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As notícias com Ricardo Lopes.
Muito boa noite. Começamos este jornal a olhar para a atualidade internacional. Donald Trump diz que prefere assinar um acordo com o Irão do que prolongar a guerra e continuar a matar pessoas. São declarações do presidente norte-americano esta noite, que revela que os Estados Unidos estiveram perto de lançar um grande ataque contra o Irão, algo que já tinha dito também nos últimos dias. Diz que foram os iranianos a pedir aos Estados Unidos para que a operação militar fosse cancelada e dar início às conversações de paz. Donald Trump acusa também o Irão de mais tarde ter negado que fez esse pedido.
"Porque eu não quero matar pessoas. Não quero matar pessoas, mas a certa altura nós estávamos preparados para lançar o maior ataque de sempre e nós atingimo-los com muita força nestes últimos meses. Estávamos completamente preparados para lançar o maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial. Depois ligaram-me e disseram: 'Por favor, não o façam, vamos conversar'. E depois vieram dizer: 'Nós nunca dissemos isso'."
Declarações do presidente dos Estados Unidos esta noite durante um comício no Nevada. O vice-presidente J.D. Vance também afirmou esta noite que as negociações de um acordo com o Irão vão ser complicadas. J.D. Vance admite que as conversas levarão tempo, diz que os iranianos são pessoas extraordinariamente difíceis e que têm um sistema fragmentado. Numa altura em que o Irão diz ter chegado a um acordo com Omã sobre uma nova rota marítima no estreito de Ormuz. O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano. Os dois países chegaram a um entendimento sobre as coordenadas geográficas desta nova rota marítima através do estreito de Ormuz. Estarão a finalizar um comunicado conjunto, mas Teerão avisa que tal não significa, para já, a reabertura total da navegação, a não ser que os Estados Unidos parem com os ataques. A imprensa israelita avança que o acordo poderá ser assinado nas próximas horas, mas, Rita Lourenço, há ainda algumas condições a definir.
Temos, neste momento, um acordo fechado ainda por assinar e um estreito por abrir. Segundo a informação avançada pelo Canal 12 israelita, este acordo implicaria a abertura do estreito de Ormuz dentro de 60 dias, mas para tal acontecer, tem de entrar em vigor um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão. O canal revela também que durante os 60 dias não haverá o pagamento de nenhum tipo de portagens e que tanto Irão como Omã comprometem-se a limpar as minas que ainda permanecem no estreito. A concretizar-se, este acordo dará a Teerão o controle sobre os navios que entram no Golfo através do estreito de Ormuz. E apesar de os Estados Unidos não estarem envolvidos nestas negociações, a imprensa internacional garante que estão a ser informados do acordo. As autoridades norte-americanas insistem constantemente que nunca aceitariam um acordo que desse ao Irão o total controle do acesso à rota comercial mais importante do mundo para o abastecimento energético e, por esse motivo, este acordo entre Irão e Omã pode ainda vir a ser contestado por Washington, que até o momento não se pronunciou. Tudo isto surge no momento em que Donald Trump admite a possibilidade de um acordo com o Irão ainda nos próximos dias.
A jornalista Rita Lourenço a explicar as implicações do acordo entre Irão e Omã para a travessia no estreito de Ormuz. As informações que são avançadas pela imprensa israelita indicam que as embarcações que entrem em Ormuz rumo ao Golfo Pérsico passariam pelo lado iraniano do estreito e sairiam pelo lado de Omã. Por cá, na política nacional, o ministro da Economia reconhece a necessidade de imigrantes para aumentar a mão de obra em Portugal. Manuel Castro Almeida diz que não há nenhuma limitação à entrada de pessoas que queiram vir para Portugal trabalhar, mas reitera que o regime de portas escancaradas não deu bom resultado. O ministro destaca a situação de praticamente pleno emprego registrada em Portugal, mas admite que o país está aberto à mão de obra estrangeira que venha para Portugal com condições para trabalhar. Para esses, Castro Almeida considera que há quase que uma via aberta.
O facto de não haver desemprego é uma vantagem enorme para o país. Agora dir-me-á: é necessário mais gente para trabalhar? Nós estamos abertos à imigração que tenha condições para trabalhar. E, portanto, todos os imigrantes que quiserem entrar em Portugal e que tenham condições de trabalhar, designadamente se tiverem um emprego e uma casa, entram com grande facilidade. Há quase que uma via verde para quem tiver emprego e quem tiver casa, entra muito rapidamente em Portugal. Não há nenhuma limitação à entrada de imigrantes que tenham condições de trabalhar em Portugal. Só temos limitação à entrada indiscriminada de qualquer pessoa que queira entrar. Isto não pode ser. As portas escancaradas não deram bom resultado.
Declarações do ministro da Economia feitas à margem de uma assinatura de um protocolo de promoção turística no Gavião. Já o ministro da Educação deu garantias à Ordem dos Advogados de que haverá igualdade no acesso dos alunos ao ensino superior. Segurança dada por Fernando Alexandre ao bastonário da Ordem dos Advogados, João Massano, que esteve reunido com o ministro esta quarta-feira. Em reação, a Ordem explica que o ministro apresentou nesse encontro um conjunto de medidas destinadas a reforçar a transparência, bem como o rigor da avaliação dos exames. Este encontro aconteceu depois da Ordem dos Advogados ter pedido a suspensão dos prazos de candidatura ao ensino superior até que todos os alunos tivessem conhecimento da nota final. O bastonário afirma agora que foram dadas as garantias necessárias pelo Ministério de que nenhum aluno perderá a oportunidade de ingressar no curso ou na instituição a que teria direito. Os serviços de segurança da Assembleia da República propuseram mais videovigilância no Parlamento, mas os partidos discordaram. Uma proposta feita por um grupo de trabalho com elementos da GNR e da PSP. O jornal Público dá conta que este grupo propôs, há alguns meses, que fosse feito um reforço da videovigilância no interior dos dois edifícios. Houve ainda outra proposta para serem colocadas câmeras junto aos elevadores de cada andar, mas também não foi aceita. De acordo com o jornal Público, os partidos justificam essa recusa com argumentos da privacidade e liberdade de movimento. Explicam que não se querem sentir observados para que possam falar livremente com outros deputados, jornalistas ou até visitas. Esta notícia surge, naturalmente, depois de várias dúvidas que têm sido levantadas sobre a segurança no Parlamento, depois do alegado roubo de documentos no gabinete do líder do CHEGA. A Ponte 25 de Abril foi inaugurada há precisamente 60 anos. O aniversário foi assinalado esta madrugada com um espetáculo com cerca de 500 drones sobre o rio Tejo. Perto de uma centena de pessoas assistiram à coreografia de drones. O Ministro das Infraestruturas marcou presença para assistir ao momento, que começou com um contratempo. Marta Caramelo Nobre.
Aplausos que só chegaram no fim de um espetáculo que começou atrasado devido ao elevado tráfego aéreo que se fez sentir na capital. Foram 10 minutos de imagens no céu, mas sem qualquer música a acompanhar. O Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, reconheceu a falha.
Faltou música, deixe-me dizer, mas que de alguma forma simboliza esta história, desde do desenho ao sonho, até à concretização e depois com os vários estágios de transformação.
Contratempos à parte, a noite recordou os 60 anos de uma obra que em 1966 revolucionou Lisboa e que hoje serve mais de 300 mil pessoas todos os dias. Sobre o estado da travessia, o governante deixou uma salvaguarda.
A garantia que podemos dar aos portugueses é que todas as condições de segurança são mantidas. Temos feito todas as análises, todos os estudos.
Para o ministro, esta ligação é, acima de tudo, um espelho da entidade do país.
É uma ponte que tem muitas histórias, histórias para contar da nossa vida, da nossa democracia.
60 anos depois da inauguração, a Ponte 25 de Abril continua a ser um elo indispensável de quem cruza o Tejo todos os dias.
Reportagem da jornalista Marta Caramelo Nobre, que esteve a acompanhar o espetáculo de drones que assinalou os 60 anos da Ponte 25 de Abril. É a notícia de fecho deste jornal das 15h. A informação regressa em formato de síntese às 15h30. Até lá.