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Bom dia, eu sou o Miguel Pina Andrade. Está na hora de atualizar toda a informação na Rádio Observador. Começamos com a primeira visita oficial ao estrangeiro de António José Seguro. O Presidente da República chega hoje a Madrid, onde se vai encontrar com as mais altas figuras de Espanha. Os encontros com o rei Felipe VI e com o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez são só amanhã. A chegada do chefe de Estado está prevista para hoje, perto das 16h em Madri, mais uma hora do que em Lisboa. Hoje à tarde, António José Seguro vai se encontrar com os jovens portugueses que estudam ou trabalham em Espanha, na residência do embaixador de Portugal em Madri. É aqui que se vai realizar o encontro. Amanhã é recebido no Palácio Real pelos reis Felipe VI e Letizia. António José Seguro vai acompanhado pela mulher, Margarida Maldonado Freitas. O Presidente da República reúne-se com o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, no Palácio da Moncloa, às 16h30 da tarde locais. Falamos ainda de António José Seguro. Na próxima semana, o Presidente da República vai receber os parceiros sociais para discutir as alterações pretendidas pelo governo. É na quarta-feira, um dia antes do Secretariado Nacional da UGT votar a mais recente proposta do Executivo de Montenegro. A CGTP, que foi excluída das negociações pelo governo, também vai ser recebida em Belém. O encontro acontece logo após a primeira visita oficial de Seguro ao estrangeiro, neste caso, à vizinha Espanha. Trata-se de uma promessa cumprida, já que o presidente admitiu chamar os parceiros sociais depois de fechada a fase de negociações com o governo. Prometeu também vetar a proposta caso não saísse qualquer acordo da concertação social. Primeiro, houve esta quarta-feira, os parceiros sociais. Destaque também para a reunião do Secretariado Nacional da UGT, onde as alterações à lei do trabalho podem mesmo voltar a ser rejeitadas. Foi, pelo menos, o que admitiu ontem o secretário-geral adjunto Sérgio Monte, no âmbito de um debate organizado pela Associação Causa Pública, que contou com a presença do CGTP. O secretário-geral Tiago Oliveira disse esperar que a UGT não assine o acordo sobre as alterações à lei laboral. Na resposta, Sérgio Monte diz que os membros do Secretariado Nacional concordam com a grande maioria dos portugueses que rejeitam a proposta do Executivo. Caso não haja acordo, o governo já ameaçou enviar ao Parlamento o anteprojeto inicial, enriquecido com contributos dos parceiros sociais. O governo promete encontrar nos próximos dias uma solução para as dívidas do INEM aos bombeiros. É a primeira reação política à rescisão do acordo com o Instituto Nacional de Emergência Médica por parte da Liga dos Bombeiros Portugueses. À Rádio Observador, o presidente do organismo, António Nunes, admite tratar-se de uma decisão irrevogável. Ora o ministro da Administração Interna, Luís Neves, rejeita uma rutura entre as duas entidades e deixa uma palavra de conforto aos portugueses: o socorro não está em causa.

Não há rutura. Eu estive a falar com a minha colega da ação cooperativa da saúde, dizer que os bombeiros são absolutamente insubstituíveis. Quer dizer, uma palavra de grande conforto aos portugueses, que não vai deixar de haver socorro, e nós, o governo, nos próximos dias resolverá, encontrará uma solução pra resolver a questão colocada pela Liga dos Bombeiros Portugueses.

Esta tarde, em comunicado, o INEM reagiu à renúncia do acordo com os bombeiros por sucessivos incumprimentos. O Instituto de Emergência Médica justifica os atrasos nos pagamentos com a falta de orçamento, uma situação que Luís Neves considera inadmissível.

O que eu quero dizer, e já trabalhei em nome do governo, é que nós iremos falar no curto espaço de tempo possível pra resolver essa questão. Não é admissível, de facto, encontrar-se aqui dívidas que estão e que põem em causa a sustentabilidade das corporações e das ações humanitárias.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, sobre as dívidas do INEM aos bombeiros. De acordo com a Liga dos Bombeiros Portugueses, o valor ronda os 20 milhões de euros. No Médio Oriente, ainda está longe um acordo final de paz entre os Estados Unidos e o Irão. É o que afirma o principal negociador iraniano em entrevista à televisão estatal ontem. Mohammad Bagher Ghalibaf diz que em alguns pontos já se chegaram a conclusões, mas há outros em que as duas partes ainda estão longe de um acordo final. Isto acontece depois do Irão ter anunciado ontem que iria fechar novamente o Estreito de Ormuz, invoca repetidas quebras de confiança, já que os Estados Unidos mantiveram o bloqueio naval aos portos iranianos. Antes disso, o Irão fez pressão para que os navios pagassem uma taxa para passar pelo estreito em segurança, uma medida que complicou as negociações com os Estados Unidos. Ora, Ghalibaf enquadra a situação no estreito de Ormuz como uma vitória estratégica para Teerão. O Hezbollah promete retaliar contra os ataques israelitas no Líbano. O líder do grupo xiita falou hoje pela primeira vez desde que o cessar-fogo entrou em vigor na região. Num comunicado lido na televisão, Naim Kassem garante que os militares do Hezbollah estão prontos para responder a quaisquer violações ao acordo e reforça que uma trégua não pode ser unilateral. Ontem, Israel anunciou a eliminação de uma célula terrorista que operava perto das tropas israelitas e também a demarcação de uma linha amarela no sul do Líbano, à semelhança do que foi feito em Gaza. A Bulgária vai hoje às urnas para eleger o Parlamento pela oitava vez em cinco anos. O ex-presidente nacionalista pró-russo Rumen Radev é o favorito. As sondagens apontam para uma vitória com um terço das intenções de voto. Mesmo assim, não há garantias de que consiga superar o prolongado impasse político. A Bulgária está mergulhada numa profunda crise política desde 2011. O governo pró-europeu demitiu-se no final do ano passado, depois de uma vaga de manifestações antigoverno contra a corrupção e o aumento de preços.Vamos ao desporto. Hoje é dia de Derby Lisboeta, em Alvalade, entre Sporting e Benfica. O encontro pode ser decisivo para as contas do campeonato. O Sporting é segundo classificado a cinco pontos do líder Futebol Clube do Porto, mas tem menos um jogo. Já o Benfica está a sete pontos da liderança, mas ainda luta pela segunda posição, que é de lugar para acesso às eliminatórias para a Champions. A partida joga-se na casa do Leão, em Alvalade, onde o Sporting não perde para a liga desde a quarta jornada, quando perdeu contra o líder Futebol Clube do Porto. E se perder amanhã, Rui Borges admite que chegar ao topo fica difícil, mas garante que a toalha não vai cair ao chão.

Matematicamente, para já não penso nisso, penso em ganhar, como é lógico.

Acho que é mais difícil.

De resto, fica mais difícil, como é lógico, mas é possível, porque matematicamente ainda é possível. Por isso, é muito por aí.

Sobre o adversário, o Benfica, Rui Borges deixa muitos elogios.

Matematicamente, para já não penso nisso, penso em ganhar, como é lógico.

Escutamos agora o som correto, onde Rui Borges deixa elogios à equipe do Benfica.

Que é uma equipa muito dinâmica em zona de corredores, muito intensa, muito competitiva, muitos cruzamentos. E em termos defensivos também temos que ter a mesma vontade, a mesma intensidade para defender a nossa baliza, para continuarmos a ser também das melhores defesas e é isso que nós queremos também.

Do outro lado, está o Benfica, que ainda não derrotou nenhum dos rivais para a liga. É, por isso, preciso fazer melhor, até porque o técnico José Mourinho admite que o segundo lugar ficará muito difícil de alcançar em caso de derrota. Quanto às contas do título, o técnico português é pragmático.

Uma coisa é a matemática pura e outra coisa é o pragmatismo dos números. Eu acho que se nós não ganharmos o jogo, vamos dar tudo até o final. Enquanto for matematicamente possível, vamos atrás. Se deixar de ser matematicamente possível, continuamos a ir atrás daquilo que é a natureza e a história do clube, mas ficaria obviamente muito mais difícil.

Osner, Tomás Araújo e Richard Rios estão disponíveis para o encontro. Mourinho não quis ficar atrás de Rui Borges e, por isso, deixou também muitos elogios ao Sporting.

O Sporting está muito bem, está a jogar muito bem e que fez agora recentemente dois jogos muito bons na Champions e que nós obviamente temos que ser pragmáticos, coerentes e até humildes no sentido de reconhecer que vamos ter um jogo muito difícil com um derby, que eu não sou propriamente um top em estatísticas, mas parece-me que o Benfica há muito tempo que não ganha o derby de Alvalade. Mas vamos lá para ganhar.

A última vitória das Águias em Alvalade remonta à temporada 2021/2022. O Sporting x Benfica arranca às 16h. O relato e a análise são para ouvirem direto aqui na antena da Rádio Observador. Depois do derby, há jogo no Dragão entre Futebol Clube do Porto e Tondela. Francesco Farioli quer a equipe focada no duelo em casa para o campeonato e não no derby em Lisboa. Pela frente, o Porto tem o Tondela, que em oito jogos no Dragão até já conseguiu uma vitória, foi há 10 anos. Sobre o grande jogo da jornada, o técnico italiano diz que o resultado é secundário.

Não nos podemos deixar distrair, não podemos criar expectativas, porque, na realidade, ambas as equipas são candidatas ao título. Por isso, sejam quais forem os resultados, vamos aceitá-los naturalmente. Mas o mais importante é o que vamos fazer e como vamos abordar o jogo de amanhã.

Francesco Farioli em conferência de imprensa de antevisão ao encontro deste domingo. O Futebol Clube do Porto Tondela arranca às 20h30 e é também para ouvirem direto aqui na Rádio Observador. Fechamos com desporto. A informação está de regresso às 17h30. Até já.