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Pro horas. Muito boa noite. Eu sou o Ricardo Lopes e estou aqui para atualizar toda a informação mais uma vez. Hoje assinala-se o Dia do Trabalhador. Estão agendados vários protestos de norte a sul do país, promovidos pela UGT e também pela CGTP. As centrais sindicais dizem esperar milhares de pessoas. Devem ser apresentadas novas formas de luta, com uma eventual greve geral em cima da mesa. O pacote laboral será, sem dúvida, o foco principal do protesto. No entanto, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, explica em declarações à Agência Lusa que, de um modo geral, o objetivo é denunciar as dificuldades com que os trabalhadores se deparam. Dá exemplos como a brutalidade do aumento do custo de vida, do cabaz alimentar e também dos preços dos combustíveis. A Intersindical critica a inércia do governo perante todas estas situações. A UGT vai assinalar no dia 1º de maio também com um conjunto de iniciativas no Centro Desportivo Nacional do Jamor, em Oeiras. O líder do PS já confirmou que vai estar hoje ao lado da UGT nestas celebrações do Dia do Trabalhador. Falamos agora da reunião da Comissão Política Nacional do PS, que aconteceu esta noite. José Luís Carneiro acusa o primeiro-ministro de insensibilidade. O líder socialista não compreende que Luís Montenegro diga que não há motivo para alarme com a subida do custo de vida. À entrada para a sede nacional do partido, acusou o primeiro-ministro de estar desligado do mundo real.
O governo, como sempre afirmamos, chega tarde, responde mal ou responde de forma insuficiente e pior do que isso, é o governo não mostrar sequer sensibilidade, e o primeiro-ministro não mostrar sensibilidade para compreender as dificuldades por que as pessoas estão a passar. Como digo e sublinho, quando hoje ouvi ao primeiro-ministro dizer que não era preocupante os níveis da inflação que estão a atingir as pessoas, as famílias, as empresas, os trabalhadores, é caso para dizer que, de facto, o primeiro-ministro está mesmo desligado da realidade.
Escutamos José Luís Carneiro à entrada para a reunião da Comissão Política Nacional do partido. Também se falou do pacote laboral no encontro socialista. O PS considera que o primeiro-ministro já aceitou que o país não precisa da reforma laboral e que, portanto, vai recuar. Isto depois de Luís Montenegro ter referido no debate quinzenal desta semana que o país não vai acabar caso o pacote seja chumbado. Ora, Filipe Santos Costa, dirigente do PS, saúda com alguma ironia a posição do chefe de governo.
O primeiro-ministro parece finalmente reconhecer que a reforma laboral não é uma prioridade para nenhum setor da sociedade nacional, nem para os trabalhadores, nem para os seus representantes, nem para a maioria das forças políticas representadas na Assembleia da República, nem sequer para as demais entidades que se encontram em concertação social. E, portanto, não sendo uma prioridade para o próprio primeiro-ministro, vemos naturalmente aqui um recuo, que neste caso teremos que saudar, uma vez que é um recuo salutar e que vem de encontro, aliás, à posição do Partido Socialista.
O Partido Socialista, que vai apresentar uma série de exigências para melhorar o PTRR. Uma das preocupações é precisamente a duração do plano.
É um programa de nove anos, em três legislaturas, sem aprovação parlamentar. Não é um desígnio nacional, é apenas uma intenção do atual governo. O PS vai apresentar um conjunto de exigências concretas: publicação dos valores definitivos por município, eliminação da burocracia que está a travar os pagamentos às famílias, prazo máximo de 30 dias para todas as candidaturas de habitação já validadas, plano público de reparação das estradas nacionais com calendário por troço e uma resolução da Assembleia da República que permita vincular futuros governos à execução do programa.
Filipe Santos Costa, dirigente socialista, no final da reunião da Comissão Política Nacional do PS, aconteceu no Largo do Rato, na sede do partido. O partido de José Luís Carneiro garante que a maioria dos pontos previstos no PTRR são recicladas de medidas ou propostas que já são antigas. Também o Chega acusa o governo de preparar mal o país para a subida de preços, a inflação que subiu para 3,4 durante este mês. André Ventura considera que o executivo não soube proteger os portugueses deste cenário e volta a insistir na questão do IVA zero.
Não sei se o governo está a enterrar a cabeça na areia ou não, mas preparou-se mal e agora está a lidar mal com a situação. Eu acho que ontem quem era o Chega, quem era o Partido Socialista também, para sermos sinceros, apelaram ao governo para que aplique o IVA zero nos alimentos, nos bens essenciais, para que os bens essenciais possam descer. E eu queria voltar a apelar ao governo para que o fizesse. Nós não podemos pôr em risco as contas públicas, isso é uma evidência, mas há coisas que outros governos europeus estão a fazer e que nós também precisamos de fazer para ajudar as pessoas. É tão simples como isso.
O líder do Chega de visita a Estremoz. O Conselho de Ministros aprovou ontem medidas que eram reclamadas há meses pelos agricultores. São 20 milhões de euros em apoios para a compra de fertilizantes, que estão a ser alvo de uma grande subida de preços. Já para o regadio, vão 60 milhões. O primeiro-ministro garante que se trata de um setor estratégico, desde logo, dada a importância da questão da gestão de água, uma estratégia que vai ficar a cargo de um antigo autarca e governante do PSD.
Será liderada
Pelo engenheiro José Macário Correia, que está aqui à frente. Basta conhecê-lo para saber que a partir de hoje os senhores ministros vão ter que se haver para lhe responder rapidamente a todas as solicitações e todos os outros departamentos com os quais se vai cruzar. Faz parte da idiossincrasia dele e faz parte do espírito que nós queremos, de resolver, de acelerar.
O Conselho de Ministros desbloqueou também 60 milhões de euros para eletrificar a linha de comboios em Beja. Além disso, Luís Montenegro diz que espera, até o final da legislatura, lançar os concursos para estender a rede de autoestradas a todas as capitais de distrito. Isto numa altura em que o governo fez uma revisão às contas de 2026, reviu em baixa as metas orçamentais para este ano, aponta agora para um saldo nulo e também para um crescimento económico menor. Revê em baixa o crescimento do PIB, que, em vez de um excedente de 0,1, como estava previsto no Orçamento do Estado, indica agora um saldo negativo. Estes dados foram apresentados no Relatório Anual de Progresso, que o Executivo apresenta a Bruxelas e também ao qual a Rádio Observador teve acesso. O comboio de tempestades que atingiu o país, a guerra no Médio Oriente e, consequentemente, o aumento dos preços do petróleo são as principais razões para a queda destes indicadores. Mudamos agora de tema. O ministro dos Negócios Estrangeiros chamou o embaixador israelita. Paulo Rangel quer explicações sobre a detenção de três ativistas portugueses pró-palestinianos que seguiam numa flotilha rumo a Gaza. Os navios foram intercetados pelas autoridades israelitas. Mais de 150 ativistas vão, entretanto, desembarcar na Grécia. Paulo Rangel garante que o governo está a acompanhar toda a situação.
Eles serão desembarcados na Grécia e, portanto, também já ativamos a nossa embaixada em Atenas para saber se vai verificar este desembarque e, assim que ele se verifique, como é que podemos resgatar esses portugueses. Nós temos autoridades consulares em Telavive e em Atenas a fazerem todas as diligências para darem a proteção consular a estes ativistas que terão sido detidos e, eventualmente, a outros que possam vir a ter problemas com Israel. Eu já dei instruções e já foi chamado o embaixador de Israel para dar explicações junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Toda a proteção diplomática está ativada.
Aqui o ministro Paulo Rangel, que garante que as autoridades consulares estão totalmente preparadas para vir a acolher os portugueses. Vamos fechar com desporto. Mais uma noite histórica para o Braga na Liga Europa. Os minhotos venceram o Friburgo por 2 x 1 e estão cada vez mais perto da final da competição. A partida estava empatada 1 x 1 quando, já em período de desconto, aos 92 minutos, Mário Dorgeles deu a vitória aos arsenalistas. A assistir esteve uma comitiva de peso, o presidente da República, António José Seguro, acompanhado por Marcelo Rebelo de Sousa e também Luís Montenegro estiveram na bancada para mostrar apoio àquela que é a única equipa portuguesa, neste momento, nas competições europeias. Na reação à partida, Carlos Vinicius, técnico do Braga, enalteceu a postura da equipa.
A equipa nunca deixou de acreditar. Acho que tem sido uma das marcas de identidade da equipa ao longo de toda a época. No final, tivemos a recompensa do 2 x 1, que nos coloca com uma vantagem mínima para o resto desta eliminatória. Jogámos a primeira mão, restam pelo menos 100 minutos de futebol na próxima semana, na Alemanha, onde o Friburgo vai certamente tentar dar a volta ao resultado.
Carlos Vinicius acredita que vai conseguir chegar à final em Istambul. A acontecer, será a segunda vez na história do clube, repetindo assim o feito histórico de 2011. A próxima mão joga-se já na próxima quinta-feira, dia 7 de maio, na Alemanha. É desta forma que fechamos o jornal das 04h. A informação está de regresso às 05h em ponto. Até já.