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As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Começamos pelo Médio Oriente. A pausa nos ataques anunciada por Donald Trump chegou oficialmente ao fim. Os Estados Unidos responderam ao ataque iraniano contra uma base militar na Jordânia com uma operação militar conjunta com a Arábia Saudita. O alvo foi o leste do Iraque. Em comunicado divulgado na rede social X, o Comando Central dos Estados Unidos diz que os dois países levaram a cabo ataques de precisão contra a região. As Forças Armadas norte-americanas afirmam que os bombardeamentos atingiram instalações logísticas e depósitos de armas de grupos armados apoiados pelo Irão. A operação surge depois de um ataque iraniano com mísseis contra uma base norte-americana na Jordânia, ataque esse que, segundo o Pentágono, foi totalmente interceptado. Na atualidade nacional, olhamos para os incêndios. Há apenas um fogo ativo no país, em Vale de Passos, onde segundo as últimas indicações, há ainda três frentes ativas. Os meios de combate foram reforçados ao início da noite, com operacionais mobilizados de várias zonas do país. Segundo o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Tâmega e Barroso, Artur Mota, o fogo tem uma grande extensão e as frentes continuam a dar muito trabalho às equipas. A baixa umidade é a principal dificuldade para o combate durante esta noite. A Estrada Nacional 213, que liga Vale de Passos a Chaves, mantém-se cortada na zona do incêndio. Até o momento, não há registro de localidades em perigo, nem de feridos neste incêndio em Vale de Passos. Já o incêndio da Guarda, que lavra há mais de 24 horas, entrou ao início desta madrugada, em fase de resolução. Ainda antes disso, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, João Rodrigues, explicava aos jornalistas que os operacionais estavam a conseguir aproveitar as condições favoráveis no terreno para dominar o incêndio.
A noite de hoje é uma noite em que empenhamos o maior dispositivo neste teatro de operações para aproveitar a pequena janela de oportunidade que as condições meteorológicas nos preveem.
Já em relação aos próximos dias, João Rodrigues avisa que podem ser complicados. A prioridade vai ser evitar reativações.
Os próximos dias, essencialmente durante esta semana, mais quatro dias, sabemos que serão desfavoráveis para o risco de incêndio rural e, portanto, temos que limitar ao máximo o potencial que é este incêndio, que tem uma área afetada já de cerca de 4 mil hectares e um perímetro de 40 km, e, portanto, temos que limitar ao máximo o potencial de reativação dele.
Declarações de João Rodrigues, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, num registo da RTP. A A25 e a Estrada Nacional 16 chegaram a estar fechadas por causa das chamas durante a tarde e a noite desta sexta-feira. Já estão, entretanto, abertas. No terreno, na Guarda, continuam ainda mais de 600 operacionais apoiados por quase 200 veículos. Seguimos com os novos desenvolvimentos no caso Luís Neves. Foi o diretor financeiro da Polícia Judiciária o responsável pela entrega do atrelado de droga à empresa do empreiteiro e amigo do ministro. A CNN Portugal avança que a proposta de enviar o atrelado apreendido na operação Pacoba para a empresa Constrobarcelos partiu de Álvaro Pires. Em causa, a necessidade de retirar o veículo das instalações da Autoridade Marítima Nacional, no Seixal, por alegado risco de incêndio. A sugestão recebeu, depois, luz verde do então diretor nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves. Diz ainda a CNN que o atrelado, que transportava bidões com produtos utilizados no fabrico de droga, seguiu para Barcelos no dia 5 de setembro de 2025, sob escolta da PJ. Ainda sobre as polêmicas em torno de Luís Neves, o secretário-geral do Partido Socialista solicitou uma reunião com o primeiro-ministro para pedir esclarecimentos. José Luís Carneiro espera que o encontro aconteça ainda esta semana. Por agora, aguarda uma resposta de Luís Montenegro.
E, portanto, aquilo que exigirei ao primeiro-ministro é uma conversa que devo ter com o primeiro-ministro sobre as instituições democráticas, sobre a forma como as instituições democráticas estão ou não a salvaguardar valores fundamentais de transparência, de prestação de contas, de lisura e de sentido de probidade no desempenho das mais importantes funções no Estado. Pedi essa reunião, aguardo por ela.
Declarações do líder socialista José Luís Carneiro, na tarde desta terça-feira, à margem de uma reunião com o representante da Santa Sé em Lisboa, na Nunciatura Apostólica. Esta terça-feira fica ainda marcada pela notícia de que o gabinete de André Ventura no Parlamento foi invadido e vandalizado. Segundo o líder do CHEGA, terão desaparecido documentos sobre Luís Neves, relacionados com a comissão de inquérito proposta pelo partido aos mandatos do atual ministro da Administração Interna na direção da Polícia Judiciária. Ora, o presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República exclui que alguém tenha entrado no Parlamento durante a madrugada. Emídio Guerreiro diz que o responsável pelo incidente só pode ter entrado no local até às 21h do dia anterior, hora em que se realiza a última ronda de vigilância dos elementos de segurança da Guarda Nacional Republicana.
Desde o fecho das portas até a abertura das mesmas ontem à noite, não entrou ninguém na Assembleia da República. Desde que a porta foi fechada, as forças de segurança que estão nas portas garantem-nos que não há registro de ninguém entrar. E as pessoas não entram sem registo, é impossível. Das 18h20 até às 21h, ninguém É um período temporal onde nós não sabemos o que aconteceu ali, porque nós estamos todos a partir do pressuposto que foi durante a noite que isso aconteceu, mas pode ter acontecido durante este período de tempo.
O social-democrata Emídio Guerreiro, presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, sobre a invasão do gabinete de André Ventura. Já o deputado do Chega, Pedro Frazão, lembra que o líder do partido não costuma trancar as portas do gabinete e diz que não deve ser censurado por isso.
É normal deixar as portas dos gabinetes abertas. Eu próprio deixo a minha porta do gabinete aberta porque há uma confiança absoluta na segurança, ou havia uma confiança absoluta na segurança e nas pessoas que têm acesso ao Parlamento, que não podem circular sozinhas. Essa pergunta que me está a fazer vem no decurso, provavelmente, de algumas pessoas e comentadores que eu vi, por exemplo, de manhã, a dar a entender que André Ventura teria culpa desta intrusão porque não tinha fechado a porta do gabinete à chave. Ora, isso é mais ou menos o mesmo que dizer que uma mulher tem culpa de ser violada por andar de minissaia.
Palavras de Pedro Frazão, deputado do Chega, e Emídio Guerreiro, membros do Conselho de Administração da Assembleia da República, no Explicador da Rádio Observador. A Iniciativa Liberal pediu uma audiência ao presidente da República. Os liberais vão ser recebidos por António José Seguro já na próxima segunda-feira para falar sobre o atual estado do país. É o que se lê num comunicado do partido. Na nota não é adiantado qualquer outro pormenor sobre os tópicos que Mariana Leitão pretende debater com o chefe de Estado. Certo é que o encontro acontece depois de Mariana Leitão ter criticado o silêncio do ministro da Administração Interna sobre as recentes polémicas. Diz que é ensurdecedor. A Iniciativa Liberal tentou ainda levar o ministro ao Parlamento, mas o pedido para uma reunião extraordinária da Comissão Permanente foi recusado por falta de consenso, com PSD e CDS a travarem a audição a Luís Neves. O ministro da Economia garante que nenhum euro do plano de recuperação e resiliência vai ser devolvido a Bruxelas. Portugal tem até ao último dia de agosto para cumprir as metas definidas junto da Comissão Europeia. Manuel Castro Almeida assegura que se não houver imprevistos, 100% dos investimentos serão concretizados e que não será necessário devolver qualquer verba dos fundos comunitários.
Estamos agora na fase do último esforço. Se não surgirem acidentes ou incidentes imprevistos, chegaremos ao final do prazo com todos os marcos e metas do PRR cumpridos. Ou seja, cumpriremos 100% dos investimentos e das reformas programadas. O mesmo é dizer que investiremos a totalidade das subvenções colocadas à disposição de Portugal. Nenhum euro ficará por investir, nenhum euro será devolvido a Bruxelas.
A garantia de Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e Coesão Territorial, numa conferência em Lisboa. O governante diz ainda que o governo se prepara para apresentar em breve o décimo pedido de pagamento a Bruxelas. Ponto final neste jornal das 03:00. As notícias estão de regresso às 15h30 em formato síntese.