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São 4 horas. As notícias com Maria João Brás. Bom dia. Começamos pela atualidade internacional. A resistência islâmica no Iraque reivindicou nas últimas horas ataques a Israel. A informação está a ser avançada pela Al Jazeera. O grupo armado iraquiano fala em três ataques realizados este domingo, com recurso a drones e contra alvos militares. Ainda não há uma reação por parte de Israel. Para já, as forças israelitas confirmam apenas ataques por parte do Hezbollah, que terá disparado 90 roquetes em direção ao norte de Israel. Segundo as autoridades de Israel, há pelo menos cinco feridos. Do outro lado do conflito, as autoridades libanesas dizem que pelo menos 21 pessoas morreram este domingo em ataques israelitas. O sul do Líbano foi particularmente afetado. O Conselho de Segurança da ONU reúne-se hoje de urgência. O encontro foi convocado pelo chefe da diplomacia iraniana. Em causa está o ataque de Israel contra o Irão este sábado. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano enviou uma carta formal a António Guterres, onde denuncia os ataques. Fala numa grave violação e ações ilegais. E nos Estados Unidos, estamos a pouco mais de uma semana das eleições que vão decidir quem será o próximo presidente norte-americano. Uma sondagem da ABC dá uma ligeira vantagem a Kamala Harris. Apenas dois pontos percentuais separam os dois candidatos à Casa Branca. Nesta sondagem, a democrata reúne 51% das intenções de voto, contra 47% de Donald Trump. Kamala Harris ganhou distância para Donald Trump no eleitorado latino, bem como no eleitorado feminino dos subúrbios. Em sentido inverso, Donald Trump continua com uma posição fortalecida nas áreas mais rurais. Os enviados especiais do Observador estão na Pensilvânia, mais concretamente no condado de Lancaster, onde Donald Trump está em vantagem. Um exemplo dos contrastes diferentes na Pensilvânia, um Estado que pode ser decisivo na eleição, como nos conta a editora de Internacional do Observador, Cátia Bruno.

Escolhemos visitar esta região, porque é uma das zonas da Pensilvânia onde o voto em Donald Trump é mais forte, porque há muitos agricultores que estão tendencialmente mais alinhados com o Partido Republicano e que muito provavelmente vão manter esse voto. Nós optámos por fazer o contrário e tentar encontrar uma família que queira votar em Kamala Harris no meio de um condado onde são muito poucos aqueles que votam democrata, ou que pelo menos o assumem publicamente. Este contraste é decisivo para perceber como a Pensilvânia tem realidades muito diferentes e que no fundo são essas realidades e o confronto entre essas realidades que vão decidir o vencedor da próxima eleição, já que a Pensilvânia é um dos maiores swing states e que terá uma influência decisiva.

Cátia Bruno, editora de Internacional do Observador, nos Estados Unidos a acompanhar a reta final das eleições norte-americanas. E Donald Trump discursou esta madrugada no comício na Madison Square Garden, em Nova York. O candidato republicano acusou Kamala Harris de trair o povo norte-americano. Aponta o dedo à adversária por implementar um exército de imigrantes que estão a levar a cabo uma campanha de violência e de terror nos Estados Unidos. O candidato republicano afirma que vai invocar a lei marcial, utilizada pela última vez durante a Segunda Guerra Mundial, para deportar imigrantes em massa. A Comissão Europeia e o chefe da diplomacia europeia pedem às autoridades georgianas que esclareçam se houve ou não irregularidades nas eleições legislativas deste sábado. Os resultados deram a vitória ao partido Sonho Georgiano, com maioria absoluta. No entanto, a oposição diz não aceitar este resultado e denuncia graves irregularidades. Observadores internacionais falam em relatos de pressão sobre os eleitores, em particular sobre os trabalhadores do setor público. Ora, em comunicado, a Comissão Europeia e o alto representante da política externa da União Europeia, Joseph Borel, pedem uma investigação rápida, transparente e independente. E por cá, Mariana Mortágua já olha para as autárquicas. A líder do Bloco de Esquerda considera importante para Lisboa derrotar Carlos Moedas. Diz que o autarca é um símbolo da direita e acusa mesmo o presidente da Câmara de Lisboa de ter um discurso extremista. São palavras da líder bloquista em entrevista à CNN, que não afasta uma possível coligação com o Partido Socialista.

Justiça quer dizer-

Não era este o som que pretendia, vamos agora ouvir o som correto.

Há um objetivo muito importante em Lisboa, que é derrotar Carlos Moedas. Por muitas razões, porque é um símbolo da direita, porque é o símbolo da direita com o discurso mais à extrema-direita, porque é um símbolo da gentrificação da cidade, do ataque à habitação. A questão dos sem-abrigo, das pessoas em situação de sem-abrigo, está um desastre. Todo o trabalho que foi feito foi destruído no mandato de Carlos Moedas. Porque Carlos Moedas é o símbolo dessa nova direita que anda de braço dado com a extrema-direita, é muito importante derrotá-lo.

A coordenadora-geral do Bloco de Esquerda falou ainda sobre a morte de Odair Moniz e de toda a polêmica à volta do caso. Pede que se faça justiça e critica o governo pela falta de ação nos bairros sociais do país.

Justiça quer dizer: há uma lei que é igual para todos e que nenhum crime pode ficar impune e que não pode haver crimes encobertos que são praticados por agentes da autoridade, que nos têm que defender a todos. Nenhum cidadão deve ter medo da polícia, independentemente de viver na Damaia, em Alvalade, num bairro do Porto. Nenhum cidadão tem que ter medo da polícia. Pelo contrário, temos que sentir a segurança. Nós temos que reconhecer que é um problema estrutural na nossa sociedade, que é um problema de segregação de bairros, de pessoas negras e pobres, onde o bairro do Estado não chega a não ser armado com uma shotgun e com capuz na cabeça.

Mariana Mortágua em entrevista à CNN Portugal. E também a propósito da morte de Odair Moniz, o homem baleado por um agente da PSP há uma semana na Cova da Moura, Marques Mendes acusou o Bloco de Esquerda e o Chega de oportunismo pela forma como esses dois partidos lidaram com a morte de Odair Moniz. O comentador considera ambas as abordagens precipitadas.

O que eu acho péssimo é colocar o carro à frente dos bois. Quer dizer, do Bloco de Esquerda, devo já dizer, acho que o comportamento do Chega é o pior de todos, já lá vamos, mas o Bloco de Esquerda também não me parece que tenha andado muito bem a considerar logo no início que isto é uma atitude de racismo. Não sei se é ou não é, as autoridades dirão.

A propósito dos tumultos dos últimos dias na Grande Lisboa, Luís Marques Mendes considera que o governo não foi capaz de transmitir uma sensação de segurança à população. Isto, segundo o comentador, numa altura em que o Executivo deveria ter demonstrado autoridade e controle.

Nós estamos habituados a ter disto e até muito pior lá fora. Em França, por exemplo. Em França, nos Estados Unidos, no Reino Unido. Agora, a perceção pública nos dois, três primeiros dias, é que o Estado falhou. Vamos ser francos. Nomeadamente onde é que estava a polícia, nomeadamente nos acontecimentos mais graves. Sim, nos primeiros dois dias, entre segunda e quarta-feira, a ideia é que o Estado falhou e que as forças de segurança não foram eficientes nem na ação, nem na comunicação, nem numa coisa, nem noutra. E isso não é bom para o Estado de direito. As pessoas precisam de ver nas forças de segurança um referencial de prestígio, de eficiência, de credibilidade e, portanto, é lamentar toda esta parte.

A leitura de Luís Marques Mendes no habitual espaço de comentário na SIC. E no desporto, o Benfica goleou este domingo o Rio Ave por 5x0. Os encarnados estão de regresso às vitórias. No final do encontro, Bruno Lage mostrou-se satisfeito com a resposta da equipa, que tinha sido derrotada no último jogo contra o Feyenoord na Liga dos Campeões.

Estamos satisfeitos. Eu estava convicto que esta seria a resposta da equipa. Por isso estamos muito satisfeitos. Acho que entrámos muito bem no jogo. Uma vez mais, com a ambição de ter uma dinâmica ofensiva, de criar oportunidades de gol, com uma forte pressão. E claro, satisfeito por isso e satisfeito pelos gols e pelo resultado.

A leitura de Bruno Lage à vitória do Benfica sobre o Rio Ave. O noticiário fica por aqui. Regressamos às 16h30. Até já.