem ninguém a ganhar nada. Mas têm insistido mais nas questões relacionadas com Luís Neves. Uma coisa é uma coisa criminal, outra é uma coisa de incompetência. Uma coisa mete em causa as instituições, a outra não.
André Ventura entrevista a CMTV sobre outro caso que tem afetado o governo de Luís Montenegro, as falhas no processo de classificação dos exames nacionais. O presidente do Chega garante que o partido não será um obstáculo à eventual comissão parlamentar de inquérito promovida pelo PS. A ex-diretora nacional adjunta da Polícia Judiciária diz que nunca foi informada sobre o desaparecimento do atrelado que acabou na empresa do empreiteiro e amigo de Luís Neves. Luísa Proença acompanhou o atual ministro da Administração Interna na PJ entre 2018 e o início deste ano. Era responsável pela gestão dos bens apreendidos pela polícia. Questionada pela investigação da TVI, CNN Portugal e do Nascer do Sol, diz que só tomou conhecimento do caso através da comunicação social. Garante que nunca foi informada da saída do atrelado do parque de apreendidos do Seixal, nem de qualquer pedido urgente de remoção. O PSD e o CDS travaram a audição de Luís Neves na Comissão Permanente, pedida pela Iniciativa Liberal. O partido de Mariana Leitão queria que Luís Neves prestasse esclarecimentos sobre as polémicas relacionadas com os mandatos do ministro na Direção Nacional da Polícia Judiciária. O presidente da Assembleia da República emitiu um despacho a que o Observador teve acesso, em que recusa o pedido dos liberais. As restantes bancadas até deram luz verde, mas os partidos que suportam o governo não permitiram que houvesse consenso e por esse mesmo motivo, a ausência de um consenso na conferência de líderes, Aguiar Branco considerou que não estavam reunidas as condições necessárias para a convocação extraordinária da Comissão Permanente. Seguimos com as atualizações dos incêndios. Sete operacionais ficaram feridos nos fogos da Guarda e de Vila Verde. Na Guarda, cinco elementos sofreram ferimentos ligeiros no combate às chamas. O incêndio continua ativo, com duas frentes e mobiliza mais de 270 operacionais e cerca de 80 viaturas. Em Vila Verde, Braga, há dois feridos ligeiros e um assistido entre os operacionais. No terreno estão quase 180 homens e mulheres e 50 meios terrestres. Em Penafiel, um fogo na localidade de Duas Igrejas mobiliza quase 200 operacionais, apoiados por 66 viaturas. No Alentejo, o incêndio em Mourão entrou ao início desta madrugada em resolução. As chamas consumiram uma zona de pinhal junto à barragem do Alqueva. No combate ao fogo continuam ainda empenhados cerca de uma centena de operacionais, apoiados por cerca de 30 viaturas. Também lá fora os incêndios preocupam. O governo português confirma que não existem vítimas portuguesas nos incêndios de França e de Espanha. É o que explica o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. Emídio Sousa adianta que a rede diplomática e consular ainda não recebeu qualquer pedido de ajuda e que o número de portugueses desalojados devido aos incêndios em França está ainda por apurar.
Não temos vítimas, não temos dados nenhum, nem nenhuma referência. O número de desalojados é muito difícil, só por estimativa, porque as autoridades francesas são muito competentes, têm espaços de excelência para receber as pessoas, mas naturalmente que à entrada não lhes perguntam se são portugueses ou são espanhóis ou são de outra nacionalidade qualquer. Sabemos que há portugueses que estão realojados temporariamente até que as coisas melhorem.
Emídio Sousa garante também que o Consulado-Geral de Portugal em Bordéus está a funcionar na normalidade. Cerca de 3 mil portugueses e lusodescendentes foram transferidos para centros de acolhimento devido ao fogo que ameaça várias regiões perto da cidade francesa. Mais de 220 mil pessoas continuam impedidas de regressar a casa. O incêndio de Gironde já devastou 42 mil hectares e feriu pelo menos três bombeiros. A Câmara Municipal anunciou que nas últimas 24 horas o fogo não ganhou terreno, mas alerta que a situação é ainda altamente imprevisível, o que justifica a mobilização contínua, plena e completa dos meios. França prepara-se para enfrentar uma nova onda de calor. O presidente francês Emmanuel Macron já avisou que esta terça-feira vai ser muito difícil. Já em Espanha, o governo vai declarar esta terça-feira como zonas gravemente afetadas por emergências de proteção civil os territórios atingidos pelos grandes incêndios que têm devastado várias regiões do país. A medida anunciada pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez pretende dar início ao processo de reconstrução e recuperação das áreas mais afetadas. O decreto será aprovado pelo Conselho de Ministros e permitirá avançar com o levantamento dos dados provocados pelos fogos, com o objetivo de avaliar a dimensão da catástrofe e definir as medidas de apoio necessárias neste momento. O combate ao incêndio em Ávila, em Espanha, está bastante mais favorável. É o que diz o responsável pelo plano de proteção civil e incêndios de Castela e Leão. As autoridades dizem que o dia foi muito complicado. O fogo já consumiu mais de 50 mil hectares. A previsão para esta noite é de mais humidade e de menos vento, condições que podem ajudar no combate às chamas. Ainda assim, a zona norte da reserva de San Juan de Madrid continua a preocupar os operacionais. O objetivo é dominar o incêndio até esta quarta-feira. Depois chega uma nova onda de calor, que pode também dificultar o combate em Espanha. De volta à atualidade nacional, falamos ainda sobre os exames nacionais neste jornal. Arrancou esta segunda-feira o processo de classificação das provas da segunda fase. A Missão Escola Pública denuncia que há escolas onde ainda não foi possível convocar nenhum professor classificador. Em causa estão cerca de 90 mil provas, a que se juntam ainda 15 mil pedidos de reapreciação. Ao todo, são mais de 100 mil processos que terão de ser analisados. Ao Observador, a Missão Escola Pública explica que o problema se deve a dificuldades no acesso à nova plataforma criada para gerir a disponibilidade dos docentes. O movimento alerta que alguns professores podem começar a corrigir mais tarde e que, por isso, terão menos tempo para apreciar as provas. Ao início da noite desta segunda-feira, o Ministério da Educação anunciou também que vai pagar aos professores classificadores €1 por resposta classificada e €12 por cada prova reapreciada. Em comunicado, a tutela diz ser importante reconhecer o papel dos docentes no processo de avaliação externa. Já os professores que tiveram que classificar provas em papel, como é os casos de Geometria Descritiva e de Desenho A, vão receber €10. As provas-alvo de recurso nestes casos vão originar um pagamento de €18 aos classificadores. A medida aplica-se às provas classificadas tanto na primeira fase como na segunda, mas também na época especial. Notícia de fecho neste jornal das 3 da manhã. O essencial da informação é atualizado às 3h30 em formato síntese.